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Postada em 11-08-2014. Acessado 623 vezes.
Título da Postagem:Você está preparado para administrar a solucionática da problemática
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 11-08-2014 @ 02:27 pm
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Tags: solução, problemas, administração pública, rankings, caos, futuro, complexidade

 Você está preparado para administrar a solucionática da problemática?

Uma nação deve contar com o seu recurso humano para a solução de problemas nacionais, desde os da fábrica até os da sociedade, mas como transformar pessoas em competentes solucionadores de Problemas? E os cursos disponibilizados no Brasil, dão conta deste atendimento?

Pesquisas mostram uma bizarra disfunção do Brasil, em relação ao seu porte econômico de 7ª economia do planeta e as demais classificações suas em vários RANKINGs de competitividade entre as nações. Está bem na Economia, mas apresenta defasagens graves relacionadas ao processo administrativo público e privado, que não chegam a acompanhar a classificação do seu porte na economia.

O Brasil está repleto de problemas do tamanho da "lagartixa, do jacaré até o porte de dragões" - problemas draconianos... 

CLASSIFICAÇÕES BRASILEIRAS EM RANKINGS MUNDIAIS 
BASE: 2000 e 2005 - em 170 países -

Item========================Ordem======Significado

1. Economia pelo PIB............................7ª...Agropecuária forte, produção e serviços medianos; 
2. População..............................................5ª...Mais gente, mais problemas, alguns seculares e outros há meio séculos;
3. Força de Trabalho...................................5ª...Baixa Escolaridade e Profissionalização precária;
4. Fecundidade Filhos por Mulher................66ª...Controle Demográfico insuficiente;
5. Expectativa de Vida - anos...................103ª...Saúde precária geral, para crianças, jovens, adultos e Idosos;
6. Mortalidade Infantil..............................104ª...Infanticídio permitido e banalizado;
7. Investimento em Saúde.........................50ª...Investimento Precário e gestão Ineficiente;
8. Analfabetismo......................................78ª...Insolvência Educacional, Técnica e Cultural;
9. Ensino Superior...................................49ª...Pouca Capacidade Competitiva Global e de Mercados;
10. IDH....................................................71ª...Desenvolvimento Humano Flagelador, e acumulador de mazelas;
11. Renda Per Capita.................................97ª...Baixa Superestrutura e Infraestrutura precária;
12. Renda Per Capita/ Trabalhador..............67ª...Baixo Potencial Gerador de Riqueza;
13. Rádio por 1.000 habitantes..................84ª...Precária difusão de Informação e Aculturação;
14. TV por 1.000 habitantes......................74ª...Precária difusão de Informação e Aculturação;
15. Computador/100.000 habitantes..........60ª...Mediana taxa de Inclusão Digital e de Tecnologia;
16. Automóveis/1.000 habitantes..............64ª...Mediana Riqueza, Modernidade e sofisticação de Mercado;
17. Fator Laboral.....................................68ª...Mediana Capacidade para Gerar Riquezas - Know How;
Fontes: Almanaque Abril 2000 a 2007, O Mundo em Dados 2003 (Revista Exame), Banco Mundial e ONU; 
Copyright © 2007 - IEAQ

Um vigoroso sistema de seleção nascerá, nos próximos anos, para podermos identificar a presença desses talentos nos indivíduos das equipes de "solucionadores – cooperantes", conduzindo a um processo de revisão da metodologia ortodoxa, e já obsoleta, de Recursos Humanos, no tratamento de talentos.

O processo educacional da nação capitalista deve mudar seu paradigma para massificar a formação de administradores, engenheiros e técnicos, em períodos de curta duração.

Uma nação deve contar com o seu recurso humano para a solução de problemas nacionais, desde os da fábrica até os da sociedade, mas como transformar pessoas em competentes solucionadores de problemas? E os cursos disponibilizados no Brasil, dão conta desse atendimento?

Os novos objetivos, dos cursos técnicos e de engenharia, deverão ser ao se conhecer a natureza das ocupações profissionais no mercado;

1. Capacitar com o perfil do profissional que o mercado requer;
2. Preparar para pensar, pesquisar, analisar e interpretar ideias, fatos e expectativas;
3. Aplicar a tecnologia do estado da arte;
4. Capacitar para o senso crítico; 
5. Relacionar os fatores políticos, econômicos, sociais, culturais e tecnológicos com sua missão profissional;
6. Organizar e formatar práticas de trabalho;
7. Amenizar as necessidades da sociedade;
8. Preparar para utilizar os recursos de controle da qualidade;
9. Levar à aplicação das normas e leis que regulamentem as atividades;
10. Ensinar a ética nas relações: pessoais, direitos autorais, patentes, saúde e segurança no trabalho.

O novo paradigma, que se configura na mutação da "transmissão de conhecimentos para construção de competência", impõe que o sistema educacional se esmere em criar 4 condições mínimas de "aprendizado" para o jovem:

• Aprender a aprender – pensar por si; 
• Aprender a fazer – habilidade; 
• Aprender a ser – pessoa/profissional; 
• Aprender a ter – usufruto sensato, sem exibições e sem hedonismo (aproveitando a recomendação da UNESCO).

Num futuro imediato a visão de equipe assumirá as condições a seguir;

1. Relacionamento em rede; 
2. Relacionamento em grupo; 
3. O sistema prevalece sobre o homem;
4. Relacionamento interpessoal; 
5. Sinergia do conhecimento – holismo – Visão Holística em que o todo depende de suas partes. E a qualidade das partes configura a qualidade do todo.

Mas o que é ser competente? Em vários estudos, sobre o sucesso de engenheiros e técnicos, concluiu-se que a construção de competências, implica em disseminar as seguintes ações;

1. Iniciativa objetiva, 
2. Cooperação com colaboração, 
3. Relacionamento amigável e sincero, 
4. Visão crítica em vários níveis: técnico, comercial, econômico e político, 
5. Senso de conjunto e compartilhamento de necessidades, coisas e objetos, 
6. Urgência e obrigação conforme a iniciativa objetiva, 
7. Saber e saber como: estar apto para fazer de imediato, e saber como fazer corretamente.

Mesmo com isso ainda teremos problemas de "mobilização do saber", principalmente aquele de "saber identificar problemas". O que são problemas? Como identificá-los? O que deu errado? Como corrigir? Quais as demandas? Os custos e as perdas?

O saber é um "conjunto aplicável de conhecimentos" – um grupo de disciplinas complementares ou suplementares – que se traduzirá numa "caixa de ferramentas versáteis", como o "cinturão de utilidades de Batman". Um princípio lógico deve ser consensado, o do "uso de ferramentas cognoscíveis".

Grosso modo, seria esclarecer que, um cirurgião não usa alicate para uma incisão. Um mecânico não usa o martelo para remover as velas do motor. Um engenheiro não usa chave de fenda para fazer cálculos diferenciais. E assim por diante. Há uma ferramenta certa para cada atividade humana.

A educação massiva precisará conduzir a juventude brasileira ao ensino do significado das ferramentas, de suas aplicações e que essas devem ter uma laboração articulada – usar a ferramenta certa no tipo de obra certa, tirando o máximo de rendimento.

O foco da educação massiva deverá ser de enfrentar desafios, elaborar projetos, solucionar problemas, efetuar pesquisas e experimentos e assistir palestras e seminários de renomados especialistas. Um jovem profissional deve saber debater os assuntos atuais: como fazer crítica intelectual e moral, justo ou injusto.

E qual seria a "aprendizagem limite"? A acumulação de conhecimentos e a utilização deles na solução de problemas, na proposição de soluções e urgenciar as iniciativas.

O profissional brasileiro deverá deixar de ser um mero "depósito de informações" e se tornar "motor de inovações e soluções" – o conceito-chave agora é mobilidade do saber. E essa mobilidade requer uma dialética construtiva, e a heurística plenamente aplicada, no dia-a-dia, numa questão básica: a iniciativa é minha ou sua? Deixamos isso "rolar", "não estamos nem aí" ou vamos fazer alguma coisa positiva e afirmativa?

A matemática e a estatística são conhecimentos motrizes da nova tendência.

Para a estatística:

1. Competências:

• Domínio da estatística empresarial e administrativa;

2. Habilidades:

• Aplicação da estatística na administração e no desenvolvimento da empresa;

3. Bases tecnológicas:

• Na empresa;

1. Dados estatísticos; 
2. Representação tabular; 
3. Tratamento dos números; 
4. Gráficos estatísticos; 
5. Distribuição de frequências; 
6. Medidas de tendência central; 
7. Medidas de dispersão ou de variabilidades; 
8. Números índices; 
9. Teoria elementar das probabilidades;

A educação técnica mundial avança no "aprendizado limite":

1. Aprender o essencial, ter conhecimentos-chave, acessar, tratar e analisar dados/informações e deduzir; 
2. Cooperação, investimentos em pesquisas, integração cognitiva, educação formal "generalista" e em curta duração;
3. Orientada para a lógica – criatividade – quebra de paradigmas; 
4. Entrosamento de equipes, 
5. Dinamização de talentos, 
6. Dinâmicas de solução de problemas, 
7. Maximização do sinergismo e 
8. Jogos decisórios participativos.

A verdadeira ação civilizatória da solução de problemas - neste presente, para o futuro, de caos e complexidades será:

1. Obtermos produtos sem defeitos;
2. Realizarmos serviços quase perfeitos; 
3. Termos a funcionalidade operativa plena; 
4. Criarmos atividades confiáveis e recicláveis; 
5. Contribuirmos com a minimização das mazelas sociais e educacionais; 
6. Aplicar o saber para uma humanidade próspera e feliz.

Abraços,

Lewton




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