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Postada em 11-08-2014. Acessado 719 vezes.
Título da Postagem:As seis estratégias da organização administrativa para inovações
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 20-08-2014 @ 08:31 pm
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Tags: inovações, inventos, ideias, experimentos, marcas, patentes, know-how

 As seis estratégias da organização administrativa para inovações

Segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual - OMPI (ou WIPO - 2010), ver: http://www.wipo.int/ipstats/en/statistics/country_profile/ , em 2010 o mundo teve cerca de 148.237 patentes registradas, pelo PCT – no qual o Brasil é signatário do Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes, assim um pedido feito aqui com base no PCT será válido nos países signatários que o requerente designar.

Os 7 países com maior volume de patentes no PCT alcançaram um total de 120.555 patentes, ou detiveram 81,33% das patentes mundiais. Os quais são:

1. EUA com 44.890 patentes, ou 30,28% do total;

2. Japão com 32.180 patentes, ou 21,71% do total;

3. Alemanha com 17.558 patentes, ou 11,84% do total;

4. Coréia do Sul com 9.668 patentes, ou 6,52% do total;

5. França com 7.288 patentes, ou 4,92% do total;

6. Inglaterra com 4.908 patentes, ou 3,31% do total;

7. Holanda com 4.063 patentes, ou 2,74% do total;

O Brasil obteve 488 patentes ou 0,33% do total como a 7ª economia do planeta, o que se consagra numa extrema anomalia administrativa. E confirma sua qualidade de país das "commodities", e que importa mais produtos com valor tecnológico agregado do que é capaz de exportar - o que sacramenta o velho hábito da precariedade técnica-administrativa das governanças políticas públicas do país.

São, portanto, 24 campos de Tecnologias mais disputados no mundo pelos países desenvolvidos, os quais são classificados pela OMPI os primeiros que atingem cerca de 50% ou pouca mais da distribuição de tipos de tecnologias. Em "outros" a OMPI coloca as miscelâneas de tecnologias com frequências pouco representativas.

Nestes 24 campos de Tecnologias os países disputam à vanguarda científica de seus investimentos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Destes 24 campos em geral o Brasil apresenta Patentes nos seguintes, listados abaixo: 

 

 

 

 

Ordem

 

%

Nº Patentes

 

PORTUGUÊS

 

 

4

Audiovisual tecnologia

4,44

5.370

24

Materiais básicos de química

0,15

180

15

Biotecnologia

1,41

1.710

12

Engenharia Civil

2,43

2.936

2

A tecnologia informática

7,35

8.894

14

Comunicação digital

1,71

2.070

3

Máquinas e aparelhos eléctricos, energia

5,88

7.123

18

Motores, bombas, turbinas

0,72

869

23

Móveis, jogos

0,18

222

19

Manipulação

0,69

839

20

Maquinas Ferramentas

0,54

651

5

Medição

3,84

4.644

16

Os elementos mecânicos

1,08

1.304

7

A tecnologia médica

3,32

4.023

11

Óptica

2,65

3.205

9

Química fina orgânica

3,06

3.709

22

Outros bens de consumo

0,27

330

21

Outras máquinas especiais

0,39

467

1

Outros Miscelânea

47,38

57.352

10

P Farmacêutica

2,75

3.333

13

Semicondutores

2,30

2.784

8

Telecomunicações

3,20

3.875

17

Máquinas têxteis e de papel

0,92

1.117

6

Transporte

3,33

4.036

Fonte: http://www.wipo.int/ipstats/statistics/country_profile/

 

TOTAL

100,00

121.043

Copyright © 2010 - Engº Lewton Burity Verri - CREA 74-1-01852-8 UFF - RJ

Devemos ressaltar que boa parcela das patentes brasileiras é de empresas multinacionais / transnacionais que operam no país. Mas de qualquer forma estes 10 campos tecnológicos são aqueles em que o Brasil tem estrutura de inovações. Neles há um mínimo do CICLO DE INOVAÇÕES.

Sobre os "Investimentos em Inovações Tecnológicas e seus Padrões Estatísticos", estudantes e profissionais podem aprofundar investigações sobre os PADRÕES ESTATÍSTICOS dos Ciclos de Inovações dos 7 maiores países em produção de PATENTES.

Podem ser focados os campos tecnológicos de cada um dos 7 países + Brasil, pois a tabulação apresenta vários modos estatísticos para análises, tais como:

1. Os maiores geradores de patentes por campo tecnológico;

2. O campo tecnológico de maior e de menor disputa científica; e;

3. A ordem decrescente em número de patentes, o país de seu domínio e as tecnologias em disputas;

Nos "Investimentos em Inovações Tecnológicas e seus Padrões Estatísticos", poderemos verificar as Posições em Investimentos em P&D, efetivando a tabulação do Status socioeconômico dos países investidores, caracterizando os fatores principais dos diversos CICLOS DE INOVAÇÕES adotados pelos países. São 27 países agrupados em 3 segmentos de Ciclos de Inovações:

1º Grupo: Japão, Suécia, Suíça, EUA, Israel, Noruega, Dinamarca, Islândia e Alemanha = 9 países, com Investimentos Per Capita na faixa de US$ 517,81 a US$ 909,48 por habitante;

2º Grupo: França, Holanda, Reino Unido, Irlanda, Canadá, Áustria, Bélgica, Austrália, Coréia do Sul, Cingapura, Itália, Nova Zelândia e Eslovênia = 13 países, com Investimentos Per Capita na faixa de US$ 141,00 a US$ 482,67 por habitante;

3º Grupo: Rep. Tcheca, Croácia, Egito, Federação Russa e Ucrânia = 5 países, com Investimentos Per Capita na faixa de US$ 7,72 a US$ 71,69 por habitante; e o;

4º Grupo dos BRIC: China, Índia, Rússia e Brasil = 4 países, com Investimentos Per Capita na faixa de US$ 5,84 a US$ 56,15 por habitante;

Estes 31 países estão ordenados em função dos Investimentos Per Capita (US$ por Habitante - ano) em P&D. E que nos ressaltam algumas observações sobre o Ciclo de Inovações deles.

A principal observação é a produtividade dos seus Ciclos de Inovações os quais mostraram certos padrões:

1º Grupo: Investimento Médio para consolidar uma patente = US$ 3,10 milhões e Nº de Patentes por 100.000 habitantes de 19,81 patentes;

2º Grupo: Investimento Médio para consolidar uma patente = US$ 3,03 milhões e Nº de Patentes por 100.000 habitantes de 11,39 patentes;

3º Grupo: Investimento Médio para consolidar uma patente = US$ 3,67 milhões e Nº de Patentes por 100.000 habitantes de 0,39 patentes;

4º Grupo BRIC: Investimento Médio para consolidar uma patente = US$ 17,51 milhões e Nº de Patentes por 100.000 habitantes de 0,52 patentes;

O Padrão Mundial de Investimentos para se consolidar uma Patente está na faixa de US$ 3,03 milhões - ano para US$ 3,67 milhões - ano. Porém com os BRIC constatamos duas anomalias: 1ª China e Índia investem quase o mesmo na faixa de US$ 6,01 milhões a US$ 6,04 milhões e 2ª Rússia e Brasil vão para a faixa de US$ 17,74 milhões - ano (Rússia) a US$ 40,3 milhões - ano (Brasil).

Estas evidências nos mostram a Sociologia Organizacional dos Países, em seus respectivos Ciclos de Inovações. Quanto mais "AMADOR" o país é em inovações, mais caro sai o INVENTO. As infraestruturas são muito diferentes, embora haja uma amplitude média parecida para os Grupos 1º e 2º.

Tomando a diferença entre o maior e o menor valor de Investimento Médio por Patente em ambos os grupos teremos: 1º Grupo: diferença de US$ 3,89 milhões - ano e no 2º Grupo: diferença de US$ 4,04 milhões - ano => numa diferença média total entre eles de US$ 0,18 milhões - ano.

Agora no 3º Grupo temos uma anomalia extrema já que o Egito apresenta um Investimento Médio por Patente na ordem de US$ 39 milhões, para o modelo Ucraniano (com US$ 3,45 milhões -ano).

Com os BRIC a observação também se mostra anômala, entre o modelo da Índia com US$ 6,01 milhões - ano para o do Brasil com seu assustador valor de US$ 40,27 milhões - ano.

Uma inferência preliminar que podemos sacar é que o modelo brasileiro, em seu Ciclo de Inovações, é similar, em desperdícios e improdutividade, ao do Egito. E os modelos da China e da Índia são duas vezes em média mais dispendiosos do que os países dos 1º, 2º e 3º Grupos.

Logo a tradição científica das nações tem desenvolvido um modelo geral do Ciclo de Inovações que varia de acordo com a superestrutura de conhecimentos e inteligência e a infraestrutura de processos e procedimentos técnico-científicos, de cada um.

A Sociologia Organizacional orientada para INOVAÇÕES deve possuir uma política de direcionamento para a criatividade e a inventividade. E tal política deverá possuir dispositivos, e diretrizes, para se utilizar do Ciclo das Inovações, com alta eficiência técnica, comercial e econômica:

1. Profissionalização prática em todo o ciclo de vida do invento / inovação,

2. Profissionalização científica: projetos de investigação, contratação de licenças, intercâmbios e titulações,

3. Solubilidade permanente dos problemas,

4. Domínio da Teoria das Restrições,

5. Conhecimentos do histórico das inovações e das patentes,

6. Geração de conhecimento de vanguarda em acumulação econômica,

7. Sistema Político Nacional protegendo as inovações,

8. Méritos e meritocracia,

9. Qualidade em 1º Lugar,

10. Prática avançada de experimentos de: pesquisa pura, de laboratório, de campo, industrial-piloto, industrial depurado.

O modelo de engenharia japonesa adota o paradigma dos 4M de Kaoru Ishikawa, de Mão de Obra (e Cérebro de Obra), Máquina, Métodos e Materiais na seguinte partição:

1. Mão de Obra - ser humano qualificado, com educação e treinamentos intensivos, que representa 40% na garantia dos resultados - mão de obra é importante, mas só responde por 40% da "sorte" nas inovações. Não adianta só contar quantos mestres e doutores possui um país, sem saber quantos engenheiros por processos industriais ele possui;

2. Máquina - instrumental, ferramental, maquinaria e tecnologia, que representa 30% na garantia dos resultados;

3. Métodos - "modus operandi" mais racional possível, ao menor custo total, em cálculos, medições, pesagens, contagens, para operações eficientes de - produção, controle da qualidade, logística, meio ambiente, segurança humana, segurança do usuário, segurança ambiental, que representa 20% na garantia dos resultados;

4. Materiais - o fator mais flexível de todos os demais, pelo fato das contínuas possibilidades de substituição de materiais / insumos / matérias primas, em face da adequação técnica aos produtos, processos e procedimentos, que representa 10% na garantia dos resultados.

Este conjunto mínimo de fatores governa a qualidade, a produtividade e a economia no Ciclo das Inovações, os quais devem ser garantidos no esquema da Sociologia Organizacional das empresas e das atividades públicas.

A Sociologia Organizacional da Suíça é a mais eficiente em qualidade, produtividade e economia, já que investe US$ 1,723 milhões - ano e obtêm 51,78 Patentes por 100 mil habitantes...

Vejamos sua performance nos Campos Tecnológicos, a seguir:

Posição: OMPI / WIPO - 2010 – PCT.

País = Campo Tecnológico = % Por cento = Nº Patentes

SUÍÇA ==> CICLO DE INOVAÇÃO MAIS EFICIENTE => Total de Patentes 2010 = 3.728

1. Farmacêutica = 11,24 = 419;

2. Química fina orgânica = 9,34 = 348;

3. A tecnologia médica = 7,93 = 296;

4. Manipulação = 6,63 = 247;

5. Medição = 5,83 = 217;

6. Máquinas e aparelhos elétricos, energia = 4,26 = 159;

7. Materiais básicos de química = 4,12 = 154;

8. Outras máquinas especiais = 3,69 = 138;

9.  Química do alimento = 3,57 = 133;

10. Máquinas têxteis e de papel = 3,54 = 132;

11. Outros Miscelânea = 39,80 = 1.484.

Nota: Investimento Médio por Patente = US$ 1,723 milhões e 51,78 Patentes por 100 mil habitantes;

A esquematização geral da Sociologia Organizacional, que pode estar contida no Ciclo das Inovações, ainda deve possuir um conjunto complementar de métodos e técnicas, para nos conferir capacidade científica para inventos e inovações.

Sociologia Organizacional, que pode estar contida no Ciclo das Inovações:

1. Socioengenharia;

2. Quebra de Paradigmas;

3. Heurística;

4. Depuração - Navalha de Occam;

5. Prototipagem avançada;

6. Redundâncias e Condições Especulativas;

7. Metrologia avançada: cálculos, medições, pesagens e contagens;

8. Integração de Tecnologias e especialidades de engenharias e ciências;

9. Experimentos avançados: laboratório, escala-piloto e industrial;

10. Validação para Escala-Piloto;

11. Avaliação da Escala-Piloto;

12. Caminho Crítico da Qualidade Total – em escala piloto e industrial;

13. Administração Tecnológica dos resultados;

14. Alianças e Lobbies;

15. Proteção jurídica de alta qualificação;

16. Contratação de profissionais dos concorrentes;

17. Espionagens e compras de protótipos concorrentes;

18. Domínio do Instituto de Marcas e Patentes;

19. Estrutura de Sigilos, Confidencialidade e Compartimentação Administrativa;

20. Fiscalização sobre Violações de Propriedades e Direitos Autorais;

21. Rede Editorial para publicações e difusão controlada de conhecimentos, informações, dados e fatos.

Uma nação só fica de fato independente quando “a sua tecnologia for capaz de acelerar sua taxa de crescimento, modificar sua estrutura produtiva, adequar os recursos disponíveis, enfim, produzir o desenvolvimento econômico e social”. Uma nação, realmente, se faz com administradores, engenheiros, técnicos e cientistas que são capazes de transformar ideias em objetos concretos no mundo real.

O fato é que pesquisa e desenvolvimento – P&D - são atividades que requerem altíssimo grau de preparação científica e investimentos no desenvolvimento das invenções, ou nas renovações de produtos e processos. E obviamente possui seus riscos, numa era de incertezas em que a aversão ao risco governa a maioria das decisões neste campo, muitas empresas resistem a investir em P&D.

Uma patente representa um grande suporte de informações tecnológicas, e seu conteúdo que caracteriza o presente Estado da Técnica, pode “embalar” a ciência de uma nação, ou empresa, com base em suas informações. É notória a obrigação de se descrever a tecnologia com esquemas, desenhos, tabelas, dados, estatísticas e etc, para se requerer “direito de propriedade” legalmente formalizada para efeito de patente, tornando público seu conteúdo.

Um estudo organizado e controlado, do conteúdo de uma patente, evita que se “reinvente a roda”, e se minimize os riscos dos investimentos e seu retorno (ROI – Return Over Investiments).

Investir anualmente US$ 3 milhões em média, em P&D para se obter uma Patente, por qualquer tipo de empresa, requer um rigoroso controle em Projetos de Experimentos, e uma equipe de cientistas muito bem coordenada para viabilizar investimentos e prazos, solução de problemas e experimentos controlados, aplicação coerente do conhecimento e seu desenvolvimento.

Investimento de Empresas Mundiais em P&D

Referência: Em relação ao Faturamento Bruto com as vendas.

País Porcentagem

1. Japão de 8 a 12%;

2. EUA de 3 a 5%;

3. Europa de 3 a 5%;

4. Brasil médio de 1,5% nas grandes empresas.

Fonte: IMAM 1996 - Brasil

Custeio Médio Mundial - Para base de US$ 3.000.000,00 - Ano

Item ===== US$/ano

1. Materiais ==== 600.000,00;

2. Equipamentos ==== 1.050.000,00;

3. Mão de Obra ==== 1.050.000,00;

4. Convênios ==== 300.000,00.

Fonte: Estimativa do Autor – em 2003 - Faculdade Anglo Latino - São Paulo;

O custeio de P&D exige altos valores de capital para materiais, equipamentos e instrumentos, mão de obra técnica e científica e convênios com outras instituições, de modo a favorecer o desenvolvimento do conhecimento.

Um dado tipo de tecnologia irá requerer um maior aporte de capital do que outro, em que a tecnologia do primeiro solicita um aparato laboratorial, pessoal e material de maior escala e de maior custo operacional. 

Assim, dependendo do referido tipo de tecnologia uma nação pode especializar-se naquelas que irão requerer um aparato de menor custo e investimentos, mas que dê poder de criar tecnologias que agregam valor aos produtos e aos processos industriais, mais do que nos produtos agrícolas e pecuários.

A patente como “propriedade industrial” garante que os investidores terão o retorno dos investimentos nos seus projetos de experimentos, cujos custos são diluídos nos preços dos produtos ou mercadorias vendidas, de modo a compor receitas para captar o “retorno e a remuneração do capital investido nos experimentos”. Esta previsão varia de 5% a 10%, do preço de venda dos produtos ou mercadorias, dependendo da empresa, do produto e do país.

As normas de patentes, no mundo, se consolidaram na Convenção de Paris – França – em 1883 – em pleno vigor da Revolução Industrial, tendo como meta excluir as outras pessoas do processo econômico gerado pela “propriedade da patente”, concedida pelo Estado, como privilégio aos inventores e investidores, permitindo com isso favorecer o controle econômico da patente, de modo a estabelecer seu ROI, formal e legalmente estabelecido para formação dos preços de venda.

É preciso se constituir um FUNDO DE RESERVAS PARA P&D E ABSORÇÃO DE RISCOS, com parte da receita do ROI – retorno sobre o investimento – visando captar capital, antes de obtê-lo por empréstimos de fomento, de bancos de desenvolvimento e investimentos, coordenando sua aplicação em projetos de experimentos prioritários, minimizando endividamentos ou riscos.

PCT – o Brasil é signatário do Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes, assim um pedido feito aqui com base no PCT será válido nos países signatários que o requerente designar.

Existe um procedimento que pode minimizar o “RISCO” do desenvolvimento científico que se refere às pesquisas bibliográficas relacionadas com as patentes: “Como a patente só tem valor no país em que foi concedida e como a imensa maioria das patentes, em vigor no mundo – entre 90% a 95% - segundo estudos recentes – não foi pedida, e nem concedida no Brasil, à documentação de patentes em âmbito mundial revela tecnologia que, em sua maior parte, é de domínio público no País, podendo ser livremente empregada”.

Por questões ligadas a “segredos industriais” a literatura técnica e científica de uma patente sofre restrições de publicação por parte dos administradores aos seus especialistas, efetivando censura para evitar “evasão de know-how” aos concorrentes, e isto freia a divulgação por muitos anos, só se conseguindo acessar a cerca de 30% da extensão total de um conhecimento envolvendo uma patente. Desta forma fica imprescindível a consulta ao acervo mundial e nacional de patentes para se poder extrair o conhecimento de base de uma ou mais tecnologias implícitas na concessão de uma patente. E isto os japoneses já o fazem há mais de 71 anos, logo após a sua derrota na 2ª Grande Guerra Mundial.

As seis estratégias da organização administrativa para inovações

1ª ESTRATÉGIA: CRIANDO A SOCIOLOGIA ORGANIZACIONAL                     

1.1 A repercussão da má qualidade na era de “uma falha por milhão” ou zero defeito;

1.2 Talvez nos falte uma linguagem comum para inovações e inventos;

1.3 Fugindo das panaceias da administração da qualidade;

1.4 As inovações da engenharia neutralizando os eventos perigosos da Lei de Murphy;

1.5 A empresa competitiva é a empresa científica: “sem Sun Tzu, sem queijo e sem monge”;

1.6 Uso comercial dos direitos autorais, o discurso do plágio;

1.7 Por uma agência de inteligência protegendo o administrador brasileiro;

2ª ESTRATÉGIA: ADMINISTRANDO RECURSOS PARA INOVAÇÕES

2.1 Administração de projetos de experimentos;

2.2 A aculturação da administração da tecnologia através da universidade corporativa;

2.3 O que Steve Jobs, Bill Gates e Howard Hughs tiveram em comum?;

2.4 O rigor capitalista na orçamentação e nos custos para o desenvolvimento tecnológico;

2.5 Hoje eu vou inventar algo novo ou inovar em algo velho;

2.6 Evitando decisões precipitadas: as estátuas dos barões, a passarinhada e os 6 por quês;

2.7 Inovações e lobbies: Porque não chegamos ao mundo dos Jetsons?;

2.8 Só compre a crédito coisas que estarão durando enquanto você paga as prestações;

3ª ESTRATÉGIA: ORGANIZANDO PARA A QUALIDADE TOTAL

3.1 O VAQ - Valor Agregado da Qualidade pela tecnologia ao custo mínimo;

3.2 Agregando a Qualidade no Ciclo Geral da Produção ou no Ciclo de Vida do Produto;

3.3 Você sabe estabelecer um controle da qualidade, para evitar ocorrências de defeitos?;

3.4 Você sabe selecionar o Controle da Qualidade dos produtos da sua fábrica?;

3.5 Como controlamos os processos da fábrica, em função das suas velocidades?;

3.6 Surgiu um contrato para exportar, para os países do G-7 e você tem controle estatístico?;

3.7 Garantia da qualidade: uso de códigos para materiais, produtos, insumos e peças novas e experimentais;

4ª ESTRATÉGIA: USANDO METODOLOGIAS CIENTÍFICAS

4.1 A Realidade do Método da Inovação e de Experimentos segundo a Engenharia;

4.2 A quebra de paradigmas pela engenharia... E saltos tecnológicos!;

4.3 Heurística: desenvolvendo tecnologia, aperfeiçoando e projetando novos produtos;

4.4 A heurística e o dilema de Occam eliminando os conflitos de ideias e de teorias;

4.5 A socioengenharia criando novos produtos... Com segurança técnica para investidores;

4.6 Projeto de experimentos: no seu desenvolvimento temos que criar o controle econômico;

4.7 Administração de Custos pela Engenharia: Como vamos reduzir os preços?;

4.8 As inovações cientificamente elaboradas, segundo a engenharia da qualidade;

4.9 Problemas, acumulação, propagação e solucionadores;

4.10 Se você não conhece a prática dos Protótipos, suas inovações serão chinfrins;

5ª ESTRATÉGIA: ALGUMAS FERRAMENTAS CIENTÍFICAS

5.1 A engenharia versa e reversa;

5.2 As redes da engenharia da qualidade e seus softwares de análises estatísticas – SAS;

5.3 O controle efetivo da qualidade - o método da rede estatística de controle;

5.4 Confiabilidade – uma nova norma para sistemas da qualidade;

5.5 A confiabilidade prática segundo a Engenharia japonesa;

5.6 Se você vai exportar, especialize-se em sistema de pesos e medidas;

5.7 Será que sabemos medir, contar e pesar com precisão e exatidão?;

5.8 Como fazer escolhas científicas através da análise de custo x benefício?;

6ª ESTRATÉGIA: ASSEGURANDO A COMPETITIVIDADE

6.1 Dominando o Ciclo das Inovações para a Competição Tecnológica;

6.2 Os 12 pilares da competitividade: O Brasil é competitivo? Tire suas próprias conclusões;

6.3 As inovações, os indicadores administrativos e as 50 razões do insucesso nos inventos;

6.4 Classificação das Nações nos Estágios de Competitividade 2010-2011;

6.5 Investimentos em inovações tecnológicas e seus padrões estatísticos;

6.6 Sistema da Qualidade APÓCRIFO;

6.7 Aprontamento Tecnológico nos inventos e inovações - Technological Readiness;

Fonte de Dados do WIPO: http://www.wipo.int/ipstats/en/statistics/country_profile/ 

Outra Fonte: O Relatório sobre a Competitividade Global entre nações - 2010-2011.

Observação: O Relatório sobre a Competitividade Global entre nações - 2010-2011 é coordenado pelo Professor Klaus Schwab, Editor do World Economic Forum, Genebra, Suíça. Seus dados e informações são de propriedade do World Economic Forum.

Abraços,

Lewton 




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