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Postada em 30-08-2014. Acessado 756 vezes.
Título da Postagem:A Escrotice Eleitoreira do Brasil, Uma percepção técnica da prática política no
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 31-08-2014 @ 09:30 pm
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Tags: campanhas eleitorais, eleições 2014, vivência empática, reality show, bizarro

 A Escrotice Eleitoreira do Brasil: Uma percepção técnica da prática política no país

 
O eleitor imbecil. O candidato inútil. As Campanhas bestificantes...
 
No Brasil as campanhas eleitorais são das mais imbecis que se possam imaginar, e ao investimento médio na faixa de R$ 10,00 a R$ 50,00 por voto “sim” disputável (o valor depende da região, do cargo eletivo em disputa, do “prestígio” dos candidatos e da sua “máquina” de ações eleitoreiras) para consolidação de uma eleição. Em geral, possuem cerca de 10 ações eleitoreiras, mais comuns, que nivelam o cidadão a uma faixa baixíssima de “capacidade analítica e decisória”, as quais podem ser:
 
1. Musiquetas para idiotas ouvirem, incluindo versinhos “satânicos” e números de candidatura, com “efeito subliminar e de impregnação psíquica”;
 
2. Shows de artistas – de zero a cinco estrelas - para criar uma conexão ilusória entre candidatos e votantes, numa demonstração de gostos e identidades comuns;
 
3. Eventos pseudo-culturais para difundir pensamentos e programas políticos folclóricos;
 
4. Churrascos e banquetes para os esfomeados, para gerar o “contato” frente a frente, com cerveja, cachaça e piadas, fomentando a “simpatia alcoolizada”;
 
5. Carreatas carnavalescas com cartazes, com fotos e “santinhos” para facilitar a “memorização” do cidadão e para estimular euforias irreais, adesões frágeis e ôba-ôba;
 
6. Carros de som com propagandas – enganosas, demagógicas e cínicas, em geral técnica e economicamente inviáveis;
 
7. Comícios para discursos entediantes, aéticos e disfuncionais e com militantes remunerados e cooptados fazendo alaridos e soltando “foguetórios”;
 
8. Escritórios de comitês apurando “queixas”, atendendo “emergências” com “vagas” em hospitais e postos de saúde, comprando alimentos, roupas, remédios, telhas, cimento e tijolos, arrumando “boquinhas” na campanha, e para a os tais “empreguinhos” na pós-eleição;
 
9. Debiloides em propagandas eleitorais, em rádio e TV, dizendo “somos pela saúde, educação e segurança” ou “peço o seu voto que lhe prometo trabalhar muito”, com alcunhas das mais diversas: Juquinha paz e amor, Zé da carroça, Tonico do posto, Pedro leiteiro e assim por diante;
 
10. Produção de factoides irrelevantes para demonstrar participação, consciência pública e militância política.
 
Mas, quase nada de programas de governo, ou planos de trabalho – com sistemas coordenados de conhecimentos, métodos de aplicação e controle, critérios de avaliação, metas e objetivos, na expectativa do cidadão votante e de suas necessidades. A mensagem secreta é “vote em mim, para que eu possa me arrumar!”.
 
Conseguir ser político é “entrar no paraíso” da (o): indolência mordomica remunerada, falta de resultados técnicos e políticos, falta de compromissos morais e “juramentados”, impunidade utilitária, “curralismo” perpétuo, enriquecimento ilícito, redes de arranjos e domínios e etc.
 
Assim, dificilmente o eleitor pode definir um conjunto de expectativas e termina votando no mais simpático, mais medíocre que se possa avaliar. Em geral boa parte dos candidatos é de “entrantes” (fazendo a primeira “aventura” política, em mais 75% das vagas eletivas), outra parcela tem a má fé implícita, para arranjos lesivos e ilícitos, outra parcela tem baixa qualificação para o que propõe (técnica e politicamente) e uma parcela final é totalmente ignorante (leigo ao extremo e analfabeto funcional) para o exercício político – executivo e legislativo.
 
Apesar de tudo que se fala e escreve sobre política, Os políticos no século 21, segundo o “Anjo Gabriel” terão que assumir o “lugar do próximo” para entender das suas dores, agonias e expiações.
 
Elaborou com sua "lógica construtiva" uma relação de "medidas empáticas" dentro de um regime de exercício em cargos públicos.
 
Ficou em seu primeiro esboço assim constituída - empatia: é se colocar no lugar do próximo.
 
O regime da empatia vivenciada deverá ter experiências de REALITY SHOW, tais como:
 
1. Ter atendimento somente em hospitais públicos, de preferência os com alta mortalidade no portal de entrada e nas áreas de risco; 
 
2. Viajar somente pelas estradas esburacadas, mal sinalizadas e com / sem pedágios caros; 
 
3. Alimentar se com cestas básicas populares, de fornecedores laranjas “recrutados”, montadas com sobras dos CEASAS; 
 
4. Morar em conjuntos habitacionais bem populares, do tipo Minha Casa Minha Vida, Cingapura do Maluf e “balança mas cai” da Caixa;
 
5. Ter vale churrasco e ticket cerveja KAISER só para 2 fins de semana por mês, com carne de 2ª e miúdos de animais sem controle sanitário;
 
6. Jejuar 7 dias por mês, com posição de “lótus hindu”, sentado em pregos de assentos de Faquires e firmar o significado da fome – saber como fica a barriga vazia por vários dias;
 
7. Viver com R$ 25,00 por dia do “Bolsa Viva a Vida” e avaliar as suas necessidades prementes de bens de marcas e da elite. E sobreviver na tal linha da pobreza, a dita corda bamba dos eleitores estúpidos;
 
8. Acordar às 5h00 da manhã para ir ao trabalho a pé, com sandálias habaianas, ou ter que pegar um ônibus do tipo “chacoalha mas não desmancha”, antes de ser incendiado por vagabundos bolseteiros ou blaqueboqueiros petistas;
 
9. Ter uma hora de 45 minutos, para almoço, sentando no cantão das lixeiras, no fundão do local de serviços, perto da vala vazante do esgoto, cheio de moscas e mosquitos, com marmita fria de arroz sem sal, ovo murcho e farinha seca;
 
10. Bater ponto 3 vezes ao dia e ter somente 3 dias de faltas abonados por ano, mesmo tendo que ter ido várias vezes marcar consultas no SUS e levar filhos doentes na rezadeira;
 
11. Aguardar consultas médicas do SUS por 6 a 18 meses, com ou sem doença grave, antes da extrema unção – se for possível;
 
12. Ter operações cirúrgicas de emergência programadas 1 vez a cada 3 anos, só para tirar verrugas implicantes;
 
13. Ficar nas filas e viajar em transportes urbanos cerca de 4 horas por dia, no empurra-empurra do roça-roça dos sarros e dos “sarraceiros” da sexualidade do relaxo e do goza;
 
14. Chegar do trabalho entre 23h00 e 01h00 todo dia, tendo que correr dos tiroteios e das curras dos “trens da rapa e do rapo” e não ter o que comer na geladeira, sem água e sem luz, se entrar vivo no barraco ou no lar Minha Casa Minha Vida;
 
15. Colocar filhos em escolas públicas, com ano letivo de 100 dias, devendo ir aos velórios dos professores “porrados” por filhotes do crime e das drogas. E em áreas de risco com balas “achadas” e estupradores bolseteiros ou blaqueboqueiros petistas;
 
16. Entrar em consórcio de bicicletas usadas, em parcelas de 120 meses, no que cabe ao salário mínimo, ou de motonetas do “roubomoto” em troca de rins, olhos e partes do fígado para o tráfico de órgãos;
 
17. Ter um lote de remédios "padrão" para dor de barriga, coriza, febre, dor de cabeça e má digestão para cada 6 meses de espera na marcação de consultas no SUS;
 
18. Passar 3 meses por ano sem "emprego" e pedindo esmolas em sinais de trânsito com filhos, sobrinhos e cachorros sarnentos - sem nenhuma assistência do “Sinistério” do Trabalho ou do “Sinistro” da Fazenda;
 
19. Enterrar parentes em covas rasas a R$ 250,00 o enterro, em sacos recondicionados do IML, mesmo em dia de greve dos coveiros;
 
20. Ficar sem o uso da água por 5 dias a cada 3 meses, em meses de chuvas torrenciais, pegando água para beber e cozinhar na vala negra do bairro;
 
21. Ficar sem o uso dos benefícios da energia elétrica por 5 dias a cada 2 meses, no Luz para Todos, mesmo que politicamente cegos;
 
22. Aposentar com um salário correspondente à sua contribuição, só reajustado a cada ano e abaixo do valor aplicado ao salário mínimo, ainda com imposto de renda aplicado na fonte, para os gastos temerários da república;
 
23. Aposentar aos 70 anos "depois que morrer" pelas tribulações da vida prometida pelos políticos eleitos, com promessas vazias e campanhas bestificantes: O eleitor imbecil. O candidato inútil;
 
24. Requerer aposentadoria pelas tribulações da vida prometida pelos políticos e aguardar decisão em 3 a 5 anos, da previdência desprevenida, mesmo após os 70 anos de idade;
 
25. Experimentar a invalidez mais do que se invalida pelas tribulações da vida prometida pelos políticos: andar com tapa olhos, ou cadeira de rodas, ou muletas por 10 dias no ano;
 
26. Dormir durante o inverno por 10 dias ao relento, a cada ano, em bancos de praças fustigadas pelos maltratos administrativos de prefeitos e governadores, se cobrindo com jornais e papéis de embalagens de geladeiras;
 
27. Quebrar pedras em pedreiras por 2 dias seguidos a cada semestre, com martelos de madeira dos juízes dos tribunais ineptos / corruptos e com marretas de políticos marreteiros;
 
28. Ficar 5 dias a cada ano em celas de presídios, com rebelião e assassinatos de delatores, ex-comparsas e decapitações de meliantes abestados;
 
29. Dividir todo o salário de um mês, a cada ano, com 6 pessoas carentes: 1 mendigo, 1 presidiário, 1 aposentado, 1 policial, 1 agricultor e 1 trabalhador;
 
30. Abrigar em sua moradia, 2 mendigos, por 5 dias a cada 3 meses, dando-lhes tratamento de pensão 3 estrelas;
 
31. Ter diploma universitário em administração, economia ou engenharia de boas faculdades, ou universidades, que NÃO estejam sendo elogiadas pelo "Sinistério" da Educação;
 
32. Plantar 5 árvores todo mês, fazendo covas com gravetos ressecados do desmatamento;
 
33. Trabalhar 2 dias por semestre num asilo cuidando de velhinhos e de velhinhas no estilo de auxiliar de cuidador de idosos, trocando fraldas e enxaguando as partes íntimas dos mesmos.
 
Achou que 33 itens eram uma boa relação e com número - cabalístico - o tal 33 de Cristo. Quem sabe um dia o Brasil não vai melhorar?
 
Abraços,
 
Lewton
Pedindo o seu voto para o Cristo...
 
Sinistério - organização republicana para a produção de SINISTROS.



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Comentários

Juvenal em 31-08-2014 às 18:15

Enquanto ignorantes o povo eleitor (maioria, infelizmente), que se dá um tiro no pé a cada eleição sem saber que está fazendo isso, vai continuar tudo como está. Não perco as esperanças porque acredito que está mudando a consciência política da população, apesar do enorme contingente de povo corrupto que só aguarda uma oportunidade de se dar bem. Ontem na fila do caixa no supermercado a minha frente, uma moça aparentando classe média baixa. Usava um casaco moletom. Quando chegou sua vez de ser atendida, o caixa lhe perguntou se "os kinder ovos que ela tinha colocado nos bolsos também seriam levados". Pega de sopetão a ladra retirou dos dois bolsos os kinder ovos (chocolates) e saiu esbaforida. Tipo de eleitor que vota em candidato malandro e safado.


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