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Postada em 02-09-2014. Acessado 724 vezes.
Título da Postagem:O Sub mundo da competição interna que o RH desconhece
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 02-09-2014 @ 02:18 pm
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Tags: RH, recursos humanos, demissão em massa, administração temerária, Microsoft

 O Sub mundo da competição interna que o RH desconhece

Na competição interna entre os empregados das empresas há um jogo de afronta moral ou disputas corporativas por posses e carreiras. Tem gente que diz que nos jogos corporativos estão as semelhanças das disputas nas carreiras corporativas, dentro das empresas e fora delas. Será verdade? 

Para um observador invisível a competição interna e seus jogos corporativos parece um "reality show" de uma sociedade empresarial que tem sua infraestrutura "sustentada por vaidades".

Surgem grupos corporativos dispostos a disputas ilícitas ou de baixo padrão ético. Poucos trabalham com afinco, poucos estudam ou poucos criam concepções úteis. São alimentados com ambições de farturas, num sonho de paraíso, talvez um céu material, pisoteando o tempo que faz revelar talentos e as obras relevantes daqueles que se portam mais positivamente.

Tais grupos corporativos sopram poeira nos olhos do RH, como cortinas de obnubilações. Criam um ou dois ícones ilustres, gente com certo grau de inteligência mais eclética e mais popular, aos quais começam a propagandear capacidades acima das vistas. Elogiam-se mutuamente e relatam prodígios não percebidos coletivamente na corporação. Começam a agitar tais práticas em épocas de substituição de presidentes, diretores, superintendentes, gerentes e outros especialistas bem remunerados em seus cargos...

Eles arregimentam grupos de novos empregados, fazem uma “micro-sociedade-corporativa” com planos de assumirem a empresa para suas aspirações, nem sempre das melhores. Nas festas sociais e seminários administrativos, se agrupam como se fossem a “nata da vanguarda técnica e científica” da companhia. Chamam os holofotes para si. E o RH fica sujeito às cortinas de obnubilações.

Eles conseguem “modificar” o organograma empresarial, levando o foco dos setores administrativos e operacionais, para as caixas do organograma onde estão a sua gente, dando-lhes uma importância subjetiva, e fomentos de deliberações, regurgitam ideias “inovadoras”, empurram o CEO e seus colaboradores para o campo de ação das temáticas que propõem, como mudanças de metas e objetivos, e desestimulam iniciativas mais nobres, de temas acima do contexto de domínio deles.

A nosso ver são verdadeiros grupos SABOTADORES que tentam usurpar o momento alheio das lideranças situacionais, conforme as circunstâncias lhes favorecerem.        

Imagine uma empresa suntuosa com todo luxo e conforto, toda aparelhada com os mais avançados equipamentos tecnológicos, muita energia elétrica, água, bebidas, frutas, roupas, e entretenimentos. Neste naipe já nos mostraram a Google, a Microsoft e tantas outras do “Silicon Valley”. Como eles utilizam seu tempo ocioso, as festas banqueteadas e todo o fausto dos reinos mais prósperos.

Alguns imaginam haver uma cornucópia em moto-contínuo que sustenta aquele festivo lar de ilusões, numa riqueza que representa a receita com as vendas de produtos e de serviços. Certas empresas terminam virando uma “casa mágica e supridora”, em que materialmente poderia ser o paraíso para 95% dos empregados e trabalhadores mundiais.

A Microsoft anunciou a demissão de 18.000 colaboradores a partir de 2015. O que aconteceu? O RH foi obnubilado por cortinas de poeira? O CEO “moscou, engolindo mosca” na sua bobeira invigilante? Vão demitir uns ex-18.000 felizardos da corporação paradisíaca. Houve SABOTAGEM de grupos de malandros? Será que só Bill Gates foi o garantidor da sobrevivência da corporação? As empresas concorrentes se tornaram mais competentes?   

Ver link: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/07/microsoft-vai-demitir-ate-18-mil-funcionarios.html

Muitas empresas com uma arquitetura versátil e funcional, belamente decoradas na mais moderna concepção de ventilação, iluminação, refrigeração/aquecimento, disposição de cômodos e móveis, como num maravilhoso "sonho capitalista", quase nunca visto nos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, podem ter seus grupos incitados pela luxúria e a ganância ornamentais e arquitetônicas. E o complexo poder de salários astronômicos e de bônus galácticos podem ter impulsionado a empresa para a abeira do abismo, sem a colocação dos homens certos, nos lugares certos, com o conhecimento correto? O RH, assim como o CEO, “moscou, engolindo mosca”, também na sua bobeira invigilante?

O RH nestas casas oferece uma assistência "ampla geral e irrestrita” como "zelador efetivo da segurança, da saúde e do bem estar". Não falta nada. Mas nos parece faltarem pessoas, em sua ocupação, no sentido avançado da dignidade e da honra humanos. É como se houvesse um ente supridor e nutridor - numa metáfora - a manter a sociedade empresarial em seu "funcionamento", o qual quando falha se desfaz de suas peças mais caras – os seres humanos.

Embora vivamos o avanço material demonstrado, segundo os inventos e inovações tecnológicas, nos parece que espiritualmente os homens não evoluíram em proporção. Somos um monte de operários de nós mesmos – ainda estamos nos arquitetando e nos aprimorando moralmente.

Estas empresas possuem máquinas, autômatos, funcionários, serviços essenciais e outros suportes citáveis, num aparente "sistema econômico" em que o homem designou projetos, produtos, serviços e coisas para seu usufruto e desfrute da vida, sem gastar esforços, dinheiro e energias pessoais. Então, chega uma hora que não haverá dinheiro, nem emprego e nem trabalho – a Microsoft anunciou a demissão de 18.000 colaboradores a partir de 2015.

Encerrando os nossos 40 anos de exercícios profissionais, já assistimos centenas de programas anteriores, de demissões em massa (principalmente, na época da famigerada REENGENHARIA) de relance e por curiosidade científica - com a mesma aversão demonstrada por muitos trabalhadores mundiais - e presenciamos a autodestruição de todas as sociedades celulares colocadas no palco destas casas empresariais mágicas e supridoras permanentes.

No mundo real as competições entre pessoas se dão de modo sub-reptício, nos recintos e bastidores, sem câmeras de TV e microfones/gravadores (a menos dos flagrantes e quebras de sigilos). Mas as pessoas lutam por sua sobrevivência e dentro de regras universais de convivência, mesmo que na ambição de poder e dinheiro. Precisam sustentar a si mesmas e lutar pela sobrevivência e em grande parte toda sua energia +/- 70% é consumida nesse intento de colocar-se sobrevivente. Ou seja sobram cerca de 30% de energias para "conspirações" do tipo Grupos Sabotadores.

Nos jogos corporativos muitas vezes está em disputa salários e bônus milionários. E no mundo real ninguém sabe ao certo quando poderá ter atingido seu R$ 1 milhão em trabalho com sangue, suor, lágrimas, dor e decepções, pois no meio do curso da vida vamos pagando contas e mais contas e sofrendo as agruras do dia-a-dia.

Nas competições dentro das empresas, o nosso mundo real, a nossa qualidade, a produtividade e a escolaridade são usados para resolver problemas mais complexos do que em "joguinhos" abobados, como podem produzir os Grupos Sabotadores. E parece haver a "mão do senhor Satã" a manipular as situações para jogar uns contra os outros.

Um jogo corporativo de lutas pelo poder é um jogo que acontece no paraíso de empresas e profissionais bem sucedidos, e as razões de vencê-lo levam às conspirações, calúnias, difamações internas e arranjos rasteiros para golpes e em grande parte dessa "competição" cerca de 100% da energia da criatividade é concentrada para os "movimentos táticos e estratégicos" para a vitória na última batalha onde só um grupo ganha - na ambição de poder e dinheiro. E todos sabem que NÃO são "assistidos" através das várias câmeras e gravações, como num reality show, e vão assumindo arquétipos estereotipados e disfarçados, num antinaturalismo desumano e sem Deus.

O jogo corporativo de lutas pelo poder é um jogo humano e imperfeito, a mostrar a escória moral no que o homem pode se tornar.

A juventude impera nestas empresas, a saúde e a beleza, mais a astúcia e a sutileza, a mentira e o fingimento, a luxúria e a traição, a gula e o desperdício. Não se forma uma irmandade como dificilmente se formam irmandades em “egrégoras do falso testemunho". E muita coisa de "amar o próximo como a si mesmo" é balela de carolas e carolos.

Encerrando os nossos 40 anos de exercícios profissionais assistimos que em todos os ciclos de demissões em massa, num contexto padronizado, as repetições de condutas e comportamentos são predominantemente iguais, com um pouco de "aprendizado" das regras de sobrevivência e domínio, com poucas modificações decorrentes de "novas provas e regras".

Um evento de demissão em massa é um campo fértil para análises do comportamento humano, da administração e de suas operações. E este evento vem a ser o sub mundo da competição interna que o RH desconhecia ou desconheceu, ou desconhece...

Há uma aparente igualdade de acesso à riqueza, o inverso do que ocorre no mundo real das empresas pobres e remediadas, mas não há fraternidade legítima.

Aí reside o insucesso da falta de carreiras e promoção de talentos verdadeiros nas classes administrativas dominantes dessas corporações, ainda NÃO muito bem equacionado pelo RH.

E há a liberdade libertina de condutas vexatórias e imorais, com "condenações e eliminações de adversários" caluniados e difamados, aos mínimos deslizes técnicos, científicos e morais.

Vão para a RUA demitidos, mesmo que com benefícios “aliviadores”, e a RUA é a figura muito conhecida nos regimes administrativos invigilantes, para onde vão os “cadáveres das lutas pelo poder empresarial” – sejam culpados ou sejam inocentes.

Tudo isto tem uma certa dinâmica de vídeo, como num reality show, visto pelos observadores invisíveis. E quem fez a zona toda faz pressão a favor dos seus prediletos, equilibrando seus próprios abusos e inutilizando as armadilhas de adversários. E vão para a RUA os desafetos, os talentos ameaçadores, o RH que tentou mitigar a ação dos grupos sabotadores, os velhos que consideram inúteis, os solteiros, os com excesso de abonos e faltas, os envolvidos em incidentes deliberativos não muito bem esclarecidos e etc.   

Os grupos sabotadores são exatamente em suas condutas, e comportamentos, como os elementos de alguns reality shows. Terminam por um tempo assumindo a empresa com um "mundão de escravos", que elaboram riquezas e serviços, espoliados em "ameaçadoras condutas" para a manutenção do fausto e do infame. Para a manutenção e vitória da SABOTAGEM.

Até que surja um outro NOVO grupo sabotador, pela acomodação dos antigos sabotadores...

Alguns dirão que é apenas um jogo! Mas pode ser um jogo com cara de holocausto empresarial, que lentamente se chega à beira do abismo final – todos vão ficar sem a empresa. E este momento vem a ser o produto do sub mundo da competição interna que o RH desconhecia ou desconheceu, ou desconhece... Então, pelo jeito chegou a hora que não haverá dinheiro, nem emprego e nem trabalho – pelo menos para os demitidos.

Abraços,

Lewton




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