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Postada em 11-01-2015. Acessado 730 vezes.
Título da Postagem:Alertando os engenheiros contra a corrupção nas licitações de obras e serviços
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 11-01-2015 @ 11:12 am
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Tags: Corrupção, licitações, superfaturamentos, obras, públicas, desvios, verbas
Alertando os engenheiros contra a corrupção nas licitações de obras e serviços
 
O capitalismo virou o “bode expiatório” da incapacidade administrativa pública da má fé em gerar riquezas. E fachada para “esconder” o pesado jogo extorsivo da corrupção no Brasil e no mundo. O jogo que faz os políticos e empresários brasileiros amealharem riquezas para si.
 
O quanto se culpa o capitalismo pela destruição ambiental: desmatamentos, escassez de água, esgotamento de recursos naturais, poluição dos mares, rios e lagos, doenças da poluição, doenças do trabalho, acidentes do trabalho e etc. Mas, o capitalismo se desenvolveu porque criou meios materiais de bem estar, segurança e saúde para as pessoas.
 
Batemos no capitalismo pelos seus processos e procedimentos descuidados com a natureza. Batemos nele porque há uma demora e há relutância em se aderir às medidas de prevenção, controle e atenuação de disfunções e efeitos colaterais sobre o meio ambiente. Batemos nele porque é selvagem e ávido pelo lucro... Batemos nele porque é o único sistema de produção, e aplicação de capital, que nos dá retornos - financeiros, riquezas e bem estar, segurança e saúde para as pessoas.
 
Hoje muitos capitalistas estão demonstrando ao mundo que foram os estados que não "regularam" as atividades da produção capitalista. Mormente os estados administrados por leigos, elementos de má fé e gente de baixíssima qualificação. E nem a sociedade “regulou” as atividades dos estados.
 
Os estados que se assentaram na produção capitalista, além de colocarem a carga tributária de sua sustentação, para seus clãs, feudos, panelinhas, corriolas e demais amasiados, quase nunca desencadearam investimentos no desenvolvimento humano de suas sociedades. Além de prestarem péssimos serviços sociais, de saúde, educacionais e de infraestrutura.
 
O capitalismo virou o bode expiatório de tudo que é mazela numa sociedade. 
 
Poucos estudos foram direcionados para "tributar" as mazelas sociais como decorrência de estados mal administrados. Uma empresa capitalista tem que ser sempre bem administrada - caso contrário não sobrevive. Mas, os estados sobrevivem com a sua má administração - só não sobrevivem os seus cidadãos.
 
O estado assentado nos cofres públicos, que pouco se aparelhou (super e infraestrutura) para atender as demandas dos cidadãos, é um estado parasita que sobrecarrega todos os custos das operações capitalistas, com suas taxações e impostos, multivariados e acumulativos.
 
O capitalista seleciona e recruta "agulhas no palheiro", já que precisa sobreviver com a mão de obra local e de que dispõe, instala suas fábricas em locais com melhor infraestrutura, próximo das fontes de matérias primas, de água e de energia, procura por "cérebros", otimiza suas operações e custos industriais e derivados, compra materiais e matérias-primas de qualidade ao menor custo possível, se dedica às operações de riscos e de alta complexidade, cria persistência de propósitos na melhoria contínua dos seus resultados, na redução de desperdícios, dos custos de perdas e de repercussão poluidora.
 
Altas taxações oneram as planilhas de custos, oneram a mão de obra, o "cérebro de obra", a energia, as matérias primas, os métodos e os processos. Como as nações precisam exportar (abertura comercial maior do que 30% => soma das exportações + importações = acima de 30% do PIB), a competitividade "compensará" a sociedade que tiver menores taxações.
 
Quase 95% dos governos do mundo são corruptos e oneram mais ainda o processo capitalista. Para algumas economias os governos são os maiores compradores. Fazem licitações "dirigidas". Há um grande processo corrompido de compras.
 
Como os governos atrasam os pagamentos, das suas compras, o capitalista é "obrigado" a compensar esses atrasos nos preços dos produtos, na faixa de 20% a 40%. Os preços já estão onerados na faixa de 20% a 50% por causa de impostos (no capitalismo, preço = custos + lucro, onde nos "custos" entram os impostos). Nos preços já temos a previsão de lucro do capitalista que variará de 5% a 25%, dependendo da complexidade do produto ou do serviço.
 
Mas, em países como o Brasil o capitalista precisa pagar a lobistas, que ajudam no direcionamento das licitações. Vão aí mais uns 20% a 40%. Mas, tem ainda a comissão das autoridades "facilitadoras", de uns 20% a 40%, que assinarão os contratos (e ainda "imporão", ao capitalista, parentes e amigos nas empreitadas - produções e serviços - aumentando o custo dos salários). E, finalmente, temos o "pagamento de caixinhas do tipo mil e uma utilidades", que variam entre 20% a 40%.
 
Vejam, então, que um preço de produto, ou serviço, no Brasil, oscilará, por exemplo, partindo do custo unitário de R$ 1,00 (sem o lucro do capitalista, que vamos demonstrar mais a frente):
 
1. Compensação de atrasos => 20% a 40%;
 
2. Impostos incidentes (trabalho, renda, industrializado, circulação e etc) => 20% a 50%;
 
3. Lobistas => 20% a 40%;
 
4. Autoridades facilitadoras => 20% a 40%;
 
5. Caixinhas: "mil e uma utilidades" => 20% a 40%;
 
Subtotal1 - atribuído às espoliações governamentais => sobre o custo unitário base de R$ 1,00, o preço parcial, sem o valor de lucro do capitalista, irá variar entre R$ 2,49 e R$ 5,76. Para o governo comprar um item, que custe na sua base econômica e industrial, apenas R$ 1,00.
 
Subtotal2 - atribuído ao lucro do capitalista => se a previsão do lucro do capitalista variar entre 5% e 25%, teremos um acréscimo no preço unitário do produto, o qual ficará na faixa de R$ 0,13 a R$ 1,44. Logo, a faixa de preço final será R$ 2,62 a R$ 7,01.
 
Não fosse a corrupção, o imposto elevado e a negligência do estado com seus pagamentos, os preços dos produtos e serviços vendidos/prestados ao estado seriam bem menores. Hoje eles são em média de 3 a 5 vezes maiores no Brasil.
 
Se os governos no Brasil forem comprar um (1) metrô, a sociedade pagará de 3 a 5 metrôs (só que o valor de 2 a 4 metrôs terá ido para o bolso e os caixas 2, 3 e 4 – da bandidagem política). E, assim, vai para tudo que é tipo de item que é comprado pelos governos, em nome da sociedade... Se a sociedade não “regula” os governos, eles “exploram” tanto a sociedade, quanto o mercado – os trabalhadores e os empresários. E “exploram” o mercado e o capitalismo.
 
Os capitalistas, então, são denominados de “corruptores” para conseguirem mobilizar suas vendas para os estados, aceitando o jogo da bandidagem política que se instala à frente das compras e dos cofres públicos. E, os estados brasileiros não possuem a visão de desenvolver a qualidade e a produtividade da industrialização nacional, sob o uso das “normas capitalistas”, recorrendo à competitividade. Recorrendo à seleção do melhor fornecedor – melhor qualidade, no prazo contratado, nas condições técnicas exigidas, conferindo segurança ao uso – utilização - à saúde e ao ambiente e ao menor custo final (menor preço inicial e menores custos com os efeitos colaterais da má qualidade).
 
Quem vende alguma coisa para os estados brasileiros, em sua maioria absoluta, vende “porcaria material e sem qualidade”. São as empresas furtivas que a sociedade sustenta e que é incapaz de identificar com a legalidade exigida. Essa prática “mortifica” às iniciativas de melhorias contínuas da qualidade e da produtividade, e de seus respectivos investimentos. Vem daí o atraso tecnológico e científico do Brasil.
 
Nas mais das vezes a empresa “capitalista” fornecedora do estado é uma empresa “alaranjada”, a serviço das comissões e dos caixas 2, 3 e 4, de seus “controladores” – a bandidagem política brasileira.
 
Logo surgiu daí a “convenção comunista e socialista” em criar um movimento permanente de “ataque” ao capitalismo, para esconder a sua própria escala de negligência, incapacidade e de corrupção, dessa bandidagem política.
 
Os países comunistas e socialistas têm processos de industrialização de “alta agressividade” ambiental e predadora – os maiores exemplos atuais são a china (comunista) e a Rússia (ex-comunista, recente) e ambas estão “migrando” para o estilo de administração de estado com as “normas capitalistas”.  
 
A causa primeira do atraso brasileiro, e de suas mazelas, decorre da má administração dos estados e da corrupção galopante e exterminadora, sem a instrumentação correta do uso de “normas capitalistas”.
 
Nas nossas premissas acima os estados ficam com boa fatia dos preços, que vira "embolso em contas privadas” de políticos, e de laranjas. Do preço final total de um produto/serviço ficam no cofre da sociedade valores na faixa de R$ 1,44 a R$ 2,10 (ainda a serem acrescidos do lucro do capitalista - que paga realmente a sociedade - de R$ 0,13 a R$ 1,44).
 
A corrupção "leva" a totalidade das verbas das despesas da sociedade, com as compras, e não lhe compensa com serviços adequados e nem com produtos ou materiais de 1ª ou 2ª qualidade. Só com restolhos laborais (mão de obra deficiente e métodos precários) e materiais de 5ª qualidade (duram pouco, disfuncionais e poluentes).
 
Apenas 7 (sete) nações no planeta administram seus estados com o foco racional nos processos e procedimentos capitalistas e por isso são nações ricas e com alto IDH - índice de desenvolvimento humano, em que separaram as ilusões político-ideológicas das necessidades reais da existência do próprio estado e da sociedade.
 
Em geral, essas nações, que prosperaram, reconheceram a importância das “normas capitalistas”, como a seguir:
 
     1-     significado da empresa para o crescimento do ser humano em todos os aspectos;
 
     2-     desburocratização para abertura e fechamento dos empreendimentos;
 
     3-     desoneração de impostos sobre os custos e cargas de estrutura;
 
     4-     papel da educação e da formação técnica na competitividade nacional;
 
     5-     fomento dos empreendimentos por meio do capital a baixos juros e com carência racional;
 
     6-     definição de uma vocação básica para “locomotiva tecnológica e econômica”;
 
     7-     abertura de mercados para expansão da competição e do progresso tecnológico;
 
     8-     infra-estrutura racional de uma malha rodoviária e ferroviária, além de portos e aeroportos;
     9-     matriz energética confiável e flexível;
 
     10-  acesso a matérias primas e recursos naturais – facilitações e preservação;
 
     11-  modelo de tecnologia positiva em lugar do mal empregado “desenvolvimento sustentável”;
 
     12-  baixo padrão da taxa de juros, em face da previsão do retorno do capital principal, quando derivado dos financiamentos convencionais;
 
     13-  segurança na estrutura de normas reguladoras e a permanência de seus parâmetros por longo prazo.  
 
O capitalismo virou o “bode expiatório” da incapacidade dos socialistas em gerar riquezas. E fachada para “esconder” o pesado jogo extorsivo da corrupção no Brasil e no mundo. 
 
O jogo que faz os políticos e empresários brasileiros amealharem riquezas para si. Como os políticos e os empresários amealham riquezas?
 
 - O capitalismo: é o bode expiatório da incapacidade administrativa pública da má fé. 
 
 
Engº Lewton Burity Verri



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