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Postada em 23-06-2015. Acessado 298 vezes.
Título da Postagem:Misancene de Odebrecht e o Clube indolente de empreiteiras no Brasil
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 23-06-2015 @ 05:49 pm
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Tags: Odebrecht, lava-jato, corrupção, empreiteiras, qualidade total, obras, serviços

 Misancene de Odebrecht e o Clube indolente de empreiteiras no Brasil

 
Segundo a análise do esquadrão jurídico, que lava os jatos das ex-quadrilhas de empreiteiras, e suas relações de corruptelas público-privadas, Odebrecht (pessoa jurídica e pessoa física) tem/tinha um requintado estilo pragmático e engenhoso de corrupção. E quanto mais engenhoso um estilo se revela, mais se denota a sutileza orquestral de maestros sub-reptícios, nas artes da corrupção, e mais se faz concreta a intenção de apoderamento e exercício de práticas de atalhos para furtos e roubos de bens alheios e de recursos da nação.
 
Será que quanto mais engenhoso for o truque, menos visível será o golpismo sobre a sociedade brasileira do falso nobre construtor? Poderia ficar na invisibilidade opaca, da fachada de material fosco, que teria que esconder os vultos, os fatos e as sombras, da máquina produtora de dinheiro, numa empreiteira que aparentemente nunca teve concorrente técnico e comercial? Todo o passado de obras e serviços da Odebrecht ficará sob suspeita de terem tido a "corruptela corromposa"?
 
A engenhosa modalidade de corrupção apontada pela análise do esquadrão jurídico, da Odebrecht, demovia a chance de novos negócios empreendedores com mais qualificação, produtividade, qualidade e economia? E sempre houve no Brasil uma concorrência limpa e sadia entre empreiteiras e seus tomadores de serviços - os políticos em exercício de cargos públicos?  
 
E como pode o maestro Odebrecht se sentir ofendido com sua prisão, como um magnânimo e ilustre comandante de forças de construção e engenharia? Que modo mais tolo de mostrar indignação. Mostra mais um monte de areia e cascalhos de culpas cimentado pela imoralidade de obter meios fáceis de tocar suas empreitadas. Ficou magoado com os políticos da governança petista? 
 
É inimaginável alguém que aceita seguir numa empreitada entre corruptos e corruptelas, e que nada faltou para que percebesse os perfis criminais de suas partes e contra-partes, na ideação de obras maquiadas e maquiavélicas. Odebrecht embarcou num caminhão de caçamba furada...
 
Seus funcionários ficaram tementes de um futuro cegante pelo pó de cal da temulência de seu presidente. E a escala de obras titânicas e faraônicas vai minguar para programas mais simplórios, humildes e com mais recatos técnicos e sem firulas ideológicas. Então, a receita na empreitada vai cair, seus prazos serão mais rápidos, sem muitos acréscimos de valores em contratos. E finalmente os brasileiros terão infraestruturas de alta qualidade e baixo custo, pagando exatamente R$ 1,00 de obras para R$ 5,00 a R$ 8,00 de benefícios?
 
Muita gente se revoltou quando o chefe-empreiteiro ameaçou a república por sua própria falta de responsabilidade e de discernimento profissional. A república já caiu Sr. Odebrecht, tanto através de sua conduta invigilante, quanto de todo o sistema construtor e suas corruptelas público-privadas.
 
No Brasil não há concorrência perfeita. Nem oferta de obras com alta qualificação e segurança técnica. Há uma acomodação até sob o ponto de vista de capacitação e contratação de profissionais. 
 
Como não há planejamento RACIONAL de lucratividade, na coordenação de conhecimentos, atividades e tarefas, e não há uma administração científica esmerada, no sentido de produtividade, qualidade e economia, como sobreviverão as empreiteiras e suas cargas de estruturas e de custos, se NÃO apelarem para as "facilitações da corrupção"? Se a corrupção facilita a sobrevivência surge uma sobrecarga social de alto custo para o cidadão brasileiro - tudo ficará dispendioso, temerário, perdulário, irresponsável e calamitoso.
 
A Odebrecht sempre concorreu com base em seus experts, sua perícia profissional, sua concepção de projetos RACIONAIS, sua destreza técnica e comercial?
 
Se havia um CLUBE de empreiteiras que dividiam uma obra LICITADA, como num butim entre malandros, repartindo fatias de conteúdos de especialidades convencionais - know-how - de autodomínios de acessos e consolidação, novos empreendedores seriam "barrados" e expulsos da concorrência, com aquiescência dos poderes executivos e legislativos - sem seleção em critério técnico-científico de maior qualidade ao menor custo, no tempo contratado. 
 
Tomando a seleção em critério técnico-científico, de maior qualidade ao menor custo, no tempo contratado, nunca tivemos notícias de empreiteiras brasileiras que cumpriram tais requisitos de seleção licitatória. A menos através de obras feitas pelo Exército do Brasil... 
 
Então trata-se de um CLUBE de empreiteiras que estão fora do script da Qualidade Total: "Produzir produtos, ou entregar obras, com a qualidade especificada, nas quantidades adequadas, no local contratado, no prazo negociado, com toda segurança técnica, humana e ambiental. E de acordo com as expectativas e necessidades dos usuários (ou clientes)".
 
Odebrecht "talvez nunca" tenha atendido uma licitação nestas condições, da Qualidade Total, as quais socialmente seriam suportáveis pelos contribuintes e cidadãos brasileiros. Não só ela, mas todas as empreiteiras das licitações governamentais - já que quem deveria cobrar tais padrões da Qualidade Total, está na lista ou planilhas de custos de tais empresas - com suas corruptelas público-privadas. 
 
Abraços,
 
Lewton
 



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