As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 29-07-2015. Acessado 461 vezes.
Título da Postagem:A hedionda corrupção brasileira pública e privada
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 29-07-2015 @ 09:52 am
[ Avise alguém sobre este texto ]

Tags: Corrupção, fraude licitatória, formação de cartel, crime hediondo, Lava-Jato

 A hedionda corrupção brasileira pública e privada

 
Tags: Corrupção, fraudes licitatórias, formação de carteis, crimes hediondos, empreiteiras, poder executivo, Operação Lava Jato, serviços de engenharia, Transparência Internacional, IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, correlação estatística, ganância, irracionalidade administrativa.
 
Seria a corrupção um crime hediondo? A corrente Operação Lava-Jato desvendou o que muitas empresas de engenharia e tecnologia já sabiam, ao enfrentarem licitações abrigadas em Clubes de Piratas, em quadrilhas para formação de carteis e fraudes licitatórias. E que jamais poderiam vencer na “melhor qualidade, produtividade e economia”, uma vez que quem promovia as licitações, e concorrências, estava nas planilhas de custos das empresas dominantes do hediondo clube. 
 
Mas vejam, o crime hediondo conceituado, nos crimes que já sabemos tipificados: com alta perversidade, crueldade e frieza, no mais extremo da maldade humana, quando ocorre, por "serial killer", ou por um assassino contumaz (ou fortuito) vem a acometer de morte uma ou mais pessoas (e que nos EUA, não chega a passar de 3 mortos, em 90% dos casos - FBI), criando uma comoção grandiosa.
 
Os crimes de corrupção, como nós temos assistido no Brasil, tiram recursos financeiros, de sustentação da sociedade nas suas necessidades básicas de cidadania: saúde, educação, emprego, cultura, esportes, infraestrutura, assistência social e todo um conjunto de atividades que corroborariam para o crescimento humano, social e econômico das pessoas.
 
Como o crime hediondo tipificado sentencia os criminosos de "ação direta", com arma de fogo, arma branca, ferramentas de tortura e suplício e outras, o crime de corrupção é de "ação indireta". Ao se subtraírem recursos financeiros normais, planejados e orçados, para os devidos fins humanos, sociais e econômicos das pessoas, o "abate" de mortalidade é em escala de milhões de pessoas.
 
Ao passo que o crime hediondo vem acometer uma ou mais pessoas, não muito acima de 10 pessoas, o crime de corrupção acomete, em sua "ação indireta", de milhares a milhões de pessoas.
 
Isto mesmo que se tenha um grande número de crimes hediondos, tendo-se uma dada taxa de corrupção em relação ao PIB - produto interno bruto de um país ou à população.
 
No exemplo da população brasileira de 200 milhões de pessoas, havendo uma taxa de corrupção de 1%, que possa atingir o cidadão, teremos o vertiginoso número de "vítimas da mortandade pela corrupção", na ordem de 2.000.000 pessoas. O que corresponderá a 200.000 "crimes hediondos" de 10 mortos em cada crime, por "seriais killers”.
 
Será que temos 200.000 crimes hediondos no Brasil por ano? Mas, se houver a taxa de 1% de crimes de corrupção atingindo as pessoas, no país, iremos ter 2,0 milhões de pessoas com alguma "mortandade", podendo ser: sonhos, esperanças, saúde, educação, patrimônios, empregos, vidas e etc.
 
Se crime de corrupção não for tipificável como hediondo, podemos sugerir à justiça monolítica brasileira, que seja pelo menos crime diabólico sujeito à prisão perpétua.
 
Quem comete corrupção não é um "serial killer", mas sim um "lot killer ou pack killer"... E que merece punição muito radical.
 
Quanto Maior o IDH Menor a Corrupção Percebida
 
Você emprestaria dinheiro a um primo que pratica jogatinas e apostas? Emprestaria a um irmão mulherengo e ocioso? Emprestaria para um tio alcóolatra? Emprestaria para pessoas sem credibilidade? Estes simples exemplos nos mostram o RISCO de um empréstimo às pessoas temerárias, perdulárias e imorais. E podem ser pessoas físicas, pessoas jurídicas e instituições públicas.
 
Emprestar dinheiro é um momento de alto-risco e de auto risco. E quando o dinheiro NÃO É BEM APLICADO - USO E DESTINAÇÃO? Ou quando você emprestar para pessoas esbanjadoras e hedonistas? Pessoas físicas, jurídicas e instituições públicas podem ser esbanjadoras e hedonistas - com ganância ao enriquecimento ilícito e irracionalidades administrativas, financeiras e operacionais. 
 
O grande exemplo destas aberrações é o Estado Federal do Brasil: com quase 40 ministérios, quase 23.000 assessores, com a dívida pública acima do R$ 2,45 trilhões, com salários públicos acima da média do mercado, gerador de riquezas, tributação em impostos perto dos 40% do PIB, com o PIB em sucessivas ocorrências negativas, e etc.
 
Ao emprestar dinheiro (ou aplicar capitais) o credor procura ter algumas informações relevantes, as quais o ajudarão a definir às condições do empréstimo: 
 
1ª. Receber o montante principal no prazo acordado,
 
2ª. Se lícito, receber tal montante com juros e correções devidas, 
 
3ª. O valor emprestado deve ser aplicado em causas ou necessidades nobres, 
 
4ª. Ter BOA certeza do histórico de pagamentos do prestamista,
 
5ª. Adotar algum meio ou modo garantidor do recebimento integral do valor acertado, seus juros e correções devidas,
 
6ª. Se utilizado num empreendimento que ofereça retorno de investimento atendendo as condições 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª e
 
7ª. Que o empreendimento tenha tido sua exata dimensão de valor e viabilidade técnica e econômica – sem Superfaturamento, sem comissões de propinas e sem exigências encarecedoras.
 
Mas, se o prestamista ou o beneficiário do investimento NÃO oferecer uma ou mais das condições de se emprestar dinheiro (ou aplicar capitais)? Haverá INSEGURANÇA ao investidor ou ao financista. Poderá o dinheiro ir para o RALO DA IRRACIONALIDADE (administrativa, financeira e operacional) OU DA CORRUPÇÃO. 
 
A ganância ao enriquecimento ilícito e as irracionalidades administrativas, financeiras e operacionais são fatores de motivações lesivas e para a prática da corrupção. 
 
A corrupção é um senso perverso, e de calamidades capitais, vinculado à uma cultura estadual, regional, nacional e mundial:
 
1. Ele subtrai as mais nobres expectativas, os mais técnicos e científicos modelos e sistemas, em suas aplicações. 
 
2. Ele despreza o mais avançado conhecimento capaz de proporcionar qualidade, produtividade e economia. 
 
3. Ele opta pelo comodismo da licitação arranjada, que não inova e nem evolui tecnicamente. 
 
4. Ele mortifica a competição e a concorrência dos mais aptos. 
 
5. Ele confisca todos os recursos possíveis de um BOM PADRÃO CIVILIZATÓRIO. 
 
Ou quanto menor a corrupção, mais evoluída se torna a nação, onde todos os recursos possíveis de um BOM PADRÃO CIVILIZATÓRIO, são objetivamente aplicados com racionalidade e dedicação meritória. Ou quanto maior a renda per capita de um país, por exemplo, a escolaridade e a expectativa de vida de uma nação, menos corrupta ela é.
 
Num estudo que utilizou o índice de percepção da corrupção, presente na administração pública e privada de um país, constatou-se que os mais desenvolvidos são os menos corruptos. 
 
O IEAQ - Instituto de Estudos Avançados da Qualidade - Brasil - com os dados de corrupção, da Transparência Internacional, de 2006, confrontando com os do IDH de 2007, publicado pela ONU, calculou os fatores de 'associação correlativa' entre esses dois indicadores. 
 
Encontramos um coeficiente de correlação na ordem de (Coef Corr = - 0,841) e o coeficiente de pearson de (Coef Pearson = Coef Corr2 = 0,707), portanto mostrando uma 'forte associação entre esses indicadores'. 
 
Um BOM PADRÃO CIVILIZATÓRIO está associado ao Indicador do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. E podemos dizer que “Quanto Maior o IDH Menor a Corrupção Percebida”, e maior será o padrão civilizatório do país.
 
Como conclusão, podemos afirmar - cientificamente - que os países pobres e remediados são pobres porque são governados com: 
 
1. corrupção e crimes lesa-pátria, 
 
2. incapacidade técnica e administrativa - pública e privada e finalmente, 
 
3. insegurança jurídica. 
 
Os países ricos dessa forma não podem fazer concessões aos países pobres e remediados, que possuem cultura da corrupção, a menos que esses 'expurguem' os seus maus políticos e administradores temerários, criminosos e lesa-pátria.
 
O cancelamento das dívidas dos países africanos pobres, pelo Brasil, é um crime de alta lesão, uma vez que tais países ‘perdoados’ são de altíssima corrupção – a governança Petista está “doando” dinheiro dos brasileiros aos tiranos e ditadores africanos (ou nas pseudos repúblicas democráticas africanas, às quais o Brasil emprestou o dinheiro da sociedade brasileira, que paga impostos).  
 
Só eles os políticos corruptos é que ficam ricos - os paraísos fiscais deveriam ser eliminados do planeta, por serem como 'receptadores de rendas provenientes de crimes dessa ordem', são como receptores de mercadorias roubadas – enquanto os povos são paupérrimos.  
 
Enfim, agora sabemos que a miséria do mundo não é por causa do Capitalismo, ou da Reserva de Proteção Técnica, Política e Econômica dos países ricos, contra os países pobres, mas porque eles – os países ricos - 'não vendem seus povos'. 
 
Abraços,
 
Lewton



Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!