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Postada em 18-08-2015. Acessado 388 vezes.
Título da Postagem:Será que os movimentos sociais vão mesmo ancorar o governo Dilma
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 18-08-2015 @ 11:16 am
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Tags: Movimentos sociais, governo Dilma, administração pública, demagogia, populismo

 Será que os movimentos sociais vão mesmo ancorar o governo Dilma?

Sociólogo do IEAQ está indignado com o uso do termo técnico "Movimentos Sociais" pelo governo Dilma e demais defensores do Petismo. Como costuma acontecer com governistas sem qualificação técnica, e cheios de peruadas de falsa qualificação, o governo Dilma - uma aberração administrativa - ultimamente veio a público convocar os movimentos sociais para ancorar o seu governo, contra a pressão de um impedimento ou para sua renúncia.

Movimento social é uma "expressão técnica" que designa a ação coletiva de setores da sociedade ou organizações sociais para defesa ou promoção, no âmbito das relações de classes, de certos objetivos ou interesses - tanto de transformação como de preservação da ordem estabelecida na sociedade. E são movimentos reivindicantes, inconformados com as práticas administrativas e políticas de estado.

As ações mais radicais visam transformações drásticas da ordem, incluindo: sistemas normativos, políticos e econômicos vigentes, sob a égide dos mais variados suportes ideológicos e em diferentes contextos históricos e sociais. Normalmente tais movimentos surgem provocando conflitos entre classes sociais por seus desníveis de subsistência e que através do ajuntamento de pessoas afins, nas mesmas condições sociais ou piores, buscam o empoderamento que se adquire com agrupamentos de massa. E conflitos diretos com a ordem política e administrativa do estado.

Para os dirigentes de movimentos sociais há um adversário perfeitamente identificado, como a precariedade da ordem política e administrativa do estado. E podemos destacar que sua surgência obriga uma mínima organização para impor uma pauta agendável que possa ser atendida pela governança pública - isto é cria uma consciência coletiva que deve ser ordenada para priorizar suas necessidades e reivindicações.

Um contexto psicossocial cria a motivação e o incentivo para as suas reivindicações haja vista a permanência de males estruturais e conjunturais ainda não atendidos em correção e em prevenção pela ordem política e administrativa do estado. As reivindicações sempre estarão amarradas nas precariedades relacionadas à saúde, à educação ao emprego, à habitação e ao transporte, ao saneamento básico, à infraestrutura da urbanidade de bairros, abastecimentos e água e luz, ao suporte estatal de assistência social de creches, de atendimento às mulheres, de minimização de vícios e drogas, além de todos os aspectos da segurança pública e da minimização da violência e da impunidade.

Portanto, se existem Movimentos Sociais num estado, ou num país, eles são sintomas da precariedade absoluta, ou relativa, de incompetência da ordem política e administrativa do estado, principalmente se os movimentos se declaram, frente as condições mínimas de subsistência social individual e coletiva, em busca de atendimentos de necessidades aquém das básicas, ou ainda longe das condições mínimas.

Como o governo Dilma se apega à uma terminologia barata, e de conceituação vulgar, podemos admitir que nenhum dos movimentos que sobressaem nas manifestações - marchas, paradas, protestos, comícios - corresponda a essa definição técnica de movimento social. 

Mas, o que pode orientar as organizações dos movimentos sociais e da sociedade civil? Como pode ser a representação de vários níveis de como os interesses e os valores da cidadania se organizam em cada sociedade para encaminhamento de suas ações em prol de políticas sociais e públicas, protestos sociais, manifestações simbólicas e pressões políticas? Através de organizações não governamentais (ONGs), o terceiro setor, núcleos dos movimentos de sem-terra, sem-teto, empreendimentos solidários, associações de bairro, redes transnacionais de movimentos ou através de articulações inter-organizacionais.

São fruto da articulação de atores dos movimentos sociais localizados, das ONGs, dos fóruns e redes de redes, que buscam transcendê-los por meio de grandes manifestações na praça pública, incluindo a participação de simpatizantes, com a finalidade de produzir visibilidade através da mídia e efeitos simbólicos para os próprios manifestantes (no sentido político-pedagógico) e para a sociedade em geral, como uma forma de pressão política das mais expressivas no espaço público contemporâneo.

Os estudantes, trabalhadores, artistas, líderes religiosos, representantes das populações indígenas e das mulheres, juristas, defensores dos direitos humanos e etc fazem parte das redes sociais que começam a dinamizar e a estereotipar a incompetência administrativa e funcional dos estados brasileiros e de seu governo federal.

Mediante ao IDH brasileiro (Índice de Desenvolvimento Humano) e sua absurda disparidade entre bairros, municípios e estados surpreende-nos a articulação de organizações de base urbana e rural, em busca de uma integração mais ampla com a Plataforma Brasileira de Ação Global contra a Pobreza. O Brasil é um país pobre decorrente do modo equivocado e corrupto de como a ordem política e administrativa do estado são conduzidas.

Se há então movimentos sociais será impossível se ancorar nos mesmos já que suas mazelas são produzidas pelas práticas perdulárias, temerárias e corruptas da tal ordem política e administrativa do estado. E os movimentos sociais convocados pelo governo Dilma, para sua ancoragem de procrastinação administrativa, têm tal governança como a promotora de seus males e disfunções sociais? O governo Dilma supre tais movimentos com subornos e corruptelas de dirigentes? E chega de fato e realmente a mitigar os males e as disfunções sociais dos movimentos?

Diversos movimentos sociais escolheram temas humanistas e sociais, sob as bandeiras da igualdade social, direito à moradia, contra a homofobia, pelos direitos das mulheres, pelos direitos das crianças, adolescentes e idosos e etc. E então o governo Dilma chega de fato, e realmente, a mitigar os males e as disfunções sociais dos movimentos? O governo Dilma minimiza as várias faces da exclusão social, e incentiva corretamente a demanda de novos direitos? O ativismo de hoje tende a protagonizar um conjunto de ações orientadas aos mais excluídos, mais discriminados, mais carentes e mais dominados da sociedade.

Sociólogo do IEAQ indignado promoveu pesquisa de público com questões de base que foram relacionadas em determinar o alcance das políticas públicas dos governos Lula-Dilma, e seu sistema de transferência de renda, através do programa Bolsa Família.

Para a 1ª pergunta: Em que o governo Lula-Dilma mudou a sua vida? Em respostas para cerca de 72% "nada mudou", para 16% não perceberam "nenhuma mudança", para 10% "mudou para pior" e para 2% "não souberam opinar".

Para a 2ª pergunta: Tem alguém da sua família desempregado, ou com trabalho desumano, no momento? 35% disseram que "não", 27% disseram que têm 1 parente, 15% disseram que têm 2 parentes, 14% disseram que têm 3 parentes e 9% disseram que têm a família toda.

Para a 3ª pergunta: Houve algum crime que atingiu a sua família, recentemente? 22% alegaram ter havido agressões físicas de vizinhos, 20% indicaram roubos de seus objetos, 16% tiveram parentes estuprados (as), 13% assinalaram ter havido assassinatos de parentes, 11% informaram ter apanhado do marido, 9% disseram que foram achacados pela polícia e 9% não se pronunciaram por estarem sequestrados.

Para a 4ª pergunta: Nos hospitais e postos de saúde do governo, você tem tido um bom atendimento? 36% disseram que não há nenhum deles perto do barraco (de casa) onde moram, 21% anotaram que, quando vão, não são atendidos, 17% notificaram que quando são atendidos o médico faltou, 10% reclamaram que não tem os remédios que o médico receita, 9% lamentaram que parentes morreram na fila do atendimento e 7% disseram nunca terem conseguido marcar uma consulta.

Para a 5ª pergunta: Está satisfeito com as escolas e suas atividades educacionais? 23% alegaram que estudar é inútil, 18% disseram que só colocam os filhos na escola se tiverem bolsa e as outras coisas que as crianças precisam, 15% disseram que se tiverem quadro negro e giz, merenda boa, banheiros, carteiras e professoras irá melhorar "um pouco", 13% informaram que mandam as crianças para escola para se livrarem delas, por algumas horas, 11% acreditam que a escola vai mudar a vida dos filhos, talvez para um bom salário de R$ 788,00/mês, 9% reclamaram que as crianças chegam com deveres de casa, mas que não podem fazer, para "esmolarem" nos sinais de transito, 6% estão satisfeitos porque as crianças (com 14 anos) já sabem ler a "praca" para onde o ônibus vai. E 5% estão felizes porque os filhos já sabem matemática, já contam até 100 e dividem por 2 (só números pares).

Para a 6ª pergunta: Você recebe o Bolsa Família? 59% disseram não receber, isso é uma esmola descarada, não dá para comprar no crediário das "Casa Maria", 23% informaram que seus parentes recebem, mas que não dá para nada, pagam água, luz, remédios, cigarros e cachaça, 15% conspiraram em cortar uns 2 a 3 dedos da mão para ganharem pensão do INSS (pelo menos de 1 salário mínimo/mês), 3% disseram que ganham, mas emprestam a 100% de juros ao mês.

Para a 7ª pergunta: Você tem 3 refeições por dia? 42% disseram que sim, mas quando os outros familiares estão fora, 21% alegaram que só comem quando pegam xepas nas feiras-livres, catando sobras, 17% comem de fato, mas dividem a porção "normal diária" em 3 partes - uma para o almoço, uma para a janta e uma para quando for dormir, 15% comem 3 refeições quando vão aos comícios do Lula, 5% lamentaram só comerem 1 vez por semana no lixão da prefeitura (e fazem um "franguinho" quando pegam um urubu distraído).

Para 8ª pergunta: A crise econômica mundial afetou sua vida e seus planos? 65% indagaram: - crise, quê crise? Estamos acostumados a ficar sem dinheiro (seja euro, dólar, franco, libra, marco ou real - nunca tiveram) por longos dias, 25% alegaram que tiveram que fazer economias, agora só comem dia sim e dia não e 10% anotaram que juntaram as famílias num mesmo "barraco", economia de aluguel (R$ 80,00 em média).

Para a 9ª pergunta: o que você gostaria, a mais, que o governo Lula-Dilma fizesse? 45% disseram que acabasse logo, 29% reclamaram que deveria ampliar as cotas em todos os lugares e atividades, não só para negros, índios e deficientes, mas para os pobres, anões, gays, gordos, baixinhos, carecas e tatuados, também. 24% pediram que o PAC fosse ampliado para reboco e pintura de paredes das escolas, para aumento da plantação de maconha, para o financiamento da melhoria da qualidade das drogas, para a jardinagem de toda a extensão das praias do litoral brasileiro e reforma dos barracos dos "humirdes" e 2% rogaram que fosse aplicado na melhoria dos balcões dos botecos.

Para a 10ª pergunta: você reelegeria o Lula para 2018, ou votaria no candidato dele? 40% disseram que "não" porque o Lula só usa o terno do "armânio", 23% alegaram "não" porque o Lula vivia viajando e não levava eles, 21% reclamaram que só se Dilma "renunciar", e 14% se disseram indiferentes já que Lula é indiferente, "não fede e nem cheira" (não Ford e nem sai de Simca), não mudou nada. E 2% votariam sim, mas ele teria que aumentar o valor do Bolsa Família, criar o Bolsa Bicicleta e lhes arrumar um emprego no governo dele.

E então o governo Dilma chega de fato, e realmente, a mitigar os males e as disfunções sociais dos movimentos? O governo Dilma minimiza as várias faces da exclusão social, e incentiva corretamente a demanda de novos direitos? O ativismo de hoje tende a protagonizar um conjunto de ações orientadas aos mais excluídos, mais discriminados, mais carentes e mais dominados da sociedade.

No Brasil os Movimentos Sociais NÃO possuem consciência coletiva capaz de priorizar suas reais necessidades. E deveriam exigir um posicionamento técnico-administrativo do governo Dilma, com menos aceitação de demagogias e populismos, característicos de governanças desqualificadas – técnica e ideologicamente...

Outras Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_social ;

Comendador Lewton Burity Verri

Engenheiro Industrial Metalurgista




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