As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 06-09-2015. Acessado 401 vezes.
Título da Postagem:Joaquim Levy é respeitável, não supera nenhuma possibilidade de salvar o país
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 06-09-2015 @ 01:11 pm
[ Avise alguém sobre este texto ]
Tags: Levy, ministério, fazenda, economia, engenharia, recuperação, PIB, know-how

Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4

st1:*{behavior:url(#ieooui) } /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}

Joaquim Levy é respeitável, mas não supera nenhuma possibilidade de salvar o Brasil

Quando estudei no Japão administração da tecnologia, e da qualidade, aprendi que os engenheiros são os projetistas e criadores dos eventos econômicos. E os economistas são os especuladores da temperatura da economia. Só nos dizem que a coisa está fria, morna ou quente.

Muita coisa em especulação temerária, e tanto isto é verdade que todas as economias possuem disfunções em suas previsões, todas convergem para os mesmos erros, sempre são surpreendidas com incidentes calamitosos e são oprimidas por decisões recessivas, no critério de represar o equilíbrio da demanda e oferta, com instrumentos simplistas, ex: taxas de juros, faixas de câmbio e etc.

Raramente se lê algum artigo de economistas focando as relações de causas e efeitos dos eventos econômicos. Boa parte se analisa “causas de causas, sem chegar às consequências”, olhando-se sobre os resultados manifestos nas relações de compras e vendas, de financiamentos, quantidades de mercadorias, produzidas e estocadas e etc.

Alan Greenspan nos EUA, quando chefe do Banco Central americano, tentou criar o que se chamou Relatório do Gerente, com dados e informações extraídos das fábricas e das operações industriais dos EUA. Mas, sem focar o Planejamento e Controle da Produção daquelas fábricas.

O Relatório do Gerente ajudaria nas previsões de médio e longo prazo para onde a “economia” estaria indo (na verdade, as previsões da produção industrial), bem como em quais bases de demandas e ofertas se poderia prever a posição da inflação e dos juros.

Os engenheiros são os peritos em análises de eventos econômicos, já que são os projetistas e criadores deles. No Japão são os engenheiros que firmam conceitos, métodos e técnicas para a administração da tecnologia e da qualidade, as quais repercutem no Relatório do Gerente (ex, de Alan Greenspan) e no aquecimento ou no esfriamento da produção (ou seja, da economia: industrial, de serviços e agropecuária).

E aqui é onde mora o perigo, uma vez que os economistas, como “pitonisas governamentais”, terminam relacionando alhos com bugalhos e confundindo “porção de macarrão com um porrão de macacões”.

E onde está o segredo das previsões mais próximas do possível futuro? Os eventos econômicos possuem sinais (ou indicadores) que possam ser utilizados por Conselhos Especialistas (estes com engenheiros, em mesma escala do número e saber dos economistas) de maneira a oferecer melhor balizamento às decisões governamentais?

A INDUSTRIALIZAÇÃO requer uma APTIDÃO de sobrevivência Operacional e Técnica. O histórico do CAPITALISMO tem mostrado a incapacidade dos governantes de vários países em lidar com a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL é que veio criando seus sucessivos eventos econômicos, e sua interpretação veio tardiamente, por parte dos governos, sobre como REGULAR o Capitalismo para o sucesso civilizatório da humanidade.

Esta regulação foi tomada com extrema MÁ VONTADE em face do conflito provocado pelo Manifesto Comunista e pelo livro O CAPITAL de Karl Marx. E veio se arrastando pelos últimos quase 170 anos – e ainda hoje civilizações RETARDADAS insistem em se auto-imolar tentando MATAR o Capitalismo Revolucionário.

Os EUA são de longe os maiores poluidores do planeta e com uma engenharia precária apesar de todo o seu UFANISMO TECNOLÓGICO e ser o carro-chefe do Capitalismo.

O Brasil é o país EMERGENTE. Os demais emergentes, tais como CHINA, ÍNDIA e a RÚSSIA - esses últimos países, ainda não têm a aptidão necessária de sobrevivência operacional e técnica que julgam ter com os seus resultados em PIB.

Na CHINA, ÍNDIA e a RÚSSIA se observaram ociosidade, apatia e indolência, coerção por força ou intimidação (penalidades trabalhistas), altos desperdícios de recursos (tempo, dinheiro, materiais, humanos, energéticos, hídricos e etc), manipulação de dados e informações, especulações em projetos vazios, altas taxas de mortalidade por esgotamentos, torturas, acidentes e repressão, deficiências operacionais, baixos desempenhos e ausência total de motivação e de iniciativas - o anticapitalismo - numa mortificação existencial sem saúde, educação e cidadania.

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL trouxe mais CONFORTO, BEM ESTAR, SEGURANÇA E SAÚDE, do que tinha o homem das matas e o homem das cavernas. Hoje o homem desfruta de um vasto KIT DE UTILIDADES, com inventos facilitadores da vida e do seu desfrute. É fácil imaginar a vitória tecnológica sobre as adversidades.

Os gerentes da industrialização utilizam administração e controle, dos eventos econômicos, sobre os seguintes indicadores básicos - ALGUNS INDICADORES INDUSTRIAIS DO DESEMPENHO CAPITALISTA:

1. Índice de Rejeição de 5 a 10 ppm (partes por milhão) por defeitos inadequados ao uso - 1 ppm equivale a 0,0001 defeito em lotes de 100 mercadorias. Ou 1 defeito em lotes de 1.000.000 de mercadorias produzidas;

2. Retrabalho de lotes defeituosos de 0,001%, recuperação de mercadorias defeituosas;

3. Prazos de Entrega de 2 dias, entre o pedido da encomenda e sua entrega;

4. Quebra de Máquinas de 5% a 8%, do tempo total de produção;

5. Preparação de Ciclos de Produção em 5 minutos, tempo médio para mudanças de ferramental, ou de sistemas de produção ou ajustes dos parâmetros da automação;

6. Efetivo de operários Solucionando Problemas de 95%, de qualidade e de produtividade, reduzindo perdas;

7. Educação e Treinamento - 10% ou 200 horas/ano, por operário, aumentando o seu conhecimento e a habilidade.

E estes 7 indicadores conferidos pelo Planejamento e Controle da Produção nas fábricas são os que se relacionam mais proximamente com o que podemos caracterizar como a SOBREVIVÊNCIA DO PAÍS MAIS APTO e com o conceito de RECUPERAÇÃO ECONÔMICA.

Em geral as nações que prosperaram (e prosperam mais do que o Brasil) reconheceram a importância do (a):

1- Significado da empresa para o crescimento do ser humano em todos os aspectos;

2- Desburocratização para abertura e fechamento dos empreendimentos;

3- Desoneração de impostos sobre os custos e cargas de estrutura;

4- Papel da educação e da formação técnica na competitividade nacional;

5- Fomento dos empreendimentos por meio do capital a baixos juros e com carência racional;

6- Definição de uma vocação básica para “locomotiva tecnológica e econômica”;

7- Abertura de mercados para expansão da competição e do progresso tecnológico;

8- Infra-estrutura racional de uma malha rodoviária e ferroviária, além de portos e aeroportos;

9- Matriz energética confiável e flexível;

10- Acesso a matérias primas e recursos naturais – facilitações e preservação;

11- Modelo de Tecnologia Positiva em lugar do mal empregado “desenvolvimento sustentável”;

12- Baixo padrão da taxa de juros, em face da previsão do retorno do Capital Principal, quando derivado dos financiamentos convencionais;

13- Segurança na estrutura de Normas Reguladoras e a permanência de seus parâmetros por longo prazo.

São então 13 itens cuja racionalização é feita dia-a-dia pelos engenheiros, criando a RIQUEZA. E estes 13 itens deveriam ser também, MONITORADOS pelas previsões da economia feitas pelos economistas. Não mais SOZINHOS no auxílio pátrio para o engrandecimento das nações, mas junto com o pessoal da engenharia – como fazem os engenheiros japoneses.

Fica claro neste artigo que as decisões recessivas, no critério de represar o equilíbrio da demanda e oferta, com instrumentos simplistas, ex: taxas de juros, faixas de câmbio e etc, como aplicados por economistas, a serviço das governanças públicas, não ajudam e nem criam a potencialização das forças para a geração de riquezas e o crescimento econômico de um país...

E todos os instrumentos simplistas usados provocam estagnações e recessos, dão lentidão aos mecanismos disparados pelos engenheiros, para o desenvolvimento econômico dos seus eventos projetados, e aplicados na sustentação da sociedade do país. E provocam as tais travessias de expiações e sofrimentos sociais, somente por crença de que são os economistas que criam os critérios de prosperidade de uma nação.

E Alan Greenspan passou mais de uma década em busca de relatórios que pudessem lhes dar apoios factuais e ponderáveis no desenvolvimento dos EUA...

Por isso é que só com economistas o país não evolui! E Joaquim Levy não será o Atlas que sustentará o Brasil...

Engº Lewton Burity Verri

Comendador e Engenheiro Industrial Metalurgista

CREA 74-1-01852-8 – UFF - RJ




Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!