As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 28-12-2015. Acessado 316 vezes.
Título da Postagem:A Moeda Digital e a Morte do Dinheiro
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 28-12-2015 @ 10:35 am
[ Avise alguém sobre este texto ]
Tags: Dinheiro-vivo, cartão de crédito, cartão de débito, capitalismo, moeda digital

A Moeda Digital e a Morte do Dinheiro. Há anos já se diz sobre o FIM do DINHEIRO. E não é que é verdade!

Tags: Dinheiro-vivo, cartão de crédito, cartão de débito, capitalismo, moeda digital, fluxo de caixa, sistema financeiro, pagamentos, depósitos em conta, poupança, conta corrente, chip, tarja magnética, ilusão monetária, informação eletrônica, fonte pagadora, fonte recebedora.

A Moeda Digital e a Morte do Dinheiro. Há anos já se diz sobre o FIM do DINHEIRO. E não é que é verdade!

=> E o dinheiro existe?

=> De fato está presente no Banco?

=> Existe algum lastro que lhe corresponda em valor e riqueza?

=> Ou dinheiro é só INFORMAÇÃO EM MOVIMENTO?

=> Todo o dinheiro circulante tem de fato lastro físico?

=> Ou só aqueles que correspondam aos patrimônios instalados e representados por bens de valores atribuídos por avaliações especializadas?

=> Quando alguém avalia algo, e lhe diz que vale US$ 1 milhão, é socialmente acreditado e é economicamente comercializável neste valor?

=> Há especulação exacerbada em seu valor?

=> O especialista está "subornado" para atribuir tal valor ao bem?

Um cartão de crédito "especifica" um valor que lhe está disponível, segundo a operadora do cartão. Um cartão de débito lhe "informa" o valor que dispõe em saldo bancário. E de fato o valor destes cartões são INFORMAÇÃO EM MOVIMENTO - e NÃO existe lastro equivalente aos seus valores. Existe apenas uma espécie de FLUXO DE CAIXA, com entradas, saídas, tarifas, despesas / compras... Existe apenas uma INFORMAÇÃO ELETRÔNICA-DIGITAL.

Uma dada FONTE PAGADORA extrai VALOR de seu saldo bancário - também com INFORMAÇÃO ELETRÔNICA-DIGITAL EM MOVIMENTO - efetiva o pagamento de uma conta-despesa-compra, "transferindo o valor correspondente ao bem ou serviço adquirido" para uma FONTE RECEBEDORA. E tais operações se configurarão em FLUXO DE CAIXA. Então, o dinheiro de valor registrado, na conta bancária da FONTE PAGADORA, NÃO TEM LASTRO físico em valor monetário.

No Sistema Geral de Pagamentos de um país o dinheiro circula, em grande monta por operação de escala impossível de haver armazenamento de LASTRO em valor equivalente. Então, o dinheiro-vivo é apenas uma INFORMAÇÃO EM MOVIMENTO portada em papel-moeda para uma conta-despesa-compra.

Este FLUXO DE CAIXA já está presente por aplicativos nos celulares - o seu banco preferido está, também, em seu celular, porque "digitalmente" ele lhe informa seu saldo bancário, e o seu banco o trata (o dinheiro em conta) como elemento digital de valor atribuível por papel-moeda em cifras e quantidades correspondentes.

Vivemos uma ILUSÃO MONETÁRIA do significado do dinheiro-vivo e de sua riqueza que não aquela de patrimônios instalados fisicamente: residências, veículos marítimos, aéreos e terrestres, joias, terrenos, fábricas, imóveis em geral, máquinas, equipamentos, materiais e insumos - ou seja bens tangíveis, de cujos valores são correspondentes aos fatores materiais da produção, da construção e dos serviços.

Falta agora algum Banco Central adotar de vez a "percepção da informação eletrônica digital em movimento do dinheiro-vivo", deixando de imprimir valor em cédulas portadoras de riqueza (transitórias - fluxo e trânsito - circulante) em papel-moeda. O sistema bancário já chega ao mais longínquo município ou vilarejo, junto aos Correios e às Casas Lotéricas, além da distribuição dos cartões de crédito e de débito.

Seu banco já está em seu bolso - celular, e em seu lugar mais íntimo. Ele está na INTERNET e em seus macro e microcomputadores. Ele flui via satélites e antenas parabólicas. Ele vai por fibras óticas e cabos de cobre. Falta agora um NOVO sistema organizador da REDE FINANCEIRA que utilize a Moeda Digital.

A CASA DA MOEDA pode vir e ser CASA DE VALORES MONETÁRIOS DIGITAIS - a tecnologia com toda a sua instrumentação em hardware, software e humanware pode administrar com rigorismo elevado - a prova de hackers e de fraudes - em suas criptografias geniais - a conversão da riqueza circulante em dinheiro-vivo para alguma moeda digital. Os cartões digitais "chipados e criptografados" assumirão o significado do dinheiro-vivo nas contas-despesas-compras

A "Moeda Digital", é uma solução mais futurista.

Entretanto, para uma transição, até que Bancos Centrais resolvam adotar uma Moeda Digital eles precisarão depreciar suas maquinarias e instalações para impressão de cédulas. E ainda, termos que aguardar a mudança de hábitos do uso do dinheiro físico.

Um micro chip fixado nas cédulas cria, com o dinheiro fisicamente em mãos dos seus usuários, a possibilidade de incluir na própria cédula a portabilidade de seu histórico de movimentação, e permitir seu rastreamento de dados pelo Controle Federal do Sistema Financeiro. E toda emissão de moeda, física ou digital, deve corresponder aos fatores de produção e de serviços, para manter os valores de custos e preços calculados pela engenharia industrial, e para manter o conceito de riqueza acumulada pelos investidores e poupadores - sem que haja possibilidades de haver inflações e hiperinflações (criação de moedas/cédulas sem riqueza física correspondente no mundo real).

Hoje uma Moeda Digital funcionará como um sistema "paralelo" que não possui validade monetária, no sentido de valor correspondente à riqueza gerada pelos bens e fatores de produção.

SITUAÇÃO DO USO DE CARTÕES NO BRASIL

Ver: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasileiro-comprou-menos-com-cartoes-de-credito-e-debito-em-2014,1704473

O uso de cartões de crédito em 2014 atingiu o valor de R$ 593 bilhões (Banco Central do Brasil - Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro - estatísticas do varejo e de cartões - 2014). E que com juros de 347,5% ao ano sinaliza uma opção facilitadora do fluxo e do movimento das ações de compra-venda-despesas-bens. E o uso de cartões de débito em 2014 atingiu o valor de R$ 348 bilhões.

O valor de R$ 593 bilhões em cartões de crédito mais o valor de R$ 348 bilhões representam cerca de 14% dos saques efetuados nas instituições financeiras (em compras de parcela única).

Segundo o Banco Central do Brasil o cartão de débito é "socialmente" mais eficiente nos casos em que o usuário NÃO necessita de crédito para financiar suas compras - estas operações são mais baratas já que os custos com o gerenciamento de riscos, pelas operadoras de cartões, são bem menores. E os valores são transitados em prazos menores e com taxas de descontos menores (para o comércio e o consumidor).

A tecnologia do CHIP nos cartões contribuem para MAIOR segurança, e esta condição vem reduzindo a emissão de cartões com TARJA MAGNÉTICA.

No Brasil a morte do dinheiro-vivo já chega a 14% do movimento total de saques das instituições financeiras. Ou 14% que representa cerca de R$ 940,5 bilhões do montante monetário armazenado em bancos - R$ 5,532 trilhões.

O PIB brasileiro em 2014 foi de R$ 5,521 trilhões (pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Portanto, quase 14% do PIB brasileiro foi INFORMAÇÃO ELETRÔNICA DIGITAL DE DINHEIRO EM MOVIMENTO...

Num breve dia no futuro imediato o dinheiro será moeda morta de papel.

Lewton Burity Verri
Engenheiro e Tecnologista




Bookmark and Share
Outas colaborações de Lewton
Veja Mais
Perfil de Lewton
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!