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Postada em 11-01-2016. Acessado 325 vezes.
Título da Postagem:UBER x TAXIS - quando uma corporação bloqueia a evolução natural da qualidade
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 13-01-2016 @ 09:14 am
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Tags: UBER, Taxi, competitividade, qualidade, produtividade, economia, segurança

UBER x TAXIS - quando uma corporação bloqueia a evolução natural da qualidade

O serviço de transporte alternativo UBER ativou um conflito de interesses nos lugares do mundo em que foi colocado em prática. Claro que para toda e qualquer inovação em tecnologia, indústria, agropecuária, comércio e serviços sempre haverá BARREIRA à entrada de novos empreendedores.

A questão é simples já que o mercado é um só. E ele não é tão elástico. Para muitos casos o mercado é como cobertor curto para uma pessoa só.

Imaginem para muitos empreendedores - antigos e novos. Logo ocorrem reações dos praticantes nas atividades atuais. Novos empreendedores extraem oportunidades de negócios para os militantes mais antigos. E fica uma confrontação mais aguerrida já que não há diferenciação de negócio, sob o ponto de vista INOVAÇÃO. Trata-se de ingresso de novos empreendedores num mercado tradicionalizado, já com morrinha de coisa mofada, obsoleta, em que se propõem novos parâmetros de qualidade, produtividade, segurança e economia.

Serviço de transporte de pessoas é mais do que secular, vindo dos primeiros riquexós — carro de duas rodas puxado por um só homem. Bem antes do Império Romano. Nas ruas da Roma Antiga, circulavam liteiras transportadas por dois ou quatro escravos que levavam quem quer que os solicitasse. Na Idade Média o transporte de pessoas era assegurado por carruagens muito rudimentares de tração animal, que no Renascimento foram melhoradas tendo sido acrescentados ornamentos, cobertura e até cortinas. Em 1605, apareceram em Londres as primeiras carruagens de aluguer — as hackney. Os primeiros táxis motorizados apareceram em 1896 na cidade alemã de Stuttgart. No ano seguinte, Freidrich Greiner abriu uma empresa concorrente, na mesma cidade, mas os seus carros estavam equipados com um sistema inovador de cobrança — o taxímetro.

Portanto, o serviço de transporte de pessoas, fora do regime normal do transporte de MASSAS, teve sua implantação como Táxis generalizada em 1907. Nesse mesmo ano, em Paris, todos os carros de aluguel tinham de possuir um taxímetro obrigado por lei. Antes da Primeira Guerra Mundial já todas as grandes cidades europeias e americanas tinham serviço de táxis legais e pintados com esquemas de cores diferentes. Desde então as alterações foram poucas, apenas nos aparelhos possuídos pelos carros, tais como um rádio, ou ar condicionado.

Então surge o Serviço URBE como alternativa de um serviço já publicamente considerado em OBSOLESCÊNCIA e com excessivos DESGASTES em cada momento da relação de seu consumo.

Estes serviços já se encontram altamente REGULAMENTADOS e legislados para fins de ordem, direitos e deveres. E estão cristalizados como PARADIGMAS tradicionais. Sem complexidades em sua administração e prática operacional. Ocorre que os utilizadores de Táxis começaram a esgotar suas tolerâncias quanto ao Padrão da Qualidade oferecido pelos tradicionais prestadores deste serviço.

O que temos no momento é a QUEBRA do Paradigma da Competitividade, e que se baseia na REDUÇÃO CONTÍNUA de Custos, mantendo o Padrão da Qualidade ou melhorando-o, as INOVAÇÕES mais bem-sucedidas técnica e comercialmente serão aquelas que atenderão a este paradigma.

Com a QUEBRA do Paradigma da Evolução Tecnológica – que é a EVOLUÇÃO do padrão de comportamento administrativo e operacional, que se motiva ao aprimoramento, ao aperfeiçoamento, à inovação e às melhorias do desempenho da qualidade, da produtividade e da economia, passa-se a "empreender" na busca maximizar ganhos e minimizar perdas.

Os criadores do conceito URBE encontraram uma JANELA diferenciadora no mesmo negócio tradicional - modificação nos Padrões e Parâmetros da Qualidade, Produtividade e da Economia, situando este tipo de prestação de serviços num patamar capaz de estar dotado de MENOS NÃO-CONFORMIDADES em seus parâmetros, e que os mesmos possam apresentar SEGURANÇA em termos de qualidade, funcionalidade, manutenção e durabilidade, e sujeitos a correções e planos de prevenções, evitando a provocação de conflitos e reclamações de clientes, consumidores e usuários em larga escala ou massivamente.

Como as associações nacionais de taxistas, seus parceiros e associados, jamais mostraram intuitos em abordar seus serviços com o trinômio Qualidade + Produtividade + Economia a JANELA diferenciadora ficou mais evidente como alavanca de entrada de um NOVO conceito em prestação de serviços. Mas, realmente o Serviço URBE irá resistir à sua tradicionalização sem conflitos com seus clientes? Há de fato, e concreto, a presença deste trinômio Qualidade + Produtividade + Economia em sua modalidade diferenciadora?

O Senso Universal da Qualidade se rege pelas seguintes LEIS da Qualidade + Produtividade + Economia, para qualquer tipo de empresa sua sobrevivência, no mercado, está vinculada às 6 (seis) leis do mesmo (de domínio na percepção desde as crianças aos adultos), a saber:

(1ª) Melhor preço - para a sua expectativa em termo de qualidade, utilidade e desempenho técnico e econômico, conforme seu poder de compra;

(2ª) Melhor qualidade nas mercadorias e nos serviços - sem defeito ou falhas, sem imperfeições comprometedoras na utilização, em seu contexto material: cor, design, resistência, durabilidade, facilidades de uso e etc;

(3ª) Prazos de entrega confiáveis, nas quantidades e nos tempos e locais corretos - que permitam agendamento de atividades secundárias, sem atrasos na entrega, que as quantidades sejam como especificadas na compra, que chegue no lugar determinado e na hora;

(4ª) Segurança em suas operações, ambientais, trabalhistas e de consumo - que não agreguem riscos de incêndios, acidentes, contaminações, poluição e que não nos firam durante o uso (antes e depois), e que sejam "amigáveis" ao meio ambiente e aos seus operários-fabricantes;

(5ª) Responsabilidade técnica e civil para com o consumidor e seus tomadores de serviços e para a preservação do meio ambiente - que tenham alta segurança técnica em seus parâmetros de construção e de acabamentos, que a responsabilidade de seus projetistas e fabricantes seja imediata ao menor infortúnio, e que haja imediata mitigação em casos de acidentes, poluição, contaminações e má operacionalidade / funcionalidade.

(6ª) Assistência técnica e comercial integrais na Pré-venda e na Pós-venda - pronto atendimento em chamadas, esclarecimentos técnicos e comerciais corretos e fidedignos, orientação eficiente na utilização, manutenção fiel aos problemas, num custo adequado.

Estes 6 princípios, que REGEM o Senso Universal de Qualidade, para que haja EXCELÊNCIA do produtor, do fornecedor e de seus controladores, da produção e da qualidade, devem estar coesos numa mesma amalgama - chamada produto ou serviço - que caracterizará o contexto material dos objetos e serviços produzidos e comercializados.

Como óbvio não haverá QUALIDADE nos bens e serviços se apenas um dos princípios não for atendido. E o conceito URBE tera que se tradicionalizar em atenção a estas LEIS informais do Senso Universal da Qualidade.

Produtos e Serviços são como padrão ou norma de um status social-econômico pessoal e/ou coletivo e assim são Paradigmas – elaborados de acordo com o estilo – estética – conceitos – gostos: geometria, cores, sabores, ergo-modos, tamanhos, consumos e propriedades de preferência das pessoas.

O que vale em termos da Engenharia da Qualidade (que atende o trinômio Qualidade + Produtividade + Economia) é o gosto da maioria – extraído das populações para elaboração de produtos ou serviços – ao gosto do freguês.

E assim os usuários do Serviço de Táxis exigem a Quebrar do Paradigma – que é “quebrar” a resistência à mudanças – é achar outro modo de fazer as coisas e modificar estruturalmente os produtos e serviços. E tudo está fundamentado no Histórico das Reclamações de Clientes – reclamações de qualidade, quantidade, sugestões e críticas – chances de melhoria dos produtos e serviços.

Isto NÃO é um caso PESSOAL - e sim um caso do processo evolucionário da Qualidade, querendo assumir um NOVO Padrão Hegemônico – É o gosto da maioria (compatível social e economicamente com as características ofertadas pelo serviço) – ao gosto do freguês – é a Qualidade Adequada ao USO ou Costume. Adequação da Qualidade do serviço é a criação, adaptação ou ajuste de características – ao cliente, uso, costume ou tradição, concebendo NOVOS produtos ou serviços adequados ao USO.

Como as associações nacionais de taxistas, seus parceiros e associados, jamais mostraram intuitos em abordar seus serviços com o trinômio Qualidade + Produtividade + Economia a Adequação da Qualidade pelo grau de exigência das pessoas – USO - foi sendo negligenciada e o "gosto da maioria" – ao gosto do freguês – foi tendo Obsolescência em seu atendimento (perda da função ou da operacionalidade de um produto, peça, componente, procedimento, processo ou sistema, serviço, que lhe tira a validade técnica de sua qualidade, sua produtividade e dos seus aspectos econômicos envolvidos, que lhe davam utilidade e aplicação).

Veio o conceito URBE, e "créu neles" no antigo modelo... E a saída imediata de reação deste antigo modelo, sem a estrutura da inteligência pela Qualidade, foi a de uma corporação bloqueando a evolução natural da qualidade de serviços e produtos.

O Mundo enfrentou muitas Mudanças de Paradigmas, como efeitos da Evolução Qualitativa, tais como:

1. Lâmpada incandescente => fluorescente, 
2. Tampa para abridor => tampa rosqueada, 
3. Tampa fixa => “fácil abertura”, 
4. Motor à gasolina => motor flex: bi, tri e tetra combustível, 
5. Motor à explosão => turbina, 
6. Uma função => multifunção: celular, TV-DVD, 
7. Fax => impressora e scanner, 
8. Impressora => copiadora,
9. Telefone Fixo => Celular, 
10. Celular => foto digital, e-mails e sons, 
11. Fechadura à chave => fechadura digital, íris, impressão digital, 
12. Água => água gasosa, 
13. Avião => helicóptero,
14. Fio metálico => fibra ótica, 
15. Com fio => sem fio e etc.

E em todos estes momentos de Mudanças de Paradigmas as ações de QUEBRA destes paradigmas se basearam em FAZER: +fácil, +rápido, +barato, +seguro, +econômico, +correto, +poupador energético e hídrico, +amigável e etc em que foram analisados os USOS E COSTUMES e ponderados quais tipos de valores estavam em jogo: gostos para - geometria (design), cores, sabores, ergo-modos, tamanhos, consumos e propriedades.

O Serviço de Táxis - tradicional - se tornou um modelo “cristalizado” de difícil mudança – se tornou uma tradição - sabedoria convencional dos seus prestadores - se impôs como padrão ou norma. E a Quebra de Paradigma vem a ser a: alteração de estilo – estética – conceitos – gostos: geometria, cores, sabores, ergo-modos, tamanhos, consumos e propriedades. E tal serviço terminou virando um Padrão Hegemônico – que é um padrão estatístico tendente para a maioria de uma classe socioeconômica de consumidores e de uma classe "acomodada" de prestadores deste serviço.

Lewton Burity Verri
Engenheiro Industrial e Tecnologista




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