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Postada em 31-01-2016. Acessado 256 vezes.
Título da Postagem:Conselho de Desenvolvimento Econômico: conselhão, caldeirão do diabo ou penicão
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 31-01-2016 @ 11:24 am
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Tags: Dilma, Conselho, Conselhão, Desenvolvimento, Econômico, problemas, inflação

 Conselho de Desenvolvimento Econômico: conselhão, caldeirão do diabo ou penicão?

Tags: Conselhão, Dilma, Conselho de Desenvolvimento Econômico, administração pública, economia, produção, PIB – Produto Interno Bruto, empresários, sugestões, governança, governabilidade, controle da inflação, necessidades sociais, indicadores administrativos, propostas de métodos para solução de problemas nacionais.  

Pejorativamente denominado de Conselhão o "finado" Conselho de Desenvolvimento Econômico foi ativado, e estará sendo presidido por Dilma em suas reuniões conforme sua agenda executiva. Reuniu-se na quinta-feira 28/01/2016, no Palácio do Planalto, em Brasília, em 1ª reunião do ano 2016, após um ano e meio sem reuniões. Criado em 2003 no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Neste ano, ele será composto por 92 integrantes. A última reunião do grupo ocorreu em junho de 2014.

O Conselhão da Dilma é um conselho Nível C (siga o artigo até este tema!).

No encontro reuniram-se ministros, empresários e sociedade civil o Conselhão faz parte da estratégia do governo federal para encontrar alternativas que levem o Brasil a superar a crise. Na abertura da reunião, em discurso inicial de Jaques Wagner, disse ele que a melhor verdade é aquela que brota do conflito de ideias. E que as democracias mais maduras se utilizam dessa ferramenta do conselho. A reunião do conselho foi fechada para a imprensa.

Dilma quer colocar em pauta meios de retomar o crescimento econômico sem elevar ainda mais a inflação. O tema do encontro foi "Caminhos para o Desenvolvimento Brasileiro". E outro objetivo dela é coletar sugestões dos conselheiros que possam ser incorporadas em projetos que o governo pretende encaminhar ainda no primeiro semestre ao Congresso Nacional.

Um conselho técnico correto, propõe linhas de ação avaliadas em suas viabilidades - humanas, financeiras, sociais, econômicas, industriais, tecnológicas, institucionais, ambientais, legais juridicamente e finalmente políticas - e jamais terá sua hegemonia de saber e capacitação profissional específica, afetadas por agentes de lobbies, agentes compartilhantes de parcerias com governos, agentes obtendo informações privilegiadas, agentes que colidem com os interesses democráticos, agentes lusco-fusco que fazem numerosidade e que prejudicam a formação de consensos técnicos, a serem viabilizados.

É preciso a coordenação e o uso de metodologia científica para tratar uma tempestade de propostas afins a um objetivo, e convergi-las a uma deliberação plausível única, e sem possibilidades de ser sabotada, ou aplicada amadoristicamente.

O Conceito de Base para minimizar as tempestades de propostas, é a adoção de 15 TEMAS primordiais, que as pautas tenham "aplicação dirigida" para o preenchimento das Necessidades Humanas e nomeados seus conselheiros, diretamente sob suas especializações com os títulos que designam sua capacitação e qualificação. Os temas são:

1. Ciência,

2. Alimentação,

3. Habitação,

4. Vestuário,

5. Educação,

6. Saúde,

7. Reprodução,

8. Locomoção,

9. Comunicações,

10. Defesa,

11. Trabalho,

12. Esportes,

13. Relações Exteriores e Públicas,

14. Economia e

15. Controle Ambiental.

Para minimizar decisões, com “flancos descobertos”, tomamos o conceito espiritualista dos TRÊS CRIVOS de que uma escolha, ou projeto, deve atender a 3 condições básicas, tais como:

1. É verdadeira? 2. É útil? E 3. É boa?

Os 3 Crivos visam “quebrar o conservadorismo” e a conferir “legitimidade humanística e holística” às decisões, ver abaixo:  

PERGUNTAS – CHAVE DOS 3 CRIVOS - MODUS OPERANDI

É VERDADEIRO? • Base Científica com dados e fatos, sob representatividade Estatística?

• Impacto real e matemático?

É ÚTIL? • Socialmente útil, simples, que adicione significado prático melhorado?

É BOM? • Bem-Estar Social para todos revelando critério e justiça? • Melhor Qualidade de Vida?

Os 3 Crivos fazem parte das regras e normas dos “Fóruns da Rede Científica”. Todo fórum deverá ter regras mais formais e mais técnicas de se expor os argumentos e com orientação dos experts, para favorecer uma coordenação harmônica e holística do conhecimento para formar decisões para os problemas nacionais.

Algumas Normas e Regras, para a Rede Diretora de Conhecimento e Multidisciplinaridade, devem ser formuladas, para “dar ordem e disciplina” na proposição de alternativas de solução aos problemas sociais e econômicos e, a princípio, seriam:

PROCEDIMENTOS TÉCNICOS-CIENTÍFICOS DOS “14 PASSOS DO CONSELHO MESTRE”:

1. Definição do problema,

2. Detalhamento de sua ocorrência e magnitude,

3. Perspectivas de sua solução,

4. Perguntas Básicas específicas para elucidação do tema ou assunto,

5.  Perguntas-Chave dos 3 Crivos,

6. Exposição dos argumentos para as alternativas,

7. Viabilização de soluções alternativas,

8. Validação dos argumentos relevantes e com aderência no mundo real,

9. Formalização do consenso em uma alternativa escolhida,

10. Divulgação do consenso da decisão,

11. Planejamento da aplicação do consenso – solução do problema,

12. Transformação em leis para suporte ao seu cumprimento,

13. Aplicação e seu Acompanhamento e

14. Aperfeiçoamentos e melhorias. 

Um conselho técnico correto NÃO é assessor governamental, nem suplementar e nem complementar. É um supridor de conselhos técnicos para avaliação de suas viabilidades, em vista de tais objetivos para aplicação ao menor tempo possível, com consumo de menores recursos possíveis, com qualidade, produtividade e economia racionalizadora. E com os menores custos finais, de perdas, danos e efeitos colaterais.

Conselhos Técnicos Corretos são os conselhos da Engenharia... O Conselhão da Dilma em organizações baseadas em ciência seria um Conselho do Nível C (veja o que significa ao longo do artigo).

Um conselho técnico correto propõe linhas de ação avaliadas em suas viabilidades para exame de agentes públicos sobre a operacionalidade, dentro e fora das organizações públicas, com relação aos instrumentos e recursos disponíveis para execução prática das deliberações conselheiras - caso contrário a deliberação fica sem aplicabilidade.

Um Conselhão não se destaca como fórum para deliberações táticas e estratégicas, e são de caráteres tais que possam estar colidindo com os interesses de participantes do próprio conselho, e que estes por suas vezes irão "sabotar" o avanço das deliberações até as aprovações plenárias e congressuais. E ele - Conselhão - está "contaminado" com fracassos individuais, em escolhas e caminhos, de empresários que se penduraram nas TÊTAS de parcerias público-privadas, sem licitações competitivas, sem conferir ao contribuinte a proteção anticorrupção, sem eliminarem as sobretaxas consagradas em superfaturamentos. Sem brindarem comissões a políticos corruptos, que controlam a aplicação das deliberações de conselhinhos, conselhos e conselhões.

A governança Petista em suas decisões, tem recorrido a conselheiros fajutos e palpiteiros – mais ASTUTOS do que SÁBIOS - a adoção de opiniões desqualificadas, aceitação da influência pessoal nociva, deposição de confiança excessiva nos afetos e de confiança emocional e ilusória, demonstrado ”burrice coletiva”. E, implementando a especulação, tem dado crédito a embusteiros ufanistas e falaciosos. Por diversos motivos isso ocorre, tais como:

1. Seleção errada dos conselheiros;

2. Falta de uso da razão para o senso de responsabilidade que se atribui;

3. Falta de conhecimentos dos temas e assuntos sob análises;

4. Falta de dados e informações para análises críticas científicas;

5. Falta de conhecimentos, de domínio de métodos e técnicas de pesquisas, investigação e de previsão e

6. Ações precipitadas – mal consensadas - e sem planejamento coerente.

O Conselhão se mostra como uma embromação tentada no atual regime administrativo PETISTA, e não tem uma estrutura de uma REDE de apoio Técnico-Científica. Mas era/é uma tentativa “tátil e embrionária” de formar a conexão entre a governança – e a cidadania – produzindo propostas de soluções para os problemas sociais e econômicos. E pelo andamento, daquelas reuniões, existiam pessoas “infiltradas”, como membros, sem submissão a um critério de seleção científico, justo e moral. 

Portanto antes e agora o Conselhão NÃO é um “conselho mestre”, haja vista a participação de alguns membros com crenças e valores focados para outros objetivos: Lucros, conservadorismo, identificar oportunidades vantajosas para antecipação de ações e lobismo, defender mais a força econômica do que a social.  

A estruturação e a operacionalidade do Conselhão de Lula/Dilma vai repetir o seu FRACASSO que estava/está evidente até a sua última reunião em junho de 2014. Vai repetir o seu FRACASSO mesmo com renovação de 70% do "antigo" conselhão de Odebrecht e Bumlai - o PIB brasileiro cai, a saúde cai, a educação cai, a produção cai, a infraestrutura cai, o meio-ambiente cai, o Zika vírus sobe, o desemprego sobe, a corrupção ainda carcome esforços técnicos e científicos, a criminalidade e a violência sobem, a propaganda enganosa e abusiva sobem, o desemprego sobe, etc. E como o Conselhão irá propor ações deliberativas, sob controle de inflação, se a governança é a praticante de gastos inflacionários, com o uso indevido dos impostos?

Este Conselhão tem só a finalidade de obter adesões, ou distinguir divisões, em face das medidas administrativas para retomar o crescimento econômico sem elevar ainda mais a inflação? A pauta está proposta mediante pesquisas de disfunções administrativas graves*, que impactam a produtividade econômica do país, ou em função de crenças folclóricas provocadas pela politização da própria responsabilidade administrativa de governança?

Conselho de Desenvolvimento Econômico está ambíguo quanto aos seus objetivos parecendo mais um conselhão-caldeirão-do-diabo ou um conselhão-penicão. Não vai desenvolver NADA já que está constituído por agentes do recesso produtivo, da precária qualidade ampla e da pífia economia racionalizadora. Já não é Econômico em seu porte, com mais de 90 conselheiros, estará tomando tempo civilizatório do país, bem como "queimando" o dinheiro dos contribuintes de impostos. E só com conceituações econômicas em face de conter a inflação, com economistas de inteligência profissional VENCIDA, vai apenas restringir a marcha da produtividade econômica. Como já faz a governança petista há mais de 12 anos.

* Disfunções: humanas, financeiras, sociais, econômicas, industriais, tecnológicas, institucionais, ambientais, ilegais juridicamente e finalmente políticas.

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A conexão entre a REDE da governança – e a REDE da cidadania – seria a criação do CONSELHO MESTRE NACIONAL, formando a Rede Diretora de Conhecimentos e de Multidisciplinaridade.

A missão da conexão entre estas REDES seria a de reforçar as decisões governamentais sociais e econômicas. Como nenhuma “autoridade” isolada é superior à REDE, a dimensão de um problema pode extrapolar as possibilidades e os recursos para soluções emergenciais – se para a economia “tempo é dinheiro” para os fins sociais “tempo é dor, sofrimento e morte”.

O CONSELHO MESTRE NACIONAL teria a composição em níveis e capacidade profissional como mostrado a seguir:

Tabela dos Níveis de Autoridades do Conselho Mestre Nacional – SEM PERUADAS

Nível A = Advogado + Jornalista + Psicólogo + Sociólogo + Filósofo + Teólogo + Poeta + Músico + Artista Plástico + Artista + Ambientalista + Escritor;

Nível B = Matemático + Estatístico + Economista + Administrador + Engenheiro na Especialização Tecnológica exigida;

Nível C = Demais Profissões nos assuntos específicos. 

NOTA: Nenhum nível é superior ao outro, são complementares.

Os 3 níveis indicados, no quadro anterior, formam um “elo holístico” à temática oferecendo a possibilidade de uma maior abrangência na proposição de soluções, reduzindo “flancos” descobertos e indicando, primariamente, certas alternativas viáveis, para as decisões:

1. O Nível A - representa a abordagem humanista ao problema e é mais sensível às necessidades sociais dos indivíduos, oferecendo um equilíbrio entre o social e o econômico;

2. O Nível B - é o da lógica, do dimensionamento primário do problema, procurando equilibrar decisões econômicas com sociais, bem como sua magnitude e repercussão, inspirado pelo Nível A;

3. O Nível C - onde podem ficar políticos e empresários - é o da aplicabilidade que avalia as possibilidades de concretização no mundo real, sob os pontos de vista dos interesses harmonizáveis, minimizando conflitos, inspirado pelo Nível A e o Nível B.

O Conselhão da Dilma é um conselho Nível C,

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A REDE, com os conselhos Nível A + Nível B + Nível C, pode gerar vários "Fóruns de Debates Técnicos e Científicos" como "Salas Científicas de Bate-Papo", porém mais estruturada, em que os temas poderão ser abertos para Grupos de Estudos criados em Listas de Debates específicas e por temas:

1. Desemprego Zero, 2. Mortalidade Infantil Zero, 3. Estradas Esburacadas Zero, 4. Criminalidade Zero, 5. Aposentado Infeliz Zero, 6. Sem Terra Zero, 7. Corrupção Zero, 8. Desmatamento Zero, 9. Conflitos Indígenas Zero, 10. Desnutrição Indígena Zero, 11. Extinção de Espécies Zero, 12. Trabalho Escravo Zero, 13. Trabalhador sem Carteira Assinada Zero e etc, coordenados por “experts” qualificados.

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Os empresários Marcelo Odebrecht e José Carlos Bumlai, presos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, também já foram conselheiros. Segundo o governo, o conselho foi renovado em 70% dos integrantes.

A seguir deu-se início da fala do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. Para Trabuco, o que angustia a população brasileira neste momento é como tirar o país da recessão. Trabuco reconheceu que cada um dos conselheiros é protagonista do que o país é hoje, e propôs um modo de atuação dentro das pautas, em vista de convergências deliberativas. As deliberações precisarão criar consequências para ações compartilhadas de aplicações oportunas em face de bloquear a progressão da crise, com o imediatismo necessário.

Trabuco afirmou que esta crise é diferente de todas as outras, e precisa ser resolvida no curto prazo. E para ele todos somos perdedores, pois na recessão todo mundo perde.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse não acreditar que o fórum (muito eclético) chegará a um consenso sobre as políticas que são necessárias para o país superar a crise econômica. Andrade é um dos 92 conselheiros que integram o grupo. Ele NÃO acredita que haverá algum consenso para conseguir e alcançar as políticas e propostas adequadas para aquilo que o país precisa neste momento. E assim outros conselheiros se expressaram sobre a dificuldade de consenso num colegiado tão grande. 

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FONTE DA NOTÍCIA DO CONSELHÃO

1. http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/01/conselhao-se-reune-no-palacio-do-planalto-apos-um-ano-e-meio.html , Filipe Matoso, Laís Alegretti e Alexandro Martello Do G1, em Brasília.

2. Alguns integrantes do Conselhão:

Dilma convida ator Wagner Moura para integrar 'Conselhão',

Abílio Diniz (BRF).

Alberto Broch (Contag).

Alexandre Tombini (Banco Central),

Armando Monteiro Neto (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior),

Carina Vitral (UNE),

Cláudia Sender (TAM),

Creuza Oliveira, presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad).

Frederido Fleury (Embraer),

Kátia Abreu (Agricultura)

Luiz Moan (Anfavea),

Luiz Trabuco (Bradesco),

Luiza Trajano (Magazine Luiza), 

Márcio Lopes (OCB).

Miguel Nicolelis (neurocientista),

Miguel Torres (Força Sindical)

Nelson Barbosa (Fazenda),

Roberto Setúbal (Itaú),

Robson Andrade (CNI),

Vagner Freitas (CUT),

Valdir Simão (Planejamento),

Viviane Senna (Instituto Ayrton Senna).




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