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Postada em 07-04-2016. Acessado 271 vezes.
Título da Postagem:VOCÊS ESTÃO COM A SÍNDROME DE SÍFU
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 07-04-2016 @ 02:52 pm
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Tags: Sísifo, Albert Camus, filosofia, PT, Dilma, Lula, anarquia

 VOCÊS ESTÃO COM A SÍNDROME DE SÍFU

Quer dizer, Síndrome de SÍSIFO...

O eleitor e o trabalhador brasileiros vivem a Síndrome de Sísifo

O eleitor e o trabalhador brasileiros vivem a Síndrome de Sísifo. Fique atento (a), pois você, e todos nós, "sifú" na Síndrome de Sísifo...

Nós brasileiros vivemos uma eterna condenação de “experienciar” o ABSURDO sistemático. O ABSURDO da repetição contínua e cíclica, num “zig-zag”, ou num vai-e-vem, numa direita-esquerda, num mal-bem, num mau-bom... E muito pior, SEM RESULTADOS PRÁTICOS POSITIVOS.

E de nada servem nosso esforços de progresso se vem o recesso. De nada vale nossa resistência se fraquejamos por esgotamento. Ora notícia feliz, ora notícia triste.

E a sociedade segue neste ciclo de INFINITO, do oito deitado, que no gráfico das abscissas e das ordenadas, possui 4 quadrantes, como as 4 estações, com seus sinais ora totalmente positivos e ora totalmente negativos. Quem gosta da Geometria Descritiva vai compreender mais facilmente o que estamos tentando descrever.

Esta ciclagem de altos e baixos, muitos esforços e poucos resultados, têm uma expressão tipificadora: SÍNDROME.

Buscando na filosofia encontramos o Mito de Sísifo que é um ensaio filosófico escrito por Albert Camus, em 1942. E nele Camus introduz a sua Filosofia do Absurdo: o do homem fútil em busca de sentido, unidade e clareza no rosto de um mundo ininteligível desprovido de Deus e Eternidade.

“Mito de Sísifo, que desafiou os deuses; quando capturado sofreu uma punição: para toda eternidade, ele teria de empurrar uma pedra de uma montanha até o topo; a pedra então rolaria para baixo e ele novamente teria que começar tudo. Camus vê em Sísifo o ser que vive a vida ao máximo, odeia a morte e é condenado a uma tarefa sem sentido, como o herói absurdo. Não obstante, reconhecendo a falta de sentido, Sísifo continua executando sua tarefa diária.”

Com a vida é cheia de picos e vales, Camus compara o absurdo da vida do homem com a situação de Sísifo, uma personagem da mitologia grega, condenado a repetir sempre a mesma tarefa de empurrar uma pedra de uma montanha até o topo, só para vê-la rolar para baixo novamente. E isto é um ABSURDO...

E é o ABSURDO de tudo, desde o raciocínio que implica em seguidas repetições horárias, diárias, semanais, mensais, anuais e etc, até o absurdo do homem em si, de modelar-se nesta faina de “fazer subir a pedra em seu lombo, até o pico da montanha, ao assentá-la os deuses a fazem rolar montanha abaixo”. E lá vai Sísifo descer a montanha e tornar a fazer subir a pedra em seu lombo.

Será que a realização do Absurdo exige o suicídio da racionalidade humana?

Como ex-analista de sistemas eu sei que mais de 70% a 90% de tudo que fazemos por dia, é pura repetição, aquela que deu margem à programação e a automação geral.

O nosso modo de vida fez a criação deste absurdo e que “nos levou cada um à sua pedra”. E no Cristianismo significa “a cada um a sua cruz”. Mas, todo o dia levamos nossa cruz ao alto do Gólgota, em nossa via cruz, cuja crucificação não é a de ficarmos pregados nela, mas carregá-la todo dia, montanha acima. E quando descansamos os anjos de Deus a levam para baixo. E tudo começa na manhã seguinte.

Camus apresenta o mito para trabalhar uma metáfora sobre a vida moderna, como trabalhadores em empregos fúteis em fábricas e escritórios. "O operário de hoje trabalha todos os dias em sua vida, faz as mesmas tarefas. Esse destino não é menos absurdo, mas é trágico quando em apenas nos raros momentos ele se torna consciente".

Para Camus esta repetição exige REVOLTA. E a sociedade se revolta de fato, já que para Camus grande parte da nossa vida é construída sobre a esperança do amanhã, do amanhã que nos aproxima da morte. Então, as pessoas vivem como se elas não tivessem a certeza da morte; uma vez despojado do romancismo comum, o mundo é um estranho e desumano lugar.

As nações atrasadas em processo civilizatório, letárgico como o Brasil, estranho e desumano, os políticos e administradores públicos vivem como se eles não tivessem a certeza da morte, já que nada temem, por maiores ABSURDOS que possam realizar contra a sociedade e a favor deles próprios.

Será que a realização da plenitude deles e que provoca o absurdo da vida social de milhões exigem suicídio da racionalidade institucional? Parece que SIM, uma vez que a história nos mostra que todo TIRANO é removido de seu posto de sadismo pela própria sociedade. E isto, também, seja um suicídio institucional.

E as repetições destes ciclos do infinito, deitado como o número 8, se tornam angustiantes e despertam paixões. Não há conhecimento racional que possa explicar a submissão social a esta ciclagem malfadada a ter finais arrasadores.

Muita coisa acaba em REVOLTA, que se mostra revolucionária e cheia de paixões de: ódio, vinganças, retaliações, expiações recíprocas e etc. E sem ofertas de perdão e de anistias.

O que poderemos fazer para reduzir o Brasil e o mundo a um princípio racional e razoável? Ainda não entendemos a irracionalidade do mundo ao ponto de nos submetermos a ciclagem de repetição contínua de zig-zag, alto-baixo, esquerda-direita e etc? E sem REVOLTA prosseguimos nesta SÍNDROME de SÍSIFO sem mudar as coisas?

Parece-nos que tudo se tornou INSENSATO. E para Camus tomar o absurdo sério significa reconhecer a contradição entre o desejo da razão humana e do mundo insensato. Sem o homem, o absurdo não pode existir.

A contradição que vivemos, por imposição de nossa sobrevivência, sem o suicídio social, tem que ter suas razões e seus limites reconhecidos, pois estamos vivendo sem esperanças. Estamos aceitando o absurdo, o qual nunca poderia ser aceito já que ele exige constante confronto, constante revolta – todos temos que sair da Zona de Conforto – qual seja, a nossa ciclagem da SÍNDROME de SÍSIFO, a qual já nos acostumamos.

Acostumamos-nos a carregar pedras... Então nos tornamos homens-absurdos, onde boa parte é de ignorantes da ignorância e da “enganorância” (que os políticos e os administradores públicos nos impingem). Logo não somos LIBERTOS, não temos a liberdade do vento, nem da chuva e nem do Sol.

No sentido espiritual a questão da liberdade humana perde o interesse do homem-absurdo, e a liberdade que ele presume ter não o vincula à esperança de um futuro melhor ou uma eternidade paradisíaca.

Então sem esta necessidade de prosseguir para o real objetivo da vida, ou para criar um sólido significado para ela, ele peca em sua acomodação sindrômica e em sua preguiça a confrontações constantes a as revoltas frequentes - "ele passa a gozar de uma liberdade no que se refere às regras comuns" (as quais os políticos e os administradores públicos nos impingem).

O Brasil abraçou o absurdo, abraçou tudo de insensato que os políticos e os administradores públicos nos impingem e só têm a nos oferecer. Sem um sentido na vida, não existe uma escala de valores.

Para Camus num "insight", sobre esta assertiva, nos diz: - "o que conta não é a melhor vida, mas a maioria dos que vivem a vida, a que se acostumaram." Eis a DEMOCRACIA brasileira...

Assim, Camus chegou a três consequências da plena aceitação do absurdo:

1ª A revolta,

2ª A liberdade, e

3ª A paixão.

Vem, então, uma NOVA revolução - a revolta, no que tange à constatação de que a vida é absurda, sem sentido; a liberdade, haja vista a nossa condição humana (estamos sós e escolhemos) e; a paixão, já que não se vive a vida de outro modo.

Como deve viver o homem-absurdo? Claramente, não se aplicam regras éticas, como todas elas são baseadas em poderes sobre justificação. E assistimos a degeneração institucional do Brasil, sob o regime social-comunista da administração PETISTA, cuja pseudo integridade não necessita de REGRAS éticas e morais, nem de capacidade técnica-científica, nem de justiça e nem de seguranças gerais.

Estamos numa ANARQUIA onde "tudo é permitido", e não é uma explosão de alívio ou de alegria, mas sim, um amargo reconhecimento de um fato. E os fatos reais que são as evidências das ações do homem-absurdo nos dizem mais do que qualquer teoria explicativa do fenômeno do ABSURDO. Basta apontar: - o absurdo é este ou isto!

Aqui no Brasil vivenciamos as possibilidades do impossível, o ABSURDO ABSOLUTO, contrariando todas as leis de DEUS, as leis morais e as leis da natureza, num absurdo criativo de arteiros de almas infantis ou demônios debilóides.

As inúmeras experiências do mundo real nos apresentam a irrealização da menor sombra de esperança. Não encontramos um só caminho de esperança e fé e, portanto, não sairemos tão cedo desta SÍNDROME DE SÍSIFO.

Ver mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/o_mito_de_sísifo

Lewton Burity Verri
É Filósofo de 5ª Categoria, e,
Leitor de Marilena Chauí, a Filosofa do ABSURDO Petista...




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