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Postada em 02-06-2016. Acessado 324 vezes.
Título da Postagem:Tecnologia de Ponta ainda não passa de enfeite de ostentação técnica e riqueza
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 02-06-2016 @ 07:56 pm
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Tags: Tecnologia, informática, sistemas, falhas, plataformas, soft e hardware, custos

 A Tecnologia de Ponta ainda não passa de enfeite de ostentação técnica e riqueza de seus fabricantes 

 
Um conhecido nosso NÃO comprou apenas um NOVO computador. Ele comprou uma estação de Computação no Top do estado da arte da tecnologia. Investiu quase R$ 10 mil. É certo que o trabalho dele necessitava ter em casa uma estação destas. Ele foi "transferido do gabinete empresarial para a sua casa", por causa do trânsito de cidade, grande perda de tempo em engarrafamentos, tempestades repentinas e ondas de crimes, a sua empresa passou a deixar seus engenheiros, designers e projetistas em casa. 
 
A empresa ganhou mais disponibilidade dos mesmos, mais criatividade e mais pontualidade nos prazos de entrega dos serviços (até certo ponto). Muito menos esgotamentos. E eles ganharam o dia-a-dia de casa e de suas crianças. A empresa havia lhe oferecido uma estação simples - uma do tipo que todos nós poderemos ter em casa e alguns a têm - computador, monitor, impressora, scanner, conexão Internet (velocíssima) e outros periféricos de apoio. 
 
Mas, ele começou a ter contratempos tecnológicos. A própria tecnologia virou vítima da tecnologia, sem durabilidade e sem confiabilidade, como deficiente padrão da sua qualidade. E ele começou a registrar as disfunções tecnológicas:
 
(1) Máquina quebrada (computador) e seus periféricos - monitor, impressora, scanner, conexão Internet (lentíssima no bairro que ele morava);
(2) Fornecedor "vaga-lume" de assistência técnica - fornece-não fornece, aparece-não aparece, conserta-não conserta;
(3) Comunicações incompatíveis - foram tantos cabos e chicotes de fios que, atrás da estação, havia uma teia de aranha de fios e cabos. Ele já encontrou o carregador de celular da sua filha, ligado no NO BREAK da estação;
(4) Sistemas lentos e congestionados, nos acessos que ele tentava junto ao servidor da empresa - começou a "apanhar" da inabilidade dos técnicos mantenedores da disponibilidade dos sistemas da empresa aos engenheiros, designers e projetistas, que estavam em casa;
(5) Sistemas fora do ar, vez por outra o acesso estava com problemas e os servidores estavam indisponíveis;
(6) Pessoal mal treinado, ele já havia notado que virou refém do conhecimento do pessoal que cuidava dos acessos, dos servidores, e do pessoal de assistência técnica da parafernália da sua estação;
(7) Fluxos de operação sem sincronicidade, quando tinha acesso e servidores disponíveis ele não tinha a BOA sincronicidade;
(8) Inimiga do usuário, certos softwares e hardwares não possuíam a noção de facilitação de utilização aos usuários em novas versões;
(9) Cara na manutenção, a empresa começou a reclamar dos seus pedidos de reembolsos dos problemas tecnológicos;
(10) Rápida obsolescência, alguns softwares sofriam atualizações altamente perturbadoras, já que atrapalhavam sua rotina de serviços e prazos;
(11) Intermediários agregando falhas e retardos - energia elétrica, provedor de Internet, fornecedores de softwares e de antivírus;
(12) Excesso de atualizações perniciosas de ANTI-VÍRUS com obrigação de se REINICIAR o computador, interrompendo o serviço e derrubando o prazo de entrega;
 
Ele verificou junto aos outros colegas que havia um desespero coletivo e até depressão em grupo:
 
1. Gente com cursos pela Internet, e estavam obstruídos;
2. Com trabalhos em casa, o caso dele e de colegas, e começavam a estourar seus prazos;
3. Pesquisadores e cientistas em busca de dados e informações, tinham esperas exasperantes, criando somatização de coceiras, dores de cabeça e gastrites;
4. Estudantes com trabalhos de escola, suas filhas, que usavam a estação em intervalos de seu descanso, e agitavam-no sobre as disfunções que atrapalhavam os deveres escolares;
5. Administradores com acesso a Bank-Lines e a seus contadores, e ele as vezes tinha atraso nas informações bancárias e dos pagamentos da empresa a ele;
6. Cidadão em conexão com sites de serviços públicos, efeito colateral sobre todos os usuários;
7. Cidadão em conexão com sites de serviços privados, efeito colateral sobre todos os usuários;
8. Profissionais enviando e aguardando mensagens e informações, entre seus colegas e a empresa, ficando desgastante a conclusão dos trabalhos e serviços.
 
Bom, mas toda esta tecnologia era dos EUA: as tecnologias da automação, e da informação, de sua estação, e viraram parafernália simbólica da competitividade, para ele junto aos resultados esperados pela empresa. Em verdade herdamos muitos bilhões de soluções de engenharia e as supervalorizamos, esquecendo o lado humano do seu uso. Ele já estava sentindo saudades do gabinete lá na empresa.
 
Toda esta gente de trabalhar em casa, com rede e estações de computação "entrou numa fria", na crença da primazia da Tecnologia. Mas, esta Tecnologia só funcionará de fato, se houver umas interações e interfaces racionais, confiáveis e seguras (e a prova de violações).
 
A tecnologia ainda possui um mau desempenho, as suas interfaces são complexas, extremamente idolatradas, pelos seus produtores e seus compradores. Se o consumidor não compra produtos ecologicamente incorretos, deveria não comprar de empresas humanamente incorretas. O homem também é natureza.
 
A tecnologia mistificada e idolatrada como libertária da incômoda presença humana na fábrica, ou no escritório, ou no campo e nos serviços, nesta atual adoração desenfreada, chega a provocar a supervalorização do inútil e de funcionalidade questionável. Daí vem o superfaturamento de fornecedores de tecnologia.
 
Espertalhões, que empurram a tecnologia pseudo-útil para os gerentes, que por sua vez com “LD - Lobotomia Diferenciadora" e com uma ‘própria empresa’ dentro da empresa, a compra através dos mais infames modos de justificação.
 
A tecnologia mistificada criou isto, ninguém sabe para o que serve: muitos vão para a rua, demitidos e substituídos pelo pseudo-útil com mega-memória, tera-velocidade e giga-ciclagem.
 
E não adianta um fabricante de tecnologia, ou de equipamentos, para informática, alardear que seu produto é de alta qualidade. Se tal produto fizer parte de uma Plataforma Tecnológica Eletro-Eletrônica cujos elos e laços de ligações, operações e conexões forem fracos e de má qualidade.
 
De que adianta termos o melhor software e/ou o melhor hardware, em casa ou no trabalho, se o fornecedor de energia elétrica, for de baixa confiabilidade?
 
E se um antivírus, ou o software, que estivermos usando "retarda nosso trabalho" para fazer atualizações e ainda exigir que façamos um 'reiniciar'?
 
E se as conexões de Internet móvel ou fixa forem de má qualidade? Até as tomadas, extensões e conectores fazem parte desta plataforma...
 
Existem vários elos no conjunto de utilização de tecnologia - Plataforma Tecnológica Eletro-Eletrônica - que a visão do futuro será a de administrar as interações entre tecnologias e as interfaces homens-máquina, em busca da altíssima confiabilidade, respeitando o biorritmo da natureza humana e sua ergonomia.
 
Esta confusão assume um caráter de grandes dimensões se neste ‘miolo tecnológico' entrarem os produtos piratas, de baixa confiabilidade e de precária concepção material. Então já podemos ter enfartados e depressivos pelo desempenho precário de sua parafernália tecnológica montada sem a confiabilidade de cada componente seu.
 
Digamos que temos uma interação entre:
 
1. Hardware,
2. Software,
3. Energia Elétrica,
4. Taxa de Atualizações dos Softwares disponíveis,
5. Anti-Vírus eficiente,
6. Garantia de conexões confiáveis de Internet e
7. Interfaces com atendimento ao Biorritmo e a ergonomia dos usuários.
 
E digamos que estas 7 (sete) variáveis atendem a especificação de uma boa qualidade da Plataforma Tecnológica Eletro-Eletrônica. Digamos, também, que os usuários tenham um treinamento pelo menos mediano, para o uso eficiente de sua parafernália tecnológica montada.
 
Então, podemos ensaiar um demonstrativo das probabilidades de termos aporrinhações todos os dias, e quase todas as horas, ao usarmos a Tecnologia. E iremos concluir que existem diversos estados tecnológicos de confiabilidade das Plataformas Tecnológicas Eletro-Eletrônicas, entre as enervantes (baixa Q) que afetam nosso biorritmo e nossa ergonomia até as paradisíacas (boa Q) que nos deixam relaxados e jubilosos (nada nos atrasa, nada nos interrompe e nada nos desgasta).
 
Por isso a Apple, Microsoft, Google, Facebook, desenvolvedores de antivírus e dos fabricantes de computadores, dos apetrechos auxiliares e periféricos da Tecnologia, precisam se entender para a compatibilização total, numa plataforma tecnológica eletro-eletrônica (Estação Completa de Computação), que abrigue as melhores condições para os usuários e utilizadores - crianças, jovens, adultos e idosos - respeitando o biorritmo e a ergonomia de cada grupo de faixa etária, e as necessidades de usos deles, sejam fortuitas ou intensivas, profissionais ou recreativas. 
 
Nosso amigo pediu para voltar ao seu gabinete na empresa... Foi vencido pela sua Estação Digital de Trabalho Caseiro.
 
Para mais detalhes continuar no link: http://www.engenheiros.blog.br/116-tecnologia-por-que-as-empresas-de-tecnologia-precisam-compatibilizar-seus-produtos.htm 



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