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Postada em 04-07-2016. Acessado 323 vezes.
Título da Postagem:Dizem que os brasileiros são preguiçosos mentais. O que você acha disto
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 04-07-2016 @ 04:31 pm
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Tags: Leitura, ciência e tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, livros, estudos

 DIZEM QUE OS BRASILEIROS SÃO PREGUIÇOSOS MENTAIS. O QUE VOCÊ ACHA DISTO?

 
http://www.lojaviena.com.br/produto/qualidade-competitiva-aprendendo-a-inovar-com-ideias-criativas/ 
 
Um cidadão brasileiro mediano lê cerca de 2 livros por ano, ao passo que um americano, ou europeu, lê em média cerca de 7 a 9 livros por ano – fatores influentes: hábito da leitura, preço baixo, valorização do conhecimento, muitos títulos, muitas livrarias e tempo aprazível para leitura.
 
E se o livro tiver muitas páginas, acima de 250 delas muita gente deixa de comprar o mesmo. Outro aspecto é que o conhecimento não é valorizado no país. Haja vista como muitas promoções e indicações profissionais são feitas nas empresas públicas e privadas. Por este fato não se atribui ao conhecimento uma importância estratégica em tê-lo consigo, ou se esmerar em tê-lo.
 
É comum os sistemas administrativos e operacionais, com seus chefes, utilizarem os Nerds e alguns fanáticos pelo conhecimento, de maneira antiética e abusiva. As promoções profissionais, nas mais das vezes, se baseiam em Redes Sociais Internas na empresa e Externas nas sugestões e ingerências de pessoas influentes e de autoridades técnicas e políticas.
 
Em 2010 só a IBM Americana requereu 12 vezes mais patentes do que o Brasil inteiro. O Brasil solicitou 488 patentes. A IBM em 2010/2011 publicou uma relação de 6.148 patentes norte-americanas (Top 300 Organizations Granted U.S. Patents in 2011). Os Estados Unidos com 44.890 patentes - ou ou 30,28% do total - 2010. E o Brasil em 2010 obteve concessão de 488 patentes (www.wipo.int/freepublications/en/patents/).
 
Um dos fundamentos da Ciência, em Pesquisas e Desenvolvimento, é o hábito escolar e profissional da LEITURA de artigos, livros e manuais. Com uma ótima capacidade autodidata do profissional e cientista, além de uma excelente articulação interpretativa em pelo menos 4 idiomas: inglês, alemão, japonês e francês.
 
Um país sem LEITURA é uma nação tecnologicamente atrasada...
 
Um manual de engenharia, por exemplo, é escrito com cerca de 1.500 palavras do idioma nativo, com o acréscimo da terminologia aplicável (pode-se chegar até 5.000 verbetes ao todo), e que envolve descrições matemáticas avançadas e complexas.
 
Esquemas e diagramas que merecem muita atenção e discernimentos. E isto é feito porque se escrevem manuais para leitura de público técnico diverso, mas escolarizado para entender e discernir o necessário, para não cometerem complicações operacionais, por exemplo.
 
Operários de atividades de engenharia chegam a dominar 1.500 termos do idioma nativo. Os técnicos e alguns engenheiros dominam de 1.500 a 3.000 termos do idioma e engenheiros seniores e cientistas atingem a faixa de 3.000 a 5.000 termos - ou verbetes.
 
Embora a linguagem deva ser simplificada, para o entendimento comum de todos os leitores habilitados, o mais importante na engenharia é descrever conceitos, técnicas e métodos por meio de croquis, numa linguagem de símbolos, diagramas e esquemas, necessária e suficiente para esclarecer a lógica dos mesmos, para a aplicação consciente e raciocinada.
 
É verdade tem gente que abandona a leitura de páginas e artigos assim, mas como diria Charles Darwin: - "o processo de seleção natural, entre os que querem aprender, e os que querem ter noções, filtra os interessados em evoluir dos que não estão sintonizados com a evolução própria".
 
E alguém acha que se inventou um celular fazendo leituras de "artigos frufru ou abobrinhas fantasiosas"? Quem imagina a convergência de conhecimentos tecnológicos, em conjunção com os atributos humanos, sociais e ambientais, para se criar algo concorrente parecido, ou melhor? Sem usar as marcas e patentes dos inventores originais? Uma empresa se tornará altamente competitiva se seus funcionários se dedicarem a leituras de material tecnicamente simplório?
 
Boa parcela dos países em desenvolvimento, ou subdesenvolvidos, apelam para a "cópia" de idéias, conceitos e inventos, com seus lastimáveis incidentes de pirataria ou plágio, com ações muito mal feitas de engenharia reversa.
 
É difícil criar sem aplicar os atributos do leitor e estudante universais nos hábitos dos profissionais. E sem isto, sem tais atributos, a base de conhecimento, contida num manual, num livro técnico ou num artigo, não ficará evidente (da fonte original) a nenhum profissional. E este não conseguirá operacionalizar as tarefas e atividades mais críticas, uma vez que não dominará o saber e nem terá raciocínio para a aplicação prática sem erros, falhas, defeitos e omissões.
 
Imagine se um sujeito resolve ler a Bíblia para salvar a alma. E a encara como texto longo e subjetivo? O que ela é realmente, em boa parte de seus textos. Mas, tem os Macedos e os RR Soares que a debulham para ganhar dinheiro. Salvar almas para eles é uma consequência, e não um objetivo.
 
Temos alta responsabilidade com nossas profissões e temos que competir, criar, inventar e produzir com muita leitura, com tenacidade, persistência e alta vontade de saber, aprender e aplicar as instruções válidas. Então, temos que salvar a alma técnica e ganhar dinheiro, como paradigma da profissão que exercemos, que lida com riscos e perigos.
 
“A velocidade de 100 a 150 palavras por minuto nas leituras se torna um parâmetro para verificação da capacidade de leitura de fiéis e crentes de religiões que usam a Bíblia como livro fonte de ensinamentos e reflexões. Logo uma pessoa com leitura de 150 palavras por minuto poderá ler a Bíblia, com 773.693 palavras ao todo, em até 86 horas, ou 86 dias de leituras de uma hora contínua - quase 3 meses ao todo. Serão os 3 meses mínimos para salvar nossas almas? E a prática dos princípios mais relevantes?”
 
Os manuais de engenharia industrial (meu campo) são assim, por mais que roguemos por objetividade, temos que aprender, quase sozinhos (como autodidatas), com tenacidade, persistência e alta vontade de saber, aprender e aplicar as instruções válidas - materializando boas coisas no mundo REAL. São em grande parte os complementos de um método, ou de uma técnica, que nos ajudaram a não fazer DESGRAÇAS nas fábricas...
 
Temos que administrar as tarefas do dia-a-dia, nas máquinas e nos instrumentos, na rotina e nas estratégias, sem nos abstermos de ler, ler e tornar a ler, com perfeito domínio lógico de tudo.
 
Alguns de nós lêem mais de 3 ou 5 vezes o mesmo texto - se errarmos a máquina quebra, pode explodir ou incendiar, pode matar seus operadores e os vizinhos da fábrica. Nossos produtos e mercadorias poderão levar defeitos nocivos ou letais aos usuários e consumidores.
 
Temos que evitar a preguiça mental...
 
Por isso é que os países mais avançados perseguem a falha zero ou o zero defeito - com produtividade, qualidade e economia - confiabilidade total. Mas, seus profissionais leem e estudam muito, depois de formados e em plena carreira.
 
Quantos de nós lemos artigos diariamente, ou os manuais do local de trabalho, dos equipamentos e das ferramentas que utilizamos? Quantos de nós lemos artigos com muita atenção, em vista de sua "aplicabilidade prática"? E quantos livros e artigos nós lemos por ano e em quais temáticas?
 
Analise este Complemento ao assunto acima:
 
A Acumulação Individual de Conhecimentos se procede no exercício profissional de uma atividade, em função da dedicação do indivíduo, na manutenção de sua proficiência. A tabela a seguir nos apresenta uma estimativa, para um “bom profissional”, na aquisição de conhecimentos, quanto ao número de livros lidos:
 
Tabela 1: Tempo de Experiência e Número de livros lidos.
 
1. Tempo de Experiência em 10 anos, Número total de livros lidos (em média) 150 livros, Volume estimado de conteúdo em 250 páginas e 36 linhas por página: 37.500 páginas e 1.350.000 linhas, Ganho relativo % Base 100 é de 100%;
 
2. Tempo de Experiência em 20 anos, Número total de livros lidos (em média) 294 livros, Volume estimado de conteúdo em 250 páginas e 36 linhas por página: 73.500 páginas e 2.646.000 linhas, Ganho relativo % Base 100, é de 196%;
 
3. Tempo de Experiência em 30 anos, Número total de livros lidos (em média) 414 livros, Volume estimado de conteúdo em 250 páginas e 36 linhas por página: 103.500 páginas e 3.726.000 linhas, Ganho relativo % Base 100, é de 141%;
 
4. Tempo de Experiência em 40 anos, Número total de livros lidos (em média) 510 livros, Volume estimado de conteúdo em 250 páginas e 36 linhas por página: 127.500 páginas e 4.590.000 linhas, Ganho relativo % Base 100, é de 123%;
 
Notas:
 
1. Média por ano: 10 anos = 15 livros, +10 anos = 12 livros, +10 anos = 10 livros e +10 anos = 8 livros. A variação da média por ano representa o efeito do desgaste humano com a idade – mas confere uma velocidade de leitura capaz de boa assimilação e prazer. E a condição seletiva do leitor mais velho.
 
2. Livro médio com 250 páginas = P e 36 linhas por página = L/P.
 
3. Cada linha tem em média 10 palavras.
 
4. Tempo médio para leitura de um livro (condição itens 1, 2 e 3) em 8 horas, onde 15 livros/ano em 120 hs, 12 livros/ano em 96 hs, 10 livros/ano em 80 horas e 8 livros/ano em 64 hs.
 
5. Um cidadão brasileiro mediano lê cerca de 2 livros por ano, ao passo que um americano, ou europeu, lê em média cerca de 7 a 9 livros por ano – fatores influentes: hábito da leitura, preço baixo, valorização do conhecimento, muitos títulos, muitas livrarias e tempo aprazível para leitura.
 
6. Se quem estuda erra, quem não estuda erra mais ainda.
 
7. Errar é Humano para os competentes! Mas, Herrar é Umano para os incompetentes!
 
Grosso modo, um “bom profissional” com 40 anos de experiência, tem 3,40 vezes mais conteúdo de conhecimento do que um com 10 anos, cerca de 1,73 vezes mais do que um com 20 anos e aproximadamente 1,23 vezes mais do que um com 30 anos. Isso, fora da contabilidade da leitura dos manuais e artigos técnicos internos, disponibilizados no exercício de sua profissão. E as vivências materiais e humanas em experimentos e trabalho.
 
No Japão, por exemplo, os profissionais com 80 a 85 anos são designados para Diretorias, Conselhos e Presidências, em face das vantagens adquiridas com a idade: 1. Altíssimo conteúdo de conhecimentos, 2. Alta capacidade autodidata, 3. Acervo técnico e científico de monta, 4. Domínio pleno das Tecnologias para as quais se tornam administradores responsáveis.
 
Conhecer o Livro: http://www.lojaviena.com.br/produto/qualidade-competitiva-aprendendo-a-inovar-com-ideias-criativas/ 
 
Fonte: http://www.engenheiros.blog.br/ 



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