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Postada em 05-04-2007. Acessado 659 vezes.
Título da Postagem:Traição
Titular:GTMelo
Nome de usuário:GrupoGuararapes
Última alteração em 05-04-2007 @ 04:24 pm
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Por Jorge Serrão

 Os comandantes de unidades militares do Exército são obrigados a olhar com  tristeza contida, diariamente, para o retrato colorido do presidente Lula  da Silva, pendurado na parede dos gabinetes de comando nos quartéis. Os  oficiais se sentem incomodados, em seu ambiente de trabalho, com a ironia  do sorriso giocondesco do Comandante-em-Chefe das Forças Armadas. A imagem  sorridente ficou mais cruel depois que o Comandante Lula ordenou um corte abrupto de 25 a 38% no orçamento do Exército para este ano.

 O Exército ficou sem dinheiro até para garantir a simples alimentação  diária da tropa. O Conselho Superior de Economia e Finanças do Exército  não tem como fazer mágica diante da falta de dinheiro para as despesas de  custeio. Apesar da situação de penúria - forçada pelo governo que esbanja  dinheiro em publicidade, mas desinveste, criminosamente, nas Forças  Armadas -, a ordem dada pelo Alto Comando do Exército aos seus  subordinados é que "tudo deve funcionar normalmente".

 Como? Nem Freud explica. Muito menos o Comandante-em-Chefe Lula da Silva.  A dorte dele é que as "legiões" não se revoltam abertamente. A gravidade  de tal situação contra uma instituição nacional permanente conduz a  algumas indesejáveis indagações. Até que ponto a tesourada presidencial,  que atinge indefensavelmente todo o Ministério da Defesa, não representa  um crime de responsabilidade, na medida em que o governo inviabiliza o  cumprimento do artigo 142 da Constituição Federal?

 Outras perguntas não querem calar no seio das "legiões". Quem deve ser  responsabilizado pelas conseqüências do corte orçamentário: o Comandante  Lula ou os chefes militares? Quem está traindo a pátria: o promotor da  "tesourada" ou os militares coniventes ou lenientes com tal  irregularidade? Ou a traição vem de ambas as partes? Eis as questões  objetivamente colocadas para serem respondidas por quem de direito. O mais  triste e grave é que a resposta pode brotar do silêncio. Ainda bem, como
 diria Machado de Assis, que "há coisas que melhor se dizem calando". O  título deste filme, que já cansamos de ver será: "O Silêncio dos  Culpados".

 A situação é de penúria nas divisões, brigadas e organizações militares. A  tesourada orçamentária do Comandante Lula praticamente inviabiliza, na  prática, o funcionamento normal dos quartéis. Onde já se viu um Exército que cumpre a missão constitucional de defender a pátria, fazendo isto  apenas em "meio expediente"? Aqui no Brasil é assim. As atividades  logísticas de suprimento, manutenção, transporte e alimentação são as mais  afetadas pelo corte de verba.

 Do jeito que a situação está, não demora, o Comandante Lula terá a  brilhante idéia de lançar um programa Fome Zero para o Exército. Por  ironia, até o bem treinado "exército" do Movimento dos Trabalhadores  Rurais Sem Terra, que recentemente até invadiu terras do próprio Exército  (e ninguém foi preso, como manda o Código Penal Militar), consegue se  manter logisticamente, 24 horas mobilizado, graças às cestas básicas e  outros programas assistenciais que recebe, generosamente, do governo do  companheiro e Comandante Lula. Daqui a pouco, só falta os militares  promoverem um motim ou uma greve, reivindicando isonomia com seus  "colegas" do MST.

 Melhor sorte que o Exército brasileiro terá o ex-guerrilheiro e atual  Bolcheviquepropagandaminister Franklin Martins. O ilustre jornalista  comanda os destinos das obesas verbas de publicidade e propaganda da  Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto. Não terá problemas de  falta de verbas o ex-revolucionário que, em 4 de setembro de 1969,  participou do seqüestro do embaixador norte-americano Charles Burke  Elbrick. Aliás, o governo Lula seqüestra recursos de outras áreas  prioritárias de governo, como as Forças Armadas (nada amadas pelos  petistas), para aplicar em outras áreas, como o "mensalão" pago regiamente  à nossa "mídia amestrada", cada vez mais carente de verbas e benesses  oficiais.

 Só em 2006, o governo do Comandante Lula torrou R$ 1.015.773.838 em  publicidade oficial. O valor bilionário, em pleno ano eleitoral, foi  recorde na história do Brasil. O ministro Franklin Martins argumentou que  os números da publicidade "refletem uma presença forte das estatais, pois  elas estão entre as maiores do Brasil e precisam competir no mercado".  Apenas por comparação, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso gastou R$  953,7 milhões em propaganda no ano de 2001. A Secom corrigiu este valor  pelo IGPM, da Fundação Getulio Vargas.

 Lula gasta cada vez mais com publicidade e propaganda. No seu primeiro  ano, em 2003, o petista investiu R$ 667,6 milhões. Os gastos subiram para  R$ 956,1 milhões em 2004. No ano seguinte, com os escândalos do  "mensalão", o governo "investiu" R$ 963 milhões em propaganda.. Para  chegar ao recorde de R$ 1,015 bilhão no ano passado, o Comandante Lula foi  obrigado a fazer gastos concentrados no primeiro semestre e nos últimos  dois meses do ano passado. Afinal, durante a fase eleitoral, há restrições  legais à publicidade estatal. A Sorte dos tesoureiros da mídia amestrada é  que existe a prestidigitação orçamentária. Quando interessa, o governo tem  muito dinheiro para torrar.

Mais grave que tal situação é o fato de José Serra (SP), Aécio Neves (MG),  Blairo Maggi (MT), Luiz Henrique da Silveira (SC), Marcelo Déda (SE),  Roberto Requião (PR), Wellington Dias (PI), Eduardo Braga (AM), Eduardo  Campos (PE) e André Puccinelli (MS) se apresentarem hoje, todos  subservientes, a empresários e banqueiros das mais importantes  instituições norte-americanas e inglesas. Todos participam do Forum de  Desenvolvimento Sustentável 2007, da Associação das Nações Unidas -  Brasil - Anubra. Os onze governadores de Estados Brasileiros estão em Nova  York a convite do empresário Mario Garnero, que é um dos representantes  dos banqueiros ingleses Rothschild em nosso País. Os mesmos Rothschild que  controlam nossa dívida externa desde 1824, cuidaram e cuidam do programa  de privatizações desde a Era FHC e que fazem a reestruturação da BM& F  Brasil (a Bolsa de Mercadorias e Futuros).

 Resumo da Ópera "Brazil", um espetáculo repleto de traições, sob a batuta  do Comandante Lula: "Aos amigos e aliados da mídia amestrada, tudo. Aos militares, que têm o  dever constitucional de defender a pátria, nem a Lei Orçamentária".

 Cabe, agora, apenas perguntar quem são os traidores reais dessa história  toda. Responda quem tiver coragem ou um mínimo de vergonha na consciência.




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