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Postada em 06-27-2007. Acessado 546 vezes.
Título da Postagem:Cuidado!
Titular:GTMelo
Nome de usuário:GrupoGuararapes
Última alteração em 06-27-2007 @ 02:32 pm
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Estamos Vivos! Grupo Guararapes!

Cuidado!

Coronel-Aviador Luís Mauro

Em 21 de junho de 2007

A Lei deve valer para todos. Nas Forças Armadas, seu império estende-se a praças, graduados, oficiais e, mesmo, ao presidente da República, o Comandante Supremo.

Vimos, recentemente, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, aparentemente com o aval do próprio Ministro, que não esconde a sua vinculação a ideologias sectárias, afrontar os brasileiros de bem, privilegiando um oficial que traiu o seu juramento e optou pela criminalidade.

Agora, quando, em boa hora, o Comandante da Aeronáutica fez o que os cidadãos honestos esperavam que fizesse e puniu um comandado que, publicamente, descumpriu o regulamento disciplinar da sua Força, alguns companheiros do controlador de vôo enquadrado tentam, novamente, impor o caos aos aeroportos, como represália, ao Chefe que agiu nos estritos limites da sua competência e do seu dever. Para tanto, não hesitaram, nem mesmo, diante dos enormes prejuízos que causariam a todo o País.

Ao referir-se o advogado do transgressor a direito ao contraditório dentro dos quartéis revela, no mínimo, total desconhecimento da vida castrense, que implica a renúncia, no momento do juramento, de muitos direitos civis, que a constituição somente assegura aos não militares.

Obviamente, não faltarão, políticos e "autoridades" que aleguem desrespeito a "direitos humanos", para trazer, também, para os quartéis, a impunidade generalizada que impingiram à nossa sociedade, tendo feito com que os "rigores da Lei" somente se manifestem contra os adversários políticos, se tanto.

É interessante observar que os que, maliciosamente, pretendem estimular a extensão de "direitos civis" a militares, individualmente, são os mesmos que os discriminam, hostilizam e agridem, coletiva ou institucionalmente.

Somente muita ingenuidade ou má-fé explica por que alguns não percebem que tudo isso se insere num contexto maior de desestabilização e desmoralização das Forças Armadas, visando a neutralizá-las e impedir qualquer reação armada contra os atentados à ordem constitucional que se tornam cada vez mais freqüentes, quase sempre praticados por quem tem o dever funcional de defendê-la politicamente.

É imprescindível que a estrutura jurídica do País e os limites de tolerância das Forças Armadas sejam respeitados, se não voluntariamente, coercitivamente, na medida em que se torne necessário.

A não ser assim, estaremos caminhando, rapidamente, para uma ruptura institucional inevitável, porquanto necessária, mas que trará graves conseqüências para a estabilidade política da Nação.

Talvez seja esse o desejo oculto de muitos dos que preferem subverter a ordem a governar.




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