As opiniões expressas neste artigo e seus comentários não representam a opinião do Portal Militar, das Forças Armadas e Auxiliares, ou de qualquer
outro órgão governamental, mas tão somente a opinião do usuário. Os comentários são moderados pelo usuário.
 
Denuncie | Colaboradores: Todos | Mais novos ] - [ Textos: Novas | Últimas ]

O autor decide se visitantes podem comentar.
 
Postada em 06-27-2007. Acessado 1846 vezes.
Título da Postagem:A Falência Da Honra E Das Virtudes
Titular:Geraldo Almendra
Nome de usuário:almendra
Última alteração em 06-27-2007 @ 11:11 pm
[ Avise alguém sobre este texto ]

“Morrem os covardes muito, antes de morrerem.

Os bravos provam a morte de uma só vez.

De todas as maravilhas de que me falaram

A mais estranha é a de ver os homens ter medo.

Sabendo que a morte é um fim necessário.

Que virá quando tiver que vir.”

(Shakespeare)

 

Que vergonha desse nosso povo que se permite ser feito de palhaço!

 

Em rede nacional, graças ao poder da eterna sócia dos poderes instituídos, e com a hipocrisia de comentários eivados do mais torpe relativismo midiático, protetor dos calhordas que estão destruindo nosso país, e que já contaminou o jornalismo dependente de financiamentos e verbas públicas para sobreviver, tivemos o desprazer de ver e ouvir trechos principais do discurso do Sr. Renan Calheiros na Tribuna do Senado.

Depois da amenia da vergonha, assistimos os aplausos e os abraços de confraternização de parlamentares que gozam apenas de 1 % da confiança da sociedade, conforme palavras de uma das raras exceções de senadores que ainda dignificam seu papel como servidor do povo.

Um homem honrado, diante das denúncias e evidências que maculam de forma irretratável sua imagem pública, deveria possuir um mínimo de dignidade de pedir seu imediato afastamento de suas funções.

Mas falar em honra e dignidade, diante de um Poder Legislativo sistematicamente envolvido em denúncias de corrupção e prevaricação, já é uma absoluta perda de tempo, com os sequazes – no estrito sentido de fora-da-lei – sendo protegidos pelo corporativismo mais sórdido que tomou conta dos podres poderes da República.

Nossa nação está em estado de desonra absoluta perante o mundo civilizado, pelo fato de suas elites dirigentes agirem sempre em conivência com a trágica tomada do poder público pela máfia da corrupção e do corporativismo mais sórdido, que assumiram, nas últimas décadas, o controle das relações públicas e privadas.

Prestemos muita atenção às seguintes palavras lidas por Rolando Boldrin em seu programa – falas de um passado que sempre se faz presente na escrota podridão da política em nosso país:

“Sinto vergonha de mim; por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela Justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade, por ver este povo já chamado varonil, enveredar pelo caminho da desonra. Sinto vergonha de mim; por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser, de ter, entregar aos meus filhos simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula mater da sociedade, a demasiada preocupação com o Eu, feliz a qualquer custo, buscando a tal felicidade em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo. Tenho vergonha de mim; pela passividade, em ouvir sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e pela vaidade, para reconhecer um erro cometido, a tantos floreios para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição, e sempre contestar, voltar atrás, e mudar o futuro. Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer. Eu tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões, e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo, amo esse meu chão; vibro ao ouvir meu hino, e jamais usei a minha bandeira para enxugar o meu suor, ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade. Ao lado da vergonha de mim, tenho pena, tanta pena de ti, povo brasileiro. De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça,  de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude,   a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Falas de Cleide Canton e Rui Barbosa).

Estamos imersos no mar de lama de uma “corruptocracia” fantasiada de uma democracia que somente beneficia os ricos, os poderosos, especialmente, a nova burguesia petista; enquanto isso o povo está sendo convencido a viver dependente do assistencialismo estatal em todas as suas formas possíveis.

Não estão sendo formados cidadãos para lutarem com dignidade por educação, cultura e empregos, graças aos seus esforços individuais, mas apenas palhaços e imbecis contratados para serem eternos figurantes no Circo do Retirante Pinóquio, fazendo fila para “comprarem” seus ingressos, os cartões da preservação da pobreza e da condição de sistemáticos humilhados pela elite dirigente canalha que domina e controla a pirâmide social do nosso país.

O Estado Absolutista da corrupção precisa ser destituído. É uma questão de salvação da integridade moral e ética de nossa nação.

O relativismo corrupto-corporativista da Justiça está permitindo que os meliantes do poder público e seus cúmplices, eleitos pelo voto, concursados, sócios da corrupção, ou apaniguados, assumam poderes absolutos, sem limitações ou restrições éticas e morais, exercendo de fato e de direito, todos os atributos da soberania corrupta, definindo um sistema político prostituído, hipócrita, meliante e canalha em seus alicerces.

 A tragédia moral da prisão pela PF e a soltura dos calhordas pela Justiça, precisa terminar já.

Diante do domínio do Estado pela corrupção e pelo corporativismo sórdido, qualifica-se a urgência de um regime jurídico de exceção, rigorosamente necessário.

Todos os servidores públicos corruptos e seus cúmplices presos – até que se prove o contrário –, e que são soltos graças às maracutaias jurídicas que manipulam o sentido de nossos códigos legais, representam risco relevante para a investigação dos seus crimes; também, o artifício do foro privilegiado continua desrespeitando frontalmente a norma jurídica de que todos são iguais perante a lei.

Onde estão as provas irrefutáveis contra a gang dos 40 e seu Ali-Babá? – Nas “lixeiras” da sem-vergonhice jurídica, e os acusados livres, leves e soltos – entre tantos outros acusados de corrupção.

Que vergonha! Que vergonha desse nosso povo que se permite ser feito de palhaço!

 

Geraldo Almendra

29/maio/2007

http://www.youtube.com/watch?v=ERTmvOll87s



Bookmark and Share

Comentários

ALBERFIG em 10-11-2008 às 08:55 pm

Nem sempre se pode esperar pelo gritos das maiorias. Em nosso caso em particular onde a maioria esta hipnotizada pelo carisma e pela força do bolsa família e fome zero, é bom começar a ouvir o grito da minoria.


Braga em 02-01-2008 às 10:08 am

Muito bom coronel tembém tenho escrito alguns artigos no portal, "Braga", estamos aqui em Cascavel com uma boa equipe de "angolanos". Abraços! ST Braga "Paz para Angola - 96/97" UNAVEM III


Outas colaborações de almendra
Veja Mais
Perfil de almendra
Perfil do Usuário
Junte-se a nós!
Junte-se a nós!