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Postada em 07-25-2007. Acessado 483 vezes.
Título da Postagem:Uma visão estratégica sobre a América do Sul
Titular:GTMelo
Nome de usuário:GrupoGuararapes
Última alteração em 07-25-2007 @ 05:48 pm
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Estamos Vivos! Grupo Guararapes!

Faço severas restrições ao Governo Collor, não só quanto aos indícios de corrupção e de irregularidades administrativas, como, também, e, principalmente, por haver cometido um gravíssimo erro estratégico, na condução da política externa. Pôs fim, na Serra do Cachimbo, a anos de pesquisa, para que o Brasil pudesse dominar o ciclo de armas nucleares, essenciais para dissuadir a explícita cobiça estrangeira pela Região Amazônica.

            Ressalto que, depois desta renuncia do Brasil a esse seu direito de dominar a fissão nuclear, outros paises realizaram testes nucleares, e a Índia e o Paquistão prosseguiram nas pesquisas e, hoje, merecem o respeito como Nação, e, mais que isso, como potências nucleares.

 No entanto, parece que, agora, o ex-Presidente, Collor, evoluiu no seu pensamento estratégico, pelo menos com relação a América do Sul. É o que se depreende dos trechos, abaixo, do noticiário do Jornalista Gilberto Amaral, no “JB ONLINE”, do dia 04.07.

 Nesse artigo, sob os curiosos Títulos de Fronteiras Esgarçadas 1, 2, 3, 4 e 5,  Gilberto Amaral diz que o Senador Fernando Collor fez um dos mais importantes pronunciamentos da atual legislatura no Senado, alertando a Nação para o que denominou de “grave situação política do entorno brasileiro, que inspira fundada preocupação”. E que, referindo-se à América do Sul, disse que a “Nossa política externa não pode assistir sem reagir, como exigem as circunstâncias, à manipulada disseminação de sentimentos anti-brasileiros.”.

  Collor teria alinhado fatos, como o aumento da influência do Governo Venezuelano na Bolívia, Equador e Argentina; sua ação por uma aliança militar no âmbito da Alba – Alternativa “BOLIVARIANA” para as Américas; e a sua aquisição frenética de armamentos. Teria ressaltado a insatisfação do Uruguai com o Mercosul; do Paraguai com o acordo de Itaipu, e as incursões das FARC colombianas em território brasileiro.

 E disse que: “Pode-se ver claramente, que um marco de instabilidade cerca o país. Não podemos deixar de estar preparados, tanto no âmbito diplomático, quanto de defesa, para enfrentar esses problemas, cumulativos e simultâneos, que surgem de nosso entorno”.

 E, ainda, que se deve evitar que as nossas Forças Armadas sejam relegadas a um segundo plano em suas necessidades de modernização e de equipamentos: “Preocupa-me a ineficiência de nossa defesa antiaérea, a precariedade de nossa defesa naval e a crítica situação em termos de munições. Quero que reflitamos sobre a fraca capacidade dissuasória de nossas Forças Armadas, de nossos heróicos e relegados pelotões e batalhões de fronteira, e destacar minha preocupação com o sucateamento da indústria bélica brasileira”.

Collor finalizou seu pronunciamento ensinando que “uma política externa baseada no realismo estratégico, na pura defesa dos interesses nacionais, contribuirá diretamente para a aceleração do desenvolvimento a que se voltam os esforços atuais do governo”.

“A modernização e o re-aparelhamento das Forças Armadas terão profundos efeitos no desenvolvimento industrial, tecnológico e na sustentação da política externa”, concluiu.

A visão estratégica de Collor, hoje, é correta. Os brasileiros respeitam Bolívar e os outros muitos heróis das Nações nascidas da América Espanhola, mas, os heróis do Brasil são os Bandeirantes, Tiradentes, Caxias e Rio Branco.

E as Forças Armadas são a garantia maior deste Brasil, Soberano e Indivisível.

 

José Antonio Bayma Kerth Cel QEMA do Exército Brasileiro - Turma de 1951




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