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Postada em 11-27-2007. Acessado 1234 vezes.
Título da Postagem:o tamanho da contrariedade
Titular:NELSON OLIVEIRA DA SILVA
Nome de usuário:ndavi62
Última alteração em 11-27-2007 @ 08:12 am
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O Tamanho da Contrariedade

 

 

“Será que o POVO ainda não entende como funciona o sistema?” Com essa interrogação, Edson Paiva, aluno de Docência Superior, com artigo publicado no Comunicandido nº23, informativo da Faculdade Cândidi Mendes, nos convida a refletir sobre a confiança depositada naqueles que têm a responsabilidade de nos representar e ajudar na promoção de melhores condições de vida para toda a sociedade.

Em seu artigo o caríssimo colega lembra também da exigência que a sociedade deve fazer com relação a educação, entretanto, precisamos caminhar um pouco mais e também exigirmos qualidade no ensino oferecido.

Noutro momento o articulista afirma que o próprio povo é o responsável pela indicação dos nossos representantes, o que é absolutamente incontestável. Porém, podemos concluir que o “famigerado Dr. Sistema” somos nós mesmos. Quando afirmamos que o “sistema” precisa mudar, verificamos que a sociedade é quem precisa mudar. Enquanto assistirmos passivamente as denúncias de roubo, corrupção, inércia e descaso do Poder Público no que se refere a atender aos interesses dos eleitores, ficaremos ainda por séculos restritos às senzalas desse país.

O “sistema” diz que nossos filhos têm que reconhecer o que é uma bola, mas é retrogrado saber que b+o= bo e l+a= la, não precisam saber se jiló se escreve com g ou j.

Queremos excelentes médicos, dentistas, advogados, políticos, professores, etc., mas assistimos passivamente a diminuição da qualidade do ensino, quem ainda não ouviu de seus pais ou avós algum discurso sobre o que era ensinado na rede pública e como eles realmente aprendiam há quarenta ou cinqüenta anos atrás no nosso equivalente ensino fundamental e médio?

 

Atualmente, aqueles que pretendem oferecer melhores condições aos seus filhos na disputa do mercado de trabalho, que paguem e paguem caro, pois o Poder Público acha melhor construir mais presídios e reformatórios do que escolas e não cumprem o art. 6º da Constituição Federal que diz “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”, na realidade só quem pode pagar tem garantido tais direitos.

Quando também queremos fazer um curso de graduação devemos pagar, pois a relação candidato x vaga é imensamente desproporcional em boa parte dos cursos oferecidos, aqueles que em que esse fenômeno não acontece é porque o mercado de trabalho é inexpressivo, a grande maioria dos aprovados no vestibular freqüentou escola privada e/ou teve que pagar por cursinhos preparatórios.

 

 

Aos poderosos desse país interessa a construção de presídios e não de escolas, que existam escolas e docentes incapazes de fazer o aluno pensar e questionar o voto obrigatório, o voto aos dezesseis anos, serviço militar obrigatório, sistema educacional excludente, políticos que se tornam latifundiários ou têm seu patrimônio agigantado após seus mandatos e tantos outros temas que envergonham essa nação.

Concordamos que as críticas feitas pelo povo aos políticos se repetem incessantemente sem que seja percebido que esse mesmo povo é quem os indica. Todavia, não podemos esquecer que no modelo político eleitoral brasileiro alguém indicado por seu partido será eleito de qualquer forma, a nosso ver, enquanto formos obrigados a votar não haverá qualquer comprometimento e valorização do voto por parte dos eleitores nem tão pouco pelos candidatos, a cada pleito assistimos passivamente a eleição de candidatos que logo após a posse mostram realmente para que foram eleitos, ou seja, cada vez aumenta mais os escândalos, os casos de enriquecimento ilícito, os de corrupção ativa e passiva, etc..Compromissos assumidos durante a campanha são apenas engodo, são inúmeros os casos em que o eleito desaparece só reaparecendo em casos de corrupção. O candidato mente da maneira mais cínica possível e fica tudo por isso mesmo, nos fazem esquecer.

Enquanto o brasileiro só pensar em obter vantagem, enquanto vivermos numa sociedade descompromissada com a qualidade em todos os seus posicionamentos, enquanto o indivíduo não procurar melhorar o ambiente em que vive para si e para os outros, nossos representantes políticos também não mudarão, pois eles são reflexos da sociedade.

 

 

Nelson Oliveira




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