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Postada em 09-13-2008. Acessado 587 vezes.
Título da Postagem:O tradicionalismo
Titular:Antonio Carlos Mesquita do Amaral
Nome de usuário:ACMA
Última alteração em 13-05-2012 @ 05:02 pm
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 Grupo artístico do Centro de tradições gaúchas,  que viajaram em turnê pelo país, cujas apresentações ao público-alvo aconteceriam com textos explicativos do significado de cada dança, contribuiria, ainda mais,  para um maior entendimento das nossas tradições. Iniciativas como aquelas merecem aplausos. O mesmo não acontece com programas tradicionalistas televisivos, que deveriam demandar em sentido nacional, aos moldes de São Paulo, que nos brinda com seus violeiros e cantadores. Afora isso, seria bem difícil para o conjunto justificar, caso lhe questionassem, da carência de elementos afros no grupo, cuja raça, como sabemos, é a única descendente dos lanceiros negros de Teixeira Nunes. Quizeramos crer que não se trata de discriminação, pois seria um contrasenso, visto serem as tradições como prática cívica,  as impulsionadoras da nossa cultura.

Caso estivessemos enganados, caberia a quem de direito rever conceitos, não permitindo que se proliferem núcleos gauchescos para negros e para brancos, separadamente, a exemplo dos já existentes em “plaga” de terras historicamente farroupilhas, como se a cor da pele influísse no brio pessoal. Não nos esqueçamos que o elemento negro contribuiu anonimamente, desde os tempos imemoriais, para que se alicerçassem os destinos pátrios.

O combate do Rio do Peixe, ocorrido na divisa de Pernambuco e Alagoas, é um grande exemplo. “Partida de 10 combatentes nacionalistas nordestinos, em luta desigual contra os holandeses em maior número, foram feitos prisioneiros. Entre eles, havia um único negro, que foi poupado, conquanto, seus companheiros eram passados pelas armas.

A decisão do comandante inimigo em libertá-lo deu-se puramente como escárnio pela sua cor. Escravo com toda certeza, obrigado a engajar-se na luta, talvez por vontade de seu amo que o cedeu para tal fim, soldado raso, analfabeto por natureza, jamais alguém esperaria tanto de sua parte.

Antes de ir, dirigindo-se ao oficial batavo mandante, declarou-lhe eloquentemente: parto sem meus companheiros, mas prometo que vos combatereis onde Vós Mecês se apresentarem. Ninguém combateu tanto e com tamanha bravura como aquele negro, disse dele, anos depois da guerra, um militar holandes.” (a) Antonio Carlos Mesquita do Amaral

A parte entre aspas,  foi extraida do  Almanaque do Rio Grande do Sul, de 1887.

 

 




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