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DO GETULISMO AO LULISMO: A PRESENÇA DO POPULISMO!

Publicado em 12 de Out. de 2009

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A NOVA POLÍTICA DO BRASIL DE 1930 a 2010

Boa Noite! Meus amigos e pares da caserna, depois de alguns dias sem postar neste portal, pude dar uma reavaliada na história do processo político brasileiro da nossa Republica, e vejo as mesmas estratégias usadas por Getúlio Vargas e com os mesmos escândalos que provocaram o suícidio do mesmo. Mera conicidência com os governos dos presidentes FHC E LULA.
A partir de Getúlio Vargas, dois dos estados que fizeram a Revolução de 1930 tomaram o comando da política nacional. Todos os presidentes de 1930 até 1964, são gaúchos ou mineiros, excetuando-se Eurico Dutra, e, por alguns meses apenas, os presidentes Café Filho, Nereu Ramos e Jânio Quadros. Nos 50 anos seguintes à Revolução de 1930, mineiros e gaúchos estiveram na presidência da república por 41 anos. Nereu Ramos e Jânio Quadros. Três ex-ministros de Getúlio chegaram à presidência da república: Eurico Gaspar Dutra, João Goulart e Tancredo Neves, este não chegando a assumir o cargo. Três tenentes de 1930 chegaram à presidência da república: Castelo Branco, Médici e Geisel. O gabinete ministerial de Castelo Branco, primeiro presidente da Revolução de 1964 era formado basicamente por antigos componentes do tenentismo, como Cordeiro de Farias, Eduardo Gomes, Juraci Magalhães, Juarez Távora, Ernesto Geisel e o próprio Castelo Branco. Um filho de um tenente de 1930 ocupou a presidência por oito anos: Fernando Henrique Cardoso, e um neto de Lindolfo Collor, revolucionário e ministro de 1930, Fernando Collor de Melo, também chegou à presidência da República. E ainda mais: O ex-tenente Juarez Távora foi o segundo colocado nas eleições presidenciais de 1955, e o ex-tenente Eduardo Gomes, o segundo colocado, em 1945 e 1950. Ambos foram candidatos da UDN, o que mostra também a influência dos ex-tenentes na UDN, partido este que tinha ainda, entre os líderes, o ex-tenente Juraci Magalhães, que quase foi candidato a presidente em 1960. O vizinho rural de Getúlio Vargas em São Borja, João Goulart, que Getúlio iniciou na política, também chegou à presidência. O afilhado político e cunhado de João Goulart, Leonel Brizola, do qual Getúlio foi padrinho de casamento e grande incentivador e "professor" na política, também ocupou lugar de destaque na política brasileira do século XX, e se candidatou à Presidência da República por duas vezes. Leonel Brizola foi o único cidadão a ser eleito para governar dois estados diferentes: o Rio Grande do Sul entre 1959 e 1962 e o Rio de Janeiro por duas vezes: de 1983 a 1987 e de 1991 a 1994.
Porém, em São Paulo, sua votação para a presidência da república nunca passava de 2% dos votos, correspondentes ao número de gaúchos e cariocas radicados em São Paulo, o que foi atribuído ao fato de que São Paulo continua avesso ao getulismo. Os partidos fundados por Getúlio Vargas, o PSD (partido dos ex-interventores no Estado Novo e intervencionista na economia) e o antigo PTB, dominaram a cena política de 1945 até 1964. O PSD, a UDN e o PTB, os maiores partidos políticos daquele período, eram liderados por mineiros (PSD e UDN) e por gaúchos (o PTB). Por outro lado, os partidos políticos, criados por paulistas, neste período de 1945 a 1964, O PSP de Ademar de Barros, o PTN e o PST de Hugo Borghi e o Partido Agrário Nacional de Mário Rolin Teles, não conseguiram se firmar fora de São Paulo. Os interventores do Estado Novo nos estados, na sua maioria, tornaram-se governadores eleitos de seus estados, pelo PSD, o que demonstra a continuidade política do Estado Novo. Antes de 1930, cada estado da federação se unia apoiando um único candidato à presidência da República que melhor defenderia o interesse do estado. Após 1930, cada eleição presidencial faz os estados se dividirem internamente. A política não se fez mais, a partir de 1945, em torno dos interesses de cada estado, mas sim em torno de nomes e partidos políticos organizados a nível nacional. O caso mais significativo de divisão interna de um estado foi a eleição presidencial de 1989 quando São Paulo lançou 5 candidatos, sendo que todos os 5 foram derrotados por Fernando Collor. Desde a eleição de Júlio Prestes em 1930, nenhum cidadão nascido em São Paulo foi eleito presidente da república. Após 1930, paulistas ocuparam a presidência da república por alguns dias apenas: Ranieri Mazzilli, Ulisses Guimarães e Michel Temer. Presidentes considerados "de São Paulo", como Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva, que só chegaram ao poder 60 anos após a Revolução de 1930, são, respectivamente, carioca e pernambucano, embora FHC (Fernando Henrique Cardoso) tenha vivido desde a adolescência na capital paulista e tenha se formado na Universidade de São Paulo, e Lula tenha vivido em São Paulo desde os sete anos de idade. Após 1930, os líderes políticos locais passaram, aos poucos, a serem oriundos dos profissionais liberais, entrando em franca decadência o líder local típico da República Velha, o coronel, geralmente um proprietário rural.
Um novo estilo na política: Apesar de quinze anos (1930 1945) não serem um período longo, em se tratando de carreira política, raríssimos foram os políticos da República Velha que conseguiram retomar suas carreiras políticas depois da queda de Getúlio em 1945. A renovação do quadro político foi quase total. Renovação tanto de pessoas quanto da maneira de se fazer política. Mesmo os poucos sobreviventes da República Velha, que voltaram à política após 1945, jamais voltaram a ter o poder que tinham antes de 1930, como foi o caso de Artur Bernardes, do dr. Altino Arantes e de Otávio Mangabeira. Getúlio foi o primeiro a fazer no Brasil propaganda pessoal em larga escala, chamada "culto à personalidade", típica do nazismo-fascismo e do stalinismo, e ancestral do marketing político moderno. A aliança elite-proletariado, criada por Getúlio, tornou-se típica no Brasil, como a Aliança PTB-PSD, apoiada pelo clandestino PCB na fase de 1946 1964, e atualmente com a aliança PT-PP-PMDB-Partido Republicano (Brasil). O estilo conciliador de Getúlio foi incorporado à maneira de fazer política dos brasileiros, e teve o maior adepto no ex-ministro da Justiça de Getúlio, Tancredo Neves. O maior momento desse estilo conciliador foi a grande aliança política que se formou visando as Diretas-já e, em seguida, uma aliança maior ainda em torno de Tancredo Neves, visando a transição do Regime Militar para a democracia, em 1984 1985, quando Tancredo derrotou o candidato paulista Paulo Maluf. Como conciliador, Getúlio reatou amizade e aliança com inúmeros políticos que com ele romperam ao longo dos 50 anos de vida pública, e sobre isto, Getúlio tinha a frase famosa:
Nunca tive inimigos com os quais não pudesse me reconciliar! Getúlio Vargas
Somente uma reconciliação jamais ocorreu: com o presidente Washington Luís. Getúlio Vargas teria sido, segundo algumas versões, o criador do populismo no Brasil, embora, na versão de Tancredo Neves, o populismo era uma deformação do getulismo. Getúlio, apesar de ter feito grandes obras como a Rio-Bahia e a hidrelétrica de Paulo Afonso, não ficou conhecido como político do estilo "tocador de obras" como o foram Ademar de Barros e Juscelino Kubistschek. Apesar de considerado populista, Getúlio sempre manteve a reserva e o respeito pela autoridade de presidente da república, jamais dispensando o paletó, e jamais aceitando tapinhas nas costas ou qualquer outra manifestação de desrespeito à posição de presidente da república, segundo depoimento também de Tancredo Neves.[49] Outro depoimento, também neste sentido, de que Getúlio sempre mantinha uma postura séria de presidente, foi dado, no centenário de nascimento de Getúlio, pelo seu ex-ministro Antônio Balbino. A partir de 1946 e até 1964, o populismo tomaria impulso, tendo entre os principais expoentes Ademar de Barros, Jânio Quadros e João Goulart. Nos últimos anos, o representante do populismo com maior projeção era Leonel Brizola do PDT, além de Paulo Maluf, do PP. Existem várias divergências quanto a isso, mas muitos estudiosos também incluem o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um representante do populismo, mas um populismo renovado e de esquerda.
São chamados de populistas, pela opinião liberal, porque a característica mais marcante dos políticos, após 1930, tem sido de terem, estes políticos, um discurso voltado apenas para os direitos sociais, sem a contrapartida dos deveres. Sendo considerados populistas também por não dizerem de onde viriam os recursos financeiros necessários para poder se concretizar esses direitos. Também, segundo a opinião liberal, o governante populista procura estabelecer uma relação direta com o povo, passando ao largo dos partidos políticos e dos parlamentos, como, por exemplo, através de plebiscito.Atualmente os partidos nos quais o populismo não é explicito: PMDB, PT e o PSDB, oriundo do PMDB, assumiram os papéis principais no jogo político, ao lado do DEM (Antigo PFL) e PP, oriundos dos antigos partidos de apoio aos militares: ARENA e PDS. Outro traço do estilo político de Getúlio, depois copiado por vários políticos, é a espera paciente do momento certo de agir no jogo político. Getúlio ensinava essa paciência aos adeptos, como quando aconselhou, em 1953, o deputado paulista Vicente Botta: Nunca te atires contra a onda, espere que ela passe, então aja! Getúlio Vargas. Estamos passando pela pior fase sócio-econômica das Forças Armadas, por falta de cultura política, politização, polarização e conhecimento dos fatos, pois, segundo Roosevelt, conhecer o passado é a melhor maneira de construir um sólido futuro. O Getulismo e o Lulismo populista são meras coincidências neste jogo político. Espero poder ter tido a acuidade visual e cultural para deixar mais esse legado para os companheiros do portal militar.
O marketing pessoal de Getúlio Vargas como o presidente do povo é seguido a risca pelos então FHC e melhor ainda pelo Lulinha paz e amor, o presidente do povo, tal como Getúlio Vargas, é pai do bolsa família, e dos mesmos escandâlos de corrupção que provocaram perseguições opositoras e o seu próprio suícidio, sem entender essas coisas, é impossível participar e exercer a cidadania com equilíbrio e justiça social.
Estamos em dificuldades, porque, não temos mais os ex-tenentes para reivindicar direitos pautados em cláusulas pétreas da nossa CF/88. Nossa classe militar está desmoralizada e totalmente despolitizada, existêm um geração de pessoas totalmente desprovida de conhecimento histórico-político deste país.
Ora! Que saudades de OSPB e EMC, pois, o que se ensinam nas escolas e faculdades, mesmos as Federais, além das particulares, são ideologias leninistas e marxistas, as mesmas que colocaram Getúlio Vargas como um mito e não como um político e homem do povo, mas que para um homem de bem, digno, conduta ilibada, ético, com caráter e moral elevada, o suícidio é o maior ato de covardia, e que joga por terra todas virtudes do home quando se tem alguma, e torna claro todos os sofismas existentes por trás do seu marketing pessoal, criado em cima da máxima da propaganda, em cima, é claro, da ignorância, pobreza e miséria do povo daquela época, não diferente da realidade atual do povo brasileiro, são provas históricas como essas que nos faz perceber, que passam os tempos, mas o ser humano continua o mesmo, obçecado e cego pelo poder.
Todavia, sabemos que o poder corrompe o homem, Sobretudo, podemos afirmar também que o poder destrói o homem. Se contraríarmos essas verdades estaremos lutando contra a nossa própria natureza humana.

Atenciosamente; MARMOSILVA-RIO

2 comentários


troia173 comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

12 de Out. de 2009 às

troia173
Para os amantes da história, como eu, uma aula genuína, primorosa, completa.
Teu comentário, quanto o do CMA, são de extrema relevância, com análises precisas e detalhadas, sobre dois enfoques em que o tempo e, principalmente os jogos de interesses, dificultam o acesso e o entendimento dos brasileiros.
Irretocável, prezado companheiro. Meus parabéns.


CARDOSOLIRA comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

12 de Out. de 2009 às

CARDOSOLIRA
Meu prezado amigo, sem dúvida uma belíssima aula de história da política recente da nossa República.

É triste, mas infelizmente poucos amigos de caserna tem alcance para entender essa bela postagem. Simplesmente irretocável e excelente.
Bravo Zulú.

Um abraço do amigo,

Cardoso Lira

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