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Ministrio da Defesa

Saída de militares de Ed Esplanada dos Ministerios

Publicado em 14 de Set. de 2010


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Comandos Militares Deixarão Edifícios da Esplanada dos Ministérios
Mídia : Istoé
Data : 13/09/2010
Militares batem em retirada
Sinal do fim de prestígio político dos militares, Exército, Marinha e Aeronáutica terão que abandonar os edifícios que ocupavam na Esplanada dos Ministérios
Claudio Dantas Sequeira
Símbolo do poder e prestígio que os militares mantiveram no Brasil mesmo após a redemocratização do País, os edifícios da Esplanada dos Ministérios ocupados pelas Forças Armadas estão prestes a receber novos moradores.
Em uma decisão que demorou mais de 25 anos para ser tomada, o Executivo decidiu, finalmente, que os comandantes militares devem voltar a comandar as tropas da caserna, e não mais em uma área que originalmente foi criada para abrigar os ministérios.
Ainda não há data definida para o início da mudança, mas internamente o Exército já concordou em ser o primeiro a voltar para o quartel. Mais do que prática, a medida tem um efeito simbólico importante e deve causar mal-estar em parte da tropa.
Desde o fim da ditadura os militares vêm perdendo espaço na política brasileira. A criação do Ministério da Defesa, há 11 anos, significou o primeiro passo no controle civil das Forças Armadas.
Mas só no Dia do Soldado, 25 de agosto, com a sanção presidencial da lei que reestrutura e fortalece a Defesa, é que o projeto avançou de forma concreta. Pois, mesmo sem a prerrogativa de ministros de Estado, sabe-se em Brasília que os comandantes militares mantiveram, em parte, o status do passado.
MUDANÇA
Comando do Exército será a primeira força militar a desocupar a Esplanada
A desocupação desses imóveis será um marco histórico, avalia Gunther Rudzit, que foi assessor do Ministério da Defesa na gestão do advogado Geraldo Quintão (2000-2002).
O especialista lembra que Quintão, quando ministro, chegou a pensar na hipótese de remover as Três Armas da Esplanada, mas ficou só na intenção. Não havia clima para isso, pois o Ministério, na verdade, não tinha controle nenhum sobre os militares, não indicava o comandante nem controlava o orçamento, explica Rudzit.
A história, no entanto, mudou na administração do ministro Nelson Jobim, especialmente a partir da aprovação da Estratégia Nacional de Defesa no Congresso. Vai ter uma chiadeira, especialmente entre os oficiais da reserva. Vão achar que é revanchismo, prevê o especialista.
O presidente do Clube Naval, almirante Ricardo Antônio da Veiga Cabral, concorda. Para ele, trata-se de uma medida vertical, feita sem consulta prévia e cuja reação não será positiva. A Esplanada é o centro do poder. É aquela velha história; quem está perto do rei manda ou influencia, quem está longe não interfere, afirma Veiga Cabral.
Fontes do Alto Comando ouvidas por ISTOÉ confirmaram que o Exército será a primeira Arma a deixar a Esplanada. Desde que o comandante era ministro, seu gabinete sempre esteve localizado no Forte Apache, quartel-general localizado no Setor Militar Urbano.
Mas toda a burocracia do Comando Militar do Planalto, da 11 Região Militar e da Secretaria de Economia e Finanças está abrigada no edifício ministerial. Esse conjunto todo será transferido para uma área ao lado do quartel-general, e vamos entregar os imóveis ao Patrimônio da União, explica um assessor.
Segundo ele, o Exército deixará a Esplanada provavelmente no final de 2011, assim que as obras da nova sede estiverem concluídas. A Força Aérea, por sua vez, deve ser a segunda a sair.
O gabinete do comandante e toda a estrutura de assessoria deverão ser realocados perto da base aérea de Brasília, numa área onde hoje funciona o Comando-Geral de Operações Aéreas (Comgar). Não é de hoje que o comando pensa em sair, tanto é que mantém uma estrutura administrativa relativamente pequena, explica um oficial da FAB.
Já a Marinha ainda não definiu se vai para a área Alfa, localizada na BR-040, em Santa Maria, distante 35 quilômetros do Plano Piloto.
Em ótimo estado de conservação, as instalações que serão desocupadas pelos Comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica já são cobiçadas por outros ministérios e secretarias especiais, que por falta de espaço funcionam empilhadas nos mesmos imóveis.
É o caso, por exemplo, do Bloco A, que abriga os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Esporte, além das secretarias de Promoção da Igualdade Racial e de Política sobre Drogas. Sem contar a possibilidade de criação de novos ministérios, como o das Micro e Pequenas Empresas, idealizado por Dilma Rousseff.
O ministro Nelson Jobim está sacudindo a caserna, diz o coronel da reserva Geraldo Cavagnari. Para ele, a saída das Forças Armadas da Esplanada dos Ministérios era uma questão de tempo. Quando tínhamos os ministros militares, a ocupação desses imóveis se justificava. Mas isso mudou. Os comandos não são instâncias políticas e a Esplanada é um local de órgãos políticos, afirma.
Segundo Cavagnari, que durante a Constituinte apresentou a proposta de criação do Ministério da Defesa, a mudança faz parte da consolidação do regime democrático. É bom para o processo de despolitização das Forças Armadas.
Toda essa reestruturação já deveria ter ocorrido antes, não fossem os antecessores de Jobim uns ministros medíocres, afirma. Joanisval Gonçalves, especialista em defesa, prevê uma reação negativa na caserna.
A entrega dos ministérios é uma perda de prestígio muito grande. E, diga-se de passagem, parece uma agressão direta, um revanchismo, diz. Gonçalves garante que a influência política dos militares hoje é mínima. Dizer o contrário só serve para justificar decisões como essa.
Nosso Comentário:
Comandos Militares Deixarão Edifícios da Esplanada dos Ministérios
Os militares não estão batendo em retirada de nada nem de lugar algum. Muito pelo contrário, a reestruturação que está sendo feita na área de Defesa hoje vai fortalecer as próprias Forças Armadas no que realmente importa a elas e ao país: operações conjuntas eficazes com meios modernos em grande escala.
A despolitização das Forças Armadas já foi feita há muito tempo e essa mudança de edifícios na Esplanada dos Ministérios em Brasília não terá conseqüência interna alguma, pois o que importa mesmo a elas são as infindáveis lutas pelas verbas necessárias ao cumprimento do dever e o fim dos terríveis e implacáveis contingenciamentos.
Só considero que poderia ser aproveitada essa oportunidade para uma verdadeira mudança que aproximaria ainda mais essas estruturas dos três Comandos dentro da esfera do Ministério da Defesa.
Em vez de cada Força procurar um canto isolado, deveria ser criado um complexo no espírito do Pentágono americano em Washington.
Em 1941, o departamento de guerra encontrava cada vez mais dificuldade de fornecer um espaço para a sempre crescente equipe de funcionários das Forças Armadas dos EUA.
O chefe da empreitada de construção de novos prédios diferentes já encomendados teve uma idéia melhor e criou um revolucionário esquema de abrigar todas as 4 Forças e ainda o pessoal da Secretaria de Defesa sob um único telhado. Assim surgiu o conceito atual do Pentágono, nada  mais que isso.
Até hoje ele é uma estrutura eficiente, pois seus corredores somam 28 km e só são necessários sete minutos para caminhar entre dois pontos extremos do edifício.
Ora, esse é o pulo do gato para a eficácia do sistema: colocar todos juntos a poucos minutos de uma saudável caminhada, sempre que necessário. Todos são iguais e acessíveis, o que vem de encontro ao nosso melhor espírito democrático, prático e econômico.
Claro que a ideia não pode ser faraônica como a solução americana, mas deve haver espaço em volta e abaixo para futuras ampliações, pois a tendência natural é que haja um crescimento exponencial dos melhores quadros de Defesa e das 3 Forças, visto que a importância do Brasil no cenário mundial só fará crescer.

6 comentários


Platus comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

14 de Set. de 2010 às 21:46

Platus
ESTAMOS VIVENDO COMO À AVESTRUZ.
ESCONDE A CABEÇA NA AREIA EO RESTANTE??????????


14 de Set. de 2010 às 22:07

Viva a democracia!!!
Para nós praças isso não influencia em nada, já para os Oficiais Generais isso é muito bom porque vão perder a mamata. kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Viva Dilma Roussef e Jobim!!!

Quando estiveram no poder esses vermes só faziam nos reprimir e nunca fizeram nada pela tropa, agora que estão na reserva são os valentões, ora!!! seus velhos, fiquem em casa usando suas fraldas geriátricas, levando esporro da patroa e parem de reclamar.


tzlavrog comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

14 de Set. de 2010 às 22:53

tzlavrog
São os sinais dos tempos...

O Estado prima por sua eficiência, não havia motivo para continuar ocupando os prédios na Esplanada.

Sinais de poder e prestígio?!

Como bem colocou a reportagem, em 1941 os EE.UU, resolveram esse problema de forma inteligente.

Também poderíamos criar uma estrutura para abrigar as três Forças, para que realmente houvesse a integração de uma forma mais eficiente.


tropa comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

15 de Set. de 2010 às 7:13

tropa
Se já não temos mais força política morando ao lado, imaginem ir para 35 km de distância!! A cada dia somos mais afastados das decisões políticas do país. Ainda tem gente que acredita que isso não é revanchismo. E o pior: ainda tem militar que vota no Lula e na Dilma!! Isso aí é só o começo. A partir do dia 1º de janeiro de 2011, não adianta se arrepender!!


15 de Set. de 2010 às 8:27

Essa iniciativa já deveria ter ocorrida lá atrás quando da criação do Min Def, lugar de Comandante é no Quartel e não em ministérios, para isso temos o Min Def, bem ou mal mas existe, e outra, os praças nunca foram defendidos por Comandantes no cenário político!!!!
Simples, compare a atual LRM com a antiga e veja as poucas vantagens que foram acréscidas e verás a quem ela favoreceu!!!! O q temos a fazer é elegermos os candidatos militares para nos representarmos politicamente!!!

Não a vejo como revanchismo essa mudança e sim como coerência!!!!!!!!


15 de Set. de 2010 às 10:05

Entendendo o Foro de São Paulo em 10 Capítulos: http://antiforodesaopaulo.blogspot.com/


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