Seis juízes concentraram empréstimos sob suspeita | Blog Verdade | Portal Militar

Blog Verdade

Perfil do Verdade1975
Acompanhe os Blogs da sua conta no google, yahoo e outros. Você pode escolher receber por email informação de novas postagens nos blogs. Fique Ligado.

Fato Relevante

Seis juízes concentraram empréstimos sob suspeita

Publicado em 04 de Abr de 2011


1439 Visualizações


Seis juízes concentraram empréstimos sob suspeita

Mon, 04 Apr 2011 07:46:00 -0300

Ex-presidentes de associação investigada por fraude receberam R$ 6 milhões
Parte dos recursos obtidos com fundação ligada ao Exército foi usada para quitar operações mais antigas
FREDERICO VASCONCELOS
DE SÃO PAULO

Um grupo composto por seis juízes federais recebeu R$ 6 milhões por meio de empréstimos contratados por uma associação da categoria, a Ajufer (Associação dos Juízes Federais da 1 Região), investigada por fraude.
Documentos obtidos pela Folha sobre os contratos investigados mostram que o grupo, formado por ex-presidentes da associação, foi beneficiado por 45 empréstimos contratados com a Fundação Habitacional do Exército entre 2000 e 2009.
Cinco deles conseguiram novos empréstimos mesmo quando já tinham acumulado dívidas elevadas com o esquema. Em setembro do ano passado, os seis juízes ainda deviam R$ 1,7 milhão à fundação, uma entidade privada ligada ao Exército que oferece empréstimos a funcionários públicos.
A fundação descobriu a fraude há dois anos e foi à Justiça no ano passado para cobrar da Ajufer uma dívida de R$ 21 milhões. O Tribunal Regional Federal da 1 Região, em Brasília, abriu inquérito em dezembro para investigar os contratos.
Quatro ex-presidentes da Ajufer foram notificados para explicar as operações à corregedoria do tribunal: Moacir Ferreira Ramos, Solange Salgado, Hamilton de Sá Dantas e Charles Renaud Frazão de Moraes.
Os outros ex-dirigentes da associação que tomaram vários empréstimos são o desembargador Antônio de Souza Prudente, do TRF da 1 Região, e o juiz Sidney Monteiro Peres.

SINDICÂNCIA
Sindicância feita pela Ajufer indica que, dos 810 contratos firmados pela associação em dez anos, 700 foram fictícios e tinham como beneficiários 142 juízes que não sabiam que seus nomes haviam sido usados.
Os empréstimos foram concedidos pela fundação do Exército sem a apresentação de garantias pela Ajufer ou pelos juízes beneficiados.
Suspeita-se que o dinheiro dos contratos fictícios cobria dívidas de contratos reais.
Em outubro, com os empréstimos já suspensos, o juiz Ramos enviou ofício ao então presidente da fundação, general Clovis Jacy Burmann, pedindo ajuda para o desembargador Prudente, que obtivera oito empréstimos e tinha uma dívida de mais de R$ 340 mil.
"Nos sentimos frustrados até mesmo em recente solicitação de renegociação do associado Antônio de Souza Prudente", afirmou Ramos.
Outros associados da Ajufer concentraram grande volume de empréstimos. Uma juíza fez onze operações, superando R$ 1 milhão. Outro juiz obteve oito financiamentos, no total de R$ 600 mil.

LIMITAÇÃO
O primeiro convênio entre a Ajufer e a fundação previa que o limite para empréstimos individuais seria de R$ 20 mil por associado. Em 2003, a limitação foi retirada.
Diretor financeiro da associação em várias gestões, Ramos discutia os empréstimos com o diretor de captação da fundação, José de Melo, indicando valores e prazos.
Em 2007, Ramos pediu a Melo um empréstimo no valor de R$ 250 mil para o então presidente Charles Renaud Moraes para pagamento em dez anos. A operação foi aprovada em dois dias.
Em 2006, Ramos pediu à então presidente da Ajufer, Solange Salgado, que fizesse um pedido de financiamento à fundação para ele próprio, alegando que não poderia fazê-lo sendo o beneficiário final da operação. Solange pediu R$ 100 mil para Ramos e o empréstimo foi aprovado.
Em 2009, agora como presidente da Ajufer, Ramos pediu mais um empréstimo para ele mesmo de R$ 60 mil. Outros ex-presidentes também adotaram essa prática.

Magistrados evitam comentar investigações

Mon, 04 Apr 2011 07:46:23 -0300

OUTRO LADO

A juíza federal Solange Salgado, ex-presidente da Ajufer e diretora financeira na administração do juiz Moacir Ferreira Ramos, não confirma os valores das dívidas anotadas em seu nome.
Ela afirma que seu nome também pode ter sido usado em contratos fictícios.
O juiz Moacir Ferreira Ramos afirma que, "por uma questão estratégica", não deve se manifestar. Ele confirmou o saldo devedor de R$ 365,3 mil e os empréstimos em seu nome.
O juiz Hamilton de Sá Dantas informou que "prefere não se manifestar, pois o processo está sob sigilo no TRF-1". O juiz Charles Renaud Frazão de Moraes disse que já prestou informações à corregedoria sobre o caso.
O desembargador Antônio de Souza Prudente não atendeu ao pedido de entrevista. Já o juiz Sidney Peres não foi localizado pela reportagem.
A Fundação Habitacional do Exército informou que não pode se pronunciar a respeito do documento. (FV)

Fonte: Folha de São Paulo

1 comentários


RONALDOTENORIO comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

04 de Abr de 2011 às 21:01

RONALDOTENORIO
O que pensar dos pequenos ladrões que estão nas cadeias do nosso Brasil. E agora, para onde vão os juises?

Este Blogueiro NÃO permite que VISITANTES comentem nesta postagem.
Junte-se a nós ou Entre para comentar!