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Paraiso dos generais

Publicado em 03 de Out. de 2011


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Caserna de luxo


Num dos bairros mais caros do País, o Exército vai construir condomínio de luxo para um seleto grupo de generais e cobrar preços camaradas


Claudio Dantas Sequeira


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TERRA CARA

A área onde o prédio será construído tem preço

médio de R$ 10 mil o metro quadrado


Um grupo de generais reuniu-se, há duas semanas, em Brasília, para discutir um tema sigiloso. Nada a ver com eventuais ameaças à segurança nacional. Estavam ali para tratar de negócios privados. Mais especificamente da construção de apartamentos de luxo no recém- criado Setor Habitacional Noroeste, um dos bairros mais caros do País. Ali, qualquer empreendimento não sai por menos de R$ 10 mil o metro quadrado, média mais alta do que a de bairros ricos, como os Jardins, em São Paulo. Mas esses oficiais pagarão pelos imóveis a metade do preço de mercado. Contarão com financiamento em condições privilegiadas e ainda poderão faturar alto com a venda dos apartamentos por mais que o dobro do valor de compra – segundo projeções do próprio mercado imobiliário. Um negócio para camaradas.


Quem está à frente do projeto é um general reformado, o presidente da Fundação Habitacional do Exército (FHE), Clóvis Burmann, que ocupa há 14 anos o cargo. A transação está gerando polêmica nas Forças Armadas, principalmente pelo sigilo com que vem sendo tratada. “Qualquer investimento deve ser debatido em assembleia convocada em diário oficial, o que não ocorreu. Ninguém sabia desse edifício no Noroeste”, reclama o presidente da Cooperativa Habitacional dos Militares das Forças Armadas (Coohamfa), Tiago Pereira da Silva.


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CONFORTO

O comandante da FAB, Juniti Saito, pretende

comprar um dos apartamentos


De fato, apenas alguns generais de quatro estrelas foram convidados por Burmann para “investir” no projeto. Fontes militares confirmaram à ISTOÉ que foi fechada uma lista de 48 nomes, dentre os quais estariam militares de alta patente da reserva e, principalmente, da ativa. O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, foi um dos convidados a integrar o seleto grupo de investidores e, de acordo com a assessoria de imprensa da FAB, o brigadeiro está analisando o projeto e pretende adquirir uma unidade. A FHE, no entanto, não informa quem são os outros militares que, como Saito, estão prestes a fechar o negócio. “Não podemos dizer quem são os investidores porque o projeto ainda não foi lançado oficialmente”, alega o diretor de crédito imobiliário da Poupex (Associação de Poupança e Empréstimo), José de Castro Neves Soares. A Poupex, segundo Soares, é uma instituição financeira de crédito imobiliário, “que capta recursos de poupança junto ao público em geral e é gerida pela Fundação Habitacional do Exército”. O presidente da Poupex é o mesmo general reformado Clóvis Burmann, da FHE. Ele não vê conflito de interesses no caso.


O prédio da FHE no Noroeste terá seis andares, conforme o padrão brasiliense, e apartamentos de 120 a 180 metros de área útil, com acabamento de primeira, lazer integrado e “tecnologia ecológica”, como aquecimento solar, reaproveitamento de água e pré-tratamento de esgoto. Em uma das reuniões dos militares que entraram no negócio, um oficial chegou a sugerir a construção de uma piscina olímpica no condomínio. Mas foi dissuadido pelo arquiteto, que, para não encarecer o projeto, sugeriu uma piscina mais modesta, com 25 metros de extensão. O preço dos apartamentos do futuro edifício, que ganhou o apelido de “paraíso dos generais”, deve girar em torno dos R$ 5 mil o metro quadrado. “Nosso preço é mais baixo porque não incluímos a margem de lucro do incorporador”, afirma Soares. A explicação, no entanto, não convence o presidente da Associação do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi), Adalberto Valadão. “Ninguém consegue comprar, construir e vender um imóvel no Noroeste a R$ 5 mil o metro quadrado. Não conheço a situação da Poupex, mas acho que tem coisa aí”, diz Valadão. Só o terreno em que será erguido o empreendimento custou R$ 11 milhões.


Para o procurador do Ministério Público junto ao TCU, Marinus Marsico, é preciso saber se o imóvel está sendo subsidiado com recursos públicos. De acordo com a Lei 6.855 de 1980, a Fundação Habitacional do Exército é abastecida com recursos do Orçamento da União e contribuições de militares. “Se os recursos públicos estão sendo repassados para a fundação e de alguma forma concorreram para a construção desse imóvel com preço abaixo do mercado, pode ficar caracterizada remuneração indireta”, diz o procurador. Já o presidente da Coohamfa considera o privilégio dado aos oficiais “imoral e ilegal”. “A lei que rege a Fundação Habitacional do Exército é clara. Os programas habitacionais devem priorizar os militares de baixa renda. Mas nunca sai nada”, afirma Tiago Pereira da Silva. O diretor da Poupex, por sua parte, diz que em Brasília a FHE não dispõe de imóveis para baixa renda, mas alega que está construindo apartamentos para a classe média num terreno próximo à cidade-satélite de Águas Claras. O empreendimento é feito em parceria com a construtora Paulo Octavio e terá apartamentos com preços entre R$ 300 mil e R$ 700 mil. 


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9 comentários


JONECY lEITE

03 de Out. de 2011 às 7:48

JONECY lEITE
Me diz se eles tem vergonha, são pilantras, iguais a lula verme, só seus interesses em primeiro lugar, DESONESTOS.

 

 
ROGERIO DA SILVA GOMES

10 de Out. de 2011 às 9:39

ROGERIO DA SILVA GOMES
Enquanto os Praas se matam tirando servios, com uma pssima alimentao e um covarde plano de carreira, nossos Comandantes Militares esto no poder h nove (09) anos cheios de mordomias e ganhando altos salrios e viajando pelo Brasil e mundo afora, enchendo os bolsos de dinheiro. A Poupex vive da desgraa e misria salarial dos militares, principalmente dos Praas, pois se ganhassemos um salrio decente, no precisariamos recorrer tanto Poupex. Os Comandantes Militares so fracos, covardes e omissos. Obs; o que tem de General envolvido em falcatruas do DNIT. Por favor, peam para sair. O Presidente da Poupex o Edir Macedo das Foras Armadas.


edu

03 de Out. de 2011 às 8:36

edu
Agora está tudo EXPLICADO!É por isso que os "generais" estão se lixando para os militares e a POUPEX por suas vez NÃO PAGA O SEGURO!
FUI A COMEDIDO POR DOENÇA ESPECIFICADA EM LEI,PLANO "D" E MESMO ASSIM NÃO RECEBI O SEGURO COMO MUITOS OUTROS!
Mas não me a corvadei e já entrei na justiça para requerer o que é meu de direito!POUPEX UM VERDADEIRO ENGODO!


caatinga comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

03 de Out. de 2011 às 9:39

caatinga
É O QUE DIGO CAMARADA, ELES FAZEM POR ELES, QUEM TEM QUE FAZER POR NÓS, SOMOS NÓS MESMO. ESTE BANDO DE SEM VERGONHA NÃO ESTÁ NEM AI COM SEUS SUBORDINADOS, ESTÃO ESPERANDO UMA BOQUINHA NA RESERVA. COMENTEM SOBE O GEN FAJARDO, TOQUINHO DA MALDADE...... VALENTÕES MAS POR TRAZ DAS CORTINAS, NA RESERVA.....NA ACADEMIA ESTAVAM DISPENSADOS DA INSTRUÇÃO DE CHEFIA E LIDERANÇA. PRECISAMOS ENTENDER QUE SOMOS CLASSES BEM DISTINTAS, NÃO TEMOS NADA A VER UM COM O OUTRO, SE BRINCAR ELES SE QUEBRAM ENTRE ELES PARA CONSEGUIR A SUA BOQUINHA.

 

 
Raimundo F P da Costa

05 de Out. de 2011 às 9:37

Raimundo F P da Costa

No seu comentrio onde se l: "Quem tem que fazer por ns, somos ns mesmos" nem isso possvel, pois eles no deixam.


edino camoleze

03 de Out. de 2011 às 9:31

edino camoleze
Enquanto a POUPEX vai financiar esse paraíso para os generais, 15 000 militares estão endividados e não têm como pagar essa dívida monstruosa, adquirida na época da hiperinflação, em contrato com o SFH, período de 1988 a 2003. A POUPEX está sendo condenada por vários tribunais do país, a devolver os juros capitalizados nos contratos de equivalência salarial, em que usou a Tabela Price, TR e o PES, para correção do empréstimo concedido. Isso, infelizmente esses diretores da POUPEX e o atual presidente gen Hiran, não procura resolver. A bandidagem tomou conta da POUPEX, desde que o gen Burman, fez caixa 2 com a AJUFER, denúnica feita pelo Jornal Foha de São Paulo. Infelizmente, a corrupção está se alastrando nas FFAA.

 

 
Ari

04 de Out. de 2011 às 19:13

Ari
Sou um dos que pagou uma fortuna pelo financiamento de um imvel do perodo referido. Ainda bem que h pouco consegui quitar. Gostaria de obter contato com algum que tenha feito (quem faz), para tentar reaver parte dos exorbitantes juros que paguei. Grato


tinoco comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

03 de Out. de 2011 às 11:29

tinoco
E ELES PODEM, O POVÃO DA ESTA MORAL PARA ELES.


mariano

03 de Out. de 2011 às 12:43

mariano
HIERARQUIA E DISCIPLINA É PARA ISSO AÍ...MANTER OS SUBORDINADOS NO CURRAL E SE DAR BEM!!!!!!!


Antonio Tadeu

03 de Out. de 2011 às 14:20

Antonio Tadeu
E um acamabada de incompetente e aproveitador o Brasil que afunde e os subordinados que se lixem. Esses sao os defensores da Patria, acho que aquele juramento perante a Bandeira do Brasil nem existe mais.


Raimundo F P da Costa

03 de Out. de 2011 às 11:29

Raimundo F P da Costa

Está aí mais um exemplo de que para que serve a POUPEx, para os genereais; alguém tem dúvida? Aliás, os generais fas Forças no momento só estão preocupados com eles e seus familiares, a muito tempo que deixaram a tropa nos campos de combate sozinhos abandonados a própia sorte.


ogum comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

04 de Out. de 2011 às 20:51

ogum
O Povo On line / Política

03 Out 11

O PPS deve acionar hoje a Procuradoria da República no Distrito Federal para investigar a suposta ligação do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general do Exército Jorge Fraxe, com uma ONG ambiental montada com o objetivo de desviar dinheiro público de obras do governo federal.

Segundo reportagem da revista Veja, o general é o verdadeiro dono da ONG Inda (Instituto Nacional de Desenvolvimento Ambiental), envolvida na denúncia de pagamento de propina de R$ 300 mil para o fechamento de um contrato com o Dnit.

O esquema, conforme a revista, foi revelado pelo diretor administrativo da entidade, engenheiro Mardel Morais, que garante que o militar é o verdadeiro dono da entidade.

Ainda de acordo a revista, a negociação não foi para frente por causa do escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes.

“A farda não está acima da lei e não autoriza ninguém a desviar dinheiro público. É de se estranhar que a presidente Dilma, que anunciou uma faxina no Ministério dos Transportes, tenha nomeado para a direção do Dnit justamente um militar suspeito de envolvimento em corrupção. Cabe ao Ministério Público investigar esse caso para garantir que o propinoduto seja extirpado de vez do órgão”, afirmou o líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR). (das agências de notícias)



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