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Naõ sei em quem acreditar

Publicado em 06 de Ago. de 2012


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Dois mundos estranhos para mim – a Política e o Direito...


Nesses últimos dias tenho mantido contato com as áreas acima, que para mim sempre foram “misteriosas”. Como estou mais em contato com os meus universos particulares – o militar e o da sociedade na qual sou inserido, nunca freqüentei muito aquelas outras duas. Meu conhecimento acerca de ambas sempre foi, digamos, apenas superficial.


Estamos em época de eleição e estou sendo convidado para convenções que estão apresentando os candidatos de partidos políticos que estão em busca de um mandato. Nelas você se encontra com pessoas com das quais tem notícia apenas através da mídia. São a simpatia em pessoa. Parecem velhos conhecidos. Apertos de mão, abraços e sorrisos são distribuídos a todos os presentes. Parece até que você faz parte daquele mundo. Se algum conhecido seu o encontrar naquela hora, parecer-lhe-á que você faz parte daquele mundo. As promessas rolam soltas e ditas com tanta convicção que é difícil não acreditar nelas.


Um pouco de discernimento e de “pés no chão”, nessas ocasiões, nos trazem de volta à realidade. As coisas escabrosas que das quais tomamos conhecimento através da mídia faz com que tomemos cuidado com o que estamos presenciando. Sabemos que nem um décimo daquilo é real. Pena que o povão não se aperceba disto.


Os dias atuais estão recheados com o julgamento do chamado mensalão. A televisão, com o seu imediatismo, a nós permite acompanhar os fatos. Você se encanta com o pronunciamento do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, e com o voto do Ministro Relator, Joaquim Barbosa. A nós, leigos, parecia que a sorte estava lançada, que todos os réus seriam condenados. Aí entram em cena os defensores dos acusados. Todos falam com tanta convicção que somos tentados a acreditar no que estamos ouvindo, que são todos uns anjos. Eu não tenho lastro suficiente para acreditar piamente no que dizem os dois lados.


Não sei, sinceramente, em quem acreditar. Mesmo que tenha um juízo feito a respeito do que aconteceu, o papel dos advogados de defesa é bem cumprido e você pode ser tentado a absolver um ou outro (ou todos) os acusados, para não correr o risco de ser injusto. Você pode até achar que são todos bandidos da pior espécie, mas é obrigado a ouvir acusadores e defensores e escolher com quem ficar. Num julgamento técnico, é claro. Sua opinião anterior pode cair por terra.


Em suma, na Política ou no Direito, estamos diante de atores. Do seu desempenho em tentar nos convencer a respeito do que estão nos transmitindo é o que vai contar no final. No nosso voto nas eleições ou nos votos dos juízes do STF ao final do julgamento é que aparecerá a vontade e a da Justiça.


Seremos “voto vencido”? Apenas o tempo poderá dizer. Aguardemos.

3 comentários


natking comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

06 de Ago. de 2012 às 21:41

natking
Boa noite! Se o sr que é esclarecido está nesse dilema, imagine a maioria da população que não consegue discernir a direita da esquerda na política? Eu acho que o que vale é a convicção que temos depois de temos conhecimento dos fatos.
Se deixarmos nos iludir pelas palavras da defesa dos réus, então ficaremos na dúvida. Vamos olhar as obras dos réus.
Vejam que o Capeta usa palavras bonitas para desvirtuar os fiéis de Deus. Mas olha as obras dele. Só faz o mal
A esquerda usa palavras bonitas para dizer que os militares foram bandidos e eles mocinhos em 64. Mas, olha as obras da esquerda.


ursobranco comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

06 de Ago. de 2012 às 21:43

ursobranco
Amigo! A vida é um grande teatro. Estamos sempre representando. Isso é do do ser humano. Quantas vezes ouvimos calados ideologias, estorinhas, discurso sobre valores, amor a Pátria, lealdade, etc e fingimos concordar? ou até concordamos e depois descobrimos que o protagonista nem acreditava em suas próprias palavras Quantas vezes criticamos a corrupção mas quando declaramos impostos inventamos despesas inexistentes. Quantas vezemos compramos produtos piratas e achamos corretos? Quantas vezes desrespeitamos as leis de trânsito e somos capazes até de "molhar" a mão da autoridade? Quantas vezes nos vendemos por tão pouco? Por um curso? uma promoção?uma viagem? uma medalha? um elogio? HONRA não é para muitos. ATITUDE não é para muitos. HONESTIDADE e CARÁTER infelizmente não são para muitos.


Ando67 comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

06 de Ago. de 2012 às 21:50

Ando67
CONTUDO NO DIREITO NÃO TEMOS CONDIÇÕES DE CONDENAR E NEM ABSOLVER, MAS NA POLÍTICA SOMOS OS RESPONSÁVEIS PELO O QUÊ ESTA ACONTECENDO NESTE PAÍS.

ENTÃO VAMOS FAZER O DEVER DE CASA CORRETAMENTE !!!

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