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Tese de doutorado de Mercadante

Publicado em 30 de Nov. de 2012


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Tese de doutorado de Mercadante baseia-se em livro já publicado, mostra ÉPOCA



A Época desta semana publica uma reportagem mostrando como o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, obteve o título de doutor pela Unicamp. Ele apresentou uma tese baseada em um livro já publicado por ele mesmo: Brasil, a construção retomada. Isso contraria o regimento da universidade, que prevê trabalhos originais. No entendimento de Mercadante, trata-se apenas de uma versão mais densa e ousada (?).



O ministro foi readmitido no doutorado com um novo orientador, o amigo sociólogo Mariano Laplane, depois de ter ficado 12 anos afastado da universidade. Segundo regras internas da Unicamp, esse tempo seria suficiente para impedir a volta do aluno, mas o caso foi avaliado como passível de exceção, com base em condições detalhadas no regimento.



No Regimento Geral dos Cursos de Pós-Graduação da Unicamp, consta a seguinte definição: Entende-se por tese de doutorado o trabalho supervisionado que resulte em contribuição original em domínio de conhecimento determinado. No entender da instituição, consultada por Época, cabe à Comissão Examinadora do Doutorado avaliar a originalidade do trabalho. Isso significa que a tese de 537 páginas intitulada As bases do Novo Desenvolvimentismo no Brasil: análise do governo Lula (2003-2010), apresentada em um auditório para mais de 150 pessoas, foi considerada original apesar de vir depois do livro.



Para José de Oliveira Siqueira, doutor pela Faculdade de Economia e Administração da USP, trata-se de um autoplágio. O argumento de Mercadante de que apenas parte da tese seria utilizada no livro e que a pesquisa seguiria rigorosamente critérios científicos não é convincente para o especialista, que tem um trabalho focado no tema plágio acadêmico.



O texto está publicado dentro da editoria Tempo, na seção Caso Extraordinário, que divide o acontecimento em três capítulos. O primeiro narra a apresentação do ministro à banca examinadora composta por nomes como Antônio Delfin Netto. O segundo é o que fala do possível autoplágio. E o último discorre sobre a trajetória acadêmica de Mercadante.



A revista Época chega às bancas neste sábado (3/3).


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