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Brasil

Delegado de Polícia disse que o Exército não faz nada

Publicado em 08 de Abr de 2013


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 Delegado de Polícia disse que o Exército não faz nada.


Delegado defende mobilização do Exército para combater tráfico.


Jobson revela efeitos das drogas e diz que jovens devem ser preparados para evitá-las


 


O estado, a sociedade, estão perdendo a guerra para os narcotraficantes. Essa é a opinião de Jobson Cabral, delegado da Polícia Civil de Alagoas, especialista no assunto. Em entrevista à repórter Luciana Martins do Primeira Edição, ele explica tudo, em detalhes, sobre drogas – a diferença de maconha para crack e cocaína, o efeito que elas provocam no organismo humano. Segundo Cabral, o usuário de crack – a droga mais devastadora em circulação no Brasil – vive em média 10 anos. Segundo o delegado, o combate a esse mal terrível deve começar em casa e na escola, razão porque ele acha que a rede de ensino deveria incluir no currículo, aulas sobre os males das drogas. Ele defende a mobilização do exército para controlar as fronteiras e impedir a entrada de drogas no país. “O que o exército faz hoje? Nada. Então, por que não acioná-lo para lutar contra as drogas?”.


O que leva uma pessoa a ingressar no submundo das drogas?


Na maioria das vezes a pobreza, a falta de segurança, a falta de fé, de uma educação familiar adequada para que o jovem possa se integrar a sociedade sem problemas. O que acontece é que na maioria das vezes existe uma desagregação familiar, que é o primeiro passo que leva o jovem à droga e quando se desagrega da família, ele vai querer ser aceito em outro grupo e grande parte deles já está contaminado com as drogas e aí com a falta de fé, de apoio da família, o jovem é levado a entrar no submundo das drogas.


Por que é mais fácil induzir ou atrair o jovem para esse ambiente de dependência e degradação?


A partir do momento que você começa a sair da faixa etária de criança e atinge a adolescência, você quer uma afirmação na vida e como este jovem ainda não tem a sua mente formada, a fraqueza e a falta de pulso, de firmeza com o seu propósito de vida, fazem com que ele seja iludido por pessoas que já estão contaminadas com o vício das drogas.


Em resumo, qual a diferença entre maconha, crack e cocaína?


Todas três são drogas ilícitas. A maconha, digamos assim, não causa 100% de dependência física, causa mais uma dependência psíquica. Já o crack é uma droga muito mais forte, inclusive é uma das piores drogas porque em 10 segundos, quando você aspira o crack, a fumaça percorre o seu cérebro e atinge a corrente sanguínea, atinge seus neurônios e transforma o dependente numa pessoa muito inquieta, com taquicardia, e com movimentos que oscilam entre euforia e depressão, você se afasta de todo mundo. O usuário de crack, você conhece porque ele foge da realidade, ele se isola do habitat onde ele mora, ele passa a não cuidar de si, não toma banho, deixa a barba por fazer, ele se desgosta, essa pessoa vive num submundo. A cocaína, quando tem um teor de pureza entre 90 e 100%, causa euforia, e é uma droga usada na camada média/alta e quando você usa muito ela corrói o septo nasal, que na gíria policial a gente chama de nariz de rato porque tem o nariz corroído. A cocaína é composta da pasta base da coca, querosene, tiner e vários produtos corrosivos, imagine isso entrando no nosso corpo. É terrível.


Por que o consumo de crack se disseminou tão rapidamente?


Porque além de ser uma droga barata, os efeitos que ela provoca são mais rápidos e duram entre 20 e 25 minutos dependendo do organismo e como hoje há muita pobreza, pessoas sem objetivos e perspectivas de vida, acabam entrando no mundo das drogas e procuram o crack porque é a droga mais barata e de fácil acesso. Daí a necessidade de políticas públicas, o governo tem que trabalhar fechando as fronteiras, apertando o cerco porque quando ela chega aqui é fracionada. Hoje você pega um mini traficante, com 1kg, meio quilo porque eles distribuem, ela é espalhada em todo o país.


Qual a sensação que o crack provoca e o efeito que vem depois?


Entre 10 e 12 segundos o crack provoca euforia, e muitas vezes o usuário fica violento e perturbado, e depois vem a depressão, a taquicardia, momento de perturbação mental, suor frio após o uso da droga. Geralmente o usuário de crack faz o uso de 6 a 10 vezes por dia dependendo do dinheiro que ele tenha na hora. É devastador. O crack é uma das piores drogas.


O que acontece com um dependente depois de alguns anos consumindo crack?


O usuário de crack tem uma vida útil de no máximo de 10 anos, a tendência dele é morrer ou no confronto da polícia ou pelo efeito que a droga causa no organismo. O usuário de crack fica com o corpo debilitado, ele vai definhando, perde peso, vai deixando de gostar de si próprio, causa cirrose hepática, atinge o fígado, o rim, todo o sistema digestivo é atingido, além do próprio cérebro. Você se torna uma pessoa sem cérebro de tão devastador que é essa droga.


O senhor acha que o internamento compulsório (obrigatório) de viciados, como já se faz em São Paulo, deve ser adotado em todo o País?


Esta não é a solução, mas eu penso que é uma questão de saúde pública. O usuário é um doente que precisa ser tratado, mas a gente não pode forçar, porém temos que nos preocupar com o ser humano. A polícia, com a ajuda de profissionais da saúde, tem por obrigação encaminhar esse paciente para ser tratado porque se deixar como aconteceu na cracolândia, nós teremos um genocídio lento porque a cada dia vai morrer mais gente. Eu sou a favor da internação compulsória porque tem que cuidar do ser humano. É horrível você deixar a pessoa naquele estado de degradação, de miserabilidade, e não cuidar. O que a gente quer ver é o ser humano tratado. Aqui na delegacia eu não faço apenas o trabalho de repressão, a gente tem por obrigação de extirpar da sociedade os traficantes, mas eu aconselho, chamo os pais dos usuários, converso com o próprio usuário e explico que a droga não tem futuro.


Exceto a maconha, a droga consumida no Brasil vem de fora. Não há como erguer barreiras nas fronteiras e impedir que ela entre no País?


A maconha mais pura e mais procurada é a maconha paraguaia, de melhor qualidade, e nós aqui chamamos de manga rosa por causa do cheiro, da pureza dela e vêm caminhões e caminhões que passam as fronteiras e elas são vendidas no país também. O restante das drogas vem de fora porque são raros os laboratórios de refino de cocaína aqui, mas tem em Manaus, São Paulo e aqui mesmo, em Maceió nós já estouramos um laboratório de refino no Aldebaran. Agora, não há como impedir porque é humanamente impossível você acabar o tráfico de drogas porque é uma coisa que dá dinheiro. Se eles preparam o refino da droga é porque sabe que vai ter a procura da droga, mas é possível sim fazer um trabalho coerente, que una a Nação com maior contingente de policiais federais que atuem nas fronteiras para coibir junto com o exército. O que é o exército faz hoje? Nada. Deveria colocar o exército para trabalhar nas fronteiras, nós não somos um país de guerra, então qual o papel do exército? Se não tem guerra a gente tem que colocar essas pessoas para trabalhar nesta batalha – que não deixa de ser uma batalha – contra as drogas que esta acabando com os nossos jovens e adolescentes.


O Congresso Nacional estuda a reforma do Código Penal com proposta de descriminalizar o consumo de drogas. Isso é bom para o Brasil?






Na minha concepção, Jobson Cabral, o nosso país ainda não tem uma cultura como a Holanda, a Suíça onde a droga já é liberada, nós não temos essa cultura ainda. Fica difícil porque somos um país aculturado, a verdade é essa. É preciso primeiro se investir maciçamente na educação, levar aos jovens nas escolas a orientação sobre o uso de drogas, eu cansei de dar palestras em escolas, mas, infelizmente, nenhum deputado até hoje entrou com um projeto para que fosse obrigatório a cada três meses uma palestra de um profissional para alertar sobre os riscos da drogas, principalmente na faixa etária de 13 a 16 anos que é quando você está se descobrindo, descobrindo o corpo, a sexualidade e seria necessário este trabalho nas escolas. Primeiro você tem que educar e aí sim o jovem vai poder fazer a sua escolha, mas da forma como está hoje se você falar que a droga está liberada, a curiosidade é grande e os jovens vão entrar para o mundo drogas e vai aumentar muito mais o uso indiscriminado delas.


É possível conciliar a liberação das drogas com a proibição de sua produção e comercialização? Isso não seria uma contradição absurda?


Se eu sou contra a liberação das drogas, não tem como conciliar. O trabalho tem que ser feito prioritariamente de educação, de conscientização e depois, sim, se faz uma pesquisa para saber se é isso que a sociedade brasileira quer e não como está acontecendo com essas marchas de liberação da droga onde o que você vê é o anarquismo imperando, é a polícia entrando em confronto com essas pessoas porque o país não está preparado para a liberação da droga.


O Brasil está perdendo a guerra contra os traficantes?


Por mais que a polícia esteja fazendo seu trabalho, enquanto os nossos governantes, o Congresso Nacional não se preocupar com a repressão nas fronteiras, as drogas vão aumentar e consequentemente os negócios, porque o crime organizado trabalha lavando esse dinheiro das drogas e aquece o mercado de armas, de carro roubado, tudo se movimenta em torno da droga. Se o Brasil se preocupar em apertar, principalmente, as fronteiras com a Colômbia, os países que têm narcotraficantes e com grandes empresários que controlam essa organização criminosa, aí vamos desaquecer o trafico de drogas aqui. Da forma como está a tendência é que a polícia perca essa batalha para os traficantes.

4 comentários




domenico

08 de Abr de 2013 às 20:38

domenico
Ora, os políticos estão mais interessados em "coisas" de gays do que em palestras anti-drogas, nas escolas !... Quanto ao Exército, acho até válida a colaboração, pois as Forças Armadas impõem mais moral. Não que os militares não façam nada, porque não interessa divulgar os inúmeros trabalhos deles.


Antonio

08 de Abr de 2013 às 21:56

Antonio
Sabe que ele tem razao hoje yem gente chegando as 11:00 hs, Vamos com armamento ultrapassado, bandidos os tem de ultima geraçao.


sidinei

08 de Abr de 2013 às 22:15

sidinei
PROBLEMA SIMPLES DE ARITMÉTICA,
ESTAMOS ACABANDO COM A MORAL DAS FFAA, POR CONSEGUINTE DAS PRÓPRIAS POLÍCIAS,
NÃO ADIANTA AS POLÍCIAS PEDIREM PARA AS FFAA ENTRAREM NESTA GUERRA,
O PESSOAL TA FUGINDO DOS BAIXOS SOLDOS, E VAI FALTAR GENTE, SE NÃO RACIOCINAREM UM POUCO PARA RESOLVER VÁRIOS PROBLEMAS QUE OCORREM NAS FFAA A NAÇÃO JA ERA.
CRIA-SE LEIS DEMAIS PARA DAR FORÇA A FOLGADO E TIRAR A AUTORIDADE DOS QUE TRABALHAM:
AI DOTO ME CHAMO DE NEGRO, VO TE PROCESSA
ME CHAMO DE xyzwhijp VO TE PROCESSA, SÓ PROQUE NÃO QUER NADA COM TRABALHO.
NOS NÃO GUENTAMOS MAIS OS BRANCOS NA NOSSA TRIBO, TEM QUE PAGAR PEDÁGIOS, NOSSAS ESCOLAS, SALARIO PARA TODA TRIBO, COMPUTDOR, LPTOP, TRATORES, FORD RANGER, VO PARA POR AQUI SENÃO VÃO DESCOBRIR QUE ELES JA NÃO SÃO INDIOS A MUITO TEMPO.
O BRANCO QUE SE FODA.


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