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Castelo de areia – A petista Gleisi Hoffmann, que vem revelando estranha intimidade com a censura, deve deixar o comando da Casa Civil da pior maneira possível, fato que certamente impactará em sua campanha rumo ao Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense. Isso porque o Ministério Público Federal (MPF) investiga a Casa Civil por suposta manipulação do processo que apurou o envolvimento de Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, em esquema de corrupção e tráfico de influência.

A Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) quer saber, também, se a Secretaria-Geral da Presidência, sob a batuta do ministro Gilberto Carvalho, companheiro de primeira hora do lobista e dedo-duro Lula, foi omissa em relação ao caso para blindar a Marquesa de Garanhuns, indicada ao cargo pelo ex-presidente.Muito mais do que “braço direito” de Luiz Inácio da Silva – ela se apresentava como namorada do ex-metalúrgico – Rosemary Noronha foi flagrada pela Polícia Federal, durante a Operação Porto Seguro, em esquema de venda de pareceres técnicos do governo a empresas privadas. Rose teria se aproveitado da relação íntima com Lula para indicar dois integrantes do grupo investigado, os irmãos Paulo e Rubens Vieira, a cargos de chefia em agências reguladoras.

De acordo com o inquérito da operação da PF e denúncia do Ministério Público – em que é acusada de falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha – Rose recebia vantagens materiais para facilitar pleitos da quadrilha. O mais estranho nesse caso é que desde então o ex-presidente Lula não fez qualquer comentário sobre o assunto, assim como reduziu sobremaneira suas aparições públicas no PaísIndependentemente das estripulias de Rosemary Noronha, o fato mais grave é a possível conivência da Casa Civil para blindar a amante do ex-presidente da República. Confirmado esse escândalo, ficará provado que a Casa Civil não segue a legislação vigente e acaba atendendo aos pedidos de pessoas que sequer poderiam ocupar cargos de confiança. É o caso do pedófilo paranaense Eduardo Gaievski, que foi levado pela ainda ministra Gleisi Hoffmann na condição de assessor especial da Casa Civil.

Articulado politicamente e pinçado para coordenar a campanha de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná, Gaievski está preso e é acusado de dezenas de crimes sexuais, entre os quais estupro de vulneráveis (menores de 14 anos). Mesmo assim, a chefe da Casa Civil reage com truculência quando este site cobra explicações sobre mais um absurdo palaciano: o de colocar um delinquente sexual a poucos metros do gabinete presidencial.