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Opinio Pessoal

Você jamais vai ver na globo

Publicado em 15 de Nov. de 2014


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 O texto abaixo foi copiado do blog do ‘etaperneta’ [link do post abaixo] após ter dado um ‘sentido e cobrir’ ao mesmo para facilitar a leitura.

 

 

etapernetagmail sexta-feira, 14 de Novembro de 2014 COMPLEMENTO AO RELATÓRIO DA COMISSÃO DA VERDADE

Para que saibam "o porquê" alguns foram presos e eventualmente torturados. Trata-se de uma colagem do blog do Licio Maciel (grande guerreiro). www.militar.com.br/blog-de-etaperneta-18220

DILMA VANA ROUSSEFF LINHARES (“ESTELA”, “LUIZA”, “PATRICIA”, “WANDA”) - Em 1967, era militante da Política Operária (POLOP), em Minas Gerais, junto com seu marido, Claudio Galeno de Magalhães Linhares (“Aurélio”, “Lobato”). Saiu da POLOP e, também com seu marido, ingressou no Comando de Libertação Nacional (COLINA), tendo sido eleita, em Abr 69, quando atuava na então Guanabara, membro do seu Comando Nacional. – Acompanhou a fusão entre o COLINA e a Vanguarda Popular Revolucionária, que deu origem à Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-P). Em Set 69, participou como convidada – só com direito à voz – do I Congresso da VAR-P, realizado numa casa em Teresópolis. Nessa ocasião, Darcy Rodrigues, um ex-sargento do Exército oriundo da VPR, tentou agredi-la, sob a ameaça de Dilma não mais poder participar das ações armadas. Na ocasião, recebeu a proteção de Carlos Franklin Paixão de Araújo e com ele foi viver e militar no Rio Grande do Sul e, logo depois, em São Paulo, onde foi presa em 16 Jan. 70. – Foi Secretária de Estado de Minas, Energia e Comunicações do Governo do Rio Grande do Sul; -Ex-ministra de Minas e Energia. -Atualmente é Ministra Chefe da Casa Civil Notícias sobre a posse na Casa Civil.

ANTONIO PALOCCI FILHO – FOI MINISTRO DA FAZENDA de LULA -Filho de “DonaToninha”,que, na década de 80, foi militante da Organização Trotskista Convergência Socialista-CS; – DN: 1960 – Ribeirão Preto/SP; – Foi militante da OSI (LIBELU), Organização Trotskista; – Médico pela USP de Ribeirão Preto; – Flautista e violonista; – Primeiro casamento: LEILA, Militante da OSI (LIBELU); – 80: Filiou-se ao PT; – 88: Eleito Vereador; – 90: Eleito Dep. Estadual; – 92: Eleito Prefeito de Ribeirão Preto; – 98: Eleito Dep. Federal; – 00: Eleito Prefeito de Ribeirão Preto, prometeu e registrou em cartório que levaria seu mandato até o fim; – Nov. 02: Foi Coordenador da Equipe de Transição de Lula; – Foi Ministro da Fazenda e o “homem forte” do Governo em função dos resultados da economia que, basicamente, segue a mesma linha da conduzida pelo governo FHC. -Envolveu-se no escândalo da casa de “orgia’ denunciada por um jardineiro e junto às denúncias de improbidade administrativa em Ribeirão Preto pediu demissão do Ministério da Fazenda. -Atualmente é Deputado Federal pelo PT.

AGNELO QUEIROZ – Médico e militante do PC do B/DF; – A partir de 1991, teve 3 mandatos como Dep. Federal pelo PC do B / DF; -Foi Ministro dos Esportes e se candidatou a Deputado mas não foi eleito. ADEMIR ANDRADE – Anos 80: Militante do PC do B e depois do PRC/Pará.

ALOYSIO NUNES FERREIRA (“BETO”, “MATEUS”) – Em 1963, como presidente do Centro Acadêmico XI de agosto, da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, São Paulo, participou da ocupação da Faculdade, ameaçando incendiá-la caso fosse invadida pela polícia. Contava para isso com mais de 100 coquetéis molotov. – Em 1964 ingressou no Partido Comunista Brasileiro. – Descontente com a linha pacífica do Partidão, optou pela luta armada, ingressando na Ala Marighela, mais tarde Ação Libertadora Nacional (ALN). – Dentre muitas ações terroristas, a Ação Libertadora Nacional (ALN) participou do assassinato do Capitão do Exército dos EUA, Charles Rodney Chandler e do seqüestro do Embaixador americano Charles Burke Elbrick. – Seu líder, Carlos Marighela, de quem era motorista, ficou famoso pela pregação da violência, sendo o autor do Minimanual do Guerrilheiro Urbano, livro de cabeceira das Brigadas Vermelhas, na Itália, e do grupo terrorista Baader-Meihoff, da Alemanha. 6- Em 10/08/1968 participou do assalto ao trem pagador da Santos-Jundiaí e, em outubro desse mesmo ano, ao carro pagador da Massey-Ferguson. – Tentou viajar para Cuba com a finalidade de fazer um treinamento militar, no que foi impedido por Carlos Marighela. 8- Em novembro de 1968, com o passaporte falso, viajou para Paris onde passou a coordenar as ligações de Cuba com os comunistas brasileiros. 9- Após três anos em Paris filiou-se ao Partido Comunista Francês. – Negociou com o Presidente argelino Houri Chedid Boumedienne para que comunistas brasileiros recebessem treinamento militar na Argélia. – Regressou ao Brasil após a Lei da Anistia, de 1979, ingressando na política. – Foi eleito pela esquerda deputado estadual, vice governador e deputado federal. – Foi escolhido pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso para Secretário Geral da Presidência da República. – Como Secretário Geral da Presidência da República viajou a Cuba, na semana de 08 à 13/10/01, onde manteve conversações com seu velho e fraternal amigo Fidel Castro, o mais sangrento ditador do continente que mandou fuzilar no “paredon” 17 mil e prendeu trinta mil opositores ao Partido Comunista Cubano. – No dia do seu retorno ao Brasil, como deferência ao seu passado revolucionário, Fidel Castro foi ao seu embarque no aeroporto e fez questão de acompanhá-lo até o avião para as despedidas. - Foi Ministro da Justiça do Brasil, no Gov. FHC. -Em 2002, reassumiu a cadeira de Deputado Federal. -É candidato a Vice na chapa de Aécio Neves (2014).

BRUNO DAUSTER MAGALHAES E SILVA (“AFONSO”, “LEOPOLDO”, “VITORIO”) – Em 1968, como estudante de Economia da UFRJ, ingressou, no Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), aonde chegou a integrar o Comando Político Militar Regional da Guanabara, órgão responsável pela condução da luta armada. – Preso em 02 Mar. 70, foi, quase um ano depois, em 13 Jan. 71, um dos 70 militantes comunistas banidos para Santiago/Chile, em troca da vida do embaixador da Suíça. – Em 06 Nov. 79, beneficiado com a anistia, regressou ao Brasil, acompanhado de sua nova companheira, Vera Maria Rocha Pereira (“Andrea”, “Isabel”, “Tânia”), também militante do PCBR e também banida. – Atualmente, é executivo da Linha Amarela S.A. (LAMSA), no Rio de Janeiro.

BRUNO COSTA DE ALBUQUERQUE MARANHÃO (“CARLOS”, “FABIANO”, “FRED”, “HENRIQUE”, “MARCIO”, “PAULO”, “ROQUE”, “TIÃO”, “VALMIR”, “CECI”, “MARINHO”, “ROBSON”) Nasceu em 1939, filho de usineiros de Pernambuco. Formou-se como engenheiro mecânico eletricista e casou-se com Suzana Helena de Britto Maranhão. Iniciou sua militância na antiga Ação Popular (AP). Desejando tomar posições mais radicais, participou, em 01 Out. 67, em Niterói, da 1ª Reunião Nacional da “Corrente Revolucionária”. Em 11/12 Abr. 68, compareceu a I Conferência Nacional da “Corrente Revolucionária”, realizada num sítio próximo a Niterói/RJ, quando foi fundado o Partido Comunista Revolucionário Brasileiro (PCBR), organização de linha militarista. Nessa ocasião, BRUNO MARANHÃO foi eleito membro efetivo do Comitê Central (CC) e membro da Comissão Executiva (CEx). Depois de uma breve passagem pela Guanabara, foi dirigir o PCBR em Pernambuco, dirigindo diversas ações armadas. Em 25 de Mai. de70, participou do assalto ao Banco da Bahia. De 23 Jan. ao início de Fev 71, participou como convidado – representando o PCBR – do II Congresso da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-P), realizado na praia de Piedade, em Recife. Antes do final do conclave clandestino, numa hora de almoço, com medo de que chegasse a polícia, pulou o muro da casa e saiu correndo. No início da década de 70, fugiu para o exterior – sem nunca ter sido preso – e foi residir no Chile e em Paris. Com a anistia, retornou ao Brasil em 29 Ago. 79. Ajudou a fundar o PT e, desde o início, vem integrando seu Diretório Nacional. De 1983 a 1985, foi presidente do PT em Pernambuco. Em Nov 82, foi derrotado nas eleições para senador, pelo PT/PE. Em Nov 85, foi derrotado nas eleições para prefeito de Recife, ainda pelo PT. Em 17/18 Mar. 90, participou de uma reunião com os remanescentes do CC/PCBR. Em 1997, em Luziânia/GO, participou da fundação do “Movimento pela Libertação dos Sem Terra” (MLST). Em Jul. 04, BRUNO e outras lideranças do MLST foram recebidos pelo Presidente da República, que anunciou a liberação de R$ 9 milhões para o movimento. Nos primeiros anos da fundação do PT, quando ia à Recife, Lula se hospedava na casa de Bruno Maranhão. Maranhão também já se hospedou na Granja do Torto, residência oficial da Presidência da República, como convidado de Lula. Até o dia 07/06/06, tinha assento na executiva nacional do PT. Ocupava o cargo de secretário de Movimentos Populares.

CARLOS MINC BAUMFELD (“JAIR”, “JOSE”, “ORLANDO”) Líder estudantil, preso pela ditadura e exilado, Carlos Minc nasceu no Rio em 1951. Foi líder estudantil e chegou a ser preso durante a ditadura em 1969. Com a repressão, foi para o exílio na Europa. Em 1979, retornou ao Brasil, beneficiado pela Lei da Anistia. Minc foi professor-adjunto do Departamento de Geografia da UFRJ. Tem mestrado em planejamento urbano e regional pela Universidade Técnica de Lisboa (1978) e doutorado em economia do desenvolvimento pela Universidade de Paris I-Sorbonne (1984).Tem dois filhos. Em entrevista ao Globo este ano, o governador Sérgio Cabral considerou positiva a atuação do secretário. Classificou Minc como um pragmático. - A bandeira ambiental que ele carrega a vida inteira agora se combina com o pragmatismo, a objetividade e a eficiência. Ele é um exemplo para o Brasil como gestor ambiental – disse Cabral. “ Parte da matéria publicada no jornal O Globo de 14/05/2008 Autores: Fábio Vasconcellos, Helena Celestino e Túlio Brandão Observações do site A verdade sufocada: Parece-nos que faltou tempo aos repórteres para uma pesquisa mais profunda, a fim de transmitir aos seus leitores o currículo completo do “líder estudantil”. Na realidade, o jovem Carlos Minc Baumfeld, não foi preso pela ditadura por ser líder estudantil, mas sim, por atuar ativamente na luta armada. Camarada de armas da ministra Dilma Roussef, atuou no Comando de Libertação Nacional – COLINA-, onde participou, juntamente com outros militantes, do assalto ao Banco Andrade Arnaud, na rua Visconde da Gávea, 92, no Rio de Janeiro, de onde foram roubados cerca de R$ 45 milhões de cruzeiros. Na ocasião foi assassinado o comerciante Manoel da Silva Dutra. Posteriormente, com a fusão do COLINA com a Vanguarda Popular Revolucionária – VPR-, o novo grupo passou a chamar-se Vanguarda Armada-Palmares – VAR-Palmares. A VAR-Palmares foi uma das responsáveis, entre outros crimes, pelos assassinatos do marinheiro inglês David A. Cuthberg e do delegado de Polícia Octávio Gonçalves Moreira Júnior. Dentre as principais ações da VAR-Palmares destacamos, além dos brutais e traiçoeiros assassinatos citados: - A grande ação Com a finalidade de solidificar a fusão da VPR com o Colina e obter recursos para o novo grupo que surgia, a VAR-Palmares, foi planejado o roubo de um cofre da residência de Ana Capriglione Benchimol, em Santa Teresa, Rio de Janeiro. Na tarde de 18 de julho de 1969, 13 militantes da VAR-Palmares, entre ele, Carlos Minc Baumfeld, disfarçados de policiais e comandados por Juarez Guimarães de Brito, invadiram o casarão de Anna Benchimol Capriglione, com o pretexto de busca de “documentos subversivos”. Após confinarem os presentes numa dependência do térreo da casa, um grupo subiu ao 2º andar e levou, com a ajuda de cordas lançadas pela janela, o cofre de 200 kg, que foi colocado numa Rural Willys. Em menos de trinta minutos consumava-se o maior assalto da subversão no Brasil. Levado para um aparelho localizado próximo da Taquara, Jacarepaguá, o cofre foi aberto, e os assaltantes puderam ver, maravilhados, milhares de cédulas verdes. Ao final, os dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares atestavam o sucesso da “grande ação”. O destino desses dólares é discutido até hoje. Fala-se em compra de armas, distribuição entre as regionais da VAR-Palmares, pequenas cotas aos militantes e até na remessa de um milhão de dólares para a Argélia. Fala-se, também, em contas na Suíça. Ao certo, jamais houve uma contabilidade dessa fortuna. Os dois estarão bem à vontade, trabalhando no mesmo governo. Afinal, Dilma Roussef, a companheira Estela, foi o cérebro do Plano de Ação do Cofre, por coincidência – PAC -, e Carlos Minc, o companheiro Jair, Orlando ou José, um dos executantes. Outros dados: - Em 31 Mar. 69, Carlos Minc Baumfeld, Fausto Machado Freire e outros assaltaram o Banco Andrade Arnaud, na Rua Visconde da Gávea, 92, na GB/RJ, roubaram a quantia de 45 milhões de cruzeiros e onde foi assassinado o comerciante Manoel da Silva Dutra. – Em 16 Out. 69, preso na Rua Ana Neri, 332, na GB, informo – Em 18 Jul 69, como militante da VAR-PALMARES, participou da” Grande Ação”, assalto ao “Cofre do Adhemar”, ( Ver Recordando a História) em Santa Teresa/RJ.u o local do aparelho da VPR, na Rua Toroqui, 59, em Vila Kosmos, na GB, onde residia com sua amante Sônia Eliane Lafoz e Eremias Delizoikov, que, resistindo a tiros à voz de prisão, morreu no local . – Alguns dias depois, a VPR distribuiu um panfleto clamando por vingança aos seus mortos, particularmente o Eremias, e, ameaçando os militares do Exército:”… podem esperar, nós vamos enchê-los de chumbo quente” – Em 15 Jun. 70, foi um dos 40 militantes comunistas banidos para a Argélia, em troca do Embaixador da Alemanha. – Em fins de 70 a Jul.71 ( Ver Recordando a História), fez curso em Cuba, onde permaneceu durante 2 anos. -Foi Deputado Estadual pelo PV/RJ e Sec. Meio Ambiente do governo Sérgio Cabral; – Atualmente, é Min. do Meio Ambiente em substituição a dimensionaria Marina da Silva.

CESAR DE QUEIROZ BENJAMIN (“MENININHO” ; “CESINHA” ; “FIDELIS” ; “EDUARDO” ; “GILBERTO” ; “GIL” ; “DOMINGOS” ; “RIBAMAR” ; “JULINHO” ; “CABRAL” ; “FLORIANO” ; “FLO”; “PARAIBA” ; “PARAIBINHA” ; “LAERTE ABREU JUNIOR” ; “LAERTE”). - Organização Terrorista: MR-8 – Dez. 69, com 16 anos, era integrante do Grupo de Fogo (GF) do MR-8/ RJ. – 12 Nov. 70, tentativa de prisão de 3 militantes do MR-8, (Cesar de Queiroz Benjamin, Sonia Eliana Lafoz e Caio Salome Souza de Oliveira), no Jardim da Igreja do Divino Salvador, no Encantado/GB.Eles receberam a policia à bala e fugiram sob os olhares de dezenas de populares; largaram um bornal com uma pistola e um cano de chumbo cheio de dinamite.Foram feridos os detetives José Evaristo da Silva e Valter Modesto Dias. Foi a 1ª fuga. – 06 Ago. 71, à tarde cobriu ponto com José Carlos de Souza (ROCHA) no centro de Salvador/BA; policiais deram voz de prisão aos dois. “Menininho” atracou-se com os agentes, chegou a atirar e fugiu. Foi a 2ª fuga. – José Carlos foi preso e começou a denunciar diversos companheiros. – 21 Ago. 71, às 19h00min, logo depois de passar um telegrama do Rio de Janeiro para Iara Iavelberg (sem saber que ela já estava morta), “Menininho”, num Volks, com Ney Roitman, Alberto Jak Schprejer (“SOUZA”; “BETO”) e Teresa Cristina de Moura Peixoto (TETÊ), é detido por uma “Operação Pára- Pedro”, na Avenida Vieira Souto, na altura do Jardim de Alá. Ao serem solicitados os documentos, “Menininho” saiu rapidamente do carro, fugindo correndo entre os transeuntes. Foi a 3ª fuga. – No veículo, o diário de Lamarca e cartas para Iara Iavelberg forneceram, aos órgãos de segurança, a certeza de onde deveriam procurar e concentrar esforços. Sem saber do acontecido e sentindo-se “queimado” no Rio de Janeiro, “Menininho” retornou a Salvador, sendo preso em 30 de agosto, num “ponto” delatado por Jaileno, no Rio Vermelho. – Após longa série de assaltos e ter escapado de três choques com a polícia, o “terrível Menininho”, com apenas 17 anos, mostrou-se extremamente dócil nos interrogatórios. Suas extensas declarações, todas de próprio punho, desvendaram a linha política e as ações do MR-8. Muitos militantes foram, então, identificados. Chegou, inclusive, a fazer uma análise dos métodos de interrogatório aplicados, declarando-se surpreso com o bom tratamento recebido e com o nível de seus interlocutores. Com essa nova e importante fonte, os órgãos de segurança, que já haviam retirado boa parte de seus efetivos da região de Brotas de Macaúba, retornaram ao local, iniciando-se nova caçada a Lamarca e a Zequinha. – Atualmente, “Menininho” é Pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e editor da “Contraponto”. CHIZUO OSAVA ( “FERNANDO”, “MARIO JAPA”) -Organização terrorista: VPR/SP; – Em 26 Jul. 68, participou da tomada da Rádio Independência, em São Bernardo do Campo/SP, para leitura de mensagem subversiva redigida por Carlos Marighella. – Em Set 69, participou do I Congresso da VAR-P ( Vanguarda Armada Revolucionária- Palmares), “Congresso do Racha”, numa casa em Teresópolis, como convidado, só com direito a voz, chegou no meio do Congresso. – Membro do “Racha dos 7″, restaurando a VPR.- Em Nov 69, foi fazer curso de guerrilha na Argélia.- Conhecendo Chizuo Osava, Manoel de Lima disse-lhe que possuía o Sítio Palmital, na região de Barra do Azeite, na altura do Km 254 da BR-116,antiga BR-2, rodovia que ligava São Paulo a Curitiba. Eram 40 alqueires de terras, 30 km ao sul de Jacupiranga, que poderiam ser vendidas desde que seu sócio, Flozino Pinheiro de Souza, concordasse. – Levado por Chizuo, Celso Lungaretti adquiriu o Sítio Palmital por 3.500, registrando-o em seu nome falso,” Lauro Pessoa”. – Em 27 Fev 70, Chizuo Osava, militante da VPR, sofreu um acidente na Estrada das Lágrimas, em São João Climaco/SP. Ao ser socorrido, foi encontrada farta documentação e armamento dentro do seu carro, o que provocou sua prisão. Lamarca e o comando da VPR, ao tomarem conhecimento do fato, ficaram apreensivos. “Mario Japa” já tinha estado na área em Registro, e poderia, ao ser interrogado, “abrir” a preparação guerrilheira da organização. Era necessário libertá-lo rapidamente para preservar o sigilo das operações no Vale da Ribeira. Era preciso, urgentemente, fazer uma operação que o libertasse, ação concretizada em 11 de Março, o sequestro do Cônsul japonês em São Paulo. (Ver Recordadndo a História) – Em 14 Mar 70, foi um dos 5 militantes comunistas banidos para o México, em troca do Cônsul do Japão.- Logo após o banimento de Chizuo, Almir Dutton Ferreira envia um de seus contatos, Maria Adelaide Valadão Vicente, aeromoça da BRANIFF, ao México, a fim de saber o que Chizuo havia falado. Num “ponto”, ao qual também compareceu Diógenes José Carvalho de Oliveira, Maria Adelaide entrega 8.000 cruzeiros a Chizuo e fica sabendo que a “repressão” pensava que a área era em Goiás. Transmitida a notícia, a VPR ficaria tranqüila por mais um mês. – Curso em Cuba, Chile e Paris. – Atualmente, é correspondente da Interpress Service.

CID QUEIROZ BENJAMIM (“VÏTOR”, “BILLY”, “MIRO”, “LEVI”) -Em 12 Out. 68, preso durante o XXXº congresso da UNE em Ibiuna/SP. – Em 15 Fev. 69, participou do assalto ao Hospital Central da Aeronáutica. – Em Abr. 69, participou da IIIª conferência do MR-8. – Em Set. 69, participou do seqüestro do Embaixador dos EUA. – Em Dez. 69, eleito para a DG/MR8; assumiu a direção do Grupo de Fogo (GF ) – Em 16 Fev. 70, estouro do aparelho da Rua Montevidéu, 391 / 201, Penha/GB; baleado o policial Daniel Balbino de Menezes; fugiram: José Roberto Spiegner, Cid de Queiroz Benjamin, Vera Sílvia Araújo Magalhães, Carlos Augusto da Silva Zílio e mais um não identificado. – Em 15 Jun. 70, foi um dos 40 militantes comunistas banidos para a Argélia, em troca do Embaixador da Alemanha ( Ver Recordando a História), sequestrado em 11Jun. 70, no RJ, pela VPR e pela ALN. – Em Nov 72/Chile, participou da assembleia do racha do MR/8, não aceitou as idéias de nenhum dos grupos, desligando-se das duas facções – Atualmente, Prof. da Faculdade Helio Alonso e Jornalista da área política do “Globo”.

DANIEL AARÃO REIS FILHO (“PLÍNIO”-”DJALMA”-”LUCIANO”-”SANDRO”) – Organização Terrorista : AP, DI/GB,MR-8; – Ex- Dirigente da AP, foi Presidente da UME; – Em 69, integrante do Grupo de Ação da DI/GB; – Em 15 Fev. 69, participou do assalto ao Hospital Central da Aeronáutica ; – Em Ab.r 69,participou da III Conferência do MR-8,eleito para a Direção Geral ; – Em Jan. 70, integrante da Direção Geral(DG) DO MR-8 e assistente da Frente Operária(FO); – Em 16 Fev. 70, à noite: estouro do “aparelho” da Rua Montevidéu, 391/201, Penha/GB, baleado o policial Daniel Balbino de Menezes; fugiram: Aarão Reis, José Roberto Spiegner, Cid de Queiroz Benjamin, Vera Sílvia Araujo Magalhães, Carlos Augusto da Silva Zílio e mais um não identificado ; – Em 06 Ma.r 70, preso, falou bastante; – Em 15 Jun. 70, foi um dos 40 militantes comunistas banidos para a Argélia, em troca do Embaixador da Alemanha( Ver Recordando a História ), em seguida foi para o Chile ; – Daniel Aarão Reis e Sonia Yessin Ramos tiveram, no Chile, a filha Tatiana ; – Em Nov. 72, no Chile, participou da Assembleia do Racha do MR-8; ficou com o Grupo Militarista (MR-Cool CP, Construção Partidária, que veio a dissolver-se em 73 ; – Na década de 90, casou-se com Denise Rollemberg Cruz, Historiadora, com quem teve o filho Samuel, separaram-se e Derly – Em 23.09.01, em entrevista ao Jornal O Globo, declarou que o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionária, ofensiva e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento de resistência democrática – Atualmente, é professor titular de História Contemporânea da UFF.

DERLY JOSÉ DE CARVALHO (“Rui”, “Alonso”, “Antonio”) - No início de Fev. 69, participou, com mais 15 militantes, de uma reunião realizada num sítio próximo a São José dos Campos, em São Paulo, na qual a Ala Vermelha deixou de se considerar como uma Ala do PC do B assumiu o foquismo e constituiu-se numa nova organização militarista independente, agora oficialmente denominada de Ala Vermelha. Derly por seu preparo marxista foi eleito um dos onze membros da Direção Nacional Provisória (DNP) e um dos cinco integrantes da Comissão Executiva Nacional (CEN). -Estruturada e com o nome definido, Grupo Especial Nacionalista Revolucionário/ Ala Vermelha (GENR/AV) reiniciou a sua série de ações armadas em São Paulo, no 1º semestre de 1969: – em 15 Março: seqüestro do soldado da FPESP, Vandeir Gomes. – em 17 Março: assalto ao Banco F. Barreto, em Osasco, com o roubo de NCr$ 8.486,50. – em 24 Março: assalto frustrado ao carro-pagador do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Rua Manoel da Nóbrega. – em 07 Abril: assalto ao Banco Francês-Italiano, na Av. Utinga, em Santo André, com o roubo de NCr$ 17.396,00. – em 05 Maio: assalto ao Banco de Crédito Nacional, na Rua Pacaembu, na Vila Paulicéia, em São Bernardo do Campo, quando roubaram NCr$ 248.000,00; durante a ação, feriram, com coronhadas na cabeça, um guarda bancário e trocaram tiros com a segurança da Fábrica Mercedes Benz, localizada ao lado da agência. – em 14 Maio: ato de sabotagem contra a Empresa de Ônibus Jurema, no Jardim Santo Amaro, com o lançamento de “Coquetéis Molotov”e disparo de rajadas de metralhadora. -Das ações desse período, entretanto, pode-se destacar, como o mais sangrento, a de 14 Abril 69, quando Derly e seus irmãos Daniel e Devanir participaram do assalto a um carro-pagador do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, com o roubo de 20 milhões de cruzeiros antigos e o assassinato do motorista, Francisco Bento da Silva e do guarda bancário, Luiz Ferreira da Silva. – em 26 Maoi foram presos oito militantes expulsos da Ala Vermelha/AV, dentre os quais quatro dos “Irmãos Metralha”(Ver Recordando a História), Derly e seus irmãos Daniel, Jairo e Joel. -Atualmente, Derly José de Carvalho é assessor da Associação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Auto Gestão (ANTEAG).

DIÓGENES JOSÉ CARVALHO DE OLIVEIRA (“LEANDRO”, “LEONARDO”, “LUIZ” e “PEDRO”) -A revolução de Março de 64 o encontrou como militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sentindo-se perseguido, fugiu para o Uruguai, onde ingressou, em 1966, no recém-criado Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) de Leonel Brizola. -Ainda nesse ano, arranjado por Brizola, foi fazer curso de guerrilha em Cuba, onde ficou um ano e se destacou como especialista em explosivos. -Em 1967, já no Uruguai, tomou consciência de que Brizola era muito de falar e pouco de agir. Diógenes queria, ardentemente, exercitar o que aprendera na ilha de Fidel -Retornou ao Brasil e, em Porto Alegre, conheceu Almir Olímpio de Melo (“Paulo Melo”), que o conduziu a Onofre Pinto, em São Paulo, que também se havia desiludido com o comandante Brizola. -Em Mar. 68, concretizou-se o congresso de fundação da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) – organização comunista criada para derrubar o regime pela luta armada – cuja primeira direção ficou constituída por Wilson Egídio Fava, Waldir Carlos Sarapu e João Carlos Kfouri Quartim de Morais, pelo grupo dissidente da Política Operária (POLOP), e Onofre Pinto, Pedro Lobo de Oliveira e Diógenes José Carvalho de Oliveira, pelo núcleo de remanescentes do MNR. -Pôde assim, Diógenes, iniciar uma longa trilha de sangue, realizando algumas dezenas de ações terroristas na capital paulista, dentre as quais assaltos a bancos, explosões de bombas e assassinatos. O que se segue é, apenas, uma pequena, uma pálida idéia do que praticou esse militante comunista. -No início da madrugada de 20 Mar. 68, participou do atentado que fez explodir uma bomba-relógio na biblioteca da USIS, no consulado dos EUA, localizado no térreo do Conjunto Nacional da Avenida Paulista. Três estudantes amigos, que caminhavam pelo local, foram feridos: Edmundo Ribeiro de Mendonça Neto, Vitor Fernando Sicurella Varella e Orlando Lovecchio Filho, que perdeu o terço inferior da perna esquerda. -Na madrugada de 20 Abr. 68, preparou mais uma bomba, desta vez lançada contra o jornal “O Estado de São Paulo”, que funcionava na esquina da Rua Major Quedinho com a Rua Martins Fontes; do mesmo modo que a anterior, a explosão feriu três inocentes -Na madrugada de 22 Jun. 68, participou do assalto ao Hospital do Exército em São Paulo, localizado no Cambuci. Fardados de tenente e soldados, cerca de 10 militantes da VPR renderam a guarda e roubaram nove fuzis FAL, três sabres e quinze cartuchos 7,62 mm -Na madrugada de 26 Jun. 68, fez parte do grupo de 10 terroristas que lançou um carro-bomba contra o Quartel General do então II Exército, no Ibirapuera, matando um dos sentinelas, o soldado Mario Kosel Filho, e ferindo mais seis militares. (VER “RECORDANDO A HISTÓRIA” – “ATENTADO AO QG DO II EXÉRCITO”) -Em 01 Ago. 68, participou do assalto ao Banco Mercantil de São Paulo, localizado na Rua Joaquim Floriano, 682, no bairro do Itaim, com o roubo de NCR$ 46 mil. -Em 20 Set. 68, participou do assalto ao quartel da Força Pública, no Barro Branco. Na ocasião, foi morto a tiros o sentinela, soldado Antonio Carlos Jeffery, do qual foi roubada a sua metralhadora INA. -Em 12 Out. 68, participou do grupo de execução que assassinou o capitão Chandler, do Exército dos EUA. Foi Diógenes quem se aproximou do capitão – que retirava seu carro da garagem, na frente da mulher e filhos – e nele descarregou os seis tiros de seu revólver Taurus calibre. 38. (VER “JUSTIÇAMENTOS” – “ASSASSINATO DO CAP CHARLES RODNEY CHANDLER”). -Em 27 Out. 68, participou do atentado à bomba contra a loja Sears da Água Branca. -Em 06 Dez. 68, participou do assalto ao Banco do Estado de São Paulo (BANESPA) da Rua Iguatemi, com o roubo de NCR$ 80 mil e o ferimento, a coronhadas, do civil José Bonifácio Guercio. -Em 11 Dez. 68, participou do assalto à Casa de Armas Diana, na Rua do Seminário, de onde foram roubadas cerca de meia centena de armas, além de munições. Na ocasião, foi ferido a tiros o civil Bonifácio Signori. -Diógenes foi o coordenador do assalto realizado em 24 Jan. 69, ao 4º RI, em Quitaúna, com o roubo de grande quantidade de armas e munições e que marcou o ingresso de Carlos Lamarca na VPR. (VER “RECORDANDO A HISTÓRIA” – “LAMARCA: A TRAJETÓRIA DE UM DESERTOR”). -Em 02 Mar. 69, Diógenes e Onofre Pinto foram presos na Praça da Árvore, em Vila Mariana. -Um ano depois, em 14 Mar. 70, foi um dos cinco militantes comunistas banidos para o México, em troca da vida do cônsul do Japão em São Paulo. (VER “RECORDANDO A HISTÓRIA” – “O SEQÜESTRO DO CÔNSUL DO JAPÃO”). -Diógenes ficou pouco tempo no México, indo rever seus amigos em Cuba, onde ficou por cerca de um ano. Em 25 Jun. 71, saiu de Cuba e foi para o Chile, que havia se tornado, com Allende, a nova “Cuba sul-americana”. Com a queda de Allende, em Set 73, retornou ao México e daí foi para a Europa, onde esteve em diversos países, dentre os quais a Itália e a Bélgica. -Em fins de 1974, radicou-se em Lisboa, onde permaneceu um ano. -Em Jan. 76, iniciou seu périplo africano, onde foi para Angola e Guiné-Bissau, sempre junto com sua então companheira Dulce de Souza Maia, a “Judith” da VPR. -Em 1979 e em 1981, representando o governo de Guiné-Bissau, esteve no Brasil por alguns dias. -Em 1986, era o assessor do vereador do PDT Valneri Neves Antunes, antigo companheiro da VPR e fazia parte do movimento “Tortura Nunca Mais”. -Na década de 90, ingressou nos quadros do PT/RS, sempre assessorando seus líderes mais influentes. -Era o Diógenes da VPR. Hoje, é o Diógenes do PT. -Atualmente é o presidente do Clube de Seguros da Cidadania, em Porto Alegre, órgão encarregado de coletar fundos para o PT.

ELIZABETH MENDES DE OLIVEIRA (“ROSA”, “BETE MENDES”) - Era militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-P) em São Paulo. Atuava no Setor de Inteligência e não foram poucas as reclamações de diversos dirigentes dessa organização comunista de que, em vez de bem desempenhar suas funções, costumava levar, para dentro do seu setor, seus próprios problemas pessoais. – Foi presa em 29 Set. 70. – Em Ago 85, já como deputada federal, enviou uma carta ao então Presidente da República, José Sarney, denunciando que, 15 anos antes, havia sido torturada pelo então adido do Exército no Uruguai, Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra. (Ver Revanchismo) – Atualmente, é artista da TV GLOBO FRANCISCO ROBERVAL MENDES - Era militante da ALN no Rio de Janeiro. – Participou de diversos assaltos, dentre os quais pode ser citado o de 19 Ago. 70, à agência Ramos do Banco Nacional de Minas Gerais, quando foi assassinado o guarda de segurança Wagner Luciano Vitorino da Silva. – Em 13 Jan. 71, foi banido para o Chile, em troca da vida do embaixador da Suíça. – Retornando ao Brasil, passou a ser dirigente regional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Rio de Janeiro e professor de História de diversos colégios, dentre os quais o Santo Agostinho. – Atualmente, continua pregando suas idéias comunistas e revolucionárias.

FERNANDO DAMATTA PIMENTEL (“OSCAR”, “CHICO”, “JORGE”) - Mineiro, foi militante, sucessivamente, do COLINA, da VAR-P e da VPR, onde atuou na Unidade de Combate “Manoel Raimundo Soares”, no Rio Grande do Sul.- Participou de diversas ações armadas, das quais se podem destacar a de 02 Mar 70, quando chefiou o assalto a um carro do Banco do Brasil que transportava dinheiro para a Companhia Ultragas, e a de 04 Abr 70, quando participou da fracassada tentativa de seqüestro do cônsul dos EUA em Porto Alegre/RS (Ver “Recordando a História) - O Fracassado Seqüestro do Cônsul dos EUA”), tendo sido preso nove dias depois. – Atualmente, é o Prefeito de Belo Horizonte/MG. Leia mais!

FERNANDO PAULO NAGLE GABEIRA (“MATEUS”, “HONORIO”, “BENTO”, “JOAO”, “INACIO”) - Mineiro de Juiz de Fora, foi militante da DI/GB e do MR-8. – Em meados de 1969, pediu demissão do Jornal do Brasil, para participar do sequestro do embaixador dos EUA. – Em 31 Jan. 70, foi preso em São Paulo; cinco meses depois, foi um dos 40 militantes comunistas banidos para a Argélia, trocados pelo embaixador da Alemanha. – No 1º semestre de 1971, fez curso de guerrilha em Cuba, usando o codinome de “Inácio”. – Na sessão do Tribunal Bertrand Russel, de 01 Abr. 74, foi um dos que apresentou seu testemunho, aquinhoado que foi, dentre outros, com elevada compensação financeira conseguida pelo Comitê Italiano da Amnesty International. – Em 01 Set. 79, regressou ao Brasil, ingressando na vida política no PV/RJ; – Em 1994 foi candidato a Presidente da República, pelo PV; – Em 1998 foi reeleito Deputado Federal; -Atualmente, é Deputado Federal pelo PV/RJ. FLAVIO KOUTZII (“LAERTE”) - Em meados da década de 60, era militante do PCB no Rio Grande do Sul. Empolgado pela luta armada para derrubar o regime, aderiu à Corrente Revolucionária que surgiu dentro do PCB e, em Out 67, compareceu ao encontro dessa dissidência que, em Abr 68, daria origem ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). – Entretanto, partiu para outros caminhos e, em Abr 68, em Santos/SP, participou do congresso de fundação do Partido Operário Comunista (POC), formado pela fusão da Dissidência Leninista do PCB gaúcho (DL/PCB/RS) com dissidentes da Política Operária (POLOP). Nesse congresso, foi eleito membro efetivo do Comitê Nacional do POC e seu dirigente no RS. Em Jun 69, participou da Reunião Ampliada Nacional do POC, realizada numa casa de praia em Tramandaí/RS. – Planejou e participou de diversas ações armadas, dentre as quais se pode citar a 1ª ação do POC no RS, o assalto ao Banco Industrial e Comercial do Sul, em Porto Alegre, em 23 Jul 69. – Em Abr 70, Flavio Koutzii e sua companheira, a também militante Maria Regina Jacob Pilla (“Carmen”), fugiram para a França. – Em Jul 71, já no Chile, abandonou o POC e filiou-se ao trotskismo, ingressando na Tendência Combate, organização do Secretariado Unificado da IV Internacional. – Regressando ao Brasil sem nunca ter sido preso, ingressou no PT, sendo eleito deputado estadual. -Atualmente, é do “staff” do Ex-Min. das Cidades Olívio Dutra.

FRANKLIN DE SOUZA MARTINS (“WALDIR”, “FRANCISCO”, “MIGUEL”, “ROGERIO”, “COMPRIDO”, “GRANDE”, “NILSON”, “LULA”) - Filho de um senador, ingressou no PCB em 1966, atuando no Comitê Secundarista da então Guanabara. – Foi militante da DI/GB e do MR-8. Foi presidente do DCE/UFRJ e vice-presidente da UNE. – Em Out. 68, foi preso no Congresso da UNE, em Ibiúna .- Em Abr. 69, foi eleito para a Direção Geral do MR-8 e, em meados desse ano, participou do seqüestro do embaixador dos EUA.- Em fins de 1969, fugiu do Brasil no esquema da ALN, indo fazer curso em Cuba. – Refugiou-se em Santiago do Chile, onde, em Dez 72, foi eleito para a nova Direção Geral do MR-8; regressou ao Brasil em Fev 73, indo estruturar o Comitê Regional de São Paulo. – Trabalhou, por muitos anos, como comentarista político da Rede Globo de TV e já foi diretor da sucursal do jornal “O Globo” em Brasília/DF Atualmente está no Palácio do Planalto,a convite de Lula, cuidando do setor de imprensa , propaganda e porta-voz do Governo, com “status” de ministro.

GILNEY AMORIM VIANA (“AUGUSTO”) -Nascido em 1945, em Minas Gerais, estudou Medicina em Belo Horizonte, quando foi membro do Comitê Municipal do Partido Comunista Brasileiro (PCB). -Achando que o PCB era muito pouco para atender às suas intenções de violência, ingressou, em 1968, na Corrente Revolucionária que deu origem à Ação Libertadora Nacional (ALN). Foi, inclusive, um dos quatro redatores do documento-base da Corrente/MG, denominado “Orientação Básica para Atuação: 20 Pontos”. -Participou de diversas ações terroristas da Corrente/MG e da ALN/SP, das quais algumas são destacadas a seguir. -Em 25 Out. 68, comandou a ação de roubo de um auto Simca preto, com o qual assaltou a Drogaria São Félix, na Avenida Amazonas, em Belo Horizonte, com o roubo de Cr$ 2 mil. -Em 01 Dez. 68, às 04h30min. planejou e comandou a 2ª ação armada da Corrente/MG, com o violento assalto à boate “Seis as Seis”, na Avenida Nossa Senhora do Carmo, em Belo Horizonte, quando foram baleados três civis. Durante o assalto, o militante Nelson José de Almeida (“Beto”), que entrara na boate através da cozinha, atirou e feriu no peito o cozinheiro Antonio Joaquim de Oliveira. O freguês Wellington Gadelha Campelo foi ferido na região lombar por um tiro disparado por Gilney. “Beto”, já dentro da boate, atirou pelas costas no gerente Antonio de Almeida Ribeiro, que estava na copa. Além dos ferimentos à bala, várias pessoas foram espancadas e roubadas em jóias e em dinheiro. Na fuga, roubaram o carro de um notívago que estava chegando à boate. O dinheiro roubado foi entregue a José Adão Pinto (“Luiz Carlos”, “Evaldo”), depositário fiel da organização, e os vários relógios roubados foram partilhados entre os militantes que não os possuíam. -Em 17 Jan. 69, Gilney furtou uma caminhonete C14-16, da firma Motorauto, em Belo Horizonte. José Alfredo (“Henrique”), quando trabalhava nessa firma, tirou cópia das chaves da caminhonete, que se encontrava em reparos na oficina e as entregou a Gilney, juntamente com as informações sobre o local de guarda do veículo. -Em 20 Jan. 69, participou da frustrada tentativa de roubo de explosivos na Pedreira Belo Horizonte localizada no bairro São Geraldo. -Em 31 Mar. 69, planejou e roubou o automóvel usado no assalto à Caixa Econômica Federal da Avenida Alfredo Balena, 181, em Belo Horizonte. -Foi preso em 1970, sendo liberado com a anistia, em 1979. -Foi residir em Cuiabá/MT, onde fundou o PT, em 1980. -Em 1994, foi o 1º deputado federal eleito pelo PT/MT. -Em 1996, vivia maritalmente com Iara Xavier Pereira (“Bia”), que também participou de diversas ações armadas pela ALN. -Em 1998, foi eleito deputado estadual pelo PT/MT. -Professor da Universidade Federal de MT, escreveu o livro “Massacre da Chácara São Bento”, que trata da morte de seis militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), fato ocorrido em 08 Jan. 73. -É o coordenador da ONG “Flor do Cerrado” -No ano de 2002, participou da elaboração do programa de Governo de Lula na área de Meio Ambiente. -Em outubro, não conseguiu reeleger-se deputado estadual e hoje, Nov 02, foi indicado para a equipe de transição do presidente eleito. HENRY PHILLIPE REICHSTUL - Foi militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), tendo sido preso em maio de 1970. – Sua irmã francesa, Pauline, mais conhecida por “Silvana”, também era militante da VPR. Morreu em tiroteio no Grande Recife, em janeiro de 1973, quando, vinda de uma guerrilha em Cuba, tentava reestruturar a VPR no Brasil. – Foi presidente da Petrobrás, deixando o cargo em 2001.

JAIME WALWITZ CARDOSO (“MARCELO”) - Em meados da década de 60, como estudante secundarista na então Guanabara, ingressou na Ação Popular (AP) . Em Mar 68, foi um dos líderes de uma dissidência surgida no setor secundarista que rompeu com a AP e que, dois meses depois, foi criar o Núcleo Marxista Leninista (NML), tendo sido eleito um dos três membros do comando. – Em Mar 69, participou da fusão do NML com o Comando de Libertação Nacional (COLINA). Posteriormente, ainda em processo de fusão – agora com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) – incorporou-se à Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-P). – Em 13 Jan. 71, foi um dos 70 militantes comunistas banidos para o Chile, em troca da vida do embaixador da Suíça ·. – Em Dez. 2000, foi condecorado com a medalha da Ordem do Mérito Policial Militar, pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. – Atualmente, é Secretário de Estado de Trabalho, do governo do Estado do Rio de Janeiro, nomeado pelo Governador Garotinho. -”Juca”- João Luiz Silva Ferreira Juca Oliveira foi envolvido pela subversão muito cedo. Seu pai militou na juventude no partido comunista. O ambiente familiar facilitou, a Rádio de Havana era ouvida diariamente e militantes do PCB circulavam pela sua casa com freqüência. Em 1966 já estava pronto para militar no movimento estudantil. Seu recrutamento foi feito por José Carlos Prata. Em 1967 filiou-se ao Partido Comunista. Logo foi eleito secretário político da Direção Secundarista. Foi militante da dissidência do PCB, do PC do B, do PCBR e do MR-8. Ingressou na Escola Técnica Federal da Bahia em 1967 com o firme propósito de fazer militância política (recrutamento de novos militantes para a luta armada), já que ali se formava boa parte do operariado baiano para o Pólo Petroquímico. Em 1968, comandou uma greve na escola, na primeira grande manifestação estudantil baiana. Nessa época, Juca Ferreira começou a defender a luta armada e decidiu romper com o Partidão. Ao lado das atividades no movimento estudantil, ele começou a participar de treinamentos para a luta armada. Usava a fazenda do pai, em Alagoinhas, para treinar tiro. Seus irmãos Airton e Júlio também participavam da luta armada. Logo teve que ingressar na clandestinidade. Acabou indo para o Rio de Janeiro, onde passou a ter contatos mais atuantes na luta armada e aderiu à Dissidência do Rio de Janeiro (DI/GB), que depois iria se transformar no Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-Cool. Passou a manter contatos com Vladimir Palmeira, Franklin Martins e uma série de outros que acabaram seqüestrando o embaixador americano. Com esses contatos logo passou a ser o secretário político do MR-8. Em dezembro de 1968, Juca Ferreira afirma que foi eleito presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – Ubes, o que é contestado por ex-militantes do movimento secundarista. De volta a Salvador, em outubro de 1970, a polícia encontrou-o na casa dos pais, durante uma rápida visita, quando foi preso. Na prisão encontrou-se com o seu delator e o convenceu a mudar seu depoimento, inocentando-o. Em conseqüência acabou sendo solto e, novamente, voltou para a clandestinidade. No Rio de Janeiro passou a desenvolver uma série de ações armadas, em geral assaltos a bancos, fábricas, supermercados. Com a prisão de vários militantes, a estrutura do MR-8 estava esfacelada. Muitos haviam sido presos, alguns mortos e outros se refugiado no exterior. Nessa ocasião, a organização contava, apenas, com pouco mais de 15 militantes para realizar suas atividades, passando a atuar “em frente” com outros grupos. Em contrapartida, crescia o grupo do MR-8 no exterior, que contava com os militantes que fugiram para o Chile e com a adesão de membros de outras organizações. Grande parte do comando estava no Chile e as palavras de ordem do MR-8 passaram a ser ditadas daquele país. As divergências eram evidentes e havia uma divisão clara entre “militaristas” – que defendiam o imediatismo revolucionário – e “massistas” que, primeiro, queriam preparar melhor as massas. Em novembro de 1972, em Santiago do Chile, a organização convocou uma assembléia-geral, com o comparecimento de seus principais militantes, onde se oficializou o “racha”. Em dezembro, durante três dias, os “massistas” realizaram reuniões preparatórias para a assembleia que fariam ainda nesse mês, a qual foi denominada Pleno. No artigo primeiro dos “Estatutos Provisórios” aprovados no Pleno, o MR- 8 definia os objetivos da organização: “Somos uma organização política marxista-leninista, cuja finalidade é contribuir para a criação do partido revolucionário do proletariado no Brasil, que assuma a vanguarda da luta da classe operária e da massa explorada, pela derrubada do poder burguês, pela supressão da propriedade privada dos meios de produção e pela construção da sociedade socialista como transição para a abolição da sociedade de classe e o ingresso numa sociedade comunista.” Em 1973, João Luiz Silva Ferreira – Juca Ferreira – fugiu para o Chile para encontrar companheiros de exílio e assumiu papel de destaque. Após o Pleno, a organização desenvolveu suas novas atividades com a direção geral dividida em duas seções: a) do exterior (no Chile):- composta por João Luiz Silva Ferreira – Juca Ferreira -, Carlos Alberto Vieira Muniz, João Lopes Salgado e Nelson Chaves dos Santos; b) a do interior (no Brasil) – composta por Franklin de Souza Martins e Sérgio Rubens de Araújo Torres. Em fevereiro de 1973, Franklin retornou ao Brasil, instalando-se em São

2 comentários


X-men comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

19 de Nov. de 2014 às 9:25

X-men
Ficou legível. Bom trabalho.


Guilherme

27 de Jul de 2015 às 11:56

Guilherme
Para que a verdade não se perca na história devemos sempre relembrar o passado dessa gente que se diz democrática e quer contar a história de outra forma sempre desvirtuando a verdade dos fatos e denegrindo os militares.


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