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Internacional

Propina de 40 Milhões de dólares. Dilaceraram a Petrobras

Publicado em 24 de Nov. de 2014


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Diretor afirma que pagou US$ 40 milhões em propina a Fernando Baiano

Por Agência Brasil 

 

 

No depoimento, Júlio Gerin diz que o valor foi repassado para Soares por meio de contas off-shore indicadas por ele no Uruguai e na Suíça

 

Agência Brasil

Em depoimento de delação premiada à Justiça, um diretor da empresa Toyo Setal afirmou que pagou U$ 40 milhões ao empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, para intermediar a compra de sondas de perfuração para a Petrobras. No depoimento, Júlio Gerin de Almeida Camargo declarou que o valor foi repassado para Soares por meio de contas off-shore indicadas por ele no Uruguai e na Suíça.

No termo de delação, Camargo afirmou que em 2005 atuou como agente da empresa Samsung para vender para a Petrobras duas sondas de perfuração de águas profundas na África e no Golfo do México. Para fechar o negócio, o delator disse que procurou Soares "pelo sabido bom relacionamento" dele na área internacional e de abastecimento da empresa, dirigidas à época por Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, respetivamente. Para tratar do negócio, o delator disse que participou de uma reunião na sala de Cerveró, na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, onde também estavam presentes o então gerente executivo da área internacional Luiz Carlos Moreira, o então vice-presidente da Samsung Harrys Lee e o gerente da Mitsui no Rio de Janeiro, Ishiro Inaguage.

Para fechar a compra, Camargo disse que reuniu-se com Fernando Soares para acertar os valores do negócio. "Fernando Soares disse que precisaria ser paga a quantia de US$ 15 milhões de dólares para que ele 'pudesse concluir a negociação em bom 'êxito' junto à Diretoria Internacional; (...) que isso revelava que Fernando Soares mantinha um 'compromisso de confiança' com o Diretor Internacional Nestor Cerveró. (...) que acabou concordando em pagar os US$ 15 milhões, pois era o único jeito de fechar o negócio; que o declarante fez um acordo com Fernando Soares", diz a delação.

O diretor da Toyo Setal informou ainda que Soares indicou as contas nas quais os valores deveriam ser depositados. "O declarante fez um acordo com Fernando Soares, através de uma empresa off-shore dele; (...) que desse valor, o declarante repassou a título de propina a quantia da US$ 12,5 ou 15 milhões a Fernando Soares; que essas transferências bancárias da conta do declarante mantida no banco Winterbothan, no Uruguai, em nome de uma off-shore, para inúmeras contas indicadas por Fernando Soares", diz o termo de delação.

No mesmo depoimento, Camargo relatou que, dois meses após o negócio ser finalizado, foi procurado por Fernando Soares novamente para a compra de outra sonda, dessa vez para o Golfo do México. Segundo o delator, na segunda compra, o valor pago de propina subiu para US$ 25 milhões.

Para pagar a segunda venda, o diretor disse que fez novos pagamentos em uma contra off-shore na Suíça. Parte do valor também passou pelas contas da GFD Invesimentos, uma das empresas de Alberto Youssef.

"Os valores foram transferidos após a formalização de contratos simulados de prestação de serviços com as empresas do declarante e emissão de notas fiscais pelas contratadas. Somando pagamentos feitos a Fernando Soares no exterior e no território nacional, assim como por meio de Alberto Youssef também destinados àquele, o declarante efetivou o pagamento total do montante exigido de US$ 40 milhões de dólares", declarou.

A defesa de Fernando Soares confirma que ele fez negócios com a Petrobras, mas de forma lícita. O advogado dele Mário Filho também diz que ele não cobra propina. "Ele é um empresário, proprietário de duas empresas antigas e faz prospecção de negócios. Descobre onde está o problema de uma infraestrutura e vai atrás de solução. Por exemplo, vou fazer uma estrada, preciso de tantas toneladas de pedras. Ele faz o contato e, sobre a negociação, recebe uma porcentagem, que é absolutamente lícito", disse.

 
Leia tudo sobre: operação lava jato

 

Texto

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1 comentários


Avassalador comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

24 de Nov. de 2014 às 20:42

Avassalador
Eu fico imaginando se os mais de 50 milhões de brasileiros honestos que não votaram em Dilma vão aceitar os arrochos que virão em 2015 para tapar o roubo na Petrobras? Sei não mais em 2015 o bicho vai pegar, preparem os tanques e desensarilhem as armas para expulsar o PT

 

 
Avassalador comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

25 de Nov. de 2014 às 6:56

Avassalador
Ser que ns brasileiros temos razes de ficarmos indignados ?

 

 
tinoco comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

25 de Nov. de 2014 às 10:26

tinoco
No acredito nisto (mais de 50 milhes de brasileiros honestos que no votaram em Dilma ) quem votou nela esta recebendo parte destes desvios como programas social, sendo assim so coniventes. Porque no brigam por melhoria na EDUCAO, SADE , SEGURANA,HABITAO E SANEAMENTO BSICO .basta falar que vai acabar com programa social para v na merd@ que vai dar. Basta olhar que NENHUM poltico fala em acabar programa social ,mais falam em aumentar os benefcios .


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