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Guerrilha do Araguaia Coronel do EB é inocentado pelo TRF1ª

Publicado em 11 de Dez. de 2014


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Justiça Federal no Tocantins julga ação de militar envolvido na Guerrilha do Araguaia

11/12/14 14:47

Justiça Federal no Tocantins julga ação de militar envolvido na Guerrilha do Araguaia

A Justiça Federal no Tocantins julgou improcedentes os pedidos formulados pelo Ministério Público Federal em Ação Civil Pública (ACP) ajuizada contra o tenente coronel do Exército Brasileiro Lício Augusto Ribeiro Maciel, visando a sua condenação pelo desaparecimento de militantes políticos no período da Guerrilha do Araguaia.

A ACP pleiteava o reconhecimento da responsabilidade civil e penal do tenente coronel, como autor e partícipe da prisão ilegal e morte de Arno Preiss e Jeová Assis Gomes, ocorrida no território do atual Estado do Tocantins (antigo norte de Goiás), durante o regime militar.

A ação pedia ainda que Lício Augusto fosse obrigado a restituir o valor de 100 mil reais, pagos pela União, a título de indenização, à família do desaparecido político Arno Preiss. Pedia também a sua condenação em danos morais coletivos, bem como a cassação de sua aposentadoria como militar reformado do Exército Brasileiro.

Na sentença, o juiz federal da 2ª Vara Waldemar Cláudio de Carvalho, seguindo precedente do Supremo Tribunal Federal (STF) firmado na ADPF 153, entendeu aplicável ao caso a Lei de Anistia (Lei 6.683/79) que, em virtude de seu caráter bilateral, deve abranger não só os perseguidos políticos, mas também todos os agentes estatais (civis e militares) envolvidos na repressão, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979. Por outro lado, afastou a responsabilidade do militar pela reparação econômica das famílias das vítimas, uma vez que a União já assumiu tal obrigação e ainda poderá vir a responder em juízo por eventuais ações de natureza extra-patrimonial. Por fim, deixou de cassar a aposentadoria do militar reformado por falta de previsão legal.

Na mesma ação, o MPF pedia que a União também fosse condenada por omissão, por ter deixado de investigar e apurar as circunstâncias em que se deram todos os desaparecimentos, mortes e ocultação dos cadáveres desses militantes políticos, ocorridos no período da Ditadura Civil-Militar de 64. Pedia, por fim, a condenação da União por danos morais coletivos.

Nesse último aspecto, o magistrado entendeu faltar ao MPF interesse processual no ajuizamento da presente demanda, visto que tais medidas inserem-se no bojo das atribuições da Comissão Nacional da Verdade, instituída pela Lei 12.528/11, cujo relatório circunstanciado, que deverá ser divulgado já no próximo dia 16 de dezembro, deverá trazer o devido esclarecimento de todos esses fatos, assim como recomendar as medidas e políticas públicas a serem adotadas pelo Governo brasileiro, na busca da verdade histórica recente de nosso país, cuja memória se revela imprescindível à reconciliação nacional.

Confira aqui a íntegra da decisão.

Processo nº: 7792-21.2012.4.01.4300

Fonte: Seção Judiciária do Tocantins



Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1ª Região

2 comentários


Avassalador comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

11 de Dez. de 2014 às 18:32

Avassalador
Viva o honrado Coronel do EB que em outrora combateu bandidos que atentaram contra a soberania nacional; "Eles que venham, por aqui não passarão".


Sidinei

12 de Dez. de 2014 às 9:18

Sidinei
Levando-se em consideração que a grana da união nada mais é do que a arrecadação de todos os bolsos dos pobres deste pais, vamos fazer um plebiscito sem urnas eletrônicas, se os pobres desejam desembolsar de seus parcos recursos para pagar este oba oba.


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