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Brasil

Ex ministro Paulo Bernardo preso em Brasília pela Lava Jato

Publicado em 23 de Jun de 2016


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23/06/2016 06h59 - Atualizado em 23/06/2016 09h21

Ex-ministro Paulo Bernardo é preso em Brasília pela Lava Jato

Paulo Bernardo foi preso em desdobramento da 18ª fase da operação.
PF cumpriu mandado de busca na casa dele e da mulher, Gleisi Hoffmann.

 

Adriana Justi e Camila BomfimDo G1 PR e da TV Globo em Brasília

 
 
 

O ex-ministro do Planejamento do governo Lula e das Comunicações no primeiro governo Dilma, Paulo Bernardo, foi preso nesta quinta-feira (23) em um desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato, em Brasília. Ele é marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência do governo Dilma, também foi alvo. Ele foi levado em condução coercitiva, que é quando a pessoa é obrigado a prestar depoimento na delegacia.

Outro mandado de condução coercitiva foi para o jornalista Leonardo Attuch, que administra o blog 'Brasil 247'. Ele já havia aparecido nas investigação da Lava Jato como suspeito de ter recebido dinheiro por serviços não executados.

Há ainda um mandado de prisão preventiva para o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que, condenado na Lava Jato, está preso desde 2015. 

Policiais federais também estão na sede do PT no centro de São Paulo. Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal, na capital paulista.

A PF informou que o objetivo da operação, batizada de Custo Brasil, é apurar o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Agentes da Polícia Federal realizam buscas na sede do PT Nacional em São Paulo. A ação faz parte da Operação Custo Brasil, que integra a Lava Jato, investigando o pagamento de propina entre os anos de 2010 e 2015 a pessoas ligadas ao MPOG (Foto: Suamy Beydoun/Futura Press/Estadão Conteúdo)Agentes da Polícia Federal realizam buscas na sede do PT Nacional em São Paulo. A ação faz parte da Operação Custo Brasil, que integra a Lava Jato, investigando o pagamento de propina entre os anos de 2010 e 2015 a pessoas ligadas ao MPOG (Foto: Suamy Beydoun/Futura Press/Estadão Conteúdo)

 

Um mandado de prisão preventiva tem como alvo advogado Guilherme de Salles Gonçalves, que participou da campanha da senadora Gleisi Hoffmann para o governo do Paraná, em 2010, e à prefeitura de Curitiba, em 2008. Ele não foi detido porque está no exterior, de acordo com a Polícia Federal. Ele também é alvo de mandados de busca e apreensão

No Recife, pelo menos duas pessoas foram presas. Até a última atualização desta reportagem, a PF não havia informado quem eram os presos na cidade. Também há três mandados de busca e apreensão na capital pernambucana.

Carro da PF em Curitiba (Foto: Sérgio Tavares/ G1)PF cumpriu mandado de busca no apartamento
da senadora Gleisi (Foto: Sérgio Tavares/ G1)

Ao todo, a operação tem 65 mandados judiciais em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal.

Do total de mandados nesta quinta, 11 são de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14  de condução coercitiva, quando a pessoa é levada a prestar depoimento. Um dos mandados de busca foi cumprido na casa de Bernardo e Gleisi, no bairro Água Verde, em Curitiba.

A defesa de Paulo Bernardo disse que desconhece as razões da prisão, e que estranha, porque o ex-ministro sempre se colocou à disposição das autoridades.

De acordo com investigadores, há indícios de que o MPOG direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado, de acordo com as investigações.

"Segundo apurou-se, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG por meio de outros contratos - fictícios ou simulados", diz a PF.

Os crimes investigados na operação são de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Outros mandados
A PF cumpriu ainda dois mandados em Porto Alegre, um de busca e apreensão e outro de prisão, e também dois mandados de busca e apreensão em Londrina (PR). Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre quem eram os alvos desses mandados.

PF realiza ação relacionada a desdobramento da 18ª fase da Lava Jato (Foto: Sergio Tavares/ G1)PF realiza ação relacionada a desmembramento da 18ª fase da Lava Jato (Foto: Sergio Tavares/ G1)

Histórico
Paulo Bernardo e Gleisi haviam sido indiciados pela PF em março por suspeitas de que dinheiro desviado da Petrobras abasteceu em 2010 a campanha ao Senado da parlamentar.

A PF afirma ter indícios suficientes contra o ex-ministro e a senadora. As conclusões da Polícia Federal foram anexadas ao inquérito 3979, que tramita no Supremo Tribunal Federal , na Operação Lava Jato.

Um dos delatores da Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef, afirmou em sua delação premiada ter recebido determinação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para entregar R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi Hoffman do Paraná.

Isso teria sido feito em um shopping de Curitiba. A quantia teria sido entregue pessoalmente por Yousseff a um homem. Youssef afirmou que Gleisi sabia de todo o esquema. E que  Paulo Bernardo pediu um "auxílio" na campanha da mulher.

Depoimentos
Em depoimentos à Polícia Federal em abril do ano passado, a senadora Gleisi Hoffmann e o marido dela e ex-ministro Paulo Bernardo negaram irregularidades na arrecadação para a campanha da petista ao Senado em 2010.

Gleisi e Bernardo negaram, ainda, solicitações de doações ao doleiro Alberto Youssef. À PF, Paulo Bernardo disse que não fez qualquer pedido de "auxílio" a Costa para a campanha de Gleisi.

Questionado sobre as anotações "PB" e "1,0", encontradas na agenda de Paulo Roberto Costa apreendida pela Polícia Federal, o ex-ministro disse não ter conhecimento das anotações.

Em depoimento à Justiça, Costa afirmou que as anotações diziam respeito ao valor de R$ 1 milhão repassados a Paulo Bernardo para a campanha da petista ao Senado.

Em seu depoimento, Gleisi Hoffmann também disse desconhecer as anotações na agenda de Costa. Ela afirmou ainda que o empresário Ernesto Kugler participou de alguns eventos da campanha de 2010, mas que năo atuou na captação de recursos.

2 comentários


Amiel Ballistra

23 de Jun de 2016 às 13:02

Amiel Ballistra
Interessante esta notícia de empréstimo consignado. Tempos atrás um reformado das FFAA dizia a um antigo colega, que por intermédio de um fulano , iria conseguir aumentar sua margem de consignação para 40%,em um determinado banco. Então o caso não está só com o Ministério do Planejamento, Gleisi Hoffmann ou Paulo Bernardo pois cada Força tem seu próprio órgão que cuida do pagamento dos servidores civis e militares, da ativa, aposentados e reformados. É ali que que são autorizados os descontos em folha de pagamento. Então tem muito mais gente envolvida. Talvez seja este um dos motivos para a situação difícil porque passam alguns reformados, quando a cada mil reais de proventos deixa quatrocentos para o banco, e com juros exorbitantes.


Bernardo Alves Dinamarco

25 de Jun de 2016 às 12:53

Bernardo Alves Dinamarco
Há muitos anos, em uma saleta na entrada de um prédio em Belo Horizonte funcionava um Grêmio Esportivo de graduados da Aeronáutica. Defronte, outra saleta. Uma mesa, cadeira e poltrona, uma moça e uma placa com a propaganda de um banco:- "Fazemos empréstimos consignados, margem de até 35% para militares da Aeronáutica. Compramos seu precatório com o menor deságio". Não se tratava de banco tradicional como Cx Ec, Brasil, Bradesco, Real, etc. Era um estabelecimento criado especialmente para sugar dos reformados e pensionistas da FAB. E segundo informava aquela jovem, oficiais superiores, reformados, agilizavam os empréstimos na Subdiretoria de Pagamento de Inativos e Pensionistas. Será que naquela época a Dilma e o Lula estavam naquela Subdiretoria? Será que todos aqueles oficiais superiores eram do PT? Enquanto Dilma, com 22 anos de idade estava presa, depondo na Auditoria Militar em SP, o pessoal da CAPEMI e outros militares já montavam esquemas financeiros dentro dos quarteis, atraindo e depenando os incautos. Esta turma que passa os dias atacando o PT, Dilma e Lula, e repetindo que os militares representam a salvação do Brasil, não sabem de nada, são participantes ou querem participar destas "agremiações" de chupadores de sangue dos reformados ou pensionistas, velhos ou velhas, que são atraídos com a possibilidade de conseguir alguma "coisinha" para os netos. Se queremos passar o Brasil a limpo, não podemos ficar olhando só os malfeitos de PT, Lula e Dilma. Vamos mandar a PF e o MPF dar uma vassourada geral, inclusive nas FFAA.


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