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Reforma da Previdência 3 - A Terceira Farsa

Publicado em 12 de Dez. de 2016


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          Reforma da Previdência 3 – A Terceira Farsa

          Desde FHC, a retórica sobre a sustentabilidade do regime previdenciário brasileiro não é convincente. É falha por não considerar, que nenhum remendo tornará o sistema superavitário e que o acréscimo desmedido das idades para aposentadorias, acirrará o desemprego e a ociosidade nos dois extremos da vida produtiva: dos mais velhos, porque serão demitidos antes de alcançarem a idade limite; dos jovens, por terem o mercado de trabalho preenchido por pessoas de meia idade.

          Vamos, então, por partes:

          - A reforma de Fernando Henrique Cardoso: Através de selvagens e corruptos mecanismos de privatização do patrimônio nacional, implantou-se o famoso “toma lá da cá”, para obtenção de maiorias esmagadoras no Legislativo e aquietar o Judiciário. Com este suporte, mentiras e achincalhamento dos aposentados, iniciou-se o desmonte da sólida estrutura previdenciária nacional.  A estratégia, que permanece, até hoje, era minar a população com dados catastróficos do amanhã, decorrentes da incapacidade dos “coitados” trabalhadores da ativa sustentarem os privilegiados e “xyzwhijps” aposentados.  A farsa foi tão convincente a ponto de alterarem-se idades limite, entre outras medidas, e a criação do esdrúxulo fator previdenciário conservando-se o apoio da sociedade civil. A reforma, segundo o que foi amplamente afirmado, potencializaria o sistema, no tempo, tornando-o viável e confiável. No setor público houve uma mordaça de oito anos, salários congelados e limitação dos poderes reivindicatórios das entidades representativas. Ao deixar o governo, FHC aboliu a paridade e isonomia remuneratória entre os poderes, criando um sistema criminoso de castas: a dos ricos, no Judiciário e Legislativo; a dos pobres, no Executivo. (Detalhamento da reforma: http://www.dca.ufrn.br/~ricardo/files/camara-historico-de-reformas.pdf).

          - A reforma de Lula: Independentemente dos resultados da recente reforma patrocinada pelo PSDB, o PT faria a dele. Era primordial ao modus operandi da nova facção criminosa, assumir uma linha reformista que atingisse a sociedade como um todo e para que, do caos administrativo a quadrilha se locupletasse. Em doze anos a estrutura empresarial foi corrompida e quase faliu; as empresas estatais foram dilaceradas... ; o sistema previdenciário ruiu. O detalhamento da maior roubalheira da história do país, e do mundo, em todos os tempos, mostra: transferiram-se aos bolsos da classe política e ditaduras mundiais, recursos suficientes para a sustentabilidade previdenciária brasileira nas décadas seguintes. (As modificações feitas no texto da reforma anterior estão no endereço web: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u56352.shtml).

          - A reforma de Temer: O presidente já deixou claro, que nada entende de economia, o que é uma das prerrogativas minimamente necessárias para quem patrocinará mudanças tão radicais na linha remuneratória do cidadão, em toda sua extensão, mas, principalmente, no ocaso da vida. Por esse motivo, a elaboração e o encaminhamento do projeto caberão às bases aliadas, composta por parte dos aventureiros das duas últimas reformas milagrosas redundadas em fracasso total. Lembrem-se: ainda no auge da era Lula, enquanto o mundo conspirava ao nosso favor, as pessoas acima dos 45 anos de idade tropeçavam antes da admissibilidade em um novo emprego. Imaginem: futuramente, quando as máquinas substituírem na quase plenitude braços e mentes humanas, quais chances terão pessoas sexagenárias, num mercado de trabalho extremamente seletivo e competitivo? E quais proventos terão, se o lastro financeiro do sistema basear-se-á no desconto dos salários de apenas três cidadãos da ativa, para garantir a remuneração de um aposentado?

          - Há solução? Primeiramente, um adendo: nenhum país do mundo perenizará sistemas previdenciários desvinculados do caixa estatal, enquanto não capacitar financeiramente os trabalhadores para a contratação de previdências particulares confiáveis (e 100% monitoradas).

          Novas fontes de custeio terão que ser analisadas, incluindo: pedágios sobre concessões de reservas minerais, parcelas dos royalties já cobrados, taxas sobre grandes fortunas, IR ascendente em novas faixas sobre os supersalários da iniciativa publica/privada e nos lucros exacerbados das grandes empresas, criação de cassinos com regras claras de controle e arrecadação, tributação sobre a arrecadação das Igrejas, parcelas da arrecadação sobre a recuperação fiscal e prejuízos ambientais premiando-se os agentes fiscalizadores, impostos das lotéricas, incluindo os prêmios, e outros mil.

 

2 comentários


Volverine comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

13 de Dez. de 2016 às 7:16

Volverine
Pelo que tenho lido e pesquisado a previdência no Brasil não está deficitária. Ela hoje está na proporção de 1 aposentado para 1,5 trabalhador. É uma (mais uma) mentira para manipulação das massas. A verdade é que a previdência social é deficitária, muito diferente de estar deficitária, pois os governos usam a verba da previdência para outros fins. E tudo legalmente, pois aprovaram a DRU. Com essa montanha de dinheiro roubado, nós que temos que pagar o pato?

 

 
troia173 comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

13 de Dez. de 2016 às 18:20

troia173
Tens toda razão. Um abraço, amigo. Esses políticos miseráveis acabaram com tudo que funcionava e agora, sem aportes, o sistema previdênciário derreterá. Vamos esperar uma luz. Feliz 2017


Amiel Ballistra

13 de Dez. de 2016 às 9:16

Amiel Ballistra
Dizem que nos tempos bíblicos os filhos eram a riqueza dos pais. Entendo que voltarão a ser. Como os pais cuidam dos filhos, acabando-se com as aposentadorias ficarão os filhos com a obrigação de cuidar dos pais. Vejamos: O professor José tem um filho, Joaquim, que deverá se preparar para substituir o pai na profissão, quando este, já idoso, não puder mais dar aulas. O professor José volta para casa, e o Professor Joaquim assumirá seu cargo, passando a cuidar do pai.. Os políticos ficarão fora desta norma. Como no caso do Garotinho, ficará ele aposentado com vencimentos de Governador, sua esposa aposentada como Governadora, a filha aposentada como Prefeita e recebendo pensão pela morte do pai ou da mãe, o filh aposentado como Deputado e........vamos seguindo. Como dizem, esta é a "nova ordem mundial".

 

 
troia173 comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

13 de Dez. de 2016 às 18:24

troia173
Sábias palavras. Um forte abraço. Estou retornando ao Blog. Prazer em te encontrar. Feliz 2017. Felicidades aos familiares e amigos.


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