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Pedir Autorização para Espionar é Entregar Ouro ao Bandido

Publicado em 11 de Jun de 2017


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Comentário do blogueiro:

Realmente a espionagem sem autorização judicial é ilegal e condenável, entretanto queremos saber se FACHIN andava mesmo em jatinhos da JBS; é por isso que embora inaceitável muitos clamam por INTERVENÇÃO MILITAR, isso diante da corrupção e perda de credibilidade da nossa SUPREMA CORTE.

Ministra queremos saber se FACHIN andava mesmo em jatinhos da JBS ? Não escondam a verdade dos brasileiros honestos.

 

LEIAM:

 

Cármen Lúcia e Janot repudiam suposta espionagem a Fachin: 'Própria de ditaduras'

Presidente Michel Temer telefonou para a presidente do STF após a divulgação da notícia, negando-a



Leia íntegra: https://oglobo.globo.com/brasil/carmen-lucia-janot-repudiam-suposta-espionagem-fachin-propria-de-ditaduras-21461641#ixzz4jguVfr5x 

POR JAILTON DE CARVALHO, CAROLINA BRÍGIDO, JÚNIA GAMA E CRISTIANE JUNGBLUT

 
 

BRASÍLIA - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, reagiu duramente diante da informação, publicada pela revista "Veja", de que o ministro da Corte Edson Fachin, relator da operação Lava-Jato, estaria sendo espionado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a pedido do presidente Michel Temer. Por meio de nota, Cármen Lúcia considerou a ação “gravíssimo crime”. Para a ministra, a suposta espionagem seria “própria de ditaduras” e deve ser penalmente apurada e os responsáveis, “exemplarmente processados”.

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A reportagem afirma que a investigação da Abin, já estaria em curso há alguns dias, e teria encontrado indícios de que Fachin voou no jatinho da JBS, empenhando-se em encontrar provas para constranger o relator e pedir seu afastamento da condução do processo e, consequentemente, a anulação da delação do dono da JBS, Joesley Batista.

Segundo interlocutores da ministra, o presidente Michel Temer telefonou para ela após a divulgação da notícia, negando as informações publicadas. Temer afirmou à Cármen Lúcia que não havia mandado investigar Fachin. Antes, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, já havia ligado para a ministra desmentindo tais fatos. Coube a Etchegoyen, segundo a reportagem, a missão de obter provas de que o ministro voou em jatinho da JBS em meados de 2015 para um encontro sigiloso com Renan Calheiros, no sentido de garantir sua indicação ao Supremo.

Mesmo diante da negativa de Temer e Etchegoyen do uso da Abin contra o ministro, Cármen Lúcia decidiu emitir a nota em repúdio à suposta iniciativa:

"É inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a Democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes. Própria de ditaduras, como é esta prática, contrária à vida livre de toda pessoa, mais gravosa é ela se voltada contra a responsável atuação de um juiz, sendo absolutamente inaceitável numa República Democrática, pelo que tem de ser civicamente repelida, penalmente apurada e os responsáveis exemplarmente processados e condenados na forma da legislação vigente”, diz a ministra.

 

Cármen Lúcia diz ainda que, comprovando-se o ocorrido, as consequências “jurídicas, políticas e institucionais terão a intensidade do gravame cometido”:

“O Supremo Tribunal Federal repudia, com veemência, espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça. Se comprovada a sua ocorrência, em qualquer tempo, as consequências jurídicas, políticas e institucionais terão a intensidade do gravame cometido, como determinado pelo direito. A Constituição do Brasil será cumprida e prevalecerá para que todos os direitos e liberdades sejam assegurados, o cidadão respeitado e a Justiça efetivada. O Supremo Tribunal Federal tem o inafastável compromisso de guardar a Constituição Democrática do Brasil e honra esse dever, que será por ele garantido, como de sua responsabilidade e compromisso, porque é sua atribuição, o Brasil precisa e o cidadão merece. E, principalmente, porque não há outra forma de se preservar e assegurar a Democracia”, conclui a presidente do Supremo.

PLANALTO: 'NÃO HÁ INTENÇÃO DE COMBATER A LAVA-JATO'

Em nota, o Palácio do Planalto negou que Temer tenha ordenado ações de inteligência contra Fachin. Segundo o texto, divulgado pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, "o governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros", e também nega que haja a intensão de tentar parar as investigações da Operação Lava-Jato:

"O presidente Michel Temer jamais “acionou” a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar a vida do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, como publicado hoje pelo site da revista Veja. O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei. A Abin é órgão que cumpre suas funções seguindo os princípios do Estado de Direito, sem instrumentalização e nos limites da lei que regem seus serviços. Reitera-se que não há, nem houve, em momento algum a intenção do governo de combater a Operação Lava Jato", afirma a nota do governo.

JANOT: 'NÃO QUERO ACREDITAR'

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também protestou contra a suposta espionagem do ministro Fachin. Para a PGR, a prática, uma vez que seja comprovada, é “inaceitável”.

– Não quero acreditar que isso tenha acontecido. Usar um órgão de inteligência do Estado de forma espúria para investigar um dos Poderes da República em plena atuação constitucional e legal, como forma de intimidação, isso sim é a institucionalidade de um Estado policial, de um Estado de exceção – disse Janot.

Na tarde deste sábado, a Procuradoria-Geral dea República definiu a suposta espionagem como "atentado aos Poderes da República". Janot diz ainda no texto que essas práticas têm como objetivo intimidar autoridades: "A se confirmar tal atentado aos Poderes da República e ao Estado Democrático de Direito, ter-se-ia mais um infeliz episódio da grave crise de representatividade pela qual passa o país. Em vez de fortalecer a democracia com iniciativas condizentes com os anseios dos brasileiros, adotam-se práticas de um Estado de exceção. Há uma colossal diferença entre investigar dentro dos procedimentos legais, os quais preveem garantias aos acusados, e usar o aparato do Estado para intimidar a atuação das autoridades com o simples fito de denegrir sua imagem e das instituições a qual pertencem", diz a nota.

Segundo a revista "Veja", o objetivo seria “bisbilhotar” a vida do ministro com o objetivo de encontrar qualquer detalhe possa fragilizar sua posição de relator da operação Lava-Jato. Fachin estaria sendo alvo da ofensiva por ter homologado a delação do dono da JBS, o empresário Joesley Batista, que gravou conversas comprometedoras com o presidente Michel Temer.

OAB PROTESTA CONTRA 'ARAPONGAGEM POLÍTICA

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu uma dura nota sobre a suposta espionagem contra o ministro Edson Fachin. No texto – assinado pelo presidente do Conselho Federal da Ordem, Claudio Lamachia – a OAB repidiou a possível espionagem, e fez duras críticas a essa prática, que teria como objetivo constrager autoridades: "O Estado Policial, próprio de ditaduras, sempre foi e sempre será duramente combatido pela OAB, em qualquer de suas dimensões, e, mais grave ainda, quando utilizado por órgão de investigação estatal com o fito de constranger juízes da Suprema Corte e subverter a ordem jurídica", critica a OAB.

Ainda segundo a nota da OAB, caso sejam confirmadas, as denúncias revelam "um ataque direto ao Estado Democrático de Direito": "Se for confirmada a denúncia de que o presidente da República usa órgãos de Estado, como a Abin, para conduzir investigações políticas contra algumas autoridades, estaremos diante de um ataque direto ao Estado Democrático de Direito. Não podemos aceitar que o Supremo Tribunal Federal seja vítima de arapongagem política. É preciso esclarecer os fatos e, se as acusações forem confirmadas, punir os responsáveis, pois ninguém está acima das leis e da Constituição da República", diz trecho do comunicado.

Outra entidade representativa a se manifestar foi a Associaçao dos Juízes Federais (Ajufe), Em comunicado, a entidade afirma que diz que a estratégia de constranger magistrados "é típica de regimes autoritários": "Em um Estado Democrático de Direito é inadmissível que pessoas investigadas, por exercerem cargos públicos detentores de poder, se utilizem de agentes e recursos públicos para inviabilizar a apuração de fatos graves envolvendo desvio de dinheiro público. A estratégia de constranger magistrados com ataques à honra pessoal, colocando órgãos públicos a esse serviço, é típico de regimes totalitários. Esse tipo de comportamento é inaceitável, demonstrando que as pessoas que intentam utilizá-lo não possuem meios adequados para proceder à sua defesa, e resolvem partir para o desespero, pondo em risco as instituições republicanas e democráticas", posicionou-se a Ajufe.

 




3 comentários


Amiel Ballistra

11 de Jun de 2017 às 20:12

Amiel Ballistra
Coisas que despertam cruiosidades. Durante o regime militar (1964/1985) o SNI não descobriu nenhum gatuno ou corrupto. Só pegava "comunistas e subversivos" que não se apropriavam do dinheiro público. Durante os Governos ditos "democráticos" a ABIN não conseguiu descobrir nenhum corrupto, nenhuma obra superfaturada. Nem aquele, no caso da Eletronuclear. Agora vem dizer que o Ministro Fachim viajou no avião da FAB. Parece que certa parcela das FFAA só trabalha para proteger gatunos e prejudicar o povo, e está se mexendo para apoiar a intenção do Temer em acabar com a lavajato. Alguém se lembra do Getúlio Vargas, Major da Aeronáutica servindo de guarda-costas para o Corvo, "república do Galeão"? Será que tem algum "mané" querendo repetir a dose?


Rogério Da Silva Gomes

14 de Jun de 2017 às 18:24

Rogério Da Silva Gomes
O serviço de inteligência, que é comandado por Generais como todo mundo sabe, deveria se aprofundar para onde vai os milhões que fica aplicado no banco, em consequência da falta de apresentação no mês de aniversário dos inativos, reformados e pensionistas. Não se justifica a putaria e a xyzwhijp que fazem com essas categorias que não se apresentam por esquecimento, como é o caso da 1ª Região Militar, que noi meu caso, me esqueci de me apresentar em no mês do meu aniversário e me apresentei no dia 19 de maio e até o momento não depositaram o meu vencimento. Este ato covarde vem acontecendo com os reformados, inativos e pensionistas há anos e com certeza devem estar aplicando os milhões que bloqueiam mensalmente. Ao procurar a 1ª Região Militar, fui informado por uma Sargento que só receberia após vinte (20) dias úteis. Ao perguntar onde estava escrito, qual portaria ? qual decreto ? , a Sargento não soube me responder. Liguei para o CPEX e fui informado que o dinheiro está sobre o domínio da 1ª Região Militar. Irei procurar resposta e com certeza descobrirei para onde está sendo desviado os juros da aplicação destes milhões que são produzidos nas custas do constrangimento de pessoas que na sua grande maioria são idosas e doentes.

 

 
Avassalador comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

15 de Jun de 2017 às 5:17

Avassalador
Vejo que procurar unidade militar não resolve e faz aumentar a insatisfação. O melhor caminho é ingressar com processo na Justiça Federal e pedir indenização por danos materiais e morais,isso principalmente se você for reformado.


Amiel Ballistra

16 de Jun de 2017 às 16:14

Amiel Ballistra
Rogério S. Gomes. Lá pelo ano de 1974 dois Cabos Enfermeiros da Aeronáutica (OM sediada em MG) foram ao Banco tentando sacar os salários, tendo em vista o Governo já ter disponibilizado a verba para os pagamentos. Nada receberam, mas ganharam do Comandante (Cel Av CC) 30 dias de cadeia a serem cumpridos no Quartel do 12 RI em BH. Em Manaus houve notícia que também alí esta era uma prática usual. Dez dias rendendo uns "jurinhos" que não eram creditados nas contas dos servidores, civis e militares. Hoje você pode reclamar. Naquele tempo você já estaria devidamente "alojado" em uma enxovia. E ainda aparecem defensores de uma intervenção militar. Não acredito que daria bons resultados.


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