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Brasil

O último dia do atual Plenário do STF

Publicado em 20 de Dez. de 2017


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.:: GLOBALIZAÇÃO E OS TRINTA ANOS DE INDEXAÇÃO NO BRASIL ::.

 
 

20-12-2017    -     O ÚLTIMO DIA DA HISTÓRIA DO ATUAL PLENÁRIO DO STF: SUCESSÃO FULMINANTE DE INCONGRUÊNCIAS MARCA O DESESPERO GERAL

 

           O desespero é geral. Os ministros resolveram não esperar pela PSV 115. Um festival de solturas, não recebimentos de denúncias e deferimento de pedidos feitos em chicanas para tentar gerar nulidades acontece. Um carnaval antecipado. Desbundou tudo. Ficou marcada também a divisão no tribunal, que remanesce, parte atuando em prol da máfia do PMDB e parte em prol da máfia petista (esta parte porque a máfia petista os usa com intenção de trucidar os concorrentes da máfia do PMDB).


          Com relação às solturas, como no caso Adriana Ancelmo, a regra que determina que os pais de criança menor não podem ficar ao mesmo tempo presos é inconstitucional: a criança que é filha de criminosos não precisa dos pais, pois eles não são exemplo para coisa alguma. A guarda deve ser perdida. A regra é portanto inconstitucional, por violar a moralidade administrativa. Não há razão para esta regra, ela foi inventada pelos próprios criminosos legislando em causa própria.


        Com relação ao não recebimento de denúncias, a prática de recebimento de recursos por parte de empresas envolvidas em superfaturamento de obras públicas não é caixa 2 eleitoral, é corrupção pura, pois o dinheiro que abasteceu as campanhas eleitorais é dinheiro público desviado, ou seja, é corrupção. Só seria caixa 2 eleitoral se o dinheiro da campanha viesse de empresa privada sem negócios diretos ou indiretos com a Administração Pública (ou seja, uma empresa que não é concessionária de serviço público ou que não tomou recursos emprestados, como por exemplo - tomou - no caso JBS/BDNDES). Dinheiro de empreiteira em campanha eleitoral é corrupção. Corrupção total. A denúncia não pode não ser recebida. A tese contrária (caixa 2 não é corrupção e deve ser anistiado) foi objeto de proposta de seminário realizado no Instituto de Dinheiro Público de Gilmar Mendes, um canalha a serviço das máfias do PMDB e do PSDB. O que ele fez em benefício da máfia petista foi feito porque ele foi chantageado. Ou ele faz, ou ele cai. E chantagem não é novidade. Em 2012 ele mesmo admitiu ter sido chantageado por Lula no escritório de outro vigarista, Jobim. A chantagem de Dirceu que fez Gilmar ajoelhar é grande, muito maior do que a que Joesley fez. A de Joesley foi só uma brincadeirinha, um recadinho, mas que não adiantou.


        Com relação às chicanas, a condução coercitiva para prestação de depoimentos tem argumentos de quase igual peso para a constitucionalidade e para a inconstitucionalidade. Mas se fosse inconstitucional, a prisão temporária e a própria prisão preventiva também seriam inconstitucionais. Na prática, a condução coercitiva é uma prisão temporária de algumas horas. O maior peso, portanto, é para a constitucionalidade da medida. Se por algum acaso fosse tida por inconstitucional, os atos praticados na vigência da lei que a possibilitou seriam tidos por válidos, pois do ponto de vista formal a lei é constitucional, ou seja, não houve vício na sua tramitação. E a presunção é que tudo que é sancionado e publicado é válido. Ninguém vai esperar o STF se pronunciar sobre os atos legislativos para que eles possam ser cumpridos ou não. Assim, não há porque se falar em suposta nulidade de atos praticados em ocasiões de conduções coercitivas. Apelar para isso agora, a esta altura, é desespero total. O próprio Gilmar, mesmo sendo xyzwhijp, ressalvou que os atos praticados continuam sendo válidos. Mas a discussão irá a Plenário.


         Gilmar Mendes jogou então todas as suas cartas para melar tudo para todo mundo. Prisão domiciliar para a mamãezinha do filho da mãe, não recebimento de denúncias, declaração de inconstitucionalidade de regras de processo penal. Para a mamãezinha, a brecha legal é válida, constitucional. Para o xyzwhijp que prestou depoimento sob condução coercitiva a regra é inconstitucional.


         Enquanto o tribunal arreganhou as pernas para soltar todo mundo no atacado, Joesley vai continuar preso, vai ser denunciado e vai perder todos os benefícios penais, na vingança da máfia do PMDB por meio de Raquel Dodge e do STF inteiro, até daqueles que eram da máfia petista. Ao mesmo tempo, Raquel Dodge e Cármen Lúcia prevaricaram ao não tomar providências quanto ao caso Gilmar Mendes/IDP/BNDES/Joesley. Duas ordinárias.


        O desmembramento da acusação contra Temer marcou a divisão ainda existente e suicida dentro do STF: os asseclas da máfia petista queriam que os desmembrados fossem para Moro. E os adeptos da máfia do PMDB queriam que os desmembrados fossem para Brasília. A máfia petista queria ver a máfia do PMDB destruída por Moro, em vingança, e a máfia do PMDB acredita que vai poder subornar o TRF 1, para onde seguirão as apelações das condenações de primeira instância em Brasília. Venceu a máfia do PMDB. Todos serão salvos pelo TRF 1, se os desembargadores aceitarem suborno quando das apelações. Temer será salvo pela PSV 115. Quando ela for aprovada, após o pedido de vista de Tóffoli, Temer ganhará foro privilegiado eterno automático. E aí ele vai ficar sob a proteção dos bandidos do STF. Onze bandidos, lembre-se.

 

        PARA LEMBRAR:

        Piada (para relembrar): o caso Joesley/Temer é lava-jato (Fachin) ou não é lava-jato (outro relator)? Se é lava-jato, Joesley não é primeiro delator (foi delatado por Fábio Cleto, não pode ter imunidade). Se não é lava-jato, aí ele até poderia ser um primeiro delator (mas não é, é lava-jato mesmo). Os petistas da Corte queriam mandar para Moro o caso Joesley/Temer, o caso que Fachin petista disse que não era lava-jato, para homologar a imunidade de Joesley (para ter imunidade é preciso ser o primeiro delator - sem a imunidade, Joesley não ia participar da jogada petista para derrubar Temer, ia esperar a salvação normal: o golpe fracassou e ele se ferrou). Os peemdebistas da Corte disseram agora que o caso Joesley não era lava-jato, mas é, e queriam mandar para Brasília. O caso é lava-jato porque há CONTINÊNCIA (quem manda em tudo é Lula e Sarney/Renan/Temer), mesmo que supostamente pudesse não haver alguma CONEXÃO. Veja-se então quanta incongruência. É incongruência em cima de incongruência, porque o tribunal é inteiramente corrupto e está em guerra interna, refletindo a guerra entre as máfias, guerra que foi reativada depois do escândalo de Gilmar na sexta-feira. Os burros do tribunal se reanimaram, achando que Gilmar vai sair, voltando a trabalhar então para a máfia petista de cabeça baixa, sem pensar. O tiro vai sair pela culatra mais uma vez.


         Enquanto isso, segue parada a PSV 115, com o pedido de vista de Tóffoli. A PSV 115 dará foro de volta para todos e foro eterno para quem ainda for flagrado, aumentando a garantia de impunidade geral, com a anulação total da lava-jato por gerar conflito de competência que vai resultar em declaração de incompetência absoluta do juízo de Curitiba e posterior anulação de tudo que foi feito.


        Todo mundo está sendo salvo, menos Joesley. Por ter traído a máfia do PMDB ao participar a armação petista para derrubar Temer, será agora destruído. A vingança do estamento aristocrático contra os que se voltam contra a Corte Imperial é implacável, sempre foi assim. Veja-se o caso de Moro, um juiz honesto. Imagine-se o que vai acontecer com um bandido desleal. Será trucidado. A chantagem de Joesley contra o tribunal, o recadinho, não surtiu o efeito desejado. Joesley foi simplesmente ignorado, pura e simplesmente ignorado, com Gilmar cantando de galo, mais alto do que nunca.


        Paralelamente ao quadro de desgraça geral, ficou agora evidente a contaminação das Forças Armadas. No vídeo abaixo, um militar da ativa faz discurso de elogio rasgasdo a Michel Temer. A situação é extremamente grave, como já comentado. A intervenção militar, como em 1964, quando acontecer, vai começar com a prisão do Comando Militar. Em 1964 também havia divisão nas Forças Armadas: havia o grupo de Homens, o grupo de covardes e o grupo de traidores comunistas. Primeiro os Homens desmobilizaram os traidores comunistas. Depois saíram dos quartéis e a seguir os covardes acompanharam. A situação se repete agora, mas em ordem inversa. Os homens foram desmobilizados e os traidores ganham espaço. Veja no Canal Universo, abaixo, o escândalo de agora.


         Se um dia o Brasil voltasse a ser um país, a história aqui contada seria como uma verdadeira Biblia, algo que ninguém acreditaria que um dia aconteceu. Mas não vai sobrar ninguém para ver história nenhuma. O povo morreu. O último dia da história será aquele em que um açougueiro virou carne podre lacrada sem refrigeração. Pode ter sido a última sessão do atual Plenário do STF. O que vimos até agora em termos de chantagem do tribunal foi um passeio no parque.

 

 

         Veja abaixo a nossa explicação jurídica técnica constitucional completa sobre a intervenção militar, a única saída para a atual crise institucional.

 

 

Extraído de www.globalizacao.net/informativo.asp 20/12/2017