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Piada de Salão

Publicado em 14 de Jan. de 2018


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15-01-2018   -   PIADA DE SALÃO   -   TUMORES DA CRISE FINANCEIRA DE 2008 CONTINUAM ATIVOS

          Em 2005, quando completou 50 anos, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e um dos fundadores da legenda criminosa em 1980, acusado na época de envolvimento com o Mensalão, disse, na fazenda do pai, em Buriti Alegre, Goiás, que as denúncias do Mensalão "serão esclarecidas, esquecidas e acabarão virando piada de salão".


          De fato, o ex-tesoureiro acertou. Vai tudo virar piada de salão. Faltam dez dias para o início da fase final de julgamento da apelação de Lula no TRF4 quanto ao tríplex. Mas no STF já está tudo pronto para toda a lava-jato ser anulada, falta apenas Tóffoli devolver os autos da ação penal 937 (a do fim do foro privilegiado) e mais alguns ministros votarem. A ação para acabar com o foro privilegiado vai é DAR foro privilegiado de VOLTA para todos que o perderam. A lava-jato será então anulada por incompetência absoluta do juízo de Curitiba.


          É a proposta 115 de súmula vinculante a ser aprovada após o julgamento do processo-paradigma, a ação penal 937.


          Com a PSV 115 aprovada, todos que os que cometeram crime no exercício de cargo e foram denunciados depois de deixar o cargo público originador da prerrogativa de foro não serão mais julgados no foro do cargo público posteriormente ocupado (quando da denúncia ou do processo em andamento), serão julgados no foro do cargo público originador da prerrogativa de foro.

 

          Quem for flagrado daí em diante será sempre denunciado no foro privilegiado original.


          Será estabelecida uma regra de transição. Os processos em andamento que já chegaram à fase de alegações finais serão julgados onde estiverem. Os que não chegaram ainda serão remetidos ao foro competente.


          O foro competente para os que tiverem de ser redistribuídos será o foro competente original e não mais o posterior (ou posteriores). E não será também a primeira instância, para quem tinha perdido o cargo e não conseguiu outro.


          Assim, nada mais será julgado pela primeira instância (por Sérgio Moro). Ninguém mais vai precisar fugir para um novo cargo público para conseguir foro, pois o foro eterno será agora garantido.


          Nós aqui já explicamos isso com exclusividade e estamos repetindo sempre o ponto desde 17 de junho de 2017 (a primeira postagem com esta matéria exclusiva). O assunto pode ser visto explicado em vídeo que preparamos (abaixo):

 

 

          A decisão a ser tomada pelo STF vai violar o princípio constitucional de vedação de alteração da COISA JULGADA por lei (sem sentido amplo, o que inclui também decisão judicial, que faz lei entre as partes). O princípio é cláusula pétrea da Constituição Federal, no inciso XXXV do artigo 5º:

 

TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais

CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

 

          Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:


          ...


          XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;

 

          A violação deste princípio constitucional pétreo ocorre porque o tribunal já se reuniu para discutir este assunto e já deliberou sobre a matéria, tomando decisão definitiva que resultou até em cancelamento de súmula do tribunal, a 394, instituída em 1964. Foi em 1999, quando, por unanimidade, se cancelou a súmula 394 (que determinava que o foro por prerrogativa de função era eterno: mesmo quem deixasse o cargo continuaria tendo foro privilegiado; se deixado o cargo ainda não tivesse sido denunciado, o réu seria denunciado no foro privilegiado). A 394 acabou. É por causa disso que Sérgio Moro é o juiz competente para julgar Lula. Faz dezoito anos que esta jurisprudência está valendo e é por isso que a lava-jato em Cuririba pegou Lula. Em 1999 ficou decidido que quem tinha cargo público e cometeu crime em razão do cargo e deixou o cargo será denunciado e julgado na primeira instância.


          A ação para acabar com o foro privilegiado no STF não é para acabar, portanto, com o foro privilegiado, como todos pensam. O que está armado lá e vai acontecer é justamente o contrário: o que se pretende acabar é com a competência da primeira instância, é tirar de Moro a competência para a lava-jato no caso dos réus que detiveram foro privilegiado ao tempo dos crimes, como no caso de Lula.


          Já está tudo pronto. Assim que a PSV 115 for aprovada, Moro perderá a competência para os processos em andamento que envolverem réus que tiveram cargos com prerrogativa de foro. Lula escapará de Moro, assim como Temer e Dilma também escaparão.


          Por que decisão do STF a ser tomada vai VIOLAR A COISA JULGADA? Porque está resolvendo de novo sobre a mesma coisa e de modo diverso. A PSV 115 vai fazer com que o entendimento sedimentado na súmula 394 volte a valer, ou seja, a súmula 394 será repristinada. Aí está a violação da coisa julgada, um crime de responsabilidade do STF inteiro (exceto Marco Aurélio, que foi voto vencido). O STF assim age porque está sob chantagem. O tribunal integralmente corrupto vai praticar este crime porque se não o fizer será delatado. Ou o tribunal salva todo mundo, se salvando também, ou vai todo mundo para o beleléu.


          É por este motivo que a encenação teatral da máfia petista continua a todo vapor, com os protestos de mortadelas programados para o dia 24 em Porto Alegre, na sede do TRF4. Lula segue cantando de galo porque sabe que o STF vai lhe livrar das mãos de Sérgio Moro. Uma vez sacramentada a esbórnia para os novos processos e para os que ainda estão em curso, a marmelada será completada depois com a anulação do que já foi feito (o que já ultrapassou alegações finais, como o caso do tríplex).


          O julgamento da apelação de Lula vai começar no dia 24 e muito provavelmente teremos pedido de vista do processo, sendo depois cabíveis embargos infringentes, pois haverá divergência com relação à magnitude da pena (o ideal seria os três desembargadores chegarem num acordo informal de concordância com relação à pena, para evitar novos recursos e apressar a execução penal, pondo-se fim a essa catilinária). Enquanto isso, vai chegando à reta final o processo do sítio e do apartamento do laranja Glaucos.


          Ultrapassado o dia 24, sem ainda uma resposta da 8ª Turma do TRF4, começa a expectativa para o carnaval, a festa anual de formatação de ânimos de protesto, que são reduzidos a 0 KB.


          A PSV  115 deverá entrar novamente em pauta logo que acabar o recesso, restando a dúvida se será conveniente a aprovação antes ou depois do carnaval. O fato é que ela precisará ser aprovada antes do processo do sítio chegar em alegações finais. Sendo aprovada antes, o processo será sobrestado, saindo das mãos de Moro. O mesmo vai acontecer com os processos com Bretas e Vallisney. Será depois decido se serão todos anulados ou simplesmente remetidos ao STF. Isso dependerá da reação das ruas, que pelo andar da carruagem será nenhuma.


          Restará resolver apenas o processo do tríplex. Apesar de o estratagema montado inviabilizar sua anulação de modo direto, uma vez ultrapassada a fase mais perigosa (que é a atual, onde se busca fazer uma coisa - dar foro para todos - dando-se a entender que o que se quer fazer é outra - acabar com o foro), sendo nulos os danos colaterais (ausência de reação popular imediata), será fácil dar fim ao caso do tríplex. Os advogados irão interpor recurso especial, alegando que a decisão do STF viola a lei federal (o código de processo, que determina que a competência funcional é absoluta, não podendo ser prorrogada, o que inclui obviamente qualquer modulação de efeitos de acórdão, seja ele do STF ou de qualquer outro tribunal). Outra alternativa será reclamação direto no STF, o que será, conversamente, uma provocação direta e explícita que acabará desnudando o golpe jurídico do tribunal corrupto de forma clara, o que será resolvido com a decisão de que o STF poderá funcionar, no caso específico, como instância recursal para a qual há efeito devolutivo total, ou seja, não será, no caso específico, instância recursal a analisar meramente questões de direito, mas sim também questões de fato, o que vai tornar o recurso extraordinário ou a reclamação uma verdadeira apelação, que será usada para anular tudo. Isso tudo seria incabível até mesmo partindo-se da idéia de que o que está em curso não é uma violação da coisa julgada. Mas será cabível, pois os abusos seguem de absurdo em absurdo, numa escalada progressiva de desbragada torpeza, que se agiganta a cada etapa de aumento do número dos que perderam o elã, transformando-se em massa amorfa em anomia.


          Tudo isso já foi comentado aqui exaustivamente e com exclusividade. É inacreditável, mas hoje somos o "site número zero do Brasil". Não por riqueza de furos jornalísticos, não por riqueza de dados inéditos, mas por focar as armações montadas pelos marginais do STF para livrar os réus da lava-jato. Enquanto todos seguem perdidos em discussões inócuas a respeito do que vai acontecer com Lula, sobre se ele vai poder se candidatar ou não ou sobre quando ele será preso, nós aqui já descascamos o abacaxi inteiro, desvendando toda a farsa montada pelos juízes corruptos do STF, todos eles, sem exceção. Enquanto todos estão preocupados com a falta de água produzida pela seca (as picuinhas do quando), nós aqui já mostramos que tudo será inundado por um meteoro que vai cair no oceano e provocar um tsunami e um terremoto de grau 20 na escala richter (não é quando vai acontecer o que; nunca vai acontecer coisa alguma, o plano de salvação geral já está pronto, a PSV 115).   


          Nada vai acontecer com Lula, nada vai acontecer com Dilma, nada vai acontecer com Temer, nada vai acontecer com Aécio, nada vai acontecer com Renan, nada vai acontecer com Sarney, nada vai acontecer com Alckmin. Absolutamente nada. A PSV 115 vai garantir que todos vão repousar para sempre seguros nas gavetas do STF/STJ, até a prescrição. Não por demora sistemática do tribunal, mas por dolo mesmo, dolo direto. Por prevaricação, que será disfarçada com a desculpa de que o tribunal é abarrotado de processos.


          A desmoralização do STF, porém, já atingiu tal magnitude que, como dito por Delúbio, virou marchinha de carnaval. Abaixo segue uma feita para achincalhar Gilmar Mendes, uma marchina de carnaval, criada por um dos mais conhecidos autores de marchinhas de carnaval, JR Kelly:    

 

     

 

          JR Kelly, de 79 anos, é também bacharel em Direito e, como conhecedor do assunto, a letra da marchinha deixa espaço para dubiedade, nada tendo a reclamar Gilmar. Embora Gilmar seja realmente um marginal, é notório que há um direcionamento midiático para queimá-lo junto ao público. Raramente se vê algum tipo de postura deste tipo com relação a outros bandidos do tribunal. Quase sempre, quando Gilmar Mendes é alvo de algum achincalhamento público deste tipo, quem está por trás é a máfia petista, por meio de seus adeptos, seguidores, asseclas, idiotas úteis ou ingênuos crentes.


          Gilmar foi flagrado também recentemente e achincalhado. Fingiu que não era com ele. Foi flagrado com a boca na botija.

 

 

          Até mesmo dentro do próprio STF Gilmar é achincalhado, como freqüentemente acontece quando entra em embate com Barroso. Barroso posa de santo, mas está a serviço da máfia petista. E a máfia petista quer Gilmar fora do tribunal, para com isso deter o controle total sobre um tribunal 100% domesticado. É por isso que há tanta crítica a Gilmar Mendes espalhada pela internet. Embora ele seja um crápula, foi tudo fomentado pela máfia petista. A máfia petista sonha em vê-lo destituído do cargo, o que não vai acontecer, pois não há quem o destitua, o Senado, que é o órgão competente para cassar os ministros do STF por crime de responsabilidade, é corrupto e depende da corrupção de Gilmar Mendes, assim como também da dos outros juízes corruptos da Corte. Se ele fosse deposto, arrastaria consigo o tribunal, delatando os demais. Ele só sai se sair todo mundo junto. O seu fim será ser assassinado pela máfia petista, assim que seus serviços de soltura deslavada não forem mais necessários. Será então descartado, desovado. Por ora ele fica, para Temer não nomear outro corrupto não alinhado à máfia petista (os 100% alinhados à máfia petista são: Barroso, Fachin, Tóffoli, Lewandowski e Rosa e os parcialmente alinhados são Cármen, Fux, Celso de Melo e Marco Aurélio).


          Virou e vai virar tudo piada de salão. Não porque algo foi esclarecido ou porque as denúncias eram mentira. Virou piada de salão porque um tribunal integralmente corrupto segue incólume, vexame após vexame, desmoralização após desmoralização. Tudo por conta de que há um impasse: está tudo travado, não há quem possa tomar uma providência, nem o Senado, nem a procuradoria-geral e nem o próprio STF. Estão todos comprometidos. Ser ministro do STF se tornou motivo de chacota, tanto quanto ser um petista ou um congressista do mais baixo clero. A magistratura hoje está no mesmo nível de escória de um policial corrupto numa favela carioca. Sérgio Moro é o contraponto, ele é honesto. E é achincalhado pelos marginais do STF, que sempre o desautorizam, contrariam e menosprezam, num festival de cinismo e hipocrisia.


          O cenário é agravado porque o povo foi progressivamente perdendo o elã, massacrado pela depressão econômica e pela escalada da ignorância exponencial, dada pelo envelhecimento da parcela sobrevivente do povo, os que hoje estão com os seus cinquenta ou mais anos de idade. As novas gerações formaram uma massa amorfa cuja anomia advém da falência do ensino público, que já completa um quarto de século, o que foi resultado da hiperinflação dos anos 80 e 90. A máfia petista ocupou todos os espaços públicos e privados, apoderando-se de tudo. Ela é dona do Estado, controla 100% da grande imprensa e é dona de algumas das maiores empresas nacionais, administradas por laranjas que aceitaram ajuda do BNDES para se transformar em oligopólios, como no caso Joesley. A imprensa chegou à fase terminal de falência. Os canais de televisão estão prostrados, de joelhos, falidos. Trinta anos atrás era até gostoso assistir ao noticiário, depois ao "video show", depois ao "Vale a pena ver de novo" e depois à "Sessão da Tarde". Era difícil sair do sofá. Agora não, a TV fica simplesmente desligada. Trinta anos atrás, porém, era nojento assistir ao Cid Moreira no Jornal Nacional, a múmia paralítica dos tempos da censura, que transmitia os fatos como se eles fossem abortos da natureza, desprovidos de responsáveis, culpados ou autores, como se tudo fosse obra do destino. Nada se comentava, era proibido. O resultado foi a formação de uma geração inteira de acéfalos, os avós dos netos que hoje estão no sofá e não vão às ruas protestar. Paralelamente, a TV aberta foi sucateada para criar o mercado da TV a cabo, que hoje também foi sucateado. A Globonews de hoje se transformou no JN de antigamente, é de vomitar ver a cara daqueles jornalistas paus-mandados atacando Trump e Bolsonaro. Paralelamente, a máfia petista, com a MAV, invadiu a internet, criando grandes portais de desinformação e de gramscismo, invadindo inclusive as religiões, com as mensagens socialistas subliminares em gotas e com a pregação karnalítica de que o absurdo não é assim algo tão grave. Quase tudo que é novo e grande que surgiu no país no setor privado nos últimos dez anos é lavagem de dinheiro da máfia petista ou de outras máfias. E quando se trata de figuras em ascensão, quase sempre o que se tem é socialismo fabiano gramscista. Das empresas sólidas e grandes que sobreviveram à hiperinflação, que sobreviveram à crise cambial de 1999, que sobreviveram ao desastre da campanha eleitoral de Lula em 2002, que sobreviveram à crise de 2008 e que sobreviveram à depressão econômica instaurada a partir de 2014, quase nada sobrou que não esteja umbilicalmente ligado à máfia petista, seja por meio de vendas de medidas provisórias de desoneração fiscal, seja por meio de propinas pagas ao Carf da Receita Federal, para evitar a imposição de multa tributária por sonegação fiscal, o que inclui até mesmo grandes bancos. Toda esta gente fundiu-se de corpo e alma à máfia petista, ao render-se à corrupção geral. Praticamente nada que restou de pé no país ficou incólume, sem ser maculado pela corrupção, estando todos de mãos dadas com o governo corrupto rumo ao abismo.

 

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          Com tudo isso, o Brasil sofreu mais um rebaixamento por agência de classificação de risco internacional, a Standard and Poor s. Trata-se de mais uma palhaçada. Tudo o que está acontecendo hoje já era possível antever, não é mistério e nem novidade. O presidente do Mensalão reeleito. Só podia dar no que deu. Mas mesmo assim as agências de classificação de risco, todas criminosas, como mostrou a crise de 2008 nos EUA (a do "subprime"), deram "grau de investimento" ao Brasil, como se o país fosse um lugar confiável. Foi a mesma farsa que aconteceu com os títulos podres do mercado imobiliário, classificados como AAA nos Estados Unidos. Só depois que tudo explodiu em 2008, com a quebra do Lehman Brothers (a crise real iniciou-se em 2006, mas foi escondida por dois anos), veio a perda do "rating" de várias instituições financeiras, mostrando não apenas a inutilidade do serviço de análise dessas agências, mas também a sua participação no próprio conluio, tal como no tempo da antiga Enron, quando uma das mais famosas empresas de auditoria, a Arthur Andersen, foi flagrada e quebrou.


          A nota agora atribuída ao Brasil ainda está além do que realmente seria devido. O correto, em vez de BB-, seria B-, ou seja, apenas um acima da classe de inadimplência, ainda dentro da categoria de especulação. Lixo total. Por ora, por alguns meses, o governo federal ainda consegue empurrar com a barriga a situação, ao contrário do que acontece com vários Estados. Logo mais a União vai vivenciar uma crise fiscal semelhante à dos Estados. Ela será resolvida com a volta da hiperinflação, caso a evolução do colapso se dê de forma gradual e controlada.


          Um país com o Supremo Tribunal mais corrupto do planeta jamais pode ser classificado como lugar com grau de investimento. O Mensalão, em 2005, já havia mostrado que jamais o grau de investimento poderia ser concedido, o que denotou a ação criminosa dessas agências, que enganaram os investidores. Se uma conduta criminosa planejada, coordenada, estudada e antecipada é levada a cabo e depois é flagrada e depois nenhuma solução é adotada (como foi em 2006, pois Lula não foi deposto, sendo, pior, reeleito), a tendência é a audácia criminosa crescer sem limites, levando ao desastre, tal como aconteceu. A função de uma análise é justamente mostrar o que está escondido e não esconder o que está mostrado, como foi feito. A função é prever, antecipar, presumir, antever, diagnosticar, calcular, prenunciar. Nada disso foi feito, pelo contrário, a esbórnia foi premiada com o solene grau de investimento reconhecido. Agora que o leite está derramado, a nota se aproxima da condição real, mas ainda está acima do devido.


          A depressão econômica gerada pela bola de neve de inflação, desemprego e crise fiscal ajudou a segurar o recrudescimento da inflação, abortando parte da sua aceleração inercial. Mas a qualidade dos produtos piorou severamente, com as "novas fórmulas", "novos tamanhos" e extinção de produtos. O exemplo clássico foi a caixa de bombons Nestlé, que foi reduzindo de tamanho, ao passo que alguns itens deixaram de ser oferecidos e outros tiveram fórmula alterada. O resultado foi o desastre: queda nas vendas, não por aumento do preço em si e redução de quantidade, mas pela piora da qualidade, tal como aconteceu com o chocolate BIS, que deixou de fazer jus ao nome, transformando-se numa porcaria. Assim aconteceu com diversos produtos. Num momento inicial o consumidor (eleitor) otário é enganado, mas depois o resultado é pior do que a encomenda: as vendas não se reduzem, elas descem a zero, por perda do credibilidade da marca, numa demonstração de mau e temerário gerenciamento empresarial. O centro comercial urbano se transformou num camelódromo de venda de quinquilharias inúteis do tipo um e noventa e nove. Grandes lojas começaram a fechar filiais, produtos mais caros começaram a não mais ser oferecidos ou encontrados com facilidade. Ficou cada vez mais difícil encontrar produtos de qualidade, mesmo que a preços exorbitantes. E isso agora vale para tudo, de automóveis sem marcador de temperatura a empresas jornalísticas. Não há mais futuro. Um programa infantil hoje para crianças de oito anos de idade força mais o cérebro do que toda a programação da Globonews, que se transformou num hospício midiático, repleto de múmias paralíticas repetidoras de mantras do país fantasma, nos quais nada bate com a realidade, num absurdo redundante.


          Para o mercado financeiro especulativo internacional, a eleição de Lula agora em 2018 (que é estatisticamente impossível, mas vai acontecer, com a Smartmatic e mais assassinatos) é uma boa oportunidade para especulação financeira, pois a transformação do "Lulinha paz e amor" em fera radical besta e comunista vai gerar dúvidas, como em 2002. A perda com uma não reforma da previdência é menor ou igual do que a perda com a corrupção e a ineficiência governamental, o que nunca é citado com ênfase nos relatórios de análise de agências de classificação de risco, assim como também é ignorado no noticiário. O fim da corrupção, com a dissolução do STF, sim é o "benchmark" que indica que algo mudou. Mas não, os comentários são apenas de que é a reforma da previdência que vai fazer o país mudar e se tornar confiável. Uma grandíssima mentira. Enquanto o STF não for integralmente dissolvido, nada vai mudar, mesmo que alguma reforma previdenciária acontecesse. O estrago produzido pela corrupção é muito pior do que qualquer rombo previdenciário.


          A reforma previdenciária é portanto a ladainha nacional inventada pela máfia petista, com auxílio da mídia falida, para acabar com qualquer popularidade de Temer e supostamente mostrar que o PMDB é traidor do povo. Trabalha-se aí com a vaidade de Temer, que quer ser visto como o presidente que fez alguma coisa séria. A idéia é fazê-lo de palhaço, desprestigiando-o perante o público, que aí teria uma desculpa para novamente ser otário e votar na máfia petista. Esta é a jogada. Paralelamente, no exterior, a mídia também falida entra no jogo, pois o que interessa é ver o país na lona mesmo: propaga-se a idéia de que é esta reforma que vai fazer o país andar. Independentemente de ela ser ou não necessária, o que é necessário é deter a corrupção colossal, garantida pela impunidade oferecida por um tribunal superior 100% corrupto. Sobre isso absolutamente nada se fala pelas agências, que tratam a reforma previdenciária como conto de fadas que vai tudo resolver. Vai é apenas sobrar mais recursos para serem pilhados, só isso.


          O mercado financeiro internacional terá então em 2018 um bom ingrediente para a especulação financeira: a vitória do ladrão, Lula. O cenário já agravado pela depressão econômica deverá passar por uma turbulência como a de 2002, o que deve ignificar o resto de pavio que falta queimar para o colapso econômico sistêmico estrutural, como visto na Venezuela. Poderá ser algo tão grave que até mesmo um confisco de ativos financeiros como o de 1990 poderá acontecer ainda antes da posse, feito pelo governo atual. Não que isso vá resolver alguma coisa, será apenas um ato de desespero de quem não sabe mais o que fazer. Será a repetição do caos venezuelano. Nesta altura, o petrolão terá virado piada de salão, no carnaval de 2019.


         Chegamos ao fim da linha. Isso já foi dito aqui pela milionésima vez. Não é o caso de uma economia, de um governo ou de um país. O que se passa é a extinção da civilização. O interessante no processo é entender como desaparecem povos da noite para o dia sem que qualquer rastro de explicação remanesça. É o que se dá agora. Para piorar as coisas, este é um processo mundial. Mais uma vez a civilização chega ao auge e termina em ruína, desaparecendo por completo. As guerras não são produzidas pelas armas, mas pela ignorância dos povos. É a ruína cultural e econômica que faz com que as armas cheguem nas mãos dos ditadores, como se vê na Coréia do Norte. As sementes que levaram à crise de 2008 continuam ativas: precarização progressiva da economia, porta aberta para o desastre financeiro, para a decadência e para novos ditadores.


          Donald Trump é a chance que o mundo está tendo para tentar reverter este quadro dentro dos EUA. Se ele falhar ou for derrotado pela máfia capitalista utilitarista internacional (a chamada "Nova Ordem Mundial", que patrocina o comunismo vigarista internacional como meio de destruição mais rápida do Terceiro Mundo e também do Primeiro Mundo), o planeta ingressará de forma irreversível na nova Idade Média. E desta, mergulhará na extinção coletiva. O progresso tecnológico atual é incompatível com o nível de ignorância geral. O resultado só poderá ser catastrófico. O analfabeto bilionário de Garanhuns que hoje é dono de TUDO mostra o tamanho do desastre que ainda está por vir. Não era para existir uma linha escrita sobre este verme desde 2005, quando estourou o Mensalão. Ele já deveria estar preso e em silêncio. Mas não, até os grandes banqueiros lhe lambem o saco até hoje, como mostraram as doações criminosas para o Instituto de Merda. O curioso é que a riqueza funciona como um entorpecente natural, que faz com que os ricos sejam mais idiotas do que os pobres da favela. O pobre se vende por R$ 50,00 e perde R$ 100.000,00 em benefícios (como um salário digno e atendimento público decente). O rico doa R$ 10 milhões em propina para embolsar depois R$ 1 bilhão em desoneração ou superfaturamento. Termina falido e na cadeia. Quem é mais otário? Não era mais fácil seguir rico honestamente? É como a agência. Ganha um trocado para dizer que um atoleiro é lugar de investimento. O trouxa da história é o investidor que acredita em papo-furado. Essas agências de classificação de risco famosas já eram todas para ter sido extintas com a crise de 2008. Mas continuam aí até agora. Com a reforma da previdência, vão falar depois que o Brasil tem grau de investimento. Vai ser a próxima lorota, que mostra que a próxima crise financeira, quando acontecer, será a última. O mundo inteiro vive uma xyzwhijpidade coletiva. A grande piada de salão será a de que a reforma da previdência, quando sair, vai mostrar que o Brasil se tornou um lugar sério. A PSV 115 é a demonstração suprema de que a segurança jurídica no Brasil é absolutamente zero, é um país com grau-lixo.

 

originalmente publicado em www.globalizacao.net/informativo-detalhe.asp?ID=592