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Proteção Total para Cármen Lúcia: ela vai morrer

Publicado em 06 de Abr de 2018


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Fonte: www.globalizacao.net/informativo.asp

06-04-2018 - 07h30  -   SAW. A MARCHA FÚNEBRE PROSSEGUE. REUNIÃO NO SINDICATO DO CRIME

 

Esta matéria é provisória. Devido ao adiantado da hora, será revisada depois.

 

          A máfia petista é truculenta. Foi expedido o mandado de prisão para Lula. Ele deve se entregar em Curitiba hoje até o finalzinho da tarde, às 17h. Quando não existe mais alternativa, e agora não há, a solução é o assassinato.


          A escória da escória da truculência se reuniu ontem e permaneceu reunida por toda a noite no Sindicato, o sindicato do crime. As figuras mais abjetas, perigosas, truculentas, diabólicas, horrorosas e asquerosas todas reunidas. Não é um desagravo. O que está sendo discutido é quem vai morrer, como e quando. E será Cármen Lúcia, ainda neste semestre. Para dar lugar a Dias Toffoli, vice-presidente do STF, para este colocar em pauta as ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) 43 e 44.


          Com uma nova votação, nas ADCs, Rosa Weber mudaria seu voto e formaria maioria de 6 a 5 a favor da liberação de Lula.


          A mesma coisa que impediu Rosa Weber de votar para salvar Lula é a que serve para impedir a colocação em pauta das ADCs: uma coisa chamada COISA JULGADA. O que já foi decidido pelo Plenário em sede de REPERCUSSÃO GERAL transitou em julgado, formando COISA JULGADA. A COISA JULGADA é o que foi decidido e sobre o que não cabe mais discussão, não cabe mais recurso. O tema 925 de REPERCUSSÃO GERAL formou COISA JULGADA em matéria de direito abstrato. Decisão do Plenário, segundo o art. 927 do CPC, tem de ser cumprida pela minoria vencida. E isso nem precisaria estar escrito, pois é princípio geral de direito. Uma vez uniformizada a jurisprudência, seja por unanimidade, seja por maioria, a decisão tomada em controle concentrado de constitucionalidade tem força de lei "erga omnes", é LEI. Tenha ou não a decisão EFEITO VINCULANTE em sentido estrito, a decisão tem EFEITO VINCULANTE em sentido amplo, pois é LEI, e a LEI vincula as autoridades judiciais.


          No caso de REPERCUSSÃO GERAL, o EFEITO VINCULANTE em sentido estrito só existe para o STJ e para o STF, pois ela determina o que pode ou não ter admissibilidade ou seguimento no STF (art. 1042, CPC). O EFEITO VINCULANTE em sentido estrito é positivo para o STJ, pois a lei, no artigo 1042 do CPC, determina que não poderá ser questionada por AGRAVO (em recurso extraordinário) a decisão do STJ de inadmissão de recurso extraordinário contra decisão do STJ que esteja de acordo com o decidido em REPERCUSSÃO GERAL pelo STF. E a regra legal, art. 1042, do CPC, foi absorvida pelo regimento interno do STJ, inclusive, RISTJ.


          Essa determinação legal em sentido estrito e positivo que barra já na instância inferior, o STJ, os recursos extraordinários (e a finalidade é esta mesmo) é o que forma o EFEITO VINCULANTE "interna corporis" tácito dentro do próprio STF, tácito por força da lógica do sistema (pois não pode o STF decidir algo no sentido de que recursos extraordinários não poderão mais subir e logo em seguida por tudo por terra, decidindo-se contrariamente ao que o Plenário decidiu, mesmo porque isso seria impossível, pois os recursos sobrestados que não subiram ou os sobrestados que subiram não podem mais ser objeto de apreciação), mas positivo por força da lei, os artigos 926 e 927 do Código de Processo Civil, CPC, que se aplica subsidiariamente ao processo penal e ao processo constitucional, no que for cabível.


          O Plenário tem onze magistrados. A decisão se toma por maioria absoluta, maioria de no mínimo seis votos, o que dá seis a cinco.


          No caso de REPERCUSSÃO GERAL, as instâncias inferiores não estão sujeitas a EFEITO VINCULANTE no tocante ao conteúdo em si da decisão, o mérito. Mas os Tribunais não superiores estão sujeitos ao EFEITO VINCULANTE no tocante ao conteúdo em si do mérito da matéria a ser conhecida na via recursal extraordinária. Se não houver REPERCUSSÃO GERAL intrínseca, o recurso não será admitido. E se no tocante à REPERCUSSÃO GERAL extrínseca, no mérito, a decisão atacada for coincidente com a decisão do STF tomada em sede de REPERCUSSÃO GERAL, o recurso extraordinário não terá seguimento, não sendo admitido. No caso contrário, o tribunal não superior pode decidir contrariamente ao decidido no STF. Aí, neste caso, o recurso extraordinário que atacar esta decisão poderá ter seguimento, desde que seja admissível (prazo, preparo, etc.). O juiz de primeira instância ou o tribunal não superior quando contraria o que o STF decidiu em sede de REPERCUSSÃO GERAL está contrariando a própria lei. E isso poderá ser atacado pela via recursal.


          No caso da ADI, ação direta de inconstitucionalidade, ou da ADC, ação declaratória de constitucionalidade, a situação é semelhante, com a diferença de que há EFEITO VINCULANTE estrito e positivo para todas as instâncias. Se o juiz ou o tribunal não superior decidir contra o que foi decidido em ADC ou em ADI, estará decidindo contra a lei positiva. No caso da REPERCUSSÃO GERAL o que estará sendo contrariado é só a jurisprudência. Seja num caso, seja noutro, o efeito prático em termos recursais será o mesmo.


          A REPERCUSSÃO GERAL, na verdade, é mais um instituto supérfluo na Constituição, pois o mesmo efeito poderia ser conseguido com a ADI ou a ADC, bastando-se apenas regulá-las de modo a se produzir o efeito de viabilizar o não seguimento de recursos. O aspecto extrínseco da REPERCUSSÃO GERAL a torna supérflua, pois a vedação de acesso à justiça poderia ser conseguida então pela via da ADC ou da ADI. É no aspecto intrínseco que a REPERCUSSÃO GERAL se diferencia da ADC/ADI, surgindo aí o seu caráter peculiar próprio, sendo afastado o aspecto de coisa supérflua. Se a causa não tiver REPERCUSSÃO GERAL intrínseca, o recurso não tem seguimento, não sobe para o STF.

 

          O aspecto intrínseco da REPERCUSSÃO GERAL está descrito no artigo 1.035 E §§ 1º, 2º e 3º do CPC:

 

          Art. 1.035.  O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso extraordinário quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral, nos termos deste artigo.


          § 1o Para efeito de repercussão geral, será considerada a existência ou não de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos do processo.


          § 2o O recorrente deverá demonstrar a existência de repercussão geral para apreciação exclusiva pelo Supremo Tribunal Federal.


          § 3o Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar acórdão que:


          I - contrarie súmula ou jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal;

 

          O aspecto extrínseco da REPERCUSSÃO GERAL está descrito no artigo 1.042 do CPC:


          Seção III
          Do Agravo em Recurso Especial e em Recurso Extraordinário

 

          Art.  1.042. Cabe agravo contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmitir recurso extraordinário ou recurso especial, salvo quando fundada na plicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos.                             (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)

 

          A Súmula Vinculante e a Repercussão Geral, criadas com a emenda constitucional 45 de 2.004, tiveram por objeto teórico resolver o congestionamento das Cortes superiores, abarrotadas de recursos repetidos. A fonte maior desse problema, como descrito no nosso livro publicado em 2000 ("link" para "download" gratuito abaixo, no pé da página), foi o grande número de ações repetidas em que a União era ré e perdia na justiça por conta de prejuízos causados pelos planos econômicos (Cruzado, 1986, Cruzado II, 1986, Bresser, 1987, Verão, 1989, Collor I, 1990, Collor II, 1991 e Real, 1994).


          Após o início da DITADURA CIVIL em 2003, a idéia foi encampada pelos terroristas comunistas e ampliada. O que deveria servir só para ações contra a União (em que ela perdia e recorria, para procrastinar ao máximo o pagamento de indenizações) foi ampliado para tudo, mas não para descongestionar o Judiciário e sim para engessá-lo, inviabilizando a liberdade do juiz de primeira instância, que passaria a ser um mero carimbador de bobagens inventadas por Lewandowskis, Barrosos, Toffolis e Fachins. Na mesma toada, foi criado o Conselho Nacional de Justiça, com a emenda constitucional 45 de 2.004. O objetivo teórico inicial era resolver o problema da corrupção desembestada em Corregedorias de Tribunais, em boa parte contaminadas. A idéia útil foi também encampada e deturpada, com o objetivo de transformar o CNJ num conselho bolivariano de perseguição a juízes honestos como Moro. O projeto está a meio caminho ainda da consumação total. Em vez de o CNJ resolver o problema da corrupção nas corregedorias, a meta seria criar uma corregedoria nacional de perseguição aos honestos. A mesma deturpação se dá em projetos como o de desmilitarização da Polícia Militar e de constituição de uma Forna Nacional de Segurança Pública, com  a federalização de Polícias. O que se almeja é a constituição de um SA nazista e ao mesmo tempo tirar de governadores de Estado o controle de suas polícias, impedindo-os de se rebelar como em 1.932. Desarmar o povo, os governadores e formar uma polícia nacional única, petista, para repetir em âmbito nacional o que ocorre na Venezuela, o Estado armado e o povo desarmado e ajoelhado.


          Assim, repercussão geral, súmula vinculante e CNJ vieram com a Emenda Constitucional 45 de 2.004 para supostamente resolver graves problemas, mas as idéias foram transformadas em lei já com dolo antecipado de usar institutos de ampliação de controle para correção de abusos de poder e desvios de finalidade em institutos de fato de ampliação de controle, mas para direcionamento, planejamento e coordenação dos abusos de poder e desvios de finalidade, que passariam a ser feitos por um Judiciário domesticado e com todo o foco de corrupção voltado à formação de um sistema totalitário de domínio da ordem pública e de sufocação da liberdade e da autonomia, sempre no interesse dos desígnios determinados pela cúpula comunista da ditadura civil, que almejou criar um sistema de implosão da autoridade, da legitimidade, da ordem, do ato jurídico perfeito, do direito adquirido, da coisa julgada e da própria ordem estatuída, fazendo ruir por dentro o Estado, que se desconstituiria em face da anarquia formada a partir da ruína do direito positivo, destruído pela insegurança jurídica exponencialmente crescente, o que levaria então a cúpula comunista a conseguir o que Antônio Gramsci pregou: destruir o Estado por dentro, anarquizando-o.


          A tese gramsciana de construção da revolução pela via da destruição lenta e gradual da ordem estabelecida, fazendo ruir sua matriz, o direito positivo, desconstituindo assim o estado civil e o próprio Estado, abriria o caminho para a anarquia, o que facilitaria a revolução comunista. Como corretamente diz Olavo de Carvalho, esse sistema gramsciano foi adotado, mas não para se atingir o fim colimado, a ordem comunista instaurada e irreversível. O sistema foi adotado para tomar de assalto o Estado, fazendo-o capitular, transformando-se a ordem capitalista oligárquica semi-ditatorial numa ordem comunista vigarista capitalista onde os oligarcas e donos do poder seriam excluídos, mas substituídos pelos novos senhores do poder, a cúpula da ditadura civil escancarada. O fim colimado é a ditadura civil e as estratégias comunistas de ruína do Estado são apenas um meio de alcançar a ditadura civil, mas não o comunismo puro, pois o que interessa para a cúpula é a grana, como foi em todos os lugares: Cuba, China, URSS, Coréia do Norte, na Cortina de Ferro do Leste Europeu, etc. Paralelamente, a elite podre capitalista mundial, a tal "Nova Ordem Mundial", se aliou aos comunistas vigaristas em toda parte, pois o interesse da máfia capitalista utilitarista internacional (contra a qual luta Donald Trump, e com razão) é simplesmente encontrar um meio mais rápido de destruição de territórios a serem tomados no futuro. E esse meio mais rápido de destruição é o comunismo vigarista. Por isso existem as ligações das ONGs petistas vagabundas com a máfia capitalista internacional (Soros e companhia), defendendo ampliação de terras para índios, fomento da divisão social (com ampliação de racismo construído por meio de luta contra o racismo onde ele já praticamente já tinha acabado - a luta petista vigarista contra o racismo é cutucar uma ferida quase fechada para abri-la de novo -, etc.).


          Assim, a Repercussão geral, o CNJ e a súmula vinculante vieram, em 2.004, para "resolver" problemas. E todos aplaudiram. Mas na verdade elas vieram para "engessar" o Estado, tolhendo-lhe a capacidade de imposição e manutenção da ordem pública. Se fossem instrumentos bem utilizados, seriam ótimos institutos de aumento da eficiência estatal. Mas o que esteve por trás disso foi simplesmente o desejo espúrio de arruinar por dentro as instituições.


          E é exatamente por isso que a repercussão geral é um instituto supérfluo, tal como a ação por descumprimento de preceito fundamental (ADPF). Com a ADI e a ADC, o mandado de segurança, o "habeas corpus" e o mandado de injunção, qualquer problema constitucional pode ser resolvido. A repercussão geral, criada pela emenda constitucional 45 de 2.004 (e regulamentada pela lei 11.418, de 19 de dezembro de 2.006, que alterou o antigo CPC de 1973, substituto do CPC de 1939) como meio de controle concentrado de constitucionalidade não nominado pela lei 9.868, de 10 de novembro de 1.999, que trata da ADI e da ADC, é, na prática, para efeito de controle concentrado de constitucionalidade, instituto supérfluo, pois teria bastado dar à sistemática da ADI/ADC a mesma estrutura intrínseca e extrínseca dada à repercussão geral.


          Outra diferença entre os institutos é que a ADI/ADC tem por objetivo controlar a constitucionalidade de normas especificamente questionadas, enquanto que na REPERCUSSÃO GERAL a controvérsia se atém a teses e temas formulados em sentido amplo, o que torna a discussão mais abrangente. Seja como for, no frigir dos ovos, os dois institutos igualam-se em termos de universo de elementos de análise a serem considerados na formação da convicção judicial a respeito da constitucionalidade, seja qual for a matéria que se submeta à apreciação, pois, de qualquer modo, só poderá ter seguimento o que seja decisão atacada inconstitucional, pois a decisão atacada que seja constitucional obstará o seguimento do recurso extraordinário, ou seja, o inconstitucional será apreciado e o constitucional não será apreciado, sendo irrelevante se isso foi decido em ação direta de inconstitucionalidade, em ação direta de constitucionalidade ou em repercussão geral.


          Na ADI, haverá provimento para a ação que ataque norma realmente inconstitucional.


          Na ADC, haverá provimento para a ação que peça declaração de constitucionalidade de norma realmente constitucional.


          Na repercussão geral haverá provimento para a ação que ataque norma realmente inconstitucional e isso será modelo para novos recursos iguais (e só esses subirão) e haverá provimento para a ação que se funde na constitucionalidade real de uma norma (e só recursos iguais a esse subirão) e haverá desprovimento para a ação que ataque norma realmente constitucional e isso servirá de modelo para novos recursos iguais (e esses iguais não mais subirão, serão barrados no STJ ou outros tribunais) e haverá desprovimento para ação que se funde na inconstitucionalidade real de uma norma e isso servirá de modelo para recursos iguais (e esses iguais ão mais subirão, serão barrados no STJ ou outros tribunais).


          Assim, o que está resolvido em repercussão geral já está resolvido em termos de direito constitucional, não cabe discussão por reclamação, por ADPF, por ADC, por ADI, por mandado de segurança, por coisa alguma, é COISA JULGADA em matéria de direito constitucional abstrato, em controle concentrado de constitucionalidade.


          Falar, como falou Marco Aurélio, que as ADCs 43 e 44 precisam ser votadas é balela. É crime de responsabilidade. A matéria já está resolvida. Por 6 a 5, em repercussão geral, a execução criminal pode se dar após decisão de segunda instância.


          Em ação declaratória de constitucionalidade (ADC - mas matérias anteriores falamos em Ação direta de Constitucionalidade, mas é ação declaratória e não ação direta, mas no fim é o mesmo efeito, nada muda), ou em ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade), a decisão tomada tem validade desde que tomada por pelo menos maioria absoluta do Plenário, seis votos:

 

          LEI Nº 9.868, DE 10 DE NOVEMBRO DE 1999.

 

          Dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.

 

          ...
          CAPÍTULO IV
          DA DECISÃO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
          E NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE

 

          Art. 22. A decisão sobre a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo somente será tomada se presentes na sessão pelo menos oito Ministros.


          Art. 23. Efetuado o julgamento, proclamar-se-á a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da disposição ou da norma impugnada se num ou noutro sentido se tiverem manifestado pelo menos seis Ministros, quer se trate de ação direta de inconstitucionalidade ou de ação declaratória de constitucionalidade.


          Parágrafo único. Se não for alcançada a maioria necessária à declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, estando ausentes Ministros em número que possa influir no julgamento, este será suspenso a fim de aguardar-se o comparecimento dos Ministros ausentes, até que se atinja o número necessário para prolação da decisão num ou noutro sentido.


          Art. 24. Proclamada a constitucionalidade, julgar-se-á improcedente a ação direta ou procedente eventual ação declaratória; e, proclamada a inconstitucionalidade, julgar-se-á procedente a ação direta ou improcedente eventual ação declaratória.

 

          Os mesmos seis votos (o Plenário tem onze integrantes) que formam a maioria absoluta que resolveu em repercussão geral a questão da execução criminal após decisão de segunda instância são os seis votos que em ação direta de constitucionalidade decidiriam o mesmo mérito.


          Na repercussão geral tomou-se um "habeas corpus" como modelo, o HC 126.292. E depois o ARE 964.246, Agravo em Recurso Extraordinário.


          Nas ADCs 43 e 44, o ponto de partida seria mais restrito, o artigo 283 do CPP e outras disposições pontuais. O ponto de partida na repercussão geral foi muito mais amplo, abarcando o ponto de partida das ADCs 43 e 44.


          A Ação Declaratória de Constitucionalidade foi criada para o governo se antecipar às disputas judiciais, pedindo ao Judiciário um pronunciamento sobre os seus atos e sobre as normas aprovadas. Isso porque não haveria como se questionar a inconstitucionalidade, por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade, cujo pedido só pode versar inconstitucionalidade.


          A discussão sobre a prisão começou com a repercussão geral. E na repercussão geral a controvérsia inteira se discute, a constitucionalidade e a inconstitucionalidade, de antemão. Começada a discussão sobre a prisão e tendo saído decisão no HC modelo, em seguida foram propostas as ADCs sob encomenda, para barrar o que havia sido decidido pelo plenário. Marco Aurélio deu liminar monocrática na ADC, mas ela foi derrubada pelo Plenário, com votos coincidentes com os dados no HC. Em seguida houve ARE, contra a decisão de mérito no HC. E no ARE os mesmos votos coincidentes foram dados, formando-se maioria de seis votos pela não concessão, servindo isso de modelo, com a decisão transitando em julgado em fevereiro de 2.017, formando-se então COISA JULGADA na matéria.


          Dessa forma, o que vinha sendo discutido na ADC 43 (e a 44 foi apensada, pois a matéria era a mesma, razão pela qual as duas ADCs, cada uma partindo de um ponto de referência) perdeu o sentido, pois já foi decido no mérito no HC paradigma (126.292) e no mérito no ARE modelo (964.246), em repercussão geral.


          Assim, Rosa Weber votou seguindo o plenário no HC 152.752 de Lula porque a matéria é COISA JULGADA em repercussão geral no HC 126.292 e no ARE 964.246, paradigmas de repercussão geral do tema 925. E foi por versarem mesma matéria de fundo que as ADCs 43 e 44 foram juntadas, a ADC 44 foi apensada à ADC 43. Na verdade, poderia ter sido apensada a ADC 43 ao HC 126.292 e depois a ADC 44 aos dois processos já unidos, pois a matéria de fundo é exatamente a mesma, aliás, como dito na decisão monocrática inicial de Fachin no HC 152.752 de Lula.


          A prisão inicialmente se dava após decisão de primeira instância, não se podia apelar em liberdade. Em 1.973, com a "Lei Fleury", o CPP foi alterado, sendo determinado que o réu primário poderia apelar em liberdade. Foi um casuísmo da ditadura militar, para favorecer o delegado Paranhos Fleury, acusado de participar de grupo de extermínio. Ele foi condenado e a lei foi criada só para ele poder ficar livre. Daí para frente, 1973, os réus poderiam apelar em liberdade, se fossem primários.


          Em 1.988, com o advento da nova Constituição Federal, a regra constitucional passou a presunção de inocência até o trânsito em julgado. Mas a tradição continuou sendo seguida. Somente em 2009, por conta do Mensalão, o tribunal se reuniu para aplicar o texto constitucional, determinando que prisão só após decisão do STF. Em 2016, para constranger o PMDB, a máfia petista determinou que o tribunal se reunisse e firmasse o entendimento agora reinante. E havia um clamor popular para que essa regra fosse observada. O tribunal então se reuniu e decidiu que a prisão após decisão de segundo grau é constitucional. Mas o fez em sede de repercussão geral. Enquanto a máfia petista obtinha sucesso em constranger a máfia do PMDB, esta reagiu, por meio das ADCs, para tentar barrar o que estava em andamento. Com as prisões após decisão de segundo grau, delatores que estavam presos seriam constrangidos a delatar medalhões do PMDB e estes teriam absolvições ou não recebimento de denúncias pelo STF trocados por votos a favor de Dilma Rousseff no "impeachment" no Senado. O HC paradigma andou. Dilma caiu, ao mesmo tempo em que as ADCs foram propostas. Em seguida o ARE é interposto e julgado, fechando o ciclo e se adiantando às ADCs, que ficaram paradas. O ARE foi decidido em repercussão geral e transitou em julgado, formando coisa julgada e matando as ADCs.


          O feitiço agora virou contra o feiticeiro. Chegou a hora de Lula ser preso. Querem então desfazer o feitiço, mas não há como, há trânsito em julgado e coisa julgada em repercussão geral.


         Qual solução? Retomar então as ADCs, que ficaram paradas. Elas ficaram paradas para servir de contragolpe, caso algo desse errado, como deu. Mas elas estão mortas.


          A questão, porém, como visto, não comporta mais discussão. As ADCs morreram, foram enterradas pela COISA JULGADA em REPERCUSSÃO GERAL, razão pela qual Rosa Weber manteve seu voto pró-prisão de Lula. Do mesmo modo como ela não poderia mudar seu voto, ferindo a coisa julgada, as ADCs não podem mais ser julgadas. A litispendência na matéria de fundo acabou, pois a coisa julgada no ARE matou a litispendência que havia na matéria de fundo.


          Assim, querer pautar as ADCs para discutir e ainda por cima querer mudar entendimento, mais uma vez, consigne-se, é um crime de responsabilidade em andamento. A mera insistência neste sentido já é um crime de responsabilidade, pois é agir de forma a violar a coisa julgada, o que é quebra de decoro. E a consumação de nova votação seria crime de responsabilidade clássico, o do art. 39, 1, da lei 1.079 de 1.950: mudar voto já proferido e sem motivo, pior ainda em se tratando de coisa julgada. E nesse crime Gilmar Mendes já está enquadrado.


          Cármen Lúcia então não pode pautar estas ADCs, pois cometerá crime de responsabilidade. E ela será a primeira a consumar o crime, depois de Marco Aurélio e seus comparsas. Essas ADCs estão mortas e cabe a prisão em flagrante do tribunal se isso entrar em pauta novamente, nem precisa ser votado para configurar o flagrante, pois o resultado da petulância já é conhecido.


          Mas será feito. O que foi discutido no Sindicato do Crime é quando Cármen Lúcia vai morrer e como, caso ela se negue a cometer esse crime de responsabilidade. Ela é agora o alvo número um da máfia petista, embora a "Carminha do Cupido", a da "suruba de Joesley", seja da máfia também. Ela fazia teatro de santinha, de honesta. Teve de fazer o teatro até o fim, como Fachin, Rosa, Barroso, Rosa e Fux. Todos eles correm risco de morte agora também, mas o alvo prioritário será Cármen Lúcia, para que Toffoli tome seu lugar, como vice-presidente do STF, e ceda a Marco Aurélio. Todos os santinhos do pau oco agora correm risco de morte, pois o constrangimento público por que passará o tribunal ao rever esta matéria depois do ultimato do povo nas ruas será inimaginável. Terminaria com ministros enforcados em praça pública. Por isso, como Lula já está enforcado, alguém agora vai morrer, pois para quem já está preso não interessa que outrem morra enforcado em seu lugar. Foi isso que foi discutido a noite inteira no Sindicato do Crime.


          É 100% certo que antes do fim do semestre agora teremos mais um "acidente". E vai morrer gente mesmo, gente grande. Gente da cúpula. Agora é guerra, Lula está preso. A máfia agirá sem perdão. A egrégora da morte já está no ar, sente-se-a, está materializada quase. O pedido estúpido de Batochio (de que Cármen Lúcia não participasse da votação, para que terminasse empatado) mostra que esta carta já estava na manga e já tinha sido estudada. O pedido insano, cretino, incabível, ridículo, abusivo, ilógico, besta, despropositado e absurdo mostra que esta hipótese foi pensada de antemão pela máfia e é sinal claro de que Rosa Weber realmente correu risco de morte, como alertamos antes. Não fosse assim, este pedido absurdo da defesa não teria sido feito, pois logicamente ele não é possível. A presidente sempre vota, mesmo em HCs, e só profere voto de minerva se alguém for impedido ou morrer ou estiver doente. E se for em HC, não há voto de minerva. Forçou-se então um empate impossível, pois Cármen votaria de qualquer forma. Se ela não votasse, terminaria em empate. Por que então isso foi pedido, se era flagrantemente impossível? De onde veio esta idéia estúpida e cretina? Veio do plano de dar um fim em Rosa Weber, que por algum motivo falhou. A carta que estava na manga e que não poderia mais ser utilizada foi usada como recurso absurdo de última hora, mostrando o nível de insanidade a que se chegou no circo montado. Isso mostra que vai morrer gente mesmo. A Polícia Federal precisa monitorar passo a passo a vida dos petistas sofistas (Rosa, Cármen, Fachin, Barroso e Fux) e da marionete de Temer (Alexandre). Todos eles estão correndo risco de morte agora. Mas em primeiro lugar quem já está com um pé no caixão é Cármen Lúcia. Aliás, em 2015 (ou 16, salvo engano), já havia sido interceptada pela PF uma conversa em que se planejava um meio de ameaçar a ministra.


          O saldo agora é este então: insistir nas ADCs é crime de responsabilidade. E por isso Cármen Lúcia corre agora risco de morte sério. Embora ela seja da máfia, precisará de proteção máxima, ultra proteção agora. E Lula na cadeia também, pois é um delator em potencial. Será preciso evitar que os três lados agora se matem: ameças da máfia petista ao tribunal, ameças da máfia peemedebista ao tribunal e ameças do tribunal a Lula, que poderá delatar o tribunal. Toninho do PT, Celso Daniel, a pá de gente que moreu depois em queima de arquivo e os policiais mortos no ataque PT-PCC de 2006, do fundo do caixão, mandam o recado para todos. Dirceu, o terrorista comunista, Dilma a terrorista comunista, presos na ditadura militar, que saíram do "planalto" e estão agora na "planície" da "luta armada dos companheiros" que o digam. A PF agora vai ter bastante trabalho para evitar um banho de sangue.