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Poltica

Delação de Palocci é fraude

Publicado em 27 de Abr de 2018


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fonte: www.globalizacao.net/informativo.asp

 

          Palocci, mais uma vez, ensaia fazer um acordo de delação. É um blefe. Esse acordo não pode ser fechado. Só se for para entregar o dinheiro do STF.

 

 

27-04-2018  -  01h40  - RAPIDINHA. ACORDO DE PALOCCI É ENGAMBELAÇÃO (MAIS UMA)

 

          Os acordos de colaboração só valem se houver a chancela do Ministério Público. De acordo com a lei, a Polícia Federal sozinha não tem como fechar um acordo. Fechado o acordo, o MP tem de concordar. E só aí ele está firmado.


          Como a PGR passou para o controle da máfia do PMDB com a saída de Janot (antes era controlada pelo PT), surgiu a idéia estapafúrida de que a Polícia Federal sozinha poderia fechar acordos de delação. Essa idéia cretina foi criada pela máfia petista, que pretendia usar a banda podre da Polícia Federal para fazer delações seletivas contra a máfia do PMDB.


          O acordo de Palocci que está em andamento, depois de vários ensaios e blefes de outras tentativas, é mais uma armação. O xyzwhijp vai querer fechar um acordo mixuruca, sem entregar o STF, entregando só picuinhas para espraiar na horizontal o rol de segundo, terceiro e quarto escalões de delatados, entre os quais banqueiros. Objetivo: reduzir a pena, que será altíssima, em troca de picuinhas.


          Se antes Lula era o alvo preferencial de delações (e ele já foi atingido), o alvo agora é o STF. Delação para valer é a que entregrar o STF. É só isso que interessa agora, para por fim na história. O Ministério Público Federal está certo em querer pular fora do barco da delação de Palocci. Vai ser mais uma bobagem. Ele tem de entregar as baleias e tubarões do STF. Se quiser, pode entregar alguns peixes graúdos do setor financeiro, mas as baleias e tubarões são prioridade zero. No pé em que as coisas estão, o STF é agora o alvo. E tem de ser delação para entregar todo mundo. Delação seletiva entregando só Gilmar Mendes não interessa. Os crimes do STF já estão provados pela farta documentação em Diário Oficial, um rosário imenso de decisões ilegais e inconstitucionais (como a da PET 6780) que por si só já bastam para colocar o tribunal na cadeia. O que interessa agora é a grana, saber o valor das vendas de sentença e onde está o dinheiro. Não que isso seja necessário, mas para arrematar com chave de ouro a investigação, desnudando a farsa integral do tribunal da maneira mais desmoralizante, a grana.


          Palocci está tentando fazer todos de palhaço, mais uma vez. E isso ele faz porque conhece absolutamente tudo dos bastidores. Quem está sendo palhaço agora é Palocci. Esperto como é, já deveria ter percebido que o jogo acabou. Ele insiste ainda, mas a casa já caiu. O que falta agora é  remoção dos escombros, o caminhão da intervenção militar, para levar o STF, que já está dentro da caçamba de entulho há muito tempo, desde o Mensalão e de Lewandowski em 2012.


          O tribunal vai cair, de um jeito ou de outro. E depois que ele cair não haverá mais coisas relevantes a serem delatadas na vertical, só bobagens na horizontal, que podem render benefícios, mas não a integralidade da redução possível da pena. Eduardo Cunha e Palocci são os Marcos Valérios do Petrolão. De tanto acreditar em salvação, amargarão penas duríssimas, mofando na cadeia. Mesmo porque, no jogo de trapaças, traições, deslealdades, chantagens, vinganças, comédias e teatro, mesmo que o tribunal sobrevivesse, alguns teriam de ser presos, só para inglês ver. Esse é o princípio geral da delegacia de polícia: uns traficantes pés-de-chinelo sempre são presos, para gerar estatística e mostrar serviço. A corrupção avassaladora não tem diferença, seja qual for o escalão onde aconteça, é sempre igual. E sempre termina do mesmo jeito. Quando a casa cai, tudo se repete igualzinho, seja um delegado de xyzwhijp num DP, seja um bandido togado supremo. E o princípio geral da delegacia de polícia estabelece que quando a situação está muito ruim os maiorais saem, pois só se ocupam de varrer para baixo do tapete as montanhas de corrupção, esquecendo-se das cascas de banana como essa PET 6780, o clássico do clássico da patifaria. Acostumados às grandes decisões ilegais e inconstitucionais sofisticadas como a PSV 115 que não lhes renderam ainda a cadeia, não tiveram pudor algum em assumir de cara limpa a canalhice numa picuinha (a PET 6780). Como essas, existem outras várias. Mas esta já é uma prova cabal da corrupção, publicada em Diário Oficial, incontroversa, pública, notória, solene, passada em cartório, registrada em ata, magistral.


          Quanto a Toffoli, sua decisão na PET 6780 foi, além de absurda, totalmente vazia, um tiro de festim, para servir de balão de ensaio e ver o que acontece. Isso porque o que determina a competência é a materialidade e a autoria do delito e não quem o delatou. Se for aberto um conflito de competência adiante, esta decisão atual não tem qualquer poder de determinar alteração da prevenção já estabelecida (e não só a prevenção, como a competência absoluta quanto à matéria, prejuízo à União), a menos que, como agora, uma nova decisão teratológica e criminosa do STF seja tomada. A petição 6780 foi protocolada em 14 de março de 2017 e distribuída "por prevenção: MIN. EDSON FACHIN. Prevenção do Relator/Sucessor: MIN. EDSON FACHIN. Processo que justifica: Pet 6530. Justificativa legal: RISTF, art. 69, caput". Esta PET 6530, por sua vez, foi protocolada em 19/12/2016 e também distribuída por prevenção, em 09/01/2017. 


          O dia é claro e o Sol é amarelo. Isso já foi firmado em Curitiba. Fachin esclareceu isso no seu voto. Em agravo contra o relator, Lula perdeu. E por unanimidade ficou decidida sua derrota (lembrando que sua participação no feito é extravagante, extemporânea e indevida, pois o foro competente para esta discussão em que Lula tenha legitimidade de parte não é o STF e sim o TRF 4).  Em embargos de declaração, os três ordinários resolveram mudar o voto, dizendo que como uma nuvem lhes passou pela frente agora eles não podem mais saber se o dia é claro e se o Sol é amarelo. E depois, mais adiante, dirão então que por causa disso o dia é escuro e o Sol não existe, pois há um "precedente" segundo o qual o Sol não foi visto.


          A metáfora não tem um pingo de exagero, é literalmente a própria situação, uma aberração. O lugar desses canalhas do STF é na cadeia. Todos eles. Eles fazem teatro de que são honestos. Tanto quanto Wadih Damous, que também é especialista em teatro. Damous acusa o STF, mas ele é comparsa do STF. Não por causa do que ele disse de Gilmar, que agora está do seu lado. É por conta das várias armações da época do "impeachment" de Dilma, em que ele atuava como autor de ações forjadas no STF para consumir tempo, como no caso da questão de ordem 105 de 2015 da Câmara dos Deputados, que vimos aqui em detalhes. E está explicada também no vídeo que fizemos.


          Palocci pode então ficar no xilindró. O que interessa agora é a grana do STF. As contas milionárias. Quem sabe até bilionárias agora, no pé em que as coisas estão.


          Se a PF, seja por meio de sua banda podre, seja por meio de sua banda boa, fechar acordo, o MPF pode vetá-lo. Essa é a lei. Se o MPF não concordar, não há acordo. E ele tem de não concordar mesmo. Palocci é um troféu tão grande quanto Dirceu ou Lula. Ele conhece o que existe abaixo do inferno. A regra é clara, está no artigo 4º, § 2º e § 6º, da lei 12.850, de 2013, que trata das organizações criminosas:

 

            § 2º  Considerando a relevância da colaboração prestada, o Ministério Público, a qualquer tempo, e o delegado de polícia, nos autos do inquérito policial, com a manifestação do Ministério Público, poderão requerer ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial ao colaborador, ainda que esse benefício não tenha sido previsto na proposta inicial, aplicando-se, no que couber, o art. 28 do Decreto-Lei n  3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal).

 

          § 6º  O juiz não participará das negociações realizadas entre as partes para a formalização do acordo de colaboração, que ocorrerá entre o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou acusado e seu defensor.

 

          Assim, portanto, a lei é clara. O Ministério Público tem de chancelar o acordo, pois é ele que propõe a ação penal e reivindica a pena a ser aplicada.


          Palocci vai entregar só picuinhas, para se ver livre da duradoura prisão, como a de Dirceu. Esse acordo não pode ser fechado, será perdida uma oportunidade de ouro de colocar um ponto final nesta história. Palocci é um trunfo do tamanho de Lula, que não pode ser desperdiçado, é uma bomba atômica com poder de destruir o STF, reduzindo-o a cinzas. Ele também precisa de proteção, pois está sujeito a ser morto agora, ele é um Celso Daniel. Seus trunfos não podem ser convertidos em tiros de festim por idiotas.


          Antes Lula era o alvo. Ele foi abatido. O alvo agora é o STF. Inteiro. É só isso que interessa agora, mais nada. Com as contas milionárias e os doleiros do STF, terá sido dobrado o Cabo da Boa Esperança na "lava-jato".


          Numa ordem de probabilidades o que se tem?


          Lula nada falará, pois espera ser salvo. Sua vontade é controlada por seus chefes. Ele nada falará sem autorização. Se os seus chefes caírem, aí ele poderá falar.


          Dirceu será preso novamente a qualquer momento. Ele nunca irá falar. Mas se não for solto, ele vai falar, não para se livrar da cadeia, mas em retaliação e chantagem. E não será ele propriamente que falará. Ele dará a ordem para que seja vazada informação seletiva a respeito do STF. Como Gilmar Mendes agora é aliado da máfia petista, segundo inclusive assumido por Damous, assim como os outro quatro safados assumidos do STF (Lewandowski, Toffoli, Marco Aurélio e Celso de Mello), a retaliação recairá sobre algum dos sofistas. Um dos alvos poderia ser Fux, o medroso e Maria vai com as outras.


          Palocci espera Lula ser solto, espera Dirceu livrar-se da pena. Não vai falar nada de relevante. Sua delação agora é blefe. Sua prisão é preventiva. E é uma prisão preventiva suprema. E Palocci é bilionário, tem US$ 340 milhões numa única conta em Miami (R$ 1,1 bilhão).


          Falta ainda a prisão de Gilberto Carvalho. Se a situação se agravar a ponto de que alguma delação séria aconteça, o delator poderá ser assassinado antes que fale. É a situação de Lula e de Palocci. O cálculo que tem sido feito é este: quanto tempo pode se esperar sem que nada seja delatado, na esperança de que os marginais do STF resolvam tudo? Se a situação continuar se agravando e se tornar irreversível a inexorabilidade de uma delação, isso poderá ser convertido em morte. Não se delata agora na esperança de que haja uma salvação. Espera-se. Demora. É preciso paciência. Conversamente, se a situação se agravar ainda mais, como caminha para se agravar, será preciso pressa na delação, pois o assassinato será iminente. A relutância em delatar seria convertida em desespero por delatar.


          Enquanto tudo isso corre, outros estão presos e serão presos, podendo se tornar delatores também, aumentando o rol de pessoas a entregar o STF, após o que nada mais haverá a ser feito, exceto amargar a pena integral, pois nada de relevante haverá a ser delatado que resulte em pena reduzida pela margem integral possível (2/3).


          O tribunal se apressa então para liberar geral. Dia 2 teremos a PSV 115. A qualquer momento, a segunda Turma dará ordem de HC para Lula ser solto. Com a PSV 115, teremos o equivalente a uma PET 6780 um milhão de vezes mais efetiva, forte e definitiva. Vai ser retirado tudo de Moro, mas só para os que eram ocupantes de cargo com prerrogativa de foro, como Lula. Os demais só poderão sair se forem arrastados pela conexão. Dirão neste caso que há conexão, para salvar os peixinhos, ao contrário do que fizeram agora na PET 6780 (quando disseram que não há conexão, e há).


          Infelizmente, para o tribunal, é inexorável a sua destruição. Assim que Lula for efetivamente solto, ficando livre inclusive da pena, e seus processos restantes ainda em Curitiba forem remetidos para o STF, as ghilhotinas de 1789 serão instaladas. Elas já deveriam estar instaladas, mas por ora os crimes do tribunal produzem apenas espuma burocrática, adiando decisões ou efeitos. Quando Lula for solto não, as portas do inferno serão abertas e o demônio estará nas ruas, em campanha eleitoral, o que só servirá para turbinar as ghilhotinas. Se o canalha saísse e ficasse quietinho, seria uma coisa já horrosa. Mas não, ele vai sair e vai por fogo no circo, vai trazer os holofotes para si, não porque foi solto apenas, mas porque fará o seu teatro eleitoral, ou seja, ele não vai por lenha numa fogueira já densa, vai por nitroglicerina pura e gasolina. Vai explodir tudo. Ele vai passar maio, junho, julho, agosto e setembro todos os dias na TV, lembrando a todos do escândalo. Será catastrófico. O tribunal, portanto, está com os seus dias contados. A xyzwhijp será feita e depois virá a propaganda diuturna da xyzwhijp, vinte e quatro horas por dia, terminando de arrebentar com tudo. É por isso, inclusive, que ele corre risco de morte. Com sua saída do cenário, o tribunal escapa do imbróglio sem ter de se comprometer com um ícone, podendo depois liberar aos poucos os demais criminosos, como já vem sendo feito no caso Temer.


          A situação é tão catastrófica para todos que só se pensa no dia de hoje, com que dinheiro será coberto o saldo excedente do limite do cheque especial. Não importa de onde venha, da PSV 115, da PET 6780, de Gilmar, ... Depois se resolve o que acontecer depois. O depois é que o saldo devedor excedente foi coberto com mais saldo devedor, sobre o qual incidirão juros, tornando o fim horroso do dia de hoje que se quer evitar num horror sem fim, que será cada vez pior e, quando explodir, vai levar tudo pelos ares.


          Como se pode falar sobre tudo isso assim abertamente, sem qualquer pudor, receio, preocupação ou medo? A pergunta a ser feita é outra: como os bandidos do STF tiveram a coragem de afrontar tudo para se salvar? Eles não tiveram coragem não. Ou eles fazem isso agora, para tentar ganhar mais um tempo, ou tudo acaba agora mesmo, com eles sendo delatados. E não será um delação de festim, será um rosário de crimes lewandowsico. Os crimes em si, na maioria, já são conhecidos. O impacto maior será o preço recebido a cada venda de sentença, a mesquinharia das combinações do cafezinho, o teatro de Barroso e seus cacoetes de mentiroso, as trapalhadas de Fux no "script" combinado, as combinações sofistas de Cármen Lúcia e o jogo de cena de Fachin, tudo isso revelado em gravações ambientais quilométricas e que comporão o maior vexame mundial em todos os tempos na história do direito comparado e na história das máfias. Os ministros ordinários não serão lembrados por seus pomposos discursos de empulhação e sim pelas gravações ambientais de suas falcatruas, que farão um padre pedófilo desmascarado se sentir a mais inocente das criaturas.


          Faltam agora 6 dias para o golpe do foro (PSV 115):