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Aeronutica

GSI é parcial e lançou holofotes para condenar praça

Publicado em 13 de Jul de 2019


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Sobre o tema da postagem vejo o seguinte: Muitos dos nossos generais, inclusive, antes mesmo de ouvirem o sargento preso com drogas, vieram a público condenar o sargento. Minhas perguntas como militar é: E os pilotos da aeronave que conduziram as drogas não possuem nenhuma parcela de culpa, não são também suspeitos e não merecem serem investigados? Porque os holofotes se voltaram tão somente para o sargento?

Leiam:

íntegra: https://www1.folha.uol.com.br  https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/07/sargento-preso-com-cocaina-e-vergonha-mas-ha-20-anos-o-brasil-passa-vergonha-diz-ministro.shtml

 

'Sargento preso com cocaína é vergonha, mas há 20 anos o Brasil passa vergonha', diz ministro

Declaração é de Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional

Danielle Brant
BRASÍLIA

O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, afirmou nesta quarta-feira (10) que o episódio do sargento preso com 39 kg cocaína no aeroporto de Sevilha, na Espanha, é uma vergonha para os militares, mas que o Brasil já está acostumado, pois passa vergonha há 20 anos. 

As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, marcada para discutir a apreensão de drogas em aeronaves militares. Heleno comentou fala do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que lamentou que o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues não tenha sido detido na Indonésia, onde condenados por tráfico de drogas são executados.

“É óbvio que isso não é uma declaração amparada em qualquer coisa jurídica. É uma declaração de desabafo pela vergonha, que isso já foi caracterizado aqui por mim e pelos dois companheiros, que nós passamos”, disse. “Agora, vergonha nós estamos acostumados a passar, hein. Porque, olha, 20 anos que nós estamos passando vergonha. Essa vergonha a gente sente, sim, muito, mas o país está acostumado.”

O segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, preso em Sevilla, na Espanha, por transportar cocaína
O segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, preso em Sevilla, na Espanha, por transportar cocaína - Reprodução

O sargento integrava a comitiva de militares que prestava apoio à viagem do presidente a Tóquio, no Japão, onde participou de reunião do G20, grupo que reúne as economias mais importantes do mundo. 

Rodrigues foi detido ao passar por um controle aduaneiro de rotina realizado no aeroporto de Sevilha, no sul da Espanha. Ele estava no avião da FAB, um Embraer 190, do Grupo Especial de Transporte da FAB, que fez uma escala na cidade espanhola.

Além de Heleno, participam também da audiência desta quarta o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, representando o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o tenente-brigadeiro do ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, representando o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Antônio Carlos Moretti Bermudez.

Na audiência, o ministro comentou as críticas que o escritor Olavo de Carvalho costuma dedicar à ala militar que cerca o presidente Jair Bolsonaro (PSL). “O senhor Olavo de Carvalho, se eu encontrar na rua, eu não sei quem é. Eu não vou dedicar [tempo] ao seu Olavo de Carvalho, meu tempo é precioso”, afirmou.

Heleno disse ainda que as críticas não o atingem. “Não vou ficar gastando tempo de responder a cada bobagem que falam. Não passa nem na minha cabeça. Tenho muita coisa para fazer, e não tenho tempo de ficar discutindo bobagem”.

O militar comentou ainda as críticas feitas pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente. Logo após a prisão do sargento, Carlos acusou o GSI e a FAB (Força Aérea Brasileira) de serem cúmplices do sargento preso.“Comentários do Carlos, eu sei perfeitamente porque já tive convívio com ele, ele é extremamente traumatizado pelo atentado que buscou modificar a situação política do Brasil”, afirmou o ministro, em referência à facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha à Presidência. 

Heleno lembrou que o capitão reformado, à época, estava sob cuidados da Polícia Federal. “Não estou de maneira nenhuma colocando qualquer tipo de responsabilidade na Polícia Federal, é uma polícia que melhorou muito e visivelmente nas últimas décadas”, disse. 

O ministro afirmou que Bolsonaro, assim como outros candidatos, desrespeita as regras de segurança em campanha. “Aqueles que fazem a segurança não podem impedir um candidato...como hoje, por exemplo, nós vivemos isso quase em todas as viagens do presidente. Ele acaba fazendo coisas que, para a segurança, são arriscadas.”

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A seu ver no episódio o SG é o único culpado
 Sim, sem dúvidas
 Não, tem que investigar 1º inclusive os pilotos
 É mais fácil condenar e imputar crimes a praças
 Não é caso isolado em outrora prenderam coronéis

2 comentários


Avassalador comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

13 de Jul de 2019 às 9:37

Avassalador
Caso o nosso sargento, praça, inclusive, que possui excelentes antecedentes, seja culpado, então e infelizmente, que seja condenado e preso, no entanto, vejo que os holofotes só se voltaram para o sargento, isso demostrando o intuito e sede para condenar. SERÁ pelo fato de ser praça?


Cláudio Eugênio Rodrigues Pi

19 de Jul de 2019 às 11:04

Cláudio Eugênio Rodrigues Pi
Desmantelamento das Forças Armadas. Infelizmente as Forças Armadas Brasileira está em processo de alto destruição, e não está se adaptando com a nova realidade que vive os países no mundo globalizado. Os Generais do alto escalão estão fazendo uma divisão interna entre os graduados, primeiro fizeram uma diferenciação entre as escolas militares onde os Sargentos oriundos da ESA agora estão sendo equiparados a nível tecnológico em detrimento das Escolas de Sargentos da Marinha e da Força Aérea Brasileira. Como se não bastasse fizeram uma restauração organizacional onde o nível estratégico se distancia dos outros níveis hierárquicos, principalmente em comparação o nível operacional, que é a base de sustentação de qualquer organização e voltando a teoria retogrados que aconteceu no Brasil até os anos de 1930, que era o nível de estrutura burocrática e por fim mais uma vez coloca os militares da Marinha e da Força Aérea Brasileira em condições de desigualdade em relação aos graduados premiando os militares do Exército que vai receber uma gratificação porque foi considerado pelo plano de reestruturação como curso de altos estudos, como já havia quebrado a isonomia hierarquia no sentido vertical em relação aos ensinos militares, agora no sentido horizontal quebrou a paridade entre os graduados do mesmo nível hierárquico. Espero que o alto comando reveja estes pontos que são fundamentais, conforme os militares tem como o pilar central a Disciplina e Hierarquia, quando se quebra este elo o alto comando está rasgando o Estatuto Militar de 1980 e que pode gerar insatisfação geral nos postos e graduações inferiores. Cláudio Eugênio Rodrigues Pires 3° Sargento da RNR


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