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LEIA COM ATENÇÃO: QUE PAÍS É ESTE ?

Publicado em 10 de Jul de 2009

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QUE PAÍS É ESTE ?

RESPOSTA À UM POLÍTICO:

Precisamos aprender a pensar e voltar a repensar o sonho do Brasil democrático, o que jamais aconteceu. A nossa reunião na Associação da Bancada Militar (ABM), denota o que foi aquela reunião uma verdadeira aula de democracia, quando várias pessoas reunidas puseram expor pensamentos diversos e opiniões em assertivas sem que dali saísse qualquer opressão, repressão ou cisma.
Sua atitude em vir me abraçar e juntos podermos aparar a única aresta que restou de nossas inferência assertivas com relação o que pode ou não ser antagônico, ficou gravado e testemunhado quando Vossa Excelência, se me permite posicionar-me assim, pois é desta forma que eu o vejo, como um parlamentar mesmo em uma simples reunião, quando naquela oportunidade pode ouvir de minha parte que concordo com tudo que colocaste à mesa em forma didática, mas que antes precisamos usar este mesmo material didático para fortalecer nossas instituições que são as três Forças Armadas para depois pedir um voto político consciente e de confiança e trabalhar duro para resgatar a dignidade militar e civil levada por um revanchismo dominado por ideologias comunista, leninistas, marxistas, irresponsável e antipatriótico, pois, não há brasilidade em nada do que temos visto na política brasileira desde que o país foi entregue nas mãos dos últimos governos FHC e LULA, a fim de conduzir o país nos últimos 20 anos, governos estes que tanto criticaram os governos militares prometendo a sociedade civil transformar o país numa França ou Suíça, mas que hoje, não passa de uma África piorada e de uma URSAL como deseja o Hugo Chávez.
Em alguns aspectos estamos piores do que o Haiti onde brilhantemente o Brasil ergueu um Bandeira militar de pura competência perante as demais Forças Armadas de primeiro mundo sob o comando do futuro Presidente desta nação o competente General Augusto Heleno. Deve ser, por que, lá também existem seus currais eleitorais, comandos de traficantes, favelas, toques de recolher, milícias, corrupção dentro do governo, uma guerra civil silenciosa, pobreza e miséria junto à riqueza e luxúria, talvez seja por estas razões que os militares brasileiros puderam desempenhar um papel tão brilhante no Haiti, eles se sentiram em casa, diferentemente de militares de países como os E.U.A, Europa e demais Nações de primeiro mundo, quando seus estereótipos não eram condizentes com a realidade humana, psicológica, antropológica, sociológica daquela nação.
Sobretudo, os militares brasileiros precisam aprender a conhecer o seu país politicamente, pois, trancado dentro de um quartel ficamos alienados a conceitos puramente militar e nos desprendemos das questões sociais, políticas desta nação, com certeza a maior luta patriótica não está em pegar um fuzil e apontar contra um inimigo qualquer ou prestar culto a bandeira, mas buscar escolher acertadamente quem vai representá-lo com compromisso, ética, moral, dignidade e patriotismo, na verdade estamos nesta situação, porque, durante toda a nossa história estivemos de fora do processo político, somente alguns anos atrás é que nos foi dado o direito ao voto e a cargos eletivos cerceados pelos próprios comandantes quando em perseguições movimentando alguns militares da ativa qudno se candidata e se destaca na vida pública em seus pleitos, mas isto ainda é pouco perto do analfabetismo político no qual nos encontramos.
É uma verdade afirmar que o maior analfabeto é o analfabeto político, pois, ele não sabe que tudo se define, se decide e se conquista em favor da sociedade ou de suas classes por meio do processo político e seus fiéis representantes, isto é claro através do voto consciente e democrático.
Deixo para a sua reflexão uma entrevista de um dos maiores intelectuais, patriota e geógrafo deste país que foi o honorário e benemérito Dr. Milton Santos um dos poucos intelectuais a dedicar-se a estudar e a repensar uma verdadeira liberdade democrática para o nosso país, sendo um antagonista deste modelo de globalização etnocêntrico, infelizmente esta pérola veio a falecer recentemente, mas que muito me influenciou na luta pela causa da brasilidade e patriotismo do meu país, independentemente por ser eu militar ou não. Sem mais, deixo meu protesto de grande estima e respeito por Vossa Excelência e desde já lhe agradeço pela brilhante aula de espírito democrático, brasilidade, patriotismo e consciência política raríssima entre seus pares, bem como pela riqueza das literaturas dispensadas à todos os presentes naquela oportunidade, em tese a reunião do dia 23 de Junho de 2009, onde tive o prazer e a grata surpresa em poder conhecer um parlamentar realmente compromissado e preocupado com o futuro desta nação.

Respeitosamente; MARMOSILVA-RIO - ( Diretor da ABM )

Entrevista: Dr. Milton Santos ?

# - Em entrevista no programa Roda Viva, o senhor afirmou que observamos atualmente uma capitulação dos intelectuais brasileiros diante da situação do país. Como define essa capitulação?
* A capitulação dos intelectuais é um fenômeno internacional já antigo e que se agravou com a globalização. Isso de alguma maneira perdura com a democracia de mercado de hoje. A intelectualidade brasileira se organiza através de grupos fechados que necessitam mais de fazer pressão, para sobreviver, do que de se reunir para pesquisar. Por isso tende a se aproximar do establishment, o que reduz a sua força de pensamento, imaginação e crítica. Isso equivale a capitular. No Brasil, há exceções, mas essa síndrome precisa de uma cura urgente.
# - Em uma de suas declarações mais contundentes no programa Roda Viva, o senhor afirmou que o pobre é neste momento o único ator social no Brasil com o qual podemos aprender algo de verdadeiro. Poderia explicar?
* Em A natureza do espaço falo um pouco sobre essa idéia. As classes médias são confortáveis de um modo geral. O conforto cria dificuldades na visão do futuro. O conforto quer estender o presente que está simpático. O conforto, como a memória, é inimigo da descoberta. No caso do Brasil isso é mais grave, porque esse conforto veio com a difusão do consumo. O consumo é ele próprio um emoliente, Ele amolece. Os pobres, sobretudo os pobres urbanos, não têm o emprego, mas têm o trabalho, que é o resultado de uma descoberta cotidiana. Esse trabalho raramente é bem pago, enquanto o mundo dos objetos se amplia.
# - O senhor fala da sabedoria da escassez...
* Exatamente. Fui buscar esse conceito em Sartre, quando ele fala da escassez que joga uma pessoa contra a outra na disputa pelo que é limitado. Essa experiência da escassez é que faz a ponte entre a necessidade e o entendimento. Como a escassez sempre vai mudando, devido à aceleração contemporânea, o pobre acaba descobrindo que não vai nunca morar na Ipanema da novela, que jamais vai alcançar aquelas coisas bonitas que vê. Ele continua vendo, mas está seguro hoje de que não as alcançará. Gostaria de dizer que a classe média já começa a conhecer a experiência da escassez. E isso pode ser bom. Como a classe média, na sua formação, tem uma capacidade de codificação maior, isso vai nos levar a uma precipitação do movimento social, da produção da consciência, ainda que seja de uma maneira incompleta.
# - Pesquisa divulgada mês passado na França revelou que 72% dos franceses oscilam entre o medo e a revolta com relação ao atual modelo econômico. Acredita que a situação francesa seja muito distinta da brasileira? Como explica a aprovação popular da política econômica brasileira?

* Essa questão pode ser desdobrada em duas. No Brasil, a expansão do consumo veio com o regime autoritário e continua com a democracia de mercado. Por conseguinte, essa expansão do consumo junto a essas duas estruturas de controle faz com que a opinião pública seja amortecida. Há muito mais espaço para o consumidor, esse espaço legitimado agora com o código do consumidor, e nada para o cidadão. Dessa forma, torna-se mais fácil aceitar um mundo onde são as coisas que comandam, e não os valores.
# - O que acontece no caso do Brasil?
* Esse apego enorme às coisas faz com que a coisa mais representativa, que atualmente é o Real, a coisa que faz adquirir coisas, interfira no resultado das pesquisas favoráveis à moeda. Mas, a mesma pessoa que gosta do Real não gosta do desemprego, não gosta da insegurança. De modo que vivemos esse paradoxo que está rebaixado na consciência das pessoas. O que aparece lá em cima é o Real, a satisfação com a moeda, mas há uma infinidade de situações, que não são latentes, mas reais, embora não apareçam como sistema na consciência. Por isso temos a impressão de que o Brasil não está reagindo, mas penso que há um vulcão adormecido.
# - Viviane Forrester, em seu best seller francês intitulado O horror econômico, afirma que vivemos no meio de uma "magnífica ilusão". "Nossos conceitos de trabalho e de desemprego, manipulados por políticos, não tem mais qualquer substância". Ela anuncia que uma nova civilização já se iniciou e nela só uma pequena parcela da população mundial encontrará trabalho. O que pensa dessa afirmação?
* Há anos eu já afirmava que a globalização, tal como era considerada, começa por ser uma fábula. Essa fábula se tornou possível exatamente pela violência da informação. Produzem-se idéias que são impostas. Nesse sentido, o que Forrester afirma a propósito da "magnífica ilusão" me parece correto. Mas é a partir dessa ilusão e dessa fábula que são impostas fórmulas que conduzem os países em sua economia, política e relações sociais. São fábulas perversas, como essa que fazem com que não discutamos a solidariedade. Toda a discussão sobre a previdência se faz em bases contábeis e não levando em conta que a nação tem que ser solidária e todos têm de estar juntos. Todos os debates são feitos naturalizando a perversidade, através da naturalização da desigualdade social. É uma tristeza que a discussão sobre o desemprego se limite a uma relação mensal de números falsos.
# - Como assim?
* Vivemos uma fase de politização das estatísticas. Isso se dá de forma descarada no Brasil em todos os campos da vida social e econômica. Há uma distribuição de estatísticas de forma maciça, mas que não permite análise porque não há desagregação que conduz a uma interpretação. A apresentação da estatística já é enviesada. Não se pode atribuir às pesquisas de opinião tão disseminadas hoje em dia a qualidade de fornecer o entendimento das estruturas e processos sociais. A estatística é retrato encomendado de apenas uma parcela do social, mas não é o social. Essas pesquisas têm um papel de deformação da vida política e degradação da vida partidária. Na última campanha foi curioso ver como os candidatos decidiam ir mudando em função das pesquisas.
#- Parece que vivemos um paradoxo na era da informação: a sociedade parece cada vez mais opaca, menos decifrável. Temos mais estatísticas, mas entendemos menos a sociedade. A que atribui esse fenômeno?
* A violência da informação também se deve ao fato de que a grande indústria da comunicação é extremamente concentrada. É concentrada nas mesmas mãos que concentram a competitividade. Esta não tem qualquer finalidade. Até hoje não se descobriu por que as grandes empresas globais competem. Todos os dias nos defrontamos com uma interpretação já feita, mas que é simplista ilusória e produz uma fábula. Isso gera esse efeito de opacidade. Ela é menor nos países onde a figura do cidadão pôde se cristalizar ao longo dos séculos e maior nos países onde a cidadania não se concretizou como na África e na América Latina.
#- A globalização parece haver reduzido a influência dos mercados nacionais que constituíam um dos fundamentos do poder do Estado-nação. O que é feito de noções tão caras à geografia, como Estado, nação e território?
* Prefiro dizer que o mercado nacional é o nome fantasia do mercado global. Esse mercado global trabalha com alguns pontos do território e exige que os estados nacionais aparelhem esses pontos. As empresas globais ali se instalam. É nesses pontos privilegiados que elas produzem nacionalmente uma produção global. Mas há também o território: todo o resto utilizado pelas outras empresas e pela maioria esmagadora dos homens que não vivem sem esses territórios. Podemos encarar de outra maneira a questão do território, do mercado e do Estado nacional. Esse mercado global travestido de mercado nacional não tem um reflexo, nem obrigatório nem imediato, sobre a maior parte da população. Ele se amplia com o desemprego, com a fome, sem que a maior parte da população seja beneficiária, enquanto o mercado territorial é o que tem a ver com a maioria da população e acaba sendo o sustentáculo do Estado.
#- No programa Roda Viva o senhor sugeriu que o prefeito Celso Pitta está sofrendo um linchamento, que o senhor parece atribuir ao racismo. E se as denúncias se provarem verdadeiras? Acredita que sua crítica foi feita em momento oportuno?
* Na sociedade da informação em que vivemos há linchado e linchados. O caso dos precatórios mostra que há linchamentos de graus variáveis. Minha colocação tem um caráter político no sentido maior. Desejo a aceitação mais tranqüila do negro na sociedade brasileira.

# - Que dificuldades lhe trazem sua condição de intelectual negro e o tom destoante de seu pensamento no establishment acadêmico?
* Pude me manter como outsider. Em que medida ser outsider no meu caso não se deve ao fato de eu ser negro? Os prêmios são um dia e vivem no círculo que sabe deles. A minha vida de todos os dias é a de negro. como tal, mantenho com a sociedade uma relação de negro. No Brasil, ela não é das mais confortáveis.
Nota: Essa é apenas uma das visões contemporânea deste brilhante ícone da intelectualidade brasileira, verdadeiramente é um pensamento capaz de mudar a história e os destinos desta nação se formos capaz de sintetizar essas inferências e assertivas. É quando eu coloco com muita propriedade, que sem conhecimento e informação verdadeiras e transparentes voltadas única e exclusivamente para o povo carente e suas carências, nós estaríamos contribuindo e muito para o progresso desta nação.
Eu não sou positivista, mas a veracidade dos fatos nos remete a afirmar que a Proclamação da Republica Federativa desta Nação foi realizada sobre os pilares da doutrina positivista que é o seguinte: AMOR por princípio, ORDEM por base e PROGRESSO por fim, em nenhuma desta três doutrinas ou pilares nós conseguimos colocar o Brasil de hoje, tão pouco de 20 anos atrás.

AMOR, ORDEM E PROGRESSO ! É TUDO QUE PRECISAMOS PARA SERMOS DEMOCRÁTICOS E TERMOS UMA NAÇÃO DEMOCRÁTICA EM TODAS CAMADAS DA SOCIEDADE.

Ninguém pode ser totalmente livre, enquanto não forem todos livres; ninguém pode ser absolutamente moral, enquanto não forem todos morais; ninguém pode ser perfeitamente feliz, enquanto os demais não forem FELIZES... ( Autor: Spencer) .


Atenciosamente; MARMOSILVA-RIO

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