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Postada em 31-08-2011. Acessado 1377 vezes.
Título da Postagem:6-66 é o código do Dragão Japonês devorador de problemas
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 03-09-2011 @ 12:00 pm
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6-66 é o código do Dragão Japonês devorador de problemas

Tags: Problemas, solução, insolúveis, draconianos, administração, propagação, acumulação, ônus, oneroso, prejuízos, déficits, juse, Japão, engenharia, falhas, defeitos, saúde, educação, infraestrutura, superestrutura, dragão, dificuldade, educação, treinamento, 3mu, científico, recesso, decadência, civilização, Brasil, brasileira, padrão, civilizatório, análise, estatística, matemática, profissional

Segundo a JUSE - União Japonesa de Engenheiros e Cientistas existem muitas CAUSAS PROVÁVEIS para um PROBLEMA. Este é uma DISFUNÇÃO da administração ou de operações DESCUIDADAS e sem controle efetivo, que resultam em omissões, falhas, defeitos, acidentes, catástrofes, explosões, incêndios, improdutividade, dispêndios de dinheiro, poluição, afetação nos seres humanos, doenças, crimes, danos ambientais e tudo que é tipo de perdas incalculáveis, dentre elas a mortandade ...
 
As propriedades dos problemas:
 
1ª Agente acumulador - estima-se que na sua origem, um problema tenha grau 1 de dificuldade, para sua solução. Se não for resolvido ele agrega o valor das disfunções locais e passa para um ponto ou setor seguinte. Daí ele vai de R$ 1 e atinge R$ 10, ficando com grau 10 de dificuldade. Se não for resolvido no setor seguinte / ou fase, ele agrega o valor das disfunções locais e passa para um ponto ou setor seguinte, ficando com grau 100. Então, a cifra vai de R$ 10 para R$ 100. Agora, com grau 100, ele começa a se transformar de uma simples "lagartixa" e começa a virar um "jacaré". Os homens simples começam a ter dificuldades de resolvê-lo na aritmética e na estatística mediana. Seu volume de disfunções já irá requerer álgebra e a estatística de análises de regressão, correlação e análise multivariada. Até aqui vieram operários e técnicos na tentativa de resolvê-lo.
 
Mas, ainda há a possibilidade do problema não resolvido e mesmo que sem ter alta complexidade, ele agrega o valor das disfunções locais e passa para um ponto ou setor seguinte, ficando com grau 1000 ...
 
Neste instante ele fez sua nova metamorfose indo de "jacaré", passando para "DRAGÃO". O problema agora é um problema "DRACONIANO". A instrumentação cognitiva para sua solução avança na qualificação e na experiência profissional. Para enfrentar um DRAGÃO só mesmo um DRAGÃO. Temos problemas grau 1000, em sua 4ª fase de acumulação, ou temos um problema de R$ 1000, conceitualmente.
 
2ª Agente propagador - ao mesmo tempo em que ele se acumula, ele se propaga tanto no segmento horizontal, quanto no segmento vertical. E ele adora uma BIFURCAÇÃO. Assim como ele vai do ponto A1 => A2 => A3, ele vai de A1 => B1 => B2 e daqui vai para o ponto A3, sendo capaz de entrar em "propagação sustentada", quando os administradores não foram capazes de detê-lo, já totalmente "draconiano".
 
O problema quando possui uma "ciclagem" ele faz voltas curtas ou longas, ao fluir do tempo, se repetindo na percepção da administração, quando se julgava que ele tenha "morrido por si" ... Os veteranos dirão que o problema nunca foi resolvido e os novatos dirão ser um "novo" problema. Logo se afirma que, quem não conhece a história está condenado a repeti-la, sendo assim um problema de característica ABERTA, sua solução, se houve, perdeu seu poder de BLOQUEIO, por alterações no conjunto de fatores que o provoca como resultado do dirigismo técnico-administrativo ter sido precário.
 
Então existem duas espécies de problemas:
 
1. Problemas fechados - que desaparecem com uma solução científica definitiva e
 
2. Problemas abertos - que apesar de terem soluções científicas temporais, eles possuem certo prazo de validade, em que sua solução adquire uma "transitoriedade", até que os fatores de suas causas, antes bloqueados, venham a modificar sua conjuntura e parâmetros ...
 
E nem todos os problemas precisam de investimentos financeiros para as suas soluções. Há os problemas que são solucionados com o raciocínio estatístico e o seu bloqueio com procedimentos padronizados, e de fáceis, rápidos, econômicos e simples contextos de assimilação e difusão integrada.
 
Para solução dos problemas - sem investimentos - existe o conceito dos "3MU" que possuem uma técnica mental de raciocínio, para identificá-los, e classificá-los como Muda, Mura ou Muri (em japonês), sendo eles eliminados, para se maximizar os ganhos de tempo e movimento, economia e poupança, de recursos materiais e humanos, minimizar riscos de acidentes, incêndios e explosões, ajustar ritmo e sincronismo entre setores e atividades e etc.
 
Nas empresas deve haver uma massificação de Educação e Treinamento (E&T), em Administração Científica da Qualidade, para resolver os problemas fechados e sem necessidades de grandes investimentos, para reduzir perdas em geral e maximizar ganhos, numa boa relação de "custos x benefícios". Vamos reduzindo diversas interferências de fatores "secundários e terciários" que corroboram com a perpetuação dos problemas "draconianos". E por seguinte, iremos minimizando a escala dos problemas draconianos, voltando a colocá-los como pequenos "problemas lagartixas", até os eliminarmos após ações conscientes de controle administrativo ...
 
Os Problemas ainda possuem a SÍNDROME DA PROPAGAÇÃO, repercutindo em vários lugares e nos lugares seguintes à sua fonte de ocorrência:
 
Como já vimos os problemas "acontecem" dentro de PROCESSOS tipificáveis e irão produzir REPERCUSSÕES mais calamitosas e draconianas por mais tempo que se deixá-los PROPAGAREM. Se a administração e a operação deixarem o problema transcorrer, estarão PROTELANDO seu BLOQUEIO e onerando a empresa ou a sociedade (Serviços Públicos, por exemplo) - não só produzindo as DISFUNÇÕES, como também, ATRASANDO a evolução TECNOLÓGICA e/ou CIVILIZATÓRIA.
 
Como a Engenharia e a Tecnologia "administram" suas atividades por meio do CONCEITO de PROCESSO, temos as seguintes representações de sua ESTRUTURA e composição de FATORES ou CAUSAS ...
 
Arcabouços dos Processos:
 
Além dos 6M um processo possui uma superestrutura e uma infraestrutura.
 
O Processo é um conjunto de fatores - 6M - que se interagem para produzir um dado resultado, prático e funcional. Sua superestrutura vem a ser o conjunto que contem a inteligência, o know-how, as técnicas e os métodos, cuja aplicação racional permite que se materializem bens e serviços, com qualidade, produtividade e economia. E sua infraestrutura é o conjunto de instrumentações, ferramentas, equipamentos e materiais ligados à construção e materialização dos bens e serviços ...
 
Portanto, para tal configuração de PROCESSOS existem dezenas de CAUSAS PROVÁVEIS para a ocorrência de PROBLEMAS e suas DISFUNÇÕES: omissões, falhas, defeitos, acidentes, catástrofes, explosões, incêndios, improdutividade, dispêndios de dinheiro, poluição, afetação nos seres humanos, doenças, crimes, danos ambientais e tudo que é tipo de perdas incalculáveis, dentre elas a mortandade ...
 
Vejamos quais são as CAUSAS PROVÁVEIS mais frequentes que os japoneses identificaram, que segundo o Profº Kaoru Ishikawa – inventor do Diagrama de Ishikawa ou Espinha de Peixe, atendem até 95% da identificação de Causas Prováveis de problemas, defeitos, falhas, omissões e acidentes:
 
MQ - Na Máquina, Itens a serem verificados:
 
1. Condições de operação;
2. Especificação das peças;
3. Tempo de uso das peças;
4. Qualidade das peças;
5. Plano de manutenção;
6. Parâmetros do processo;
7. Matérias primas usadas;
8. Insumos usados;
9. Condições ambientais;
10. Depreciação do tempo;
11. Calibrações e aferições;
12. Valores de produtividade;
 
MP - Na Matéria Prima, itens a serem verificados:
 
1. Fornecedor;
2. Qualidade;
3. Especificação;
4. Original?;
5. Calibrada e aferida;
6. Identificação;
7. Testes de aprovação e liberação;
8. Certificados de Garantia e Desempenho;
9. Históricos de manutenção;
10. Adulterações e fraudes;
 
MO - Na Mão-de-Obra, itens a serem verificados:
 
1. Qualificação;
2. Tempo de serviços;
3. Horas extras;
4. Saúde ocupacional;
5. Educação & Treinamento;
6. Condições psicológicas;
7. Capacidade de concentração;
8. Histórico de acidentes;
9. Domínio de padrões;
10. Domínio da segurança;
11. Rotatividade;
12. Materiais usados corretamente;
 
MT - No Método, itens a serem verificados:
 
1. Laioute correto;
2. Caminho crítico correto;
3. Parâmetros ajustados corretamente;
4. Contagem;
5. Pesagem;
6. Medições;
7. Controle, inspeção e ensaios;
8. Ação operacional correta;
9. Segurança;
10. Ritmo e sincronicidade;
 
MA - No Meio Ambiente, itens a serem verificados:
 
1. Temperatura ambiental;
2. Temperatura operacional;
3. Ruídos;
4. Poeira e partículas;
5. Gases inertes,
6. Gases tóxicos;
7. Resíduos;
8. Radiação;
9. Pressões;
10. Vibrações e trepidações;
11. Umidade;
12. Iluminação e calor;
 
MD - Na Medida, itens a serem verificados:
 
1. Metrologia correta;
2. Padrão de referência;
3. Rastreabilidade a RBC - Rede Brasileira de Calibração;
4. Calibração e aferição no prazo de validade;
5. Instrumentos identificados;
6. Instrumentos com manutenção;
7. Instrumentos fisicamente OK;
8. Conversões métricas corretas;
9. Treinamento no uso e manuseio;
10. Certificados metrológicos;
 
As CAUSAS PROVÁVEIS mais frequentes atingem o total de 66 causas ou fatores que podem produzir PROBLEMAS ou DISFUNÇÕES:
 
1. Máquina - 12 fatores;
2. Matéria Prima - 10 fatores;
3. Mão de Obra - 12 fatores;
4. Método - 10 fatores;
5. Meio Ambiente - 12 fatores e
6. Medida - 10 fatores.
 
Total: 66 fatores que podem se combinar e produzir uma CATÁSTROFE ou simplesmente PROBLEMAS / DISFUNÇÕES, derivados de 6 RAIZES, decorrendo o código 6-66 – O Dragão Japonês devorador de problemas.
 
NOTAS:
 
1. SEM CONTROLE EFETIVO, ISTO É, MANTENDO VIGILÂNCIA NESTE CONJUNTO FUGIDIO DE FATORES, NÃO HAVERÁ SEGURANÇA NA ENGENHARIA E NEM DA TECNOLOGIA (E NEM NOS SERVIÇOS PRIVADOS E PÚBLICOS) - "ORAI E VIGIAI".
 
2. AS PROMESSAS DOS GOVERNANTES NUNCA "FUNCIONAM", POIS NÃO SABEM FAZER O CONTROLE EFETIVO DOS CONJUNTOS DE FATORES DE SEUS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E NEM SABEM SOLUCIONAR AS DISFUNÇÕES DECORRENTES ...
 
3. ALÉM DAS INDICAÇÕES ADMINISTRATIVAS NÃO SE BASEAREM EM QUALIFICAÇÃO OBJETIVA, PARA A FUNÇÃO INDICADA.
 
Se os PROBLEMAS continuam a ocorrer é sinal de que não foram BLOQUEADOS (solucionados) e a sua CAUSA PROVÁVEL não foi ainda ISOLADA. Então, os problemas vão ACUMULANDO e PROPAGANDO. Vão do tamanho da LAGARTIXA até virarem DRAGÕES (problemas draconianos) - ficando humanamente INSOLÚVEIS, se não houver qualificação da administração privada ou pública - para a ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA DA QUALIDADE.
 
Sem esta visão a administração privada e pública no Brasil vira mero EXERCÍCIO INÓCUO de funções, não só produzindo as DISFUNÇÕES, como também ATRASANDO a evolução TECNOLÓGICA e/ou CIVILIZATÓRIA.
 
No Brasil os governos, principalmente, com suas nomeações políticas de cupinchas e desqualificados para ministros, secretários, assessores e as eleições de gente de má fé, desqualificadas e ignorantes, para presidente, governadores e prefeitos termina nos colocando no exagero da estupidez administrativa ACUMULATIVA e PROPAGANTE, nos levando ao RECESSO PERPÉTUO ...
 
O Brasil está entre as 10 MAIORES ECONOMIAS do planeta, não por capacidade administrativa, mas por dimensão estapafúrdia e o porte de suas riquezas naturais. E está atrasado em tudo, e bem atrás da 70ª posição em quase todos os Rankings tecnológicos, educacionais, sociais, humanos e civilizatórios.
 
Seria normal para o país estar entre as 10 MAIORES ECONOMIAS do planeta e estar entre os 10 mais em tudo que é RANKING. O que não ocorre com o Brasil - aí está a evidência da incompetência administrativa dos governos brasileiros: Federal, Estaduais e Municipais. E só pedindo VERBAS para isso e aquilo. Para cada R$ 7,00 a R$ 10,00 arrecadados pelos governos, no Brasil, apenas R$ 1,00 vira benefício para o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano.
 
Engº Lewton Burity Verri
CREA 74-1-01852-8 UFF – RJ
Copyright © 2008 - Engº Lewton Burity Verri
Autor do Livro “Solucionando Problemas na Fábrica” ...



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