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Postada em 31-05-2012. Acessado 1507 vezes.
Título da Postagem:Só compre a crédito coisas que estarão durando enquanto você paga as prestações
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 31-05-2012 @ 10:55 am
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Só compre a crédito coisas que estarão durando enquanto você paga as prestações

Tags: curva, banheira, garantia, qualidade, materialidade, material, produtos, bens, duráveis, consumo, capital, prazo, validade, propriedades, características, manutenção, produção, fabricação, projetos, falha zero, zero defect, partes por milhão, ppm, economia, preço, posse, venda, compra, administração, engenharia, inovação, novos produtos, confiabilidade, prestações, prazos de pagamentos, 60 meses, 72 meses, 84 meses, crediário, crédito, crediarista, economia

A economia brasileira só cresceu no crédito, desde 2008. O que quer dizer que só cresceu no endividamento das pessoas. A inadimplência hoje é recorde, num país que está se desindustrializando, com a perda contínua de seu potencial industrial, não só pela incapacidade administrativa dos governos, como também, no excesso de comercialização de commodities, de atividades extrativas e primárias. Além das disputas de fornecimentos viciosos, aos estados e municípios, por meio de concorrências enganosas e licitações superfaturadas, com serviços e produtos de baixa qualidade, também agregada.

Tem gente achando que ficou rica, mesmo que devendo meses de salários em boletos e carnês.

E o governo ainda canta de galo porque o país virou a 6ª economia do planeta superando o Reino Unido por menos de US$ 20 bilhões no PIB comparativo, quando a grandeza é trilhões de dólares.

Nos últimos 10 anos o salário médio do mercado oscilou de R$ 1.200,00 para R$ 1.300,00. Os empregos abertos foram de baixa qualificação, muita gente ainda ganha o que ganhava na época de FHC. Pouco comercializamos com valor tecnológico agregado e com conhecimento científico de vanguarda.

Agora na 2ª ONDA de crédito, para tentar afastar a crise econômica mundial, a exploração econômica governamental vem através da nova estimulação do crédito, com a ampliação do número de meses / prestações a pagarem compras de bens de consumo e de bens duráveis. E com a ampliação das modalidades de pagamentos de bens, como por exemplo a compra de veículos com cartões de crédito.

Somos um país comercialmente fechado, protecionista, em que a soma de nossas importações com as exportações não atinge 18% do PIB anual , quando a média dos países desenvolvidos está acima de 30%. Não temos entrada "facilitada" nos mercados mundiais, pela qualidade precária de nossos produtos nas disputas comerciais até com outros países emergentes.

A questão atual é a de comprar bens duráveis, e de consumo, com garantias de utilização que estejam em conformidade com o tempo de suas garantias. E a nossa sociedade de consumo tem uma ampla gama de bens duráveis e de consumo para compras a crediário / crédito.

Vejamos alguns bens para compras (parte desta relação foi extraída do site:
http://www.ricardoeletro.com.br/) :

1. Veículos em geral
Caminhões
Tratores
Automóveis
Motocicletas
Bicicletas
Barcos
Lanchas
Aviões
Equipamentos esportivos
Equipamentos náuticos
Equipamentos aeronáuticos

2. Automotivos
GPS
DVD Player Automotivo
Seção Moto
Acessórios

3. Bebês
Passeio
Quarto e Decoração
Fraldas e Lenços Umedecidos

4. Beleza & Saúde
Barbeador
Depilador
Secador

5. Brinquedos
Bicicletas
Bonecas
Mini Veículo

6. Calçados
Calçados Femininos
Calçados Masculinos
Calçados Infantis

7. Cama, Mesa & Banho
Jogo de Cama
Jogo de Banho
Toalha de Mesa

8. Câmeras&Filmadoras
Câmera Digital
Filmadora Digital
Porta Retrato Digital

9. Telefonia
Celular Desbloqueado
Celular para 2 Chips
Telefone sem Fio
Caixa Acústica

10. Colchões
Solteiro
Casal
Conjunto Box

11. Dvds & Blu-Ray
3D
Séries de TV
Dvds Filmes

12. Eletrodomésticos
Refrigerador
Ar condicionado
Geladeiras
Lavadora de Roupa
Fogão

13. Eletrônicos
TV LED
TV de LCD
Home Theater

14. Eletroportáteis
Aquecedor
Aspirador
Liquidificador

15. Esporte & Lazer
Fitness e Musculação
Monitores Cardíacos
Bicicletas

16. Ferramentas & Jardim
Lavadoras de Alta Pressão
Ferramentas Elétricas
Jardinagem

17. Games
Playstation 3
Playstation 2
Xbox 360

18. Informática
Ultrabook
Notebook
Computador

19. Livros
Administração e Negócios
Autoajuda e Desenvolvimento
Literatura Estrangeira

20. Perfumaria
Perfumes
Corpo & Banho
Maquiagem

21. Relógios
Relógio Masculino
Relógio Feminino
Radiorrelógio e Despertador

22. Suplementos
Massa Muscular
Emagrecimento
Vitaminas & Minerais
Refeições Protéicas em Pó

23. Tablets
Tablets
Acessórios para tablets

24. Utilidades Domésticas
Aparelhos de Jantar
Faqueiros e Talheres
Panelas

De toda esta gama de bens, cerca de 80% não possui garantias de utilidade de até 1 ano ou 12 meses. Em sua maioria são bens de valores abaixo de R$ 1.000,00. E suas garantias quando especificadas vão de 3 meses a 12 meses (ou de 90 a 365 dias).

Existem bens com garantia de até 5 anos, ou 60 meses. E estes são bens de alto valor de aquisição, tais como carros, motos e etc. Porém a boa maioria dos bens: Veículos em geral - Caminhões, Tratores, Automóveis, Motocicletas, Barcos, Lanchas, Iates, Aviões, e similares em geral, possuem garantias na faixa de 3 a 5 anos (ou de 36 a 60 meses).

Os prazos de garantias são estipulados pelas fábricas, e fornecedores, em função de análise de dados da Assistência Técnica aos Clientes e de Testes de Simulação de Uso e Confiabilidade, no controle da qualidade dos respectivos projetos e/ou empresas.

Pela assistência técnica todas as falhas de campo, com estudos de suas causas prováveis, são reportadas às fábricas para ajustes da qualidade do projeto - reforçando propriedades e características que falharam, através de novos materiais, novos procedimentos e novos processos - com o objetivo de se encontrar o "limite seguro de afirmação da garantia", de por quanto tempo o produto não falhará. E se houver impossibilidade de "eliminação das chances de falhas", até quanto tempo o produto pode ficar em uso ou serviço sem falhar, antes da próxima MANUTENÇÃO PROGRAMADA?

A engenharia planeja a tabela de MANUTENÇÃO PROGRAMADA em função das "chances de falhas" das peças e dos componentes que fazem parte da construção do bem / objeto / coisa / produto, segundo condições NORMAIS ou SEVERAS de solicitação no uso ou no serviço.

Pelos testes de Simulação de Uso e Confiabilidade, no controle da qualidade dos respectivos projetos, a engenharia realiza testes de confiabilidade para identificar até que ponto o bem / objeto / coisa / produto começam a falhar, em condições NORMAIS ou SEVERAS de solicitação no uso ou no serviço.

São testes caros, e complexos, para se poder encontrar o "limite seguro de afirmação da garantia", a partir do qual a tecnologia da materialidade do bem e de sua construção entram em COLAPSO progressivo.

Digamos que um botão interruptor seja acionado cerca de 5 vezes ao dia, em média. Para ele durar 36 meses, ou 3 anos, como prazo de garantia do aparelho, onde ele irá ser colocado em "serviço", serão cerca de 5.475 acionamentos para estes 3 anos (5 acionamentos por dia x 365 dias x 3 anos).

Então, a engenharia planeja a qualidade material, funcional e construtiva do bem com vista a este "durar" cerca de 5.475 acionamentos em 3 anos. Logo, os testes de simulação irão reproduzir, num protótipo final do botão interruptor, em velocidade normal e outro conjunto em velocidade acelerada, os acionamentos além dos 5.475 cliques, numa máquina ROBÔ que produz / reproduz o acionamento do botão, como se fosse um dedo humano ... Numa velocidade tal, durante 24 horas por dia para que se possa saber o limite de colapso da tecnologia.

A qualidade material, funcional e construtiva do bem, tendo cumprido a missão de resistir aos 5.475 acionamentos poderá ser indicada para qualquer bem que use "botão interruptor de acionamento", e se irá dar a garantia de que vai "durar" 36 meses. Caso contrário, se isto não acontecer, a engenharia atuará nas variáveis e parâmetros da materialidade, da funcionalidade e da sua construção, nos padrões, procedimentos e processos, para "achar o ponto de resistência - folgada - dos 5.475 acionamentos da garantia técnica e comercial do bem".

Depois disto a engenharia planeja a tabela de MANUTENÇÃO PROGRAMADA em função das "chances de falhas" (junto com os dados das falhas em campo, da assistência técnica) das peças e dos componentes que fazem parte da construção do bem / objeto / coisa / produto, segundo condições NORMAIS ou SEVERAS de solicitação no uso ou no serviço.

Um projeto ou inovação irá requerer que a engenharia determine todas as possibilidades de falhas, e a confiabilidade de cada peça, componente e sistema, de maneira a estabelecer o "limite seguro de afirmação da garantia". E estabelecer o perfil hipotético das taxas de falhas do bem, em função do tempo de utilização, nas condições normais e severas.

A tradição da engenharia de projetos, produção e manutenção identificou vários perfis característicos com um formato peculiar semelhante a uma banheira vitoriana.

A chamada "The Bathtub Curve" - Curva hipotética sobre a Taxa de Falhas x Tempo.

Pelo link: http://www.dokabathworks.com.br/blog/index.php/t/banheiras-vitorianas/  "temos que as chamadas banheiras antigas, por terem sido utilizadas no período vitoriano, em meados do século XIX, são conhecidas também como banheiras vitorianas, por este motivo", possuem o perfil longitudinal semelhante à constatação da engenharia, quando por igualdade batizou a curva matemática da Taxa de Falhas na unidade de tempo em CURVA DA BANHEIRA.

No PPS do link indicado:

http://www.administradores.com.br/informe-se/producao-academica/a-curva-da-banheira-e-seus-graficos/4928/

Temos duas curvas hipotéticas a primeira curva para Garantia da Qualidade e a segunda para Garantia da Qualidade Total (para o TQC). Na primeira temos os 3 setores / fases / zonas A, B e C. A segunda curva representa a tendência de se "eliminar a fase da depuração" que ocorre com protótipos destinados às investigações técnico-científicas para colocar a tecnologia praticamente SEM FALHAS. E ainda mostra que não tolera falhas, com a evolução para o conceito de FALHA ZERO - ambas da Garantia da Qualidade Total (para o TQC).

Como não existem produtos de fabricação em países com baixo padrão tecnológico: bens duráveis, bens de consumo e bens de capital (maquinaria industrial), com garantias acima de 5 anos ou 60 meses, todo bem vendido com prestações acima de 48 e 60 meses irão "obrigar" o consumidor a adquirir algo que terminará de existir (ou de estar em uso ou em serviço) muito antes das prestações acabarem: para os casos de 72 meses (6 anos) e de 84 meses (7 anos).

O correto seria só se comprar a crédito coisas que estarão durando enquanto você paga as prestações. E nos países de alta tecnologia as garantias são maiores, em prazos de validade da qualidade, onde os bens possuem uma "lenta curva de envelhecimento", na qual os investimentos para sua posse são compensados com sua "durabilidade" maior, e numa mediana condição econômica de manutenção - ver a curva para Garantia da Qualidade Total (para o TQC) no citado link:

http://www.administradores.com.br/informe-se/producao-academica/a-curva-da-banheira-e-seus-graficos/4928/

Dependendo do fabricante, e do padrão tecnológico do seu país, a fase C - do envelhecimento, será abrupta e altamente dispendiosa para que o bem seja mantido pelo seu atual proprietário.

E mais gravemente ainda será sugerir que cidadão endividado seja tentado a comprar a crédito bens que não durarão enquanto ele estiver pagando prestações de boletos, carnês e crediários ...

Ainda mais por mais de 5 anos (ou 60 meses).

São raras as engenharias que garantam a qualidade por mais de 5 anos, a expectativa de vida dos cidadãos, seu discernimento econômico e sua empregabilidade, que venham a compor segurança aos prestamistas e crediaristas no Brasil. E aos bancos e credores ...

Abraços,

Lewton




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