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Postada em 11-01-2006. Acessado 1266 vezes.
Título da Postagem:Guerra no deserto e o Afrika Korps
Titular:Dr. Fabrizzio B. Dal Piero
Nome de usuário:Piero
Última alteração em 11-01-2006 @ 10:03 pm
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Autor: * Dr.Dal Piero

O Afrika Korps não foi, como se pode supor, um corpo integrado por tropas selecionadas. Tampouco, suas unidades eram formadas por soldados voluntários, treinados especialmente para a guerra no deserto. Pelo contrário, o Afrika Korps era uma unidade formada por soldados recrutados segundo o procedimento comum, e treinados segundo os planos normais das unidades alemãs. Somente alguns de seus oficiais recebiam instrução especial, quando agregados a unidades italianas, veteranas do combate no deserto. 

Noutros pontos, nada diferenciava o Afrika Korps dos demais grupos de combate da Reichswehr. O soldado alemão era jovem, forte, e se achava perfeitamente adestrado no uso de suas armas. Seu sentido de dever e de disciplina o convertiam num bom soldado. Todas essas condições, importantes em outros campos de batalha, não se aplicavam, porém, no deserto. Com efeito, a experiência demonstrou que os australianos, os neo-zelandeses, os sul-africanos e até os ingleses, se adaptam, melhor que os alemães à luta no deserto. De outra parte, não somente os soldados, mas também os oficiais e corpos técnicos, careciam de experiência de luta em solo africano; experiência que os ingleses possuíam, em alto grau. 

Compensando seus fatores negativos, o Afrika Korps possuía uma vantagem muito importante: a homogeneidade de suas unidades. Com efeito, as unidades britânicas eram um verdadeiro mosaico de raças, nacionalidades e idiomas. Seus oficiais e seus homens, muitas vezes, precisavam entender-se por meio de intérpretes. 

Forçosamente, sua organização e eficiência deveriam ressentir-se. Isto não ocorria aos alemães. O Afrika Korps teve, e manteve nos seus veteranos, mesmo depois de terminada a guerra, um extraordinário espírito de equipe. 

O mesmo espírito que Rommel, o chefe incontestável, havia sabido inculcar nos seus soldados. 

Um comandante não deve investir em seu soldado apenas a educação que a profissão lhe exige, deve também, fazer incorporar neste o espírito de união e fraternidade estimulando desta maneira a capacidade de viver em novas equipes a cada dia.




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