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Postada em 11-01-2006. Acessado 936 vezes.
Título da Postagem:A utilização de carros blindados leves
Titular:Dr. Fabrizzio B. Dal Piero
Nome de usuário:Piero
Última alteração em 11-01-2006 @ 10:18 pm
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Autor: * Dr.Dal Piero

Conseguido um ponto de partida, este deve ser defendido pelos atiradores e pelas armas pesadas que devem converte-lo na base necessária para as saídas de reconhecimento. Esse é o princípio para se manter uma boa coleta de dados.

A exploração constituiu um dos problemas principais na ação das forças blindadas. A eficiência de um ataque de tanques esta condicionada fundamentalmente pelo tipo de terreno onde se desenvolve. A velocidade do rompimento, essencialmente, da maior ou menor solidez das defesas do inimigo. É necessário, portanto, determinar com antecedência e precisão as condições do terreno onde se vai movimentar os tanques e o poderio das defesas inimigas que podem ser utilizadas.

Para essa função utiliza-se o blindado leve, que é um veículo apto para ser empregado na exploração de grandes extensões de terra. Um auto blindado essencialmente tem que possuir um grande raio de ação e uma velocidade relativamente grande, associado a um completo sistema de telecomunicações.

Os primeiros carros blindados leves foram construídos nos fins do século XIX. Em 1897, foi construído na Áustria um veículo automotor cuja caixa era protegida por uma ligeira couraça contra balas de fuzil e conduzia duas metralhadoras. Posteriormente, na Inglaterra, construíram-se modelos aperfeiçoados. Alguns dos quais foram utilizados na guerra contra os Boers na África do Sul, em 1899. No transcurso da Primeira Guerra Mundial foi empregado por todos os países.

Esses veículos agrupados em patrulhas de dois ou três podem proceder corretamente ao reconhecimento do terreno e das defesas inimigas, em frentes cuja amplitude pode chegar até cinqüenta quilômetros. O destacamento de exploração deve levar, em linhas gerais, de dois a três esquadrões de carros blindados, compostos por um grande número destes veículos de exploração, pesados e leves.

Utilizando-se dos meios de comunicação que cada carro possui, os blindados leves automaticamente enviam à retaguarda uma torrente vital de informações para a posterior incursão maciça. O esquadrão de reconhecimento e suas unidades podem também ser utilizado em missões de combate, onde a resistência do inimigo não seja extremamente poderosa ou se acha já alquebrada pela ação das unidades de tanques. Nesse terreno, os autos blindados podem ser utilizados principalmente na perseguição, para cobrir movimentos de tropas de infantaria, em ataques de surpresa contra pontos fracamente defendidos, para proteger uma retirada ou guardar os flancos ou a retaguarda das próprias forças, e em tarefas de patrulhamento e ações antiguerrilha, luta de ruas, etc.

Durante a Segunda Guerra Mundial o Brasil criou o 1o Esquadrão de Reconhecimento que utilizava principalmente o carro M-8 e que cumpriu com vigor as missões de reconhecimento. O carro blindado leve M-8 6X6 fabricado pela Ford Motor Co tornou-se o carro americano para as unidades de reconhecimento, atravessando grande parte da Segunda Guerra Mundial sem alterações substâncias. Possuía como armamento principal um canhão de 37 mm além de uma metralhadora calibre .30 Pol móvel acima da torre. Seu baixo peso (cerca de 7.500 Kg) proporcionava-lhe grande mobilidade que associada a uma boa potência de fogo conferia ao M-8 as condições ideais para as tropas levemente blindadas de reconhecimento. Dotado de um motor de 4 tempos com 6 cilindros em linha e uma potência efetiva de 110 HP, conseguia percorrer cerca de 640 Km sem necessidade de reabastecimento. Suas principais características eram: Velocidade 85 km/h; autonomia 640 km; peso 7,5 toneladas; tripulação 4 homens.

Após sua participação vitoriosa na 2ª GM, o M-8 ainda permaneceu vários anos guarnecendo as unidades de reconhecimento do EB, até ser definitivamente substituído pelo CASCAVEL.

Já os soviéticos não deram muita importância aos auto blindados durante a Segunda Guerra Mundial, diferente dos alemães que os utilizaram com maestria e dos ingleses que na campanha da África e na Europa utilizaram os veículos leves com eficiência. Um dos poucos modelos de auto blindados leve que os russos produziram foi o BA-64, projetado tendo como modelo veículos similares alemães. O Auto blindado russo tinha as seguintes especificações técnicas:

Comprimento: 3,50 metros

Largura: 1,70 metro

Altura: 1,80 metro

Motor (a gasolina, 4 cilindros): 50 HP

Peso: 2 500 kg

Velocidade máxima: 75 km/h

Tripulação: 2 homens

Blindagem maior: 12 mm

Tração nas quatro rodas

Armamento: uma metralhadora com suporte antiaéreo.

No fim do século XX o veículo blindado de reconhecimento mais veloz é o britânico Scorpion, que pode atingir 80 km/h com 75% de sua caga útil. Existe também um veículo norte-americano experimental denominado de M1936, construído por J. Walter Christie que atingiu uma velocidade de 103,4 km/h durante treinamentos oficiais na Grã-Bretanha.




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