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Postada em 31-08-2015. Acessado 856 vezes.
Título da Postagem:Pesquisadores descobrem um reator nuclear com quase 2 bilhões de anos
Titular:Lewton Burity Verri
Nome de usuário:Lewton
Última alteração em 31-08-2015 @ 12:05 pm
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Tags: Energia, nuclear, reator, natural, Oklo, África, AIEA, Urânio 235, baixo custo

 ======= A NOTÍCIA E SUA REPERCUSSÃO

 
Pesquisadores descobrem um reator nuclear com quase 2 bilhões de anos
 
 
Em 1972 uma fábrica de processamento de combustível nuclear fez análises de rotina em fonte mineral na África. Uma mina de Urânio, a Mina Oklo que fica no Gabão África Ocidental - ex-colonia francesa => Urânio com 3 isótopos, os quais são U238 abundante, U234 raro e U235 mais raro. O U235 sustenta a reação nuclear em cadeia. A Comissão Francesa de Energia Atômica (CEA) foi examinar a ocorrência. Houve perplexidade, o U235 tem átomos que representam 0,720%. O U235 da mina tinha átomos que se constituíam em 0,717% => alguma coisa acontecia por essa pequena diferença. Parte da mina estava com U235 bem abaixo do normal. Cerca de 200 kg de U235 parece ter sido retirado da mina no passado => o suficiente para se fazer 6 bombas nucleares.
 
O que estava ocorrendo com o U235 de Oklo? O local é realmente um reator nuclear antigo => Com 1,8 bilhões de anos e com 500 mil anos de operação no passado.
 
A Agência Internacional de Energia Atômica, verificou o incidente, pois uma conferência divulgou a notícia: Havia vestígios de subprodutos da fissão como resíduos de combustível em vários locais de mina. E reatores modernos não são comparáveis em design e em funcionalidade. 
 
O reator de Oklo tem vários quilômetros de comprimento impacto térmico ambiental limitado em 40 metros nos lados. A geologia da área manteve os resíduos radioativos nos limites do lugar a reação nuclear ocorreu => gerando o plutônio como subproduto e a reação foi moderada "automaticamente". Ao se moderar a reação, uma vez iniciada, de modo controlado, a potência de saída foi aproveitada já que não há vestígios de explosões ou da liberação de energia de uma única vez. 
 
O evento foi batizado como Reator Nuclear de Oklo, e pesquisadores concluíram que os minerais foram enriquecidos há 1,8 bilhões de anos e a água foi usada como moderadora da reação, do mesmo modo que os reatores modernos, os quais usam eixos de grafite-cadium que impedem o reator de entrar em estado crítico e explodir.
 
Dr. Glenn T. Seaborg - Prêmio Nobel e da Comissão de Energia Atômica, disse que para haver "queima" do urânio, numa reação, as condições devem ser exatamente certas e a água extremamente pura, mesmo que com alguns ppm - partes por milhão de contaminantes poderiam prejudicar a reação.
 
O reator de Oklo é uma das mais misteriosas descobertas da humanidade. Houve uma civilização avançada que habitou o planeta? Para onde foi? Deixou vestígios?
 
 
Autores: ALEX P. MESHIK began his study of physics at St. Petersburg State University in Russia. He obtained his Ph.D. at the Vernadsky Institute of the Russian Academy of Sciences in 1988. His doctoral thesis was devoted to the geochemistry, geochronology and nuclear chemistry of the noble gases xenon and krypton. In 1996 Meshik joined the Laboratory for Space Sciences at Washington University in St. Louis, where he is currently studying, among other things, noble gases from the solar wind that were collected and returned to the earth by the Genesis spacecraft.
 
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COMENTÁRIOS DO IEAQ - Instituto de Estudos Avançados da Qualidade - http://www.engenheiros.blog.br .
 
A datação de 1,8 bilhões de anos coloca a origem do Reator Nuclear de Oklo na Era pré Cambriana há cerca de 2,8 bilhões de anos na origem de um planeta com pouco mais de 4,6 bilhões de anos em idade. No ano de 2,8 bilhões do planeta NÃO havia a vida animal, vegetal e humana - começavam as manifestações do organismos unicelulares. Seria difícil haver uma civilização avançada que pudesse habitar um planeta, que ainda apanhava das chuvas de meteoros e com atmosfera primária.
 
O Urânio foi um dos 20 elementos que se solidificaram em primeiro com o resfriamento da Terra, com ponto de solidificação em torno de 1.100º C. E fez parte da "casca ou carapaça" de rochas e lavas em solidificação, sofrendo contrações e pressões em alta escala, sendo imprimido nas movimentações da crosta terrestre e "jogado" como elemento segregado, pela solidificação. A ocorrência do minério de Urânio na Mina de Oklo foi descoberta em 1956 pelos franceses, quando a mina foi aberta - o Gabão é uma ex-colônia francesa. Oklo é uma região próxima à cidade de Franceville, na província de Haut-Ogooué no Gabão, país situado na África Central. 
 
 
Entretanto é uma tradução da Revista Scientific American, Fonte:http://www.scientificamerican.com/article/ancient-nuclear-reactor/, e no entender da ciência trata-se de evento com fortes evidências geoquímicas, de que os depósitos de urânio de Oklo comportavam-se como reatores de fissão nuclear naturais no período Pré-Cambriano. A marca da datação se baseou no caimento da radioatividade do Urânio encontrado na mina.
 
É bastante bizarro, provocando tanta perplexidade no pessoal das comissões de energia nuclear da Europa - reatores de fissão nuclear naturais numa mina de urânio. Acreditaram haver um "mistério tecnológico" embutido nesta ocorrência a ser estudado e utilizado no uso nuclear para geração de energia elétrica.
 
Havia vestígios de subprodutos da fissão como resíduos de combustível em vários locais de mina, e reatores modernos não são comparáveis em design e em funcionalidade.
 
A reação nuclear ocorreu gerando o plutônio, como subproduto, e a reação foi moderada "automaticamente" a moderar a reação => uma vez iniciada de modo controlado a potência de saída foi aproveitada => sem explosões ou liberação de energia de uma única vez.
 
A observação de um reator com concepções simplificadas, e com eficiência ainda não determinada - quantos MegaWatts podem ser gerados? Despejo de resíduos, complexidade tecnológica, controle segurança, radiação e etc? - Poderá abrir um horizonte de produção de energia mais barata do que a hidráulica, a do petróleo e a do vento?
 
Falta agora os cientistas com Nobel, e extra-Nobel, formatarem uma configuração técnica de um engenho que possa reproduzir o reator de Oklo, nas especificações de instalações e equipamentos, para a produção de eletricidade através desta "nova concepção tecnológica".
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Abraços,
Lewton
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