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Memória militar de 1964

Publicado em 21 de Mai de 2014


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 - MEMÓRIA MILITAR DE 1964 -

 

Os 50 anos do movimento em Santa Maria ensejou manifestações de toda ordem e matiz por parte de quem viveu, acompanhou, ou apenas soube de seu desdobramento. Personalidades nem todas alcançadas pelos atos de ação passaram a imprensa suas considerações deveras comedidas, exceto as do Professor Diorge Konrad na página 4 do Segundo A Razão de 31 de março findo, nomeia os líderes ferroviários Jorge Mottcy (?), Baltazar Mello e Onofre Ilha Dornelles, este último “vindo a falecer pelos maus tratos” (palavras textuais). De fonte fidedigna, o pessoal recolhido em número até maior ao 3º BCCL, atual 29º BIB, foram alojados em pavilhão exclusivo e com toda comodidade e plena liberdade no interior. Refeições servidas no local, preparadas pelo Baltazar com gêneros recebidos diariamente, tinham como prato de suas preferências strogonoff com chantilly e champingnon. Em outro jornal de 5 e 6 de abril do ano corrente, refere o Regimento Mallet como “local onde se torturava”, o que vem a ser uma inverdade. Os responsáveis pela segurança e atenção dos civis presos, tinham ainda a incumbência de acompanhá-los ao almoço em refeitório de mesa posta. O grupo compunha-se de três ferroviários, um funcionário publico, um ruralista e o advogado Jorge Mottcy citado acima. Não se privavam de jornais, revistas e livros levados por familiares nos dias de visita, dispondo até de rádio. Comumente, num dia qualquer, certo comandante conversava informalmente com um ou outro mandado chamar ao gabinete, nominalmente, sem o acompanhamento ou presença de seguranças. Acusações levianas fruto de falsos aprendizados, livros de história capciosa, ouvir dizer ou somente pela intensão maldosa, tem um único propósito, - o principal - o de alfinetar o Exército Brasileiro, uma instituição séria com fins nobres, acusando sem provas os servidores militares que na época desempenhavam suas obrigações profissionais em organização militar, denegrindo sua honra e a memória de muitos. Nenhum dos suspeitos sofreu qualquer tipo de sevícias, sendo liberados um a um depois de ouvidos e inocentados. Seus descendentes são testemunhas do tratamento de urbanidade que lhes foi dispensado, não podendo ser negados sob o risco de macularem aquilo que acreditavam e defendiam. 


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