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Brasil

O Silêncio das Forças Armadas

Publicado em 03 de Dez. de 2016


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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
 
O SILÊNCIO DAS FORÇAS ARMADAS
 
 

Uma coisa que a população nas ruas não entende é a razão do silêncio das Forças Armadas. O principal motivo desse aparente silêncio é óbvio: as Forças Armadas não podem falar por falar. Qualquer pronunciamento mais incisivo do Comando equivale a ação política. Se, por exemplo, o Comandante do Exército criticar qualquer ato da Dilma, ou recusar-se abertamente a cumprir ordens das autoridades civis, isso quase equivale a golpe de Estado, porque das duas, uma: ou o Comandante é demitido, ou o Governo cai. Não existe a hipótese de pronunciar-se contra e ficar no cargo, nem do Governo permanecer incólume no poder após o pronunciamento, desmoralizar-se, ou mesmo cair...

Essa situação é muito parecida com a dos juízes. Um dos princípios fundamentais da magistratura é que "o juiz só fala nos autos do processo". Ou seja, o juiz jamais discute em público ou emite opinião sobre os processos. Ele simplesmente absolve ou condena, e justifica por escrito a sua decisão. Isso porque a "opinião" do juiz não é opinião: ela tem força de Lei.

O mesmo ocorre com os militares: eles só falam por meio de atos concretos. Não podem debater nem opinar sobre questões políticas. Mas podem e devem agir, quando essas questões mexem com interesses nacionais.

Interesses nacionais: esse é um ponto ao qual as pessoas não prestam muita atenção. A expressão ficou tão gasta pelo uso, que passou a ser mera frase de efeito, sem consequência, tal como dizer "bom dia" quando o dia de fato é ruim, ou "saúde!" ao brindar com o tóxico uísque paraguaio.

Mas no nosso caso, "interesses nacionais" têm significado que deve ser levado a sério. Vamos entender a lógica.

Vivemos num Estado de Direito, não é verdade?

Ou seja, num Estado onde a Lei está acima de tudo. Todos estão submetidos à Lei, e todas as leis têm de estar de acordo com a constituição, que é a Lei Suprema.

Nesse caso, as Forças Armadas só podem agir dentro da Lei.

E a Lei as submete ao governo civil, eleito pelo "povo". Correto?

Sim e não.

Sim, na normalidade.

Não, nas crises extremas, que põem em perigo a existência ou a integridade da Nação Brasileira.

Vejam como funciona.

Na mesma constituição de 1988, manteve-se um dispositivo das constituições anteriores, que define as Forças Armadas como "instituições nacionais permanentes".

Essa definição implica que as Forças Armadas estão a serviço da Nação, e não do Estado, nem do Governo.

A Nação está acima de tudo.

O Estado é criado pela Nação, e a Constituição é a materialização, a forma de existir o Estado.

Sendo Instituições Nacionais, as Forças Armadas são fundadoras e guardiãs da Nação, portanto anteriores ao Estado e à constituição.

Que significa isso?

Para responder, temos de considerar como se formam as nações.

Nações se formam quando um povo domina um território, demarca suas fronteiras e as preserva e defende eficazmente contra potenciais ou atuais inimigos.

Só então é possível constituir o Estado e o governo.

A força militar é elemento imprescindível à instituição da Nação, a qual é anterior à formação do Estado.

O Estado se institui por meio da Constituição. Mas o Estado e o Governo não abrangem a Nação.

A Nação está acima e além de tudo, porque é a origem de tudo.

E as Forças Armadas, embora sejam órgãos do Estado, subordinadas ao Governo, são em última instância instituições da Nação.

Quando o Estado ou o Governo se voltam contra a Nação (é o que acontece no Brasil de agora), as Forças Armadas podem e devem intervir, passando por cima tanto do Governo como do Estado.

Mas essa responsabilidade é gravíssima, de modo que jamais pode ser exercida com leviandade.

É algo como aquele famoso "botão vermelho" que o Presidente dos Estados Unidos tinha no seu gabinete, que, uma vez apertado, deflagraria a guerra nuclear total, com risco de destruir o planeta.

Dá para entender o silêncio e a aparente imobilidade das Forças Armadas?

Esse silêncio e essa imobilidade, porém, não significam passividade nem conivência com a quadrilha no poder.

Pensem: quais são as reais intenções dessa quadrilha? Ela nunca as escondeu. Seu objetivo é instituir no Brasil ditadura semelhante aos modelos que seus chefes tanto admiram. Algo parecido com Cuba, ou Coréia do Norte, ou Venezuela, ou as ditaduras africanas.

Estando há quase quinze anos no poder, a quadrilha teve todo o tempo e todos os recursos para dar o golpe.

Mas não o fez.

Por que?

Porque não pôde.

Porque a quadrilha tem o Poder, mas não dispõe da Força.

Ela manda no Brasil, faz o que bem entende com o dinheiro público, compra a mídia, aparelha o serviço público com nomeados políticos, comete os maiores desatinos em matéria de política externa, é mancomunada com o crime e o narcotráfico, tem tudo nas mãos, mas ainda não conseguiu o seu maior objetivo: a ditadura.

Para isso, precisaria desfechar um golpe de Estado revolucionário, fechar o Congresso, ocupar militarmente o País, estatizar os jornais, tevês e rádios, prender ou matar seus adversários e assim ter meios de confiscar propriedades e estabelecer alguma forma de socialismo. É o que gostariam de fazer, embora jurem que não.

E por que não o fizeram? Porque sabem que não podem contar com as Forças Armadas, nem com as Polícias, para essa aventura.

E sabem que, se tentarem, as Forças Armadas impedirão.

O silêncio e a imobilidade das Forças Armadas, portanto, não significam omissão nem indiferença.

Afinal, muralhas também são imóveis e silenciosas.

As Forças Armadas são as muralhas que impedem o golpe da quadrilha.

Certo, eles, os comparsas da quadrilha, fazem tudo para provocá-las.

Tal como moleques pichadores, eles sujam a muralha.

Difamam as Forças Armadas, procuram humilhá-las com atos como a tal Comissão da Verdade, espalham falsas histórias, fazem tudo o que podem.

Mas não conseguem abalar a enorme barreira, imóvel e silenciosa.

Ela continua firme no seu lugar, e cada vez mais o povo brasileiro compreende que é a sua proteção, o seu abrigo seguro.

Autor "desconhecido", mas falou em vocabulário popular dentro do conhecimento de um General.

6 comentários


verdade comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

03 de Dez. de 2016 às 4:37

verdade
O artigo, apesar de focar no governo Dilma, é bem atual e se encaixa bem no governo Temer. Vivemos um paradoxo. Querem e não querem os militares. Não existe manifestação popular sem o apoio da mídia. Da grande mídia convocando as pessoas para as manifestações. Essa mídia podre brasileira fez propaganda maciça contra os militares. Ainda faz. Quando a mídia brasileira for regulamentada, o povo vai ter acesso à informação, sem o filtro do interesse dos donos de tv, revista e jornal.


Peixoto

03 de Dez. de 2016 às 11:33

Peixoto
quando os militares estavam no poder nao tinha bagunça agora vejam com esta


MARMOSILVA-RIO comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

03 de Dez. de 2016 às 12:32

MARMOSILVA-RIO
Prezado amigo. Paranaense! Boa Tarde! Tenho acompanhado as postagens do portal militar e tenho percebido uma falta de ativismo patriota e cívico. Sobretudo, do ponto de vista de exercício pleno e irrestrito da nossa cidadania. Na verdade é muito difícil cobrar consciência coletiva de uma sociedade ignorante politicamente falando, não há, disciplina nas escolas que discipline os cidadãos brasileiros a conhecer os seus direitos e os valores morais, éticos e cívicos de sua nação. Vivemos num fascismo, com uma pseudo democracia. aonde o aparelhamento do estado é tão claro e real que já introduziu a corrupção como cultura das últimas gerações desta nação. Somos governos por políticos semianalfabetos, incapaz de gerenciar um condomínio, governando a nossa nação. é o caos estabelecido, pelo saqueamento do erário público. O povo não sabe o poder que possui em suas vozes, sequer percebe que presidente não possui poder, mas função, e a primordial é respeitar a CF/88, tratando bem as suas Forças Armadas, pois, ele é o seu conte supremo e depende de seus militares e suas armadas para manter o poder de dissuasão e impor respeito pela força. Dentro desse prólogo, observamos uma total inversão de todos os valores, dessa última geração de governantes comuna fascistas, que usam o capitalismo, para implantar o comunismo marxista e se apoderar do estado democrático de direito, para aplicar o golpe marxista e leninista, com a política do pão e circo, em detrimento do enriquecimento ilícito e toda forma de improbidade administrativa, praticada por corruptos e corruptores, debaixo de nossos narizes, mas que nada podemos fazer, pois dependemos de uma justiça parcial, rigorosa e punitiva, mas que por estar engessada e coagida, absolve o bandido e prende o cidadão de bem em suas misérias urbanas. Sem mais, não vivemos em um estado democrático de direito, porque, nos falta ERGA OMNES!!!. Enquanto a Lei não valer para todos, não podemos afirmar que o Brasil é um país democrático. Igualdade e liberdade, começa com justiça social, estatal e criminal. Lugar de bandidos é na cadeia, ou estou errado? Os exemplos que temos visto é uma agressão, um verdadeiro tapa na cara do cidadão de bem desta nação. Vergonha de ser brasileiro. É isso que eu tenho. hoje! Como militar inativo, creio ser uma questão de tempo, tal como em 1964, mas que teve seu início em 1934. A segunda tentativa de comunizar a nossa nação começou no fim dos anos 80 e atingiu o seu ápice nos últimos três anos, somando os períodos, verificaremos a mesma cronologia de 30 anos. Talvez seja o máximo que um povo consiga suportar. Parabéns! por essa pérola e lamento muito a falta de adesão e coesão do portal militar. Tenha um ótimo Domingo e uma excelente semana. Deus tenha misericórdia desta nação!

 

 
paranaense comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

03 de Dez. de 2016 às 19:18

paranaense
Meu nobre amigo MARMOSILVA-RIO! O seu comentário como sempre muito oportuno, os meus cumprimentos. O Brasil tem solução. Acho que o primeiro passo foi dado com o impedimento da dona Dilma. Espero que em 2018 tenhamos opção de escolha.....por enquanto, vamos dar um voto de confiança ao Temer. Dos males, o menor. Desejo um ótimo final de semana, com o meu fraternal abraço!


Francisco Fernandes

03 de Dez. de 2016 às 16:10

Francisco Fernandes
Concordo com o seu comentário em parte, mas acho e torço que está na hora das forças armadas se mostrarem mais. Viva nossas Forças Armadas.

 

 
MARMOSILVA-RIO comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

03 de Dez. de 2016 às 23:10

MARMOSILVA-RIO
Prezado Amigo. Boa Noite! Gostaria de dizer que em meu comentário, deixei claro que as FFAA precisa não só de um alíbi, mas de um movimento patriótico de maioria de brasileiros, parecido com a marcha da família com Deus. Nenhum general em sã consciência tentará intervir no país, sem o apoio da sociedade como um todo. O Art 142. da CF/88, precisa do respaldo do povo, porque, nesse país governado por anarquistas, qualquer artigo constitucional pode ser derrubado por MPs. Entende? Quem na verdade precisa botar a cara é o povo brasileiro, de todas as classes sociais. Eu Creio na força do povo unido e decidido a mudar essa NAÇÃO. Isso é Democracia!


José Luiz

04 de Dez. de 2016 às 12:20

José Luiz
Gostei muito do artigo, penso da mesma forma, as FFAA não podem atuar de outra forma a não ser de forma concreta, e sem dúvida quando chegar a hora eles farão valer seu lema "Brasil acima de tudo".

 

 
MARMOSILVA-RIO comentou. Clique aqui para ver seu perfil.

04 de Dez. de 2016 às 16:34

MARMOSILVA-RIO
Prezado Amigo. José Luiz. Boa Tarde! Gostaria de endossar o meu comentário com os manifestos que ocorrem , hoje, em vários estados da federação desta república. O povo precisa acordar e não mais ficar deitado em berços esplendidos. Estamos vendo um movimento que não sabemos a grandiosidade em que se formará, mas uma coisa é certa, em toda a história da humanidade, tanto antes, quanto depois de Cristo, o povo sempre suportou até o limite da revolução. Esse país passará pela sua primeira, e isso é um fato. não há saída política para o nosso país. Estamos vivendo uma total anarquia e desgovernos. Somos como ovelhas, apascentadas por raposas, nossos governos são lobos transfigurados de cordeiros. O Brasil precisa ser passado a limpo, para o bem de nossos netos e futuras gerações. Sem mais, um forte abraço e segue nessa sua força que Deus é contigo. Muito Obrigado pelo oportuno comentário.


Forças Armadas News

04 de Dez. de 2016 às 18:19

Forças Armadas News


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