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Clube Militar Contesta Documento da CIA

Publicado em 13 de Mai de 2018


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Presidente do Clube Militar contesta documento da CIA e diz que plano é prejudicar candidatos

 

Gilberto Pimentel disse que Ernesto Geisel e João Figueiredo, presidentes no final da ditadura militar foram 'homens de bem'; documento da CIA mostra que Geisel autorizou 'execução sumária' de militantes

 

BRASÍLIA - A resposta dos militares à divulgação do documento da CIA de 1974, que contesta a imagem do ex-presidente Ernesto Geisel de defensor da abertura política e o acusa de ter endossado a execução de presos políticos, veio por meio do presidente do Clube Militar, Gilberto Pimentel. Ao comentar o material, agora divulgado pelo pesquisador brasileiro da Fundação Getulio Vargas, Matias Spektor, o general classificou a publicação como "inteiramente fantasiosa".

Sem citar diretamente o nome do deputado-capitão Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato ao Palácio do Planalto, o general Pimentel disse que a publicação acontece no momento em que ele está em posição privilegiada nas pesquisas eleitorais e que um número expressivo de militares decidiu se candidatar a diversos cargos nas próximas eleições.

Depois de destacar que o documento “não vale um tostão furado”, o general Pimentel afirmou ao Estado que os ex-presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo foram “homens de bem” e que os que viveram este tempo “sabem bem que os objetivos que estabeleceram àquela altura do governo militar não abrigavam esse tipo de ação”. Segundo ele, “a ordem era restabelecer a plenitude da democracia e devolver o poder aos civis”.

Para o presidente do Clube Militar, instituição que costuma ser a voz da categoria, quando o Exército, em particular, e as Forças Armadas são atacadas, declarou que “não se surpreendia” com a divulgação de um documento e que o momento tem a ver com a posição de liderança de Jair Bolsonaro nas pesquisas, sem citar seu nome.

“A oportunidade para mim é clara”, comentou. "Temos agora na liderança das pesquisas para as eleições presidenciais um candidato que surgiu do nosso meio e um grupo expressivo de militares que, democraticamente, nesses dias consolidou a intenção de candidatar-se aos mais variados cargos de governo, desde os municipais, passando pelos estaduais até os federais”, justificou ele, referindo-se à matéria publicada pelo Estado mostrando que pelo menos 71 militares de todos os postos pretendem se candidatar a presidente da República, senador, deputados federal, estadual e vereadores, em 25 estados e no Distrito Federal. A única exceção é o Acre, mas os militares ainda buscam candidatos no Estado.

O general Pimentel afirmou ainda que, “em relação aos militares, aceitam como fato consumado uma versão cuja fonte e grau de veracidade sequer são colocados em dúvida”. Ele criticou a forma como os militares são tratados. “Hoje, quem tem direito a distorcer os fatos são os bandidos em relação à polícia que os combate, e, ontem, os subversivos terroristas que pretenderam implantar no Brasil uma ditadura do proletariado com relação às forças legais que lhes deram combate", completou.

As afirmações do general coincidem com a opinião de militares da ativa, que não podem se pronunciar, mas salientaram que se disseram “perplexos” com a divulgação do texto “somente agora”, considerada “completamente extemporânea” por eles. Todos desqualificaram o documento, alegando que eles vão contra fatos “comprovadamente históricos”, que visam denegrir a imagem das Forças Armadas, além de tentar prejudicar Bolsonaro e os demais candidatos militares.

 

Fonte: Estadão / Tania Monteiro

2 comentários


Amiel Ballistra

13 de Mai de 2018 às 19:48

Amiel Ballistra
Hierarquia e disciplina: Presidencia da República, Senadores, Governadores, Deputados Federais e Estaduais e Prefeitos nas Capitais e grandes cidades = Generais, Coronéis e alguns Majores. Vereadores nas Capitais e grandes cidades, Capitães e Tenentes. Vereadores em cidades com menos de 50.000 habitantes= Subtenentes/Suboficiais e Sargentos. Já tem Subtenente se preparando para lançar candidatura a Vereador em Santana do Jacaré, MG, São Raimundo das Mangabeiras, MA, Tangará da Serra, lá pelos lados da Serra dos Parecis, em Mato Grosso. Estou confiante de que, desta maneira o Brasil "vai prá frente". Do que eu não sei.


Amiel Ballistra

16 de Mai de 2018 às 8:51

Amiel Ballistra
General Pimentel diz: "- a ordem era, restabelecer a plenitude da democracia e devolver o poder aos civis". Mas, conforme disse o ex- Presidente General Figueiredo (entrevista, está na Internet), quem mandava era os civis. Aliás,dentre estes civis estavam o vice do Castelo Branco,o José Maria Alckimin e o José de Magalhães Pinto, um dos idealizadores do AI5. Estão vendo como Generais são mal informados? Plenitude da democracia. Vejamos-: Revista O Cruzeiro de 7 Outubro 1961. Em uma reportagem para a revista Life, Gordon Parker, fotógrafo norteamericano mostra a miséria em uma favela carioca (RJ, Brasil). Por sua vez, Henry Ballet, a serviço da revista O Cruzeiro,mostra a miséria em um "slum" (favela) de Manhatan (EUA). ------Pois é, pobreza e miséria existiam e ainda existem até no "paraiso capitalista".


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