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POLICIAIS EPISÓDIO JOÃO ALBERTO SERVIRÃO DE BODE EXPIATÓRIO

 
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Aerj21
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Cadastrou-se em: 06 Apr 2008
Mensagens: 51
Estado: Acre

PostEnviada: 09 07 2008, 11:33    Assunto: POLICIAIS EPISÓDIO JOÃO ALBERTO SERVIRÃO DE BODE EXPIATÓRIO Responder com Citação

A morte trágica de João Roberto fez uma família reviver, depois de 14 anos, lembranças de um crime que se repete. Na tarde de 19 de setembro de 1994, Mariana Lacerda Corrêa, 7 anos, morreu atingida por um tiro no peito, disparado por PMs que metralharam o carro da família, no Grajaú. Os assassinos de Mariana também integravam o 6º BPM (Tijuca), o mesmo dos militares que fuzilaram o veículo da mãe de João Roberto.

“É uma ferida que não cicatriza nunca. Sempre que sabemos de um caso parecido, volta a sangrar. Nossa família foi despedaçada. Apenas sobrevivemos. Convivo diariamente com a ausência da Mariana e a dor da minha filha, Maria Isabel, sem poder fazer nada. Depois do assassinato, ela teve câncer duas vezes, problemas cardíacos e depressão. Aos poucos, minha filha foi sendo corroída pela tristeza”, conta a aposentada Maria Helena Lacerda, 68 anos, avó da menina.

A avó lembra que Maria Isabel levava os filhos Mariana e Pedro, na época com 5 anos, para o Centro Educacional Bia Rizzo, na Rua Rosa e Silva. Minutos depois, uma patrulha com um sargento e dois soldados se aproximou do Uno branco da família. Os PMs confundiram uma arma de brinquedo que estava na mão do menino com uma metralhadora de verdade.

“Eles abriram fogo contra o carro, que ficou todo furado. Minha filha foi baleada na perna e ouviu o grito da Mariana: ‘Mamãe, me ajuda’. Foram as últimas palavras da minha neta”, diz. Mãe e filha foram socorridas pelos próprios atiradores. A menina morreu ao chegar ao Hospital do Andaraí, o mesmo onde João Roberto recebeu os primeiros socorros. A semelhança mórbida com o caso da Tijuca não pára por aí: dia 29, quando o menino assassinado teria sua festinha de aniversário do Homem-Aranha, Mariana completaria 21 anos.

“O caso desse garoto trouxe de volta toda a nossa dor. Choramos muito porque são histórias idênticas. É uma profunda falta de respeito e uma vergonha a mesma tragédia se repetir, 14 anos depois. Só mostra que, naquela época, a polícia já era despreparada e continua. Não sei o que dizer a esses pais, só rezo por eles. A tristeza que sentem agora foi só o início da nossa agonia”, lamenta Maria Helena, olhando para a foto da neta.

Doce e alegre, Mariana costumava se divertir na piscina da casa da avó ou dançando balé para a família. Solidária, pedia brinquedos iguais aos que ganhava para dar a uma amiguinha da escola, que era pobre. A boneca comprada numa viagem à Disney, dois anos antes da tragédia, foi a única lembrança guardada: os outros brinquedos foram doados à coleguinha. Desde então, todo Natal, o bebê de borracha vira o Menino Jesus no presépio da casa.

Antes de serem desmascarados por uma testemunha, o então segundo-sargento Gilson Lessa e os soldados Marcos e Cunha disseram que trocaram tiros com traficantes do Morro da Divinéia e que a família ficara sob fogo cruzado. “No júri, o sargento deixou claro que confundiu o brinquedo com a arma. Nem de longe era parecida. O advogado dele ainda disse que o avô vítima tinha que virar réu por ter comprado o brinquedo. A postura de bandidos e o despreparo são antigos”, critica Alexandre Dumans, que defendeu a família na época.

Os PMs chegaram a ser condenados, mas continuam na ativa. A família da menina foi ameaçada e passou anos fora do estado.

Senasp proibirá compra de armas de guerra

O secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, revelou a O DIA que até o fim da semana enviará ofício a todos os secretários de Segurança do País avisando que sua pasta não autorizará mais a aquisição de armas de guerra no Brasil. “Não permitiremos que esse tipo de armamento seja comprado”, afirmou, em referência às metralhadoras, fuzis e granadas.

“Se no lugar do menino fossem três jovens negros e pobres fuzilados, seguramente se diria que são elementos que enfrentaram a força do Estado. Se a família deles fosse pobre e batalhadora, passaria o resto da vida tentando provar que seus filhos eram honestos. Se essa hipótese fosse verdadeira, nós ouviríamos aplausos do senso comum, que diria: ‘Menos três bandidos’”, criticou o secretário, para quem o episódio foi um “soco no estômago”.

Para Balestreri, o Brasil não vive uma guerra, embora tenha índices de violência até piores: “Nós, no entanto, não estamos em uma”.

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Cientista social, professor da UERJ, coronel da reserva da PM e ex-secretário de Direitos Humanos, Jorge da Silva afirma que os PMs que mataram o menino João Roberto Soares viraram “bodes expiatórios da sociedade”.

1. A que o sr. atribui um crime como esse?
— Dizer que foi despreparo dos policiais resolve o problema de todo mundo, inclusive de quem bate tambor para o policial ir para a guerra. No ano passado, nossa sociedade comemorou as mortes de 43 pessoas no Complexo do Alemão. Lá também houve crianças e inocentes entre as vítimas. Cartas nos jornais e editoriais defenderam as operações. O secretário de Segurança foi aplaudido numa casa noturna da Zona Sul e afirmou que não se faz omelete sem quebrar ovos.

2. Como esse tipo de reação é recebida na PM?
— Para a tropa, isso equivale a um “liberou geral”. Os policiais desse caso da Tijuca acharam que seriam heróis por matar bandidos e agora toda a sociedade cai em cima deles. Atos como esse são praticados todos os dias e todo mundo acha certo. A hipocrisia me impressiona.

3. Mas houve um erro claro dos policiais, não?
— Os policiais têm que ser punidos pelo erro, mas execrá-los para purgar as culpas da sociedade é uma crueldade e uma covardia.
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NOVAES
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Cadastrou-se em: 27 Jan 2008
Mensagens: 1
Estado: Rio de Janeiro

PostEnviada: 13 07 2008, 12:56    Assunto: Responder com Citação

:( [i]OS POLICIAS SÃO CUPADOS TEM QUE SEREM PUNIDOS,MAIS OS PRINCIPAS CÚPADOS SÃO OS COMANDOS QUE TEM QUE PÔR SEUS COMANDADOS SEMPRE EM CURSOS DE RECICLAGEM.[/i]
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